Pureza

Pureza
Rezemos pela pureza de todos os que se encontram ao serviço de Jesus Cristo e da Sua Igreja, para que livres do pecado sejam bons filhos de Deus

domingo, 31 de março de 2019

O Senhor procura o meu pobre coração

Quantos anos a comungar diariamente! – Outro seria santo – disseste-me – e eu, sempre na mesma! – Filho – respondi-te – continua com a Comunhão diária, e pensa: que seria de mim, se não tivesse comungado? (Caminho, 534)

Recordai – saboreando, na intimidade da alma, a infinita bondade divina – que, pelas palavras da Consagração, Cristo vai tornar-se realmente presente na Hóstia, com o seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Adorai-O com reverência e devoção; renovai na sua presença o oferecimento sincero do vosso amor; dizei-lhe sem medo que Lhe quereis; agradecei-lhe esta prova diária de misericórdia tão cheia de ternura, e fomentai o desejo de vos aproximardes da comunhão com confiança. Eu surpreendo-me perante este mistério de Amor: o Senhor procura como trono o meu pobre coração, para não me abandonar, se eu não me afastar d'Ele.

Reconfortados pela presença de Cristo, alimentados pelo seu Corpo, seremos fiéis durante esta vida terrena, e mais tarde no Céu, junto de Jesus e de Sua Mãe, chamar-nos-emos vencedores. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Demos graças a Deus que nos trouxe a vitória, pela virtude de Nosso Senhor Jesus Cristo. (Cristo que passa, 161)

São Josemaría Escrivá

Bom Domingo do Senhor!

Imitemos o filho pródigo de que nos fala o Evangelho de hoje (Lc 15, 1-3.11-32) e nunca hesitemos em humildade de reconhecer os nossos erros e pecados regressando sempre à Casa do Senhor que nos abraça e fortalece com o Seu amor misericordioso no Sacramento da Reconciliação.

Louvado seja Deus Nosso Senhor pelo seu amor e infinita bondade!

Estar no mundo mas não ser do mundo...

Hoje é Domingo, dia do Senhor. O Mundo continua a rodar e a criar-se sem nós darmos por isso! Porque a obra de Deus é silenciosa, tranquila e bela. Todo o ruído, o stress e a pressa é obra nossa!

Domingo, é o primeiro dia da semana e não o último, como é hoje apresentado nos calendários. O dia que nos põe a olhar para o Futuro, preparar a semana, que nos espera, no trabalho, em casa com a família, nas decisões que vão forjando o nosso caminho.

Como cristãos precisamos de ir permanentemente à essência, que é Cristo, senão corremos o risco de nos afogarmos na obra dos homens, quando não recorremos á Sabedoria.

Vou contar o que me aconteceu na semana que passou:

Fui à “Futurália”, a maior feira de escolha de profissões de Lisboa ( e de Portugal certamente), com 2 gigantes pavilhões cheios de oferta para os jovens do 9º e 12º escolherem o seu futuro. Esta descrição poderia levar-nos a dizer: “ora aqui está um excelente evento!”. Pois enganam-se... aquilo é uma espécie de descida ao inferno!

Mal atravessei a porta, senti-me levada por um Tusnami, de ruído, de pessoas. Tocam ao mesmo tempo nos vários stands, dezenas de sons, que não são música, são uns metais, tambores, e guitarras electricas, ” 0” de harmonia. Cada um quer impor o sua "musica". Tudo a uma altura de 180db, ou seja 120db acima do permitido por lei!!! Milhares e milhares de rapazes e raparigas, que vão ali não para escolher o seu futuro, mas para participar em mais um festival! Ninguém se consegue ouvir e ninguém tem cabeça para escolher seja o que for.

Os stands dos cursos, salvo raras excepções, estão cheios, de poluição visual. Vi coisas incríveis como um stand onde se faziam massagens, as raparigas despiam as t-shirts ali mesmo, o massagista tirava-lhes o sotien e massajava-as. Um outro stand que propunha como profissão, Grafittis! Mas não eram aqueles que até são bem pintados e representam algo, não! Eram aqueles das assinaturas que ninguém percebe.

Tudo aos gritos, tudo acelerado.

