Pureza

Pureza
Rezemos pela pureza de todos os que se encontram ao serviço de Jesus Cristo e da Sua Igreja, para que livres do pecado sejam bons filhos de Deus

terça-feira, 26 de março de 2019

Fidelidade

Recentemente, houve uma sondagem num país europeu sobre a questão da fidelidade matrimonial. De acordo com os resultados, 35% dos homens e 26% das mulheres reconheceram ter sido infiéis ao menos em alguma ocasião ao seu cônjuge.

A sondagem terminava dizendo que a fidelidade no matrimónio parece ter os dias contados.

Serão estes dados fidedignos?

Não sei.

Mas o que parece claro é que muitas pessoas deixaram de acreditar na fidelidade até ao fim. Não deixou de ser considerada um ideal grande, mas para muitos passou a estar reservada a seres extraterrestres, super-homens ou super-mulheres.

É possível, hoje em dia, propor este ideal a pessoas “normais”?

É claro que sim.

Não só é possível, como continua a ser essencial a presença da fidelidade para que o amor matrimonial cumpra a sua grande vocação de ser, de verdade, “para sempre”.

Ser fiel é a resposta que cada um de nós está chamado a dar diariamente à realidade mais grandiosa da nossa vida: o Amor de Deus por nós.

Deus é sempre fiel. «Ele está sempre presente junto ao seu povo para o salvar», diz-nos, com frequência, a Sagrada Escritura. A nossa fidelidade apoia-se na fidelidade de Deus.

Como diz São Paulo aos cristãos de Tessalónica, “Deus é fiel: Ele vos manterá firmes e vos guardará do maligno” (2 Tes 3, 3).

A nossa vida não é um “mar de rosas”. Também não é um “vale de lágrimas”. Deus conta com as normais dificuldades como parte integrante de todo o caminho de fidelidade. As dificuldades têm a utilidade de fazer amadurecer a nossa fidelidade.

Quando a decisão de sermos fiéis é firme, indiscutível e inegociável (também no mundo da imaginação), as dificuldades têm os dias contados e são superadas com alegria.

Porque existe, na entrega e na doação, uma alegria genuína que a mentalidade mundana não consegue compreender.
Pe. Rodrigo Lynce de Faria

Uma Mãe que nunca nos abandona

Não estás sozinho. Nem tu nem eu podemos encontrar-nos sozinhos. E, menos ainda, se vamos a Jesus por Maria, pois é uma Mãe que nunca nos abandona. (Forja, 249)

É a hora de recorreres à tua Mãe bendita do Céu, para que te acolha nos seus braços e te consiga do seu Filho um olhar de misericórdia. E procura depois fazer propósitos concretos: corta de uma vez, ainda que custe, esse pormenor que estorva e que é bem conhecido de Deus e de ti. A soberba, a sensualidade, a falta de sentido sobrenatural aliar-se-ão para te sussurrarem: isso? Mas se se trata de uma circunstância tonta, insignificante! Tu responde, sem dialogar mais com a tentação: entregar-me-ei também nessa exigência divina! E não te faltará razão: o amor demonstra-se especialmente em coisas pequenas. Normalmente, os sacrifícios que o Senhor nos pede, os mais árduos, são minúsculos, mas tão contínuos e valiosos como o bater do coração.

Quantas mães conheceste como protagonistas de um acto heróico, extraordinário? Poucas, muito poucas. E contudo, mães heróicas, verdadeiramente heróicas, que não aparecem como figuras de nada espectacular, que nunca serão notícia – como se diz – tu e eu conhecemos muitas: vivem sacrificando-se a toda a hora, renunciando com alegria aos seus gostos e passatempos pessoais, ao seu tempo, às suas possibilidades de afirmação ou de êxito, para encher de felicidade os dias dos seus filhos. (Amigos de Deus, 134–135)

São Josemaría Escrivá

APELO AOS HOMENS E MULHERES DE BOA VONTADE

Políticos conservadores, humanistas e democráticos precisam-se

Requisitos:

- Reconhecerem a raíz cristã da nossa cultura valorizando-a e dando-lhe um lugar de destaque na sociedade e instituições;

- reconhecerem a família como célula principal do tecido social e valorizando as famílias numerosas que são uma enorme mais valia para a sociedade e o país;

- defenderem a vida desde a sua conceção até à morte sem excepções;

- ter uma consistente política de proteção dos mais carenciados proporcionando-lhes meios para se valorizarem e de terem uma vida digna;

- ter como prioridade a educação baseada em programas credíveis, estáveis e sobretudo virados para o desenvolvimento humano e intelectual dos alunos;

