Pureza

Pureza
Rezemos pela pureza de todos os que se encontram ao serviço de Jesus Cristo e da Sua Igreja, para que livres do pecado sejam bons filhos de Deus

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Faz o que deves e está no que fazes

Queres deveras ser santo? – Cumpre o pequeno dever de cada momento faz o que deves e está no que fazes. (Caminho, 815)

A santidade "grande" consiste em cumprir os "pequenos deveres" de cada instante. (Caminho, 817)

Dizes-me: quando se apresentar a ocasião de fazer algo de grande... então sim! – Então! Pretendes fazer-me crer, e crer tu seriamente, que poderás vencer na Olimpíada sobrenatural, sem a preparação diária, sem treino? (Caminho, 822)

Viste como ergueram aquele edifício de grandeza imponente? – Um tijolo, e outro. Milhares. Mas um a um. – E sacos de cimento, um a um. E blocos de pedra, que pouco representam na mole do conjunto. – E pedaços de ferro. – E operários que trabalham, dia a dia, as mesmas horas... Viste como levantaram aquele edifício de grandeza imponente?... À força de pequenas coisas! (Caminho, 823)

Não tens reparado em que "ninharias" está o amor humano? – Pois também em "ninharias" está o Amor divino.  (Caminho, 824)

São Josemaría Escrivá

A importância dos sacramentos no caminhar das famílias cristãs

Seguindo a orientação que tracei para mim nestes meses marianos, proponho considerar agora a importância dos sacramentos no caminhar das famílias cristãs, e que brote a nossa gratidão diária à Trindade Beatíssima por estes mistérios salvíficos, que nos tornam possível a participação nas riquezas divinas.

Todos podemos e devemos ajudar na tarefa de evangelização da família, do modo mais apropriado às nossas circunstâncias individuais. Foge-me o pensamento para os que trabalham em escolas, públicas ou particulares, em contacto direto com pais e mães, com tantas e tantos jovens que frequentam essas aulas, com professores com quem compartilham a responsabilidade educativa. Recordo a todos que a vossa tarefa, de primordial importância, não se deve limitar a transmitir uns conhecimentos que preparem os alunos para o futuro; ocupai-vos – sei que o fazeis – com a formação integral das crianças e dos adolescentes nos diferentes aspetos – humanos, espirituais, religiosos –, tão próprios da educação cristã.
Em primeiro lugar, é primordial o papel dos pais e das mães e, de certo modo, também dos restantes elementos da família: irmãos, avós, etc. Os pais, ou quem fizer as suas vezes, são os primeiros responsáveis pela educação dos filhos. Ao falar dos diversos membros da família, o Romano Pontífice disse: Vós, crianças e jovens, sois os frutos da árvore que é a família: sois frutos bons quando a árvore tem boas raízes – que são os avós – e um bom tronco – que são os pais. Jesus dizia que cada árvore boa dá bons frutos; toda a árvore má dá maus frutos (cfr. Mt 7, 17). A grande família humana é como uma floresta, onde as árvores boas trazem solidariedade, comunhão, confiança, apoio, segurança, sobriedade feliz, amizade. A presença das famílias numerosas é uma esperança para a sociedade. E por isso é muito importante a presença dos avós: uma presença preciosa quer pela ajuda prática quer sobretudo pela contribuição educativa. Os avós conservam em si os valores de um povo, de uma família, e ajudam os pais a transmiti-los aos filhos [1]. Insisto em que os casais a quem Deus não concede descendência também podem desempenhar um papel importante, enriquecedor, na formação cristã de outras famílias.

Quanto bem fazem os pais que tomam a sério esta missão! Por isso, a primeira necessidade concretiza-se na presença habitual do casal e dos filhos no lar, com a persuasão de que essa casa pode e deve ser "sala de espera" do Céu e escola de caridade, porque as alegrias e as penas de um são penas e alegrias dos outros membros da família.

S. Josemaria transmitiu-nos esta doutrina tão clara, também fruto da sua experiência pessoal. Numa ocasião, recordando como o Senhor o foi preparando para a sua missão de fundar a Obra, comentava: fez-me nascer num lar cristão, como costumam ser os do meu país, de pais exemplares que praticavam e viviam a sua fé, dando-me uma liberdade muito grande desde pequeno, vigiando-me ao mesmo tempo com atenção. Procuravam dar-me uma formação cristã, e ali a adquiri mais do que no colégio, embora desde os três anos me tenham levado a um colégio de religiosas, e desde os sete a um de religiosos [2].

Em casa dos Avós, aprendeu a comportar-se de um modo autenticamente cristão, adaptado em cada momento às circunstâncias da sua idade; e agradecia-o profundamente a Deus no fim dos seus dias, quando vinham à sua memória acontecimentos, grandes ou pequenos, daqueles primeiros tempos da infância e da juventude. Da sua própria situação, e da sua ampla experiência sacerdotal, provinham os conselhos que dava a pais e mães de família.

Interessa-me destacar concretamente a sua insistência em sublinhar a importância do bom exemplo. Desde o primeiro momento, comentava, os filhos são testemunhas inexoráveis da vida dos pais. Não dais conta, mas julgam tudo, e às vezes, julgam-vos mal. De modo que as coisas que acontecem em casa influenciam para bem ou para mal as vossas crianças. Procurai dar-lhes bom exemplo, procurai não esconder a vossa piedade, procurar ser limpos no vosso comportamento: assim aprenderão, e serão a coroa da vossa maturidade e da vossa velhice. Para eles, sois como um livro aberto [3].

É muito importante que os pais – o pai também, não só a mãe – ensinem aos filhos as primeiras orações. Não os obrigueis a grandes rezas: pouquinhas, mas todos os dias, aconselhava S. Josemaria. Quando são muito pequeninos, pegas na mão de cada um e és tu que os ensinas a benzer-se, com a mãozinha deles. Isso nunca se esquece. A vossa delicadeza e a vossa piedade, com a piedade dos vossos maridos, dos nossos pais, permanece no fundo da alma [4]. Com muita graça, acrescentava noutras ocasiões: que os vossos filhos não se deitem como cachorrinhos. Gosto de o dizer assim, porque fica muito claro e consigo fazer-me entender. Os cachorrinhos aninham-se num canto, e pronto. Os vossos filhos, não: têm que fazer o sinal da cruz antes de ir para a cama, e dizer umas palavras à Santíssima Virgem e a Deus Nosso Senhor, mesmo quando a alma não esteja totalmente limpa [5].

Reconhecia com santo orgulho que nunca deixou, nem de manhã, nem à noite, as orações vocais aprendidas na infância: poucas, breves, piedosas. De maneira que lembrar-me dos meus pais leva-me a Deus, e faz-me sentir muito unido, ao mesmo tempo que à minha própria família, àquela outra família que havia em Nazaré – Jesus, Maria e José –, e a essa família do Céu, o Deus único que é trino em pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo[6].

[1]. Papa Francisco, Discurso à Associação nacional de famílias numerosas de Itália, 28-XII-2014.
[2]. S. Josemaria, Notas de uma meditação, 14-II-1964.
[3]. S. Josemaria, Notas de uma reunião familiar, 12-XI-1972.
[4]. S. Josemaria, Notas de uma reunião familiar, 4-VI-1974.
[5]. S. Josemaria, Notas de uma reunião familiar, 18-X-1972.
[6]. S. Josemaria, Notas de uma reunião familiar, 28-X-1972.

(D. Javier Echevarría na carta do mês de abril de 2015)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

Formação dos jovens

«A chamada permissividade dos costumes assenta numa concepção errónea da liberdade humana; para se edificar, esta precisa de se deixar educar previamente pela lei moral. Deve pedir-se aos responsáveis pela educação que ministrem à juventude um ensino respeitador da verdade, das qualidades do coração e da dignidade moral e espiritual do homem»

(Catecismo da Igreja Católica § 2526) 

Evangelho do dia 4 de abril de 2019

«Se dou testemunho de Mim mesmo, o Meu testemunho não é verdadeiro. Outro é o que dá testemunho de Mim; e sei que é verdadeiro o testemunho que dá de Mim. Vós enviastes mensageiros a João e ele deu testemunho da verdade. Eu, porém, não recebo o testemunho dum homem, mas digo-vos estas coisas a fim de que sejais salvos. João era uma lâmpada ardente e luminosa. E vós, por uns momentos, quisestes alegrar-vos com a sua luz. «Mas tenho um testemunho maior que o de João: as obras que o Pai Me deu que cumprisse, estas mesmas obras que Eu faço dão testemunho de Mim, de que o Pai Me enviou. E o Pai que Me enviou, Esse mesmo deu testemunho de Mim. Vós nunca ouvistes a Sua voz nem vistes a Sua face e não tendes em vós, de modo permanente, a Sua palavra, porque não acreditais n'Aquele que Ele enviou. «Examinai as Escrituras, visto que julgais ter nelas a vida eterna: elas são as que dão testemunho de Mim. E não quereis vir a Mim, para terdes vida. A glória, não a recebo dos homens, mas sei que não tendes em vós o amor de Deus. Vim em nome de Meu Pai e vós não Me recebeis; se vier outro em seu próprio nome, recebê-lo-eis. Como podeis crer, vós que recebeis a glória uns dos outros e não buscais a glória que só de Deus vem? Não julgueis que sou Eu que vos hei-de acusar diante do Pai; Moisés, em quem confiais, é que vos acusará. Se acreditásseis em Moisés, certamente acreditaríeis também em Mim, porque ele escreveu de Mim. Porém, se não dais crédito aos seus escritos, como haveis de dar crédito às Minhas palavras?».

Jo 5, 31-47