Estive ali umas 3 horas, por motivos profissionais, e quando saí, tinha a cabeça como se tivesse de ressaca de uma noite sem dormir, e intoxicada. Só me ocorreu ir a correr para uma Igreja, onde estive outras 2 horas, em silêncio e depois assistir à missa! Acabei tranquila e cheia de Paz, Rezei por todos estes jovens que são vitimas nossas, da nossa geração que permite estas Feiras e outras no género! Rezei pelos pais e encarregados de educação que deixam a educação nas mãos de governantes que certamente não vão verificar o que assinam...Rezei para que Nosso Senhor tenha compaixão desta geração e que conte connosco para realizarmos a Sua vontade. E acabei a rezar e a pensar como é que se consegue viver apenas nesta loucura do mundo criado pelos homens sem Deus! Porque sem Deus a vida torna-se alucinantemente perigosa e destrutiva. Temos mesmo que anunciar Cristo! E acordar as Famílias para ajudarem os seus filhos a olhar para o Futuro com vontade de o agarrar.

Sofia Guedes na sua página no Facebook

O sacerdócio...

«Cristo é a fonte de todo o sacerdócio: pois o sacerdócio da [antiga] lei era figura d’Ele, ao passo que sacerdote da nova lei age na pessoa d’Ele».

«… e por isso Cristo é verdadeiro sacerdote, sendo os outros seus ministros».

(São Tomás de Aquino)

«Na realidade, tudo o que é constitutivo do nosso ministério não pode ser produto das nossas capacidades pessoais. Isto é válido para a celebração dos Sacramentos, mas vale igualmente para o serviço da Palavra: não somos enviados para nos anunciarmos a nós mesmos nem às nossas opiniões pessoais, mas para anunciar o mistério de Cristo e, n’Ele, a medida do verdadeiro humanismo».

(Bento XVI - Discurso ao clero de Roma em 13/V/2005)

«Ser cristão - e particularmente ser sacerdote; recordando também que todos os baptizados participam do sacerdócio real - é estar continuamente na Cruz».

(São Josemaría Escrivá - Forja 882)

«Quando ainda estava longe, o pai viu-o e, enchendo-se de compaixão, correu a lançar-se-lhe ao pescoço e cobriu-o de beijos.»

Bento XVI 
Encíclica «Deus Caritas Est» §§ 12-13 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana, rev.)

A verdadeira novidade do Novo Testamento não reside em novas ideias, mas na própria figura de Cristo, que dá carne e sangue aos conceitos — um incrível realismo. Já no Antigo Testamento a novidade bíblica não consistia simplesmente em noções abstractas, mas na acção imprevisível e, de certa forma, inaudita de Deus. Esta acção de Deus ganha agora a sua forma dramática devido ao facto de que, em Jesus Cristo, o próprio Deus vai atrás da «ovelha perdida» (Lc 15,1ss.), a humanidade sofredora e transviada. Quando Jesus fala, nas Suas parábolas, do pastor que vai atrás da ovelha perdida, da mulher que procura a dracma, do pai que sai ao encontro do filho pródigo e o abraça, não se trata apenas de palavras, mas de uma explicação do Seu próprio ser e agir. Na Sua morte de cruz, cumpre-se aquele virar-Se de Deus contra Si próprio, com o qual Ele Se entrega para levantar o homem e salvá-lo — o amor na sua forma mais radical. O olhar fixo no lado trespassado de Cristo de que fala João (cf 19,37) compreende o que serviu de ponto de partida a esta Carta Encíclica: «Deus é amor» (1 Jo4,8). É aí que esta verdade pode ser contemplada. E, partindo daí, pretende-se agora definir em que consiste o amor. A partir daquele olhar, o cristão encontra o caminho do seu viver e do seu amar.

Jesus deu a este acto de oferta uma presença duradoura através da instituição da Eucaristia durante a Última Ceia. Antecipa a Sua morte e ressurreição entregando-Se já a Si mesmo naquela hora aos Seus discípulos, no pão e no vinho, Seu corpo e sangue [...]. A Eucaristia arrasta-nos no acto oblativo de Jesus. [...] A «mística» do Sacramento, que se funda no abaixamento de Deus até nós, é de um alcance muito diverso e conduz muito mais alto do que qualquer mística elevação do homem poderia realizar.