Pureza

Pureza
Rezemos pela pureza de todos os que se encontram ao serviço de Jesus Cristo e da Sua Igreja, para que livres do pecado sejam bons filhos de Deus

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Deixa-o exigir-te!

Deus quer-nos infinitamente mais do que tu próprio te queres... Deixa-o, pois, exigir-te! (Forja, 813)

O Senhor conhece as nossas limitações, o nosso individualismo e a nossa ambição: a dificuldade em nos conhecermos a nós mesmos e de nos entregarmos aos outros. Sabe o que é não encontrar amor e verificar que mesmo aqueles que dizem segui-Lo o fazem só a meias. Recordai as cenas tremendas que os evangelistas nos descrevem e em que vemos os apóstolos ainda cheios de aspirações temporais e de projectos exclusivamente humanos. Mas Jesus escolheu-os, mantém-nos juntos de Si e confia-lhes a missão que recebeu do Pai.

Também a nós nos chama e nos pergunta como a Tiago e João: Potestis bibere calicem quem ego bibiturus sum?; estais dispostos a beber o cálice (este cálice da completa entrega ao cumprimento da vontade do Pai) que eu vou beber? "Possumus"!. Sim, estamos dispostos! – é a resposta de João e Tiago... Vós e eu, estamos dispostos seriamente a cumprir, em tudo, a vontade do nosso Pai, Deus? Como em relação a qualquer outro aspecto da sua vida, nunca deveríamos contemplar esses anos ocultos de Jesus sem nos sentirmos afectados, sem os reconhecermos como aquilo que são: chamamentos que o Senhor nos dirige para sairmos do nosso egoísmo, do nosso comodismo. (Cristo que passa, 14-15)

São Josemaría Escrivá

Olá!

Duas ou três letras, uma palavra... quantas coisas se evocam numa saudação!
À saída da ponte Milvio, onde arrancam a via Cassia e a via Flaminia, duas «auto-estradas» da época romana que saem de Roma para Norte, levanta-se uma inscrição monumental, inspirada na saudação que as legiões que desciam da Gália dirigiam às que saíam de Roma a caminho do campo de batalha: «Victores – victuri», os «victores» (os vencedores, os que vêm de vencer) aos «victuri» (os que vão vencer). Como o complemento indirecto não está explícito, a saudação também se pode ler no sentido de «os vencedores hão-de [continuar a] vencer». Como é fácil comemorar louros de vitória!

Os peregrinos de Santiago trocavam uma saudação mais profunda: «Ultreia»!, «Suseia!». A exclamação «ultreia», composta de «ultra-eia!», era um incitamento a continuar adiante. A resposta «suseia», de «sus-eia!», era o estímulo para continuar a subir: «para cima! ânimo!». Ambas as expressões davam um alcance espiritual à peregrinação, porque aquele caminho significava progredir na vida espiritual, crescer no amor de Deus, subir. A letra de um cantar medieval dizia «Ultreia et suseia, Deus adiuva nos!»: eia, além e para cima, que Deus ajuda.

Os Cursilhos de Cristandade recuperaram a palavra «ultreia» e tornaram-na conhecida.

Os judeus saúdam-se com a palavra «shalom!», paz. Quanta falta faz! Os árabes, cuja língua é muito próxima, também se cumprimentam assim. Quanta falta faz!

Outra saudação curiosa é a expressão «escravo», que soa «tchau!» no dialecto veneziano e os italianos escrevem «ciao». Esta saudação tinha o seu quê de humorístico e podia significar «sou um escravo, às ordens», ou uma provocação brincalhona. Os italianos acharam-lhe piada e o «ciao!» espalhou-se pelo mundo, sem que ninguém se lembre da origem etimológica.

Decorreram, no passado dia 3 de Dezembro (2017), os 25 anos da primeira SMS. A mensagem, enviada a 3 de Dezembro de 1992 pelo Eng. Neil Papworth, no Reino Unido, para o seu colega Richard Jarvis, dizia: «Merry Christmas» (Feliz Natal).

Talvez venha a propósito eu aproveitar a deixa e saudar os leitores: Feliz Natal!
José Maria C.S. André
17-XII-2017
Spe Deus

Bilhete de aniversário ao Santo Padre

Querido Papa Francisco,

Hoje como aliás faço todos os dias peço ao Senhor por ti, pela tua saúde e segurança, e sobretudo pelo teu Pontificado.

Já são oitenta e duas primaveras como usamos dizer por cá e às vezes vejo-te com um ar de muito cansado e fico preocupado, peço-te com todo o carinho que te poupes, salvo se achares que o Senhor te lo pede e então sei que serias incapaz de Lhe negar fosse o que fosse.

Resguarda-te nas palavras para evitar seres mal interpretado, eu próprio já fui vítima disso e quando as leio ou ouço com atenção às vezes vejo que fui precipitado no meu juízo, outras, ainda que procure entender a intenção, parecem-me demasiado generalistas nas acusações e certamente que magoarão muitos. Peço a Deus todos os dias e várias vezes ao dia que te proteja dos ‘yes man’ que te bajulam e que nunca serão capazes de com amor e amizade praticar a correção fraterna que o Senhor nos recomendou. Eu, por mim, peço-te ainda, que me desculpes pelas vezes que te interpretei mal e que não me leves a mal este abrir de alma de um simples cristão que ama a Jesus, à Sua Igreja e ao Seu vigário na terra.