- defender a liberdade de escolha no ensino reconhecendo aos pais a primazia nas melhores opções para os seus filhos;

- dignificar, apoiar e facilitar o relacionamento dos mais idosos afastados das novas tecnologias de forma a que não se sintam excluídos;

- não subscrever quaisquer ideologias ou programas que defendam a chamada “igualdade de género”;

- respeitarem todas as formas de convivência dando primazia às naturais reconhecendo que o único matrimónio enquanto tal, é aquele entre um homem e uma mulher;

- condenarem todas as formas de xenofobia sem que tal implique defender os valores daqueles que são de culturas ou religiões não cristãs;

- não ceder a qualquer tipo de chantagem ou pressão ideológica que possam pôr em causa os valores essenciais de uma sociedade livre, cristã e democrática;

- não se acobardarem perante as dificuldades e o politicamente correto.

Quem estiver disponível a ser frontal e avançar na defesa destes valores terá muito provavelmente a agradável surpresa pelo apoio que gerará, quanto ao signatário seja pela idade, mas sobretudo por fortes limitações de saúde apenas poderá apoiar à distância aqueles que abraçarem os princípios acima expostos.

Muito obrigado!

João Paulo dos Prazeres Reis

A luta contra a soberba há-de ser constante

“Grande coisa é saber-se nada diante de Deus, porque é assim mesmo” (Sulco, 260)

O outro inimigo, escreve S. João, é a concupiscência dos olhos, uma avareza de fundo que nos leva a valorizar apenas o que se pode tocar. Os olhos ficam como que pegados às coisas terrenas e, por isso mesmo, não sabem descobrir as realidades sobrenaturais. Podemos, portanto, socorrer-nos desta expressão da Sagrada Escritura para nos referirmos à avareza dos bens materiais e, além disso, àquela deformação que nos leva a observar o que nos rodeia - os outros, as circunstâncias da nossa vida e do nosso tempo - só com visão humana.

Os olhos da alma embotam-se; a razão crê-se auto-suficiente para compreender todas as coisas, prescindindo de Deus. É uma tentação subtil, que se apoia na dignidade da inteligência, da inteligência que o nosso Pai, Deus, deu ao homem para que O conheça e O ame livremente. Arrastada por essa tentação, a inteligência humana considera-se o centro do universo, entusiasma-se de novo com a falsa promessa da serpente, sereis como deuses, e, enchendo-se de amor por si mesma, volta as costas ao amor de Deus.

(...) A luta contra a soberba há-de ser constante, pois não se disse já, dum modo tão gráfico, que essa paixão só morre um dia depois da morte da pessoa? É a altivez do fariseu, a quem Deus se mostra renitente em justificar por encontrar nele uma barreira de auto-suficiência. É a arrogância que conduz a desprezar os outros homens, a dominá-los, a maltratá-los, porque, onde houver soberba aí haverá também ofensa e desonra(Cristo que passa, 6).

São Josemaría Escrivá

Evangelho do dia 26 de março de 2019

Então, aproximando-se d'Ele Pedro, disse: «Senhor, até quantas vezes poderá pecar meu irmão contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?». Jesus respondeu-lhe: «Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete. «Por isso, o Reino dos Céus é comparável a um rei que quis fazer as contas com os seus servos. Tendo começado a fazer as contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos. Como não tivesse com que pagar, o seu senhor mandou que fosse vendido ele, a mulher, os filhos e tudo o que tinha, e se saldasse a dívida. Porém, o servo, lançando-se-lhe aos pés, suplicou-lhe: “Tem paciência comigo, eu te pagarei tudo”. E o senhor, compadecido daquele servo, deixou-o ir livre e perdoou-lhe a dívida. «Mas este servo, tendo saído, encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários e, lançando-lhe a mão, sufocava-o dizendo: “Paga o que me deves”. O companheiro, lançando-se-lhe aos pés, suplicou-lhe: “Tem paciência comigo, eu te pagarei”. Porém ele recusou e foi mandá-lo meter na prisão, até pagar a dívida. «Os outros servos seus companheiros, vendo isto, ficaram muito contristados e foram referir ao seu senhor tudo o que tinha acontecido. Então o senhor chamou-o e disse-lhe: “Servo mau, eu perdoei-te a dívida toda, porque me suplicaste. Não devias tu também compadecer-te do teu companheiro, como eu me compadeci de ti?”. E o seu senhor, irado, entregou-o aos guardas, até que pagasse toda a dívida. «Assim também vos fará Meu Pai celestial, se cada um não perdoar do íntimo do seu coração ao seu irmão»

Mt 18,21-35