Pureza

Pureza
Rezemos pela pureza de todos os que se encontram ao serviço de Jesus Cristo e da Sua Igreja, para que livres do pecado sejam bons filhos de Deus

sábado, 23 de março de 2019

Recorre prontamente à Confissão

Se alguma vez caíres, filho, recorre prontamente à Confissão e à direcção espiritual: mostra a ferida!, para que te curem a fundo, para que te tirem todas as possibilidades de infecção, mesmo que te doa como numa operação cirúrgica. (Forja, 192)

Vou resumir-te a tua história clínica: aqui caio e ali me levanto... A última parte é que é importante. Continua com essa luta íntima, mesmo que vás a passo de tartaruga. Adiante! Bem sabes, filho, até onde podes chegar, se não lutares: "o abismo chama por outros abismos". (Sulco, 173)

Compreendeste em que consiste a sinceridade quando me escreveste: "Estou procurando habituar-me a chamar às coisas pelo seu nome, e sobretudo a não acrescentar adjectivos ao que não precisa de nenhum". (Sulco, 332)

"Abyssus, abyssum invocat...", um abismo chama outro abismo, já to lembrei algumas vezes. É a descrição exacta do modo de se comportarem os mentirosos, os hipócritas, os renegados, os traidores: como se sentem incomodados com o seu próprio modo de ser, ocultam as suas trapaças, para irem de mal a pior, abrindo um precipício entre eles e o próximo. (Sulco, 338)

A sinceridade é indispensável para progredir na união com Deus.

– Se dentro de ti, meu filho, há algo que não queres que se saiba, desembucha! Diz primeiro, como sempre te aconselho, o que gostarias de ocultar. Depois de ter desabafado na Confissão, como nos sentimos bem! (Forja, 193)

Na altura do exame, vai prevenido contra o demónio mudo. (Caminho, 236)

São Josemaría Escrivá

O Evangelho de Domingo dia 24 de março de 2019

Neste mesmo tempo chegaram alguns a dar-Lhe a notícia de certos galileus, cujo sangue Pilatos misturara com o dos sacrifícios deles. Jesus respondeu-lhes: «Vós julgais que aqueles galileus eram maiores pecadores que todos os outros galileus, por terem sofrido tal sorte? Não, Eu vo-lo digo; mas, se não fizerdes penitência, todos perecereis do mesmo modo. Assim como também aqueles dezoito homens sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou; julgais que eles também foram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém? Não, Eu vo-lo digo; mas, se não fizerdes penitência, todos perecereis do mesmo modo». Dizia também esta parábola: «Um homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi buscar fruto e não o encontrou. Então disse ao vinhateiro: Eis que há três anos venho buscar fruto a esta figueira e não o encontro; corta-a; para que está ela inutilmente a ocupar terreno? Ele, porém, respondeu-lhe: Senhor, deixa-a ainda este ano, enquanto eu a cavo em volta e lhe deito estrume; se com isto der fruto, bem está; senão, cortá-la-ás depois».


Lc 13, 1-9

O mundo está a mudar

Pesquisei no «Google» a frase «the world is changing» e recebi 700 milhões de endereços para consultar. Parafraseando um político célebre, informo que ainda não os consultei todos pela segunda vez, mas já tenho uma opinião sobre o assunto. O mundo está mesmo a mudar.

Nesta Páscoa, há poucos dias, baptizaram-se cerca de 3800 adultos em França e 2500 adultos no Reino Unido. Um número maior de adultos já cristãos, anteriormente baptizados em comunidades protestantes, foi recebido na Igreja Católica. Até na Europa, as estatísticas começam a mudar.