Com humildade peço-te a bênção e abraço-te fraternalmente pedindo a Deus que te cubra de todas as graças,

João Paulo Reis

«Happy birthday to you!...» (2014)

A liturgia da Igreja prevê que o «sprint» final que antecede o Natal comece no dia 17 de Dezembro, mas no actual pontificado esse dia tem mais qualquer coisa: faz anos o Papa Francisco. Poderia parecer pouco importante, soprar as velas (78* velas) e cortar umas fatias de bolo, mas é uma coisa muito séria. * 80 em 2016

À primeira vista, o Evangelho da Missa do dia 17, que marca o «sprint» de preparação para o Natal, não se parece com a partida para uma corrida de velocidade. Julgamos mesmo que S. Mateus perde tempo com uma lengalenga interminável: «Abraão gerou Isaac, Isaac gerou Jacob, Jacob gerou…» e lá vão catorze gerações de personagens estranhos, e mais catorze gerações de uma genealogia ainda mais incompreensível, e mais outras catorze gerações… até concluir finalmente em «José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus». É raro o Evangelho da Missa ser tão comprido e, sobretudo, nenhum outro tem tantos personagens e tão pouco argumento. Poderia suspeitar-se que o Evangelho do dia 17 de Dezembro está em competição renhida com a lista telefónica.

De facto, à primeira vista, é um relatório cansativo. Só Deus parece interessado em cada um daqueles homens e mulheres e conhece o sentido das suas vidas. Por isso, lido no dia 17 de Dezembro, no começo do «sprint» do Natal, aquela lista tem sabor a um sinal de partida pouco incisivo. Ou talvez não.

A surpreendente mensagem de S. Mateus é que Deus se fez Homem e quis misturar-se connosco. Quis ter antepassados, quis nascer numa família e quis rodear-se de pessoas. Mais tarde, quando começou a sua vida pública, Cristo aparece sempre rodeado dos seus discípulos. Podia dispensá-los, mas convoca-os. Atrapalham um pouco, mas quere-os junto a si. Viver acompanhado foi uma opção pessoal tão forte, que se transformou num programa para o mundo: Cristo quer chegar a todos os povos através de uma corrente de pessoas.

Em consequência, Simão ficou «Pedro», isto é, «rocha», porque Cristo o colocou como elo entre nós e Deus, fundamento sobre o qual assentaria a sua Igreja. Nem Pedro compreendeu o mistério. Nem dava para perceber: todos conhecem os inconvenientes de contar com a colaboração de seres humanos; porque é que Deus conta com eles?! Porque é que Deus chamou Pedro? Em vez de uma comunicação directa, eficiente, Deus fala connosco através de um intermediário. Que processo mais complicado, sob todos os pontos de vista! A fraqueza humana não tem limites e a tarefa exige, com alguma frequência, arriscar a vida. Nenhum homem pensaria num sistema tão complexo, mas Cristo não tem só uma inteligência humana, de modo que foi mesmo assim que estabeleceu a sua Igreja.

«Abraão gerou Isaac, Isaac gerou Jacob»… geração após geração, Deus não saltou nenhum elo na cadeia que o liga às raízes da humanidade. Analogamente, nós, como diz uma oração habitual da Missa, «em comunhão com toda a Igreja, veneramos a memória da gloriosa sempre Virgem Maria (…), a de S. José, seu esposo, e a dos bem-aventurados Apóstolos e Mártires Pedro, (…) Lino, Cleto, Clemente…». A lista dos Papas, que começa com Pedro e continua com Lino, Cleto, Clemente… prolonga-se pelos séculos, geração após geração, até …João Paulo, Bento e Francisco.

É este Francisco, escolhido por Deus para governar a Igreja, que soprou as velas do bolo no dia 17 de Dezembro. Ele podia não ser importante para a nossa relação com Deus, mas Cristo quis que fosse indispensável.

José Maria C.S. André 
Spe Deus
21-XII-2014

Evangelho do dia 17 de dezembro de 2018

Genealogia de Jesus Cristo, filho de David, filho de Abraão. Abraão gerou Isaac, Isaac gerou Jacob, Jacob gerou Judá e seus irmãos. Judá gerou, de Tamar, Farés e Zara, Farés gerou Esron, Esron gerou Aram. Aram gerou Aminadab, Aminadab gerou Naasson, Naasson gerou Salmon. Salmon gerou Booz de Raab, Booz gerou Obed de Rut, Obed gerou Jessé. Jessé gerou o rei David. David gerou Salomão daquela que foi mulher de Urias. Salomão gerou Roboão, Roboão gerou Abias, Abias gerou Asa. Asa gerou Josafat, Josafat gerou Jorão, Jorão gerou Ozias. Ozias gerou Joatão, Joatão gerou Acaz, Acaz gerou Ezequias. Ezequias gerou Manassés, Manassés gerou Amon, Amon gerou Josias. Josias gerou Jeconias e seus irmãos, na época da deportação para Babilónia. E, depois da deportação para Babilónia, Jeconias gerou Salatiel, Salatiel gerou Zorobabel. Zorobabel gerou Abiud, Abiud gerou Eliacim, Eliacim gerou Azor. Azor gerou Sadoc, Sadoc gerou Aquim, Aquim gerou Eliud. Eliud gerou Eleazar, Eleazar gerou Matan, Matan gerou Jacob, e Jacob gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo. Assim, são catