Pureza

Pureza
Rezemos pela pureza de todos os que se encontram ao serviço de Jesus Cristo e da Sua Igreja, para que livres do pecado sejam bons filhos de Deus

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Bendita perseverança a do burrico

Se não for para construir uma obra muito grande, muito de Deus – a santidade –, não vale a pena entregar-se. Por isso, a Igreja, ao canonizar os Santos, proclama a heroicidade da sua vida. (Sulco, 611)

Se a vida não tivesse por fim dar glória a Deus, seria desprezível; mais ainda, detestável. (Caminho, 783)

Bendita perseverança a do burrico de nora! – Sempre ao mesmo passo. Sempre as mesmas voltas. – Um dia e outro; todos iguais.
Sem isso, não haveria maturidade nos frutos, nem louçania na horta, nem o jardim teria aromas.
Leva este pensamento à tua vida interior. (Caminho, 998)

Qual é o segredo da perseverança? O Amor. – Enamora-te. e não "O" deixarás. (Caminho, 999)

A entrega é o primeiro passo de uma corrida de sacrifício, de alegria, de amor, de união com Deus. E, assim, toda a vida se enche de uma bendita loucura, que faz encontrar felicidade onde a lógica humana não vê senão negação, padecimento, dor. (Sulco, 2)

– Qual é o fundamento da nossa fidelidade?
– Dir-te-ia, a traços largos, que se baseia no amor de Deus, que faz vencer todos os obstáculos: o egoísmo, a soberba, o cansaço, a impaciência...
Um homem que ama calca-se a si próprio; sabe que, até amando com toda a sua alma, ainda não sabe amar bastante. (Forja, 532)

São Josemaría Escrivá

Batei e ser-vos-á aberta

Locutor: Desde as narrações da infância, a figura de Jesus é-nos apresentada pelo evangelista Lucas numa atmosfera densa de oração. Cada passo da sua vida aparece animado pelo sopro do Espírito, que O guia em todas as suas ações. Até as horas que precedem a sua morte são vividas num clima de oração, daí brotando uma calma surpreendente: Jesus consola as mulheres, reza pelos seus algozes, promete o paraíso ao bom ladrão e expira dizendo: «Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito». Jesus é, sobretudo, um orante; e, a pedido dum dos seus discípulos («Senhor, ensina-nos a rezar»), fez-Se também Mestre de oração, tendo-nos ensinado as palavras – por exemplo, o “Pai Nosso” –, mas também as atitudes e os sentimentos com que devemos dirigir-nos a Deus. As suas palavras dão-nos a certeza de que Deus é Pai e não Se esquece dos filhos que sofrem; responde sempre, não deixa nenhuma oração por atender: «Todo aquele que pede, recebe; quem procura, encontra; e, ao que bate, abrir-se-á». Quantas vezes, porém, entramos em crise, vendo que tais palavras não se realizam! Muitas das nossas orações – pelo menos assim parece – não obtêm qualquer resultado. Nesse caso, Jesus recomenda-nos que insistamos: não nos demos por vencidos! Porque a oração transforma sempre a realidade; se não mudarem as coisas ao nosso redor, pelo menos mudamos nós. É que, a toda a pessoa que reza, Jesus prometeu o dom do Espírito Santo; por isso, logo desde quando rezamos, ficam vencidos a solidão e o desespero. Tenhamos, pois, a certeza de que Deus responde sempre; o motivo por que tarda a fazê-lo, não o sabemos. Pode até acontecer que tenhamos de insistir a vida inteira, mas o desejo de felicidade, que todos trazemos no coração, um dia realizar-se-á, porque, no fim da nossa estrada, há um Pai de braços abertos que a todos espera.
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Santo Padre:
Con sentimenti di riconoscenza e affetto, saluto tutti i pellegrini di lingua portoghese, invocando sui vostri passi la gioia dell’incontro con Dio: Gesù Cristo è la Tenda divina in mezzo a noi; andate da Lui, vivete nella sua grazia e avrete la vita eterna. Su di voi e sulle vostre famiglie scenda la Benedizione di Dio.
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Locutor: Com sentimentos de gratidão e estima, saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, invocando sobre os vossos passos a alegria do encontro com Deus: Jesus Cristo é a Tenda divina no meio de nós; ide até Ele, vivei na sua graça e tereis a vida eterna. Desça sobre vós e vossas famílias a Bênção de Deus.