Anda a correr pela Net o vídeo da mensagem de Páscoa do Primeiro-Ministro britânico, David Cameron (som original e legendas em português em: www.youtu.be/A6JzlUwnSWw). Não é costume um Primeiro-ministro ter alguma coisa para dizer na Páscoa, mas o mundo está a mudar. Cameron veio declarar, rotundamente, que o Reino Unido é um país cristão: feliz por acolher todos e conviver com todas as convicções religiosas mas, apesar de tudo, um país de matriz claramente cristã. Sublinhou com força o papel do cristianismo na vida nacional: «a igreja não é apenas um património de lindíssimos edifícios antigos, é uma força vital e actuante». Onde há desalojados, ou droga, ou sofrimento, onde a integração social é difícil, ou é preciso promover a educação ou a saúde, aí aparece a Igreja. O seu papel na arte e na cultura é imenso. Cameron chegou a falar, num registo mais pessoal, do apoio que ele próprio recebeu, «nos momentos mais difíceis da minha vida». Ninguém estava à espera de uma mensagem assim! Imagino que Cameron não entrou numa fase mística, a questão é outra: o mundo está a mudar e os políticos são os primeiros a perceber os novos ventos.

Outro dado solto. O sueco Ulf Ekman e a mulher Birgitta – ele, o pastor pentecostal mais influente da Suécia e líder de uma enorme comunidade – anunciaram há um ano, no sermão de Domingo, que se iam fazer católicos. Os suecos aborreceram-se? Nem por isso. Nem sequer acharam surpreendente. Stefan Gustavsson, Secretário-geral da Aliança Evangélica Sueca, emitiu um comunicado a reconhecer que Ekman tinha sido o líder protestante de maior relevo dos últimos 50 anos, com grande impacto também no estrangeiro, e considera que o anúncio da sua conversão «foi um gesto rico de calor humano e de humildade». Desejou a Ulf Ekman e à mulher as maiores felicidades e as bênçãos do Senhor e explicou que a Aliança Evangélica está muito satisfeita com as relações, cada vez mais estreitas, com a Igreja católica, apesar das diferenças teológicas que subsistem.

Quase ao mesmo tempo, outro sueco, Lars Ekblad, também se converteu, depois de ser sido pastor luterano durante quase 40 anos: «Quem escuta a voz do Senhor e quer segui-Lo, acaba por se fazer católico».

Olho para outro lado, para o Patriarcado Ortodoxo de Constantinopla, afastado da Igreja desde o século XI. No dia 4 de Abril, numa entrevista à «La Civiltà Cattolica», o Patriarca Bartolomeu I afirmou que «a sinodalidade [a união da Igreja] precisa de um “primeiro”: não se entende sem ele, que é quem tem o carisma do serviço da comunhão. O “primeiro” é aquele que procura o consenso de todos. E justamente esse é o ponto em que verdadeiramente sentimos que o nosso irmão Francisco revelou uma liderança extraordinária». Continua Bartolomeu I: «desde a eleição do Papa Francisco sentimos que havia algo de especial nele: a sua integridade, a sua espontaneidade, o seu calor. Este é o motivo pelo qual decidi participar da Missa inaugural do Pontificado, em 2013». Foi a primeira vez que um Arcebispo de Constantinopla esteve presente naquela ocasião na Igreja de Roma. Esta aproximação, cada vez mais desejada por todos, poderá demorar, mas intensificou-se muito com Bento XVI e está agora a tornar-se mais expressiva e calorosa.

Observo as estatísticas de vários países. Por exemplo, em Itália o número de Confissões praticamente duplicou, com a pregação que o Papa Francisco está a fazer sobre este Sacramento.

O mundo está a mudar? Talvez não mude na mesma direcção em todas as partes do mundo. Estão a chegar às dioceses de Portugal padres enviados por dioceses recônditas da Índia (que chegam sem falar uma palavra de português) e padres de Angola e da Polónia e de outros países. Por exemplo, os padres brasileiros que estão a dinamizar com o seu ardor missionário várias paróquias dos Açores.

