Pureza

Pureza
Rezemos pela pureza de todos os que se encontram ao serviço de Jesus Cristo e da Sua Igreja, para que livres do pecado sejam bons filhos de Deus

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Se alguém não luta...

A alegria é um bem cristão, que possuímos enquanto lutarmos, porque é consequência da paz. A paz é fruto de ter vencido a guerra, e a vida do homem sobre a terra, lemos na Escritura Santa, é luta. (Forja, 105)

A tradição da Igreja sempre se referiu aos cristãos como milites Christi, soldados de Cristo; soldados que dão serenidade aos outros enquanto combatem continuamente contra as suas próprias más inclinações. Às vezes, por falta de sentido sobrenatural, por uma descrença prática, não querem compreender de forma alguma como milícia a vida na Terra. Insinuam maliciosamente que, se nos consideramos milites Christi, há o perigo de utilizarmos a fé para fins temporais de violência, de sedições. Esse modo de pensar é um triste e pouco lógico simplismo, que costuma andar unido ao comodismo e à cobardia.

Nada há de mais estranho à fé católica do que o fanatismo. Este conduz a estranhas confusões, com os mais diversos matizes, entre o que é profano e o que é espiritual. Tal perigo não existe, se a luta se entende como Cristo no-la ensinou, isto é, como guerra de cada um consigo mesmo, como esforço sempre renovado por amar mais a Deus, por desterrar o egoísmo, por servir todos os homens. Renunciar a esta contenda, seja com que desculpa for, é declarar-se de antemão derrotado, aniquilado, sem fé, com a alma caída e dissipada em complacências mesquinhas.

Para o cristão, o combate espiritual diante de Deus e de todos os irmãos na fé é uma necessidade, uma consequência da sua condição. Por isso, se alguém não luta, está a trair Jesus Cristo e todo o Corpo Místico, que é a Igreja. (Cristo que passa, 74) 

São Josemaría Escrivá

A Boa Nova, os boatos e as ‘fake news’

O Evangelho é, etimologicamente, a boa nova, mas não faltam pessoas que pensam que é um boato sem fundamento ou, pior ainda, mais uma ‘fake news’.

O Evangelho é, etimologicamente, a boa nova, mas dois mil anos depois da ressurreição de Jesus de Nazaré, ainda há quem pense que esta boa notícia é mais uma ‘fake news’ ou, pelo menos, um rumor sem fundamento.

Na verdade, a primeira referência à Páscoa cristã foi um boato falso. Quando uma jornalista de investigação, Maria Madalena, foi fazer uma reportagem ao local onde o corpo de Jesus tinha sido sepultado na antevéspera, verificou que o sepulcro estava vazio. Regressou então apressadamente a Jerusalém, onde deu a bombástica notícia: “Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde o puseram!” (Jo 20, 2).

Era verídica a ausência do cadáver, mas não a suposição de que tinha sido roubado, embora parecesse ser essa a única explicação possível para o seu misterioso desaparecimento. Por outro lado, a repórter e a sua equipa, ignorando onde estava o corpo ausente – “não sabemos onde o puseram” – supõem, erradamente, que alguém o teria levado para um paradeiro desconhecido. Embora fosse lógica a sua dedução, falham na precipitada conclusão. É este, aliás, um vício muito comum em certo jornalismo: concluir a partir de uma ilusória aparência.

Pedro e João não acreditaram na surpreendente notícia que lhes foi transmitida por Maria Madalena e, por isso, decidiram ir com ela ao sepulcro. Só quando viram que era o mesmo túmulo e que o cadáver, efectivamente, não estava lá, acreditaram nela, mas não na ressurreição. Como João esclarece, “ainda não entendiam a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos” (Jo 20, 9).

