Pureza

Pureza
Rezemos pela pureza de todos os que se encontram ao serviço de Jesus Cristo e da Sua Igreja, para que livres do pecado sejam bons filhos de Deus

quinta-feira, 14 de março de 2019

Os frutos saborosos da alma mortificado

Estes são os saborosos frutos da alma mortificada: compreensão e transigência para as misérias alheias; intransigência para as próprias. (Caminho 198)

Penitência é tratar sempre os outros com a maior caridade, começando pelos teus. É atender com a maior delicadeza os que sofrem, os doentes e os que padecem. É responder com paciência aos maçadores e inoportunos. É interromper ou modificar os nossos programas, quando as circunstâncias – sobretudo os interesses bons e justos dos outros – assim o requerem.

A penitência consiste em suportar com bom humor as mil pequenas contrariedades do dia; em não abandonar o trabalho, mesmo que no momento te tenha passado o entusiasmo com que o começaste; em comer com agradecimento o que nos servem, sem caprichos importunos. (Amigos de Deus, 138)

São Josemaría Escrivá

A cultura da imagem narcísica

Auto-retratos fizeram-nos desde Leonardo da Vinci a Andy Warhol. Vincent Van Gogh, que foi e é um génio da pintura, mas doente mental, fê-los em catadupa.

Hoje há quem imite Van Gogh nas redes sociais publicando fotografias próprias com e sem pose a um ritmo que nem este conseguiria acompanhar, num aparente ‘ai que bonito ou bonita que eu sou’ que mais não é uma manifestação de narcisismo pouco consentânea com outros valores que desejam projectar.

S. Paulo o Apóstolo do gentios, era feio e mau orador, mas não necessitou de recorrer a qualquer cultura de imagem para evangelizar, mas o exemplo supremo está em Jesus Cristo que teve morte de Cruz terminando ensanguentado e certamente parcialmente desfigurado pela flagelação e coração com espinhos a que O submeteram e de quem nos Evangelhos não aparece uma única referência à Sua aparência física.

Os selfies são uma parte desta cultura, mas têm um lado que se pode entender e respeitar quando está subjacente guardar a memória de um momento especial, uma Mãe no aniversário de um filho, um crente que tem a oportunidade de estar próximo do Papa, do Bispo diocesano, etc., etc., etc.. Quando feitos em excesso e escarrapachados nas redes sociais, revelam uma necessidade de projecção de si próprio que merece ser ponderada e eventualmente corrigida.

A sobriedade nunca fez mal a ninguém, pelo contrário sempre nos preservou na intimidade e de olhares perversos.

JPR

Educar na sobriedade e na temperança

«Não é nada lógico dar aos meus filhos tudo aquilo que eles me pedem. Se o fizesse, converter-me-ia num “pai fixe”, mas esta expressão parece-me sinónima de “pai cúmplice”. Estaria a ser conivente com a sua falta de sobriedade. Penso que nós, pais, necessitamos da virtude da fortaleza para não transigirmos com os caprichos dos nossos filhos».

Sábias palavras pronunciadas por um pai de uma família numerosa. Nos dias de hoje, é necessária valentia da parte dos pais para proporem aos seus filhos um estilo de vida sóbrio e temperado. Um estilo de vida que não está nada na moda!

Primeiro, devem fazê-lo com o próprio exemplo. Já diz o famoso ditado: “quem não vive o que ensina, não ensina nada!”. Além disso, somente se os pais são sóbrios é que percebem que a sobriedade é um bem de enorme valor para os seus filhos.

Depois, é necessário dar aos filhos razões válidas pelas quais vale a pena viver um estilo de vida assim. Sendo conscientes de que as mensagens que os filhos recebem todos os dias na publicidade, nos meios de comunicação, dos colegas da escola vão, habitualmente, em sentido contrário: quanto mais consumires, mais feliz serás!

Raciocinar com os filhos com paciência. Que cada filho compreenda que é amado pelo que é, não por aquilo que tem ou pela sua “imagem”. Criar uma atmosfera familiar na qual se note que o verdadeiramente importante são as pessoas e não as coisas.

Um ponto de capital importância neste esforço educativo é estimular a generosidade dos filhos com os mais necessitados. Fazê-los compreender que, geralmente, somente uma pessoa que é sóbria e temperada, consegue ter sensibilidade para as necessidades dos outros e fortaleza para os ajudar com generosidade.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

A verdade é o caminho

«A pastoral correcta conduz à verdade, suscita amor à verdade e ajuda também a suportar a dor da verdade. Esta mesma deve ser um modo de caminharmos juntos ao longo do difícil e belo caminho para a vida nova, que é também o caminho para a verdadeira e grande alegria»

(Joseph Ratzinger - Olhar para Cristo)

Evangelho do dia 14 de março de 2019

«Pedi, e vos será dado; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque todo aquele que pede, recebe, e quem busca, encontra; e a quem bate, abrir-se-á. Qual de vós dará uma pedra a seu filho, quando este lhe pede pão? Ou se lhe pedir um peixe, dar-lhe-á uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai celeste dará coisas boas aos que lhas pedirem. «Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós a eles; esta é a Lei e os Profetas. 

Mt 7, 7-12