São Josemaria Escrivá nasceu nesta data em 1902

Pais de S. Josemaria
Josemaría nasce em Barbastro, em 1902, no final de um dia de Inverno, por volta das dez da noite:
“Deus Nosso Senhor quis que eu nascesse num lar cristão, como costumam ser os lares do meu país, de pais exemplares que praticavam e viviam a sua fé, dando-me desde pequeno uma liberdade muito grande, mas sabendo ao mesmo tempo, vigiar-me com atenção. Procuravam dar-me uma formação cristã”.

No aniversário do nascimento de São Josemaria - Quem foi, quem é e o que significa o Opus Dei

A união conjugal foi estabelecida por Deus

O Papa Francisco, na primeira catequese sobre este tema, comenta que a encarnação do Filho de Deus abre um novo início na História universal do homem e da mulher. E este novo início tem lugar no seio de uma família, em Nazaré. Jesus nasceu numa família. Podia ter vindo de forma espetacular, como um guerreiro ou um imperador... Mas não: veio como filho, numa família. Por isso é importante olhar, no presépio, para esta cena tão bonita! [11]

Como refere a Escritura, o nascimento de Jesus significa o início da plenitude dos tempos, o momento escolhido por Deus para manifestar plenamente o Seu amor aos homens, entregando-nos o Seu próprio Filho. Essa vontade divina realiza-se no meio das circunstâncias mais normais e correntes: uma mulher que dá à luz, uma família, uma casa. A omnipotência divina, o esplendor de Deus passam através das coisas humanas, unem-se às coisas humanas. Desde esse momento, nós, os cristãos, sabemos que, com a graça do Senhor, podemos e devemos santificar todas as realidades honestas da nossa vida. Não há situação terrena, por mais pequena e vulgar que pareça, que não possa ser ocasião de um encontro com Cristo e uma etapa da nossa caminhada para o Reino dos Céus [12].

A união conjugal foi estabelecida por Deus desde o momento da criação do homem e da mulher, mas infelizmente descuida-se agora em tantos lugares. A família está tão maltratada! Pretende-se apresentar como normais situações que são um duríssimo ataque ao desígnio criador e salvador de Deus. Em muitos sítios e ambientes – não apenas por parte do povo, mas das próprias autoridades públicas, através de leis e decisões de governo –, debilita-se a instituição familiar ou tenta-se mesmo transformá-la numa coisa muito diferente. Não se apercebem – o demónio é muito hábil para tornar cegas as inteligências – que, esvaziando o conceito de família, se causa um enorme prejuízo à sociedade civil.

No domingo passado celebrámos a festa da Sagrada Família. Nesse dia, como fazemos todos os anos, renovámos a consagração dos nossos pais, irmãs e irmãos à Sagrada Família de Nazaré, tal como o nosso Fundador estabeleceu para essa data. E convidámos os nossos familiares e amigos, e todos os que participam na tarefa apostólica da Prelatura, a unir-se a nós nesse ato. Como sempre, pedimos por todos os lares cristãos da Terra, para que sejam e vivam de acordo com o divino modelo que se nos mostrou em Belém e em Nazaré.

[11]. Papa Francisco, Discurso na Audiência geral, 17-XII-2014.
[12] . S. Josemaria, Cristo que passa, n. 22.

(D. Javier Echevarría na carta do mês de janeiro de 2015)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

Evangelho do dia 9 de janeiro de 2019

Imediatamente Jesus obrigou Seus discípulos a embarcar, para chegarem primeiro que Ele à outra margem do lago, a Betsaida, enquanto Ele despedia o povo. Depois de os ter despedido, retirou-Se para um monte a fazer oração. Chegada a noite, encontrava-se a barca no meio do mar, e Ele só em terra. Vendo-os cansados de remar, porque o vento lhes era contrário, cerca da quarta vigília da noite, foi ter com eles andando sobre o mar; e fez menção de lhes passar adiante. Quando eles O viram caminhar sobre o mar, julgaram que era um fantasma e gritaram; porque todos O viram e se assustaram. Mas logo Ele lhes falou e disse: «Tende confiança, sou Eu, não temais». Subiu em seguida para  junto deles na barca, e o vento cessou. Ficaram extremamente estupefactos, pois não se tinham dado conta do que se tinha passado com os pães; a sua inteligência estava obscurecida.

Mc 6, 45-52