A Igreja deve tomar uma atitude crítica em relação a qualquer rumor de algo aparentemente sobrenatural. Em princípio, é da mais elementar prudência não acreditar, mesmo que dito com a melhor boa-fé. Mas também seria imprudente negar essa possibilidade, “porque a Deus nada é impossível” (Lc 1, 37). Que fazer então, quando surge o boato de uma suposta aparição, ou de um alegado milagre? O que Pedro e João fizeram: analisar os factos. Só se forem dignos de crédito, podem ser depois reconhecidos, pela Igreja, como sinais extraordinários da providência divina.

Não obstante as três vezes em que Jesus de Nazaré tinha profetizado a sua paixão, morte e ressurreição ao terceiro dia, os apóstolos resistiram o mais que puderam a esta boa nova. De facto, no dia em que a ressurreição aconteceu, não acreditaram em Maria Madalena, nem nas outras mulheres que, com ela, tinham ido ao sepulcro, nem nos discípulos que, a caminho de Emaús, tiveram um surpreendente encontro com o ressuscitado. Só acreditaram quando o viram com os seus olhos. Mas como, mesmo vendo-o, permaneciam na dúvida, Cristo não só os convidou a tocarem nas suas mãos e pés, como também comeu, na sua presença, uma posta de peixe assado (Lc 24, 42-43). Ou seja, a ressurreição de Jesus passa de mero boato a verdade de fé quando, depois de vencida a dúvida persistente dos apóstolos, ganha a consistência de um facto, ou seja, de uma evidência incontrovertível.

Mas, nem todos os rumores daquele tempo se confirmaram. São João dá conta de que entre os primeiros cristãos correu o boato de que ele, o discípulo que o Senhor amava, não morreria: “correu então entre os irmãos que aquele discípulo não morreria. Jesus, porém, não disse a Pedro: ‘Não morrerá’, mas ‘Se quero que ele fique até que eu venha, que tens tu com isso?’” (Jo 21, 23). Ou seja, o próprio que dá conta do boato é também quem o desmente! Moral da história: o cristão deve ter uma fé inteligente e, por isso, não deve ser crédulo, nem ingénuo.

Para além dos rumores, a que é preciso opor um espírito razoavelmente crítico, também há as ‘fake news’, que são notícias falsas propositadamente postas a circular por quem tem a seu cargo o poder. Também não faltaram há dois mil anos…

É Mateus quem o diz: “alguns dos guardas foram à cidade e noticiaram aos príncipes dos sacerdotes tudo o que tinha sucedido. Tendo-se eles reunido com os anciãos, depois de tomarem conselho, deram uma grande soma de dinheiro aos soldados, dizendo-lhes: ‘Dizei: Os seus discípulos vieram de noite e, enquanto nós estávamos a dormir, roubaram-no. (…)’. Eles, recebido o dinheiro, fizeram como lhes tinha sido indicado. E esta notícia divulgou-se entre os judeus e dura até ao dia de hoje” (Mt 28, 11-15). Comenta, a este propósito, Santo Agostinho: “astúcia miserável! Apresentas testemunhas adormecidas?! Verdadeiramente estás a dormir tu mesmo, ao imaginar semelhante explicação” (Enarrationes in Psalmos, 63, 15).

É significativo que esta notícia falsa seja o resultado de “uma grande soma de dinheiro” porque, também agora, os grupos económicos que controlam os meios de comunicação social, ‘compram’ ‘fake news’ a jornalistas menos escrupulosos, talvez até com a velada ameaça do despedimento. Algo semelhante ocorre também nas redes sociais: Mark Zuckerberg reconheceu, na sua recente audição pelo congresso norte-americano, que o Facebook tinha cometido um erro, ao bloquear o anúncio de um curso de teologia católica na universidade franciscana de Steubenville. Nessa ocasião, o senador republicano Ted Cruz confrontou-o também com o facto de mais de duas dúzias de páginas católicas terem sido suprimidas pelo Facebook. Pode ser que a sua supressão se tenha ficado a dever a um problema técnico e não a uma atitude premeditada contra a Igreja católica, até porque milhões de cristãos usam, sem restrições, essa rede social, nomeadamente para partilharem a sua fé.

As ‘fake news’ não são apenas notícias falsas, são também notícias assassinas, porque aquele que é mentiroso e pai da mentira é também homicida (cf Jo 8, 44): quando não pode matar pela guerra, pelo aborto ou pela eutanásia, mata pela mentira, como o marxismo e a ideologia do género. Pelo contrário, o Evangelho não é apenas uma notícia verdadeira, é também e principalmente uma boa nova libertadora: só a verdade nos faz verdadeiramente livres (cf Jo 8, 32).

Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada in Observador
(seleção de imagem 'Spe Deus')

Eufemismos mortais

Não se escondam propostas como as da eutanásia atrás de expressões eufemísticas ou politicamente corretas. Aliás, “politicamente correto” é um eufemismo para “eufemismo”. E eufemismos estupidificam.

Os eufemismos desempenham uma importante função social: amenizam e agilizam muitas das nossas interações pessoais no dia a dia. Mas o seu uso no debate intelectual ou político, onde deve imperar o rigor na análise e a honestidade nas propostas, é ilegítimo. Infelizmente verifica-se o seu uso cada vez mais generalizado não só na academia, mas também no debate político e social. Mas ainda mais lamentável é o seu uso sistemático no ataque aos direitos fundamentais da pessoa humana (no que se segue, pessoa refere-se sempre à humana, não à jurídica como Estado ou empresa).

Vejamos um exemplo: homicídio significa matar deliberadamente uma pessoa inocente. Pessoa inocente ponto. Independentemente do seu sexo, idade, raça, religião ou convicções políticas. O homicídio é considerado ilegítimo universalmente: não se conhece cultura ou civilização que tenha tolerado a destruição de um ser humano sem causa gravíssima e sem apelo ao interesse público. Note-se que a defesa da pena de morte sempre se fez com base na existência desses dois pressupostos: como retribuição (o preço de uma vida humana é outra vida humana) e, secundariamente, como prevenção (juízo de elevada probabilidade do réu voltar a atentar contra a vida de outra pessoa). E, felizmente, já nem estas razões são aceites na maior parte dos sistemas jurídicos.

É verdade que se podem encontrar tentativas de justificação quer do homicídio (não com esta palavra), quer da escravatura (outra prática contra a dignidade humana), em algumas situações históricas. Mas esses casos são sempre feitos baseando-se na negação espúria da humanidade da vítima. Alguns exemplos sobejamente conhecidos são a tentativa de Aristóteles negar que os escravos são seres humanos e, portanto, podem ser propriedade de outrem; a dos socialistas soviéticos em negar a humanidade de burgueses e proprietários, e a dos nacional-socialistas alemães em negar a humanidade dos judeus. E note-se que, nestes casos, a negação da humanidade do outro foi feita com recurso a eufemismos: “purga”, “limpeza”, “purificação” de “parasitas”, “ratos” e “pestilência”.

“Aborto” também é um eufemismo: não o termo que se refere a um fenómeno natural, mas a aplicação desse termo ao ato de assassinar um ser humano no útero. O termo exato, porque a vítima é uma criança, é infanticídio. Aliás “aborto” é um eufemismo tão antigo que o seu uso ao longo de muito tempo já gastou a sua capacidade eufemística de ocultar a realidade. Assim novos eufemismos tiveram de ser cunhados para propor este tipo de infanticídio: “interrupção voluntária da gravidez”, expressão que também já está algo gasta, “direitos reprodutivos”, “saúde reprodutiva”, e outros.

Repare-se que “interrupção” também é um eufemismo: a vida da criança assassinada não é interrompida, é terminada, sem qualquer possibilidade de recomeço. “Voluntária” é outro eufemismo: o bebé assassinado tem tanta vontade de morrer como aqueles adultos e crianças que foram assassinados em Solovki, Treblinka, ou Bataclan, e é precisamente a voluntariedade no ato de matar outra pessoa que é especialmente condenável no homicídio. “Gravidez”, palavra usada para tentar ocultar a humanidade da pessoa a assassinar, também atua como eufemismo: como se o ser humano que está no útero tivesse menos dignidade, ou humanidade, do que está fora; ou como se ao mesmo tempo que se termina a gravidez não se terminasse com a vida de uma criança inocente.

Os arrazoados na defesa deste tipo de infanticídio também são intrinsecamente eufemísticos. “O feto não é um ser humano.” Então que será, tendo em conta que foi gerado por dois humanos? Um ser bovino? Curiosamente é frequente os defensores políticos do homicídio intrauterino se oporem ao “assassínio” bovino.

“O feto é uma menina.” Como se ser menina fosse defeito.

“O feto é defeituoso”. Como se um defeito, qualquer defeito, tirasse a humanidade a uma pessoa; a eugenia é um argumento especialmente repugnante, e traz à memória os programas de eliminação de ciganos, judeus e pessoas com “defeitos” físicos, mentais ou hereditários implementados sistematicamente pelos nacionais-nacionalistas. Aliás, a semelhança nos eufemismos então usados (“solução do problema judeu”) com os aplicados hoje (“terminação” ou “resolução da gravidez”) é patente.

“O feto não viável”. É verdade que nos dias que correm um feto só se torna viável com uma licenciatura, às vezes só com mestrado. Será então de permitir a “interrupção voluntária dos inviáveis”? E se não for viável ser artista sem subsídios? Será a sua inviabilidade, a sua incapacidade para sobreviver quando o cordão umbilical que os liga aos dinheiros públicos é cortado, argumento bastante para, literalmente, os assassinar? Se não é para uns, por que razão será para os outros?

Eutanásia, etimologicamente “boa morte”, é outro eufemismo que pretende obscurecer a natureza da ação: a do ato homicida. Em que sentido se pode considerar ser bom matar um ser humano fragilizado? “Sociedade solidária” não se tornará também um eufemismo se, e quando, tal crime for “legalizado”?

“Morte a pedido” também é uma expressão ambígua. A pedido de quem? Dos herdeiros, por interposta pessoa do próprio? Ou da Secretaria de Estado do Orçamento, que terá uma quota a fazer cumprir, ou da companhia que gere o “plano de saúde”, já que o homicídio hospitalar sai muito mais em conta que cuidados paliativos?

Mas, e se for o próprio a pedir? Há muitas coisas que não se permitem mesmo que sejam os próprios a pedir, seja por razões civilizacionais, seja porque se pretende criar uma “sociedade solidária”: não se permite que uma pessoa se venda para escravo, mesmo que o deseje; não se permite que uma pessoa aceite um emprego com remuneração abaixo do salário mínimo, mesmo que queira; nem se autoriza um casal a contrair matrimónio indissolúvel, mesmo que o requeiram. Se se defende que há coisas que um cidadão não pode fazer com o seu próprio corpo, com a sua própria vida, por maioria de razão não será de desrespeitar a sua vontade quando, num momento de fraqueza física ou de coação moral, ele pede a sua própria destruição?

E que dizer de “morte digna”? Em nenhuma civilização a morte à mão de outro homem foi até hoje considerada digna, exceto a ocorrida em combate. E a dignidade da morte em combate advém, sempre, da coragem na ação e fortaleza no infortúnio, e também na dor, de quem morre. O ser humano tem uma dignidade que faz com que o golpe de misericórdia, que é aplicado humanamente a animais, seja considerado desumano quando aplicado a uma pessoa.

“Morte assistida”? Assistida de que modo? Na da escola de Josef Mengele (1911—1979), ou na de Madre Teresa de Calcutá (1910—1997)? Será que quando passarmos a ir ao médico, a ir ao hospital, teremos de pedir um esclarecimento: “O sr. dr. de que escola é?” Ou será que a proteção ao consumidor obrigará à colocação na entrada do gabinete médico de uma placa com os dizeres: “Mata-se sem ser pedido”, “Mata-se a pedido” ou “Cura-se o paciente e mata-se a dor,” conforme a escola? Uma placa destas teria evitado o drama que Alfie Evans e a sua família estão a viver neste momento.

Exige-se, portanto, que quem defende a legalização do aborto diga honestamente, e sem eufemismos, ao que vem: propor a legalização do infanticídio. E que quem defende a legalização do homicídio de velhos, doentes ou pessoas de outro modo fragilizadas, não esconda a sua proposta atrás de expressões eufemísticas ou politicamente corretas. Aliás, “politicamente correto” é um eufemismo para “eufemismo”.

É verdade que eufemismos estupidificam. Mas pior que isso, também matam.

José Miguel Pinto dos Santos
Professor de Finanças, AESE Business School
Artigo publicado no Observador com seleção de imagens 'Spe Deus'

«Queres ficar são?»: a Quaresma conduz os catecúmenos às águas do baptismo

São Máximo de Turim (? - c. 420), bispo 
Sermão da Quaresma

Caríssimos irmãos, o número quarenta possui um valor simbólico, ligado ao mistério da nossa salvação. Com efeito, assim que a maldade dos homens invadiu, nos primeiros tempos, a superfície da terra, Deus fez cair do céu a chuva durante quarenta dias e inundou a terra inteira com as águas do dilúvio (Gn 7). A partir dessa altura, estava lançada simbolicamente a história da nossa salvação: as águas da chuva caíram durante quarenta dias para purificar o mundo. Agora, durante os quarenta dias da Quaresma, é oferecida aos homens a misericórdia, para que se purifiquem [...]

Assim, o dilúvio é figura do baptismo; o que então se verificou ainda hoje se cumpre [...] e, quando o pecado do mundo desapareceu no fundo do abismo, a santidade pôde elevar-se até ao céu. Assim ainda hoje acontece na Igreja de Cristo: [...] levada pelas águas do baptismo, também ela se ergue até ao céu; são submersas as superstições e as idolatrias e sobre a terra se espalha a fé, resplandecente como a arca do Salvador. [...] É verdade que somos pecadores e que o mundo será um dia destruído; só escaparão à ruína aqueles que a arca albergar no seu interior. Esta arca é a Igreja [...] e nós vo-lo anunciamos: o mundo não escapará ao naufrágio. Por isso vos exortamos, irmãos, a todos vós, a que tomeis refúgio nesse santuário.

Evangelho do dia 1 de abril de 2019

Passados dois dias, partiu Jesus dali para a Galileia. Porque o mesmo Jesus tinha afirmado que um profeta não é respeitado na sua própria pátria. Tendo chegado à Galileia receberam-n'O bem os galileus porque tinham visto todas as coisas que fizera em Jerusalém durante a festa; pois também eles tinham ido à festa. Foi, pois, novamente a Caná da Galileia, onde tinha convertido a água em vinho. Havia em Cafarnaum um funcionário real, cujo filho estava doente. Este, tendo ouvido dizer que Jesus chegara da Judeia à Galileia, foi ter com Ele e pediu-Lhe que fosse a sua casa curar o filho que estava a morrer. Jesus disse-lhe: «Vós, se não virdes milagres e prodígios não acreditais». O funcionário real disse-Lhe: «Senhor, vem antes que o meu filho morra». Jesus disse-lhe: «Vai, o teu filho vive». Deu o homem crédito ao que Jesus lhe disse e partiu. Quando já ia para casa, vieram os criados ao seu encontro dizendo que o filho vivia. Perguntou-lhes a hora em que o doente se sentira melhor. Disseram-lhe: «Ontem, à hora sétima, a febre deixou-o». Reconheceu então o pai ser aquela mesma a hora em que Jesus lhe dissera: «Teu filho vive». Acreditou ele, assim como toda a sua família. Foi este o segundo milagre que Jesus fez depois de ter vindo da Judeia para a Galileia.

Jo 4, 43-54