Será que os cristãos do resto do mundo conseguem que Portugal também mude?
José Maria C.S. André
«Correio dos Açores»

No aniversário da morte do Bem-aventurado Álvaro del Portillo


Em 23 de Março de 1994 falecia santamente, em Roma, D. Álvaro del Portillo, primeiro sucessor de S. Josemaria. Por motivo deste aniversário incluímos algumas ligações a notícias já publicadas neste site e um novo vídeo em que o Fundador do Opus Dei fala sobre D. Álvaro na Guatemala.

Em 15 de Setembro de 1975, D. Álvaro del Portillo foi eleito primeiro sucessor de S.Josemaria, no Congresso electivo convocado após o falecimento do Fundador. Dos anos em que passou à frente do Opus Dei, sobressaem dois factos decisivos: a erecção da Obra em Prelatura pessoal em 1982 e a beatificação do Fundador em 1992 por João Paulo II.

D. Álvaro impulsionou o trabalho apostólico do Opus Dei em novos países: Suécia, Finlândia, Polónia, Checoslováquia, Camarões, República Dominicana, Hong-Kong, Nova Zelândia, Trindade-Tobago, Zaire, Costa de Marfim, etc.

A sua conduta, enquanto sucessor de S.Josemaria, sempre se pantou por um grande dinamismo apostólica, sentido de comunhão eclesial e fidelidade ao carisma fundacional. No ano em que faleceu – 1994 – a prelatura contava já com 78 mil fieis.

João Pablo II consagrou Bispo D.Álvaro Del Portillo em 6 de Janeiro de 1991. Faleceu santamente em 23 de Março de 1994, após peregrinar à Terra Santa. Na manhã anterior tinha celebrado a sua última Missa na igreja do Cenáculo, em Jerusalém.

(Fonte: site do Opus Dei-Portugal em  http://www.opusdei.pt/art.php?p=43168)

Evangelho do dia 23 de março de 2019

Aproximavam-se d'Ele os publicanos e os pecadores para O ouvir. Os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: «Este recebe os pecadores e come com eles». Então propôs-lhes esta parábola: Disse mais: «Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe. O pai repartiu entre eles os bens. Passados poucos dias, juntando tudo o que era seu, o filho mais novo partiu para uma terra distante e lá dissipou os seus bens vivendo dissolutamente. Depois de ter consumido tudo, houve naquele país uma grande fome e ele começou a passar necessidade. Foi pôr-se ao serviço de um habitante daquela terra, que o mandou para os seus campos guardar porcos. «Desejava encher o seu ventre das alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. Tendo entrado em si, disse: Quantos jornaleiros há em casa de meu pai que têm pão em abundância e eu aqui morro de fome! Levantar-me-ei, irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e contra ti, já não sou digno de ser chamado teu filho, trata-me como um dos teus jornaleiros. «Levantou-se e foi ter com o pai. Quando ele estava ainda longe, o pai viu-o, ficou movido de compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e beijou-o. O filho disse-lhe: Pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. Porém, o pai disse aos servos: Trazei depressa o vestido mais precioso, vesti-lho, metei-lhe um anel no dedo e os sapatos nos pés. Trazei também um vitelo gordo e matai-o. Comamos e façamos festa, porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi encontrado. E começaram a festa. «Ora o filho mais velho estava no campo. Quando voltou, ao aproximar-se de casa, ouviu a música e os coros. Chamou um dos servos, e perguntou-lhe que era aquilo. Este disse-lhe: Teu irmão voltou e teu pai mandou matar o vitelo gordo, porque o recuperou com saúde. Ele indignou-se, e não queria entrar. Mas o pai, saindo, começou a pedir-lhe. Ele, porém, respondeu ao pai: Há tantos anos que te sirvo, nunca transgredi nenhuma ordem tua e nunca me deste um cabrito para eu me banquetear com os meus amigos, mas logo que veio esse teu filho, que devorou os seus bens com meretrizes, mandaste-lhe matar o vitelo gordo. Seu pai disse-lhe: Filho, tu estás sempre comigo e tudo o que é meu é teu. Era, porém, justo que houvesse banquete e festa, porque este teu irmão estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi encontrado». 

Lc 15,1-3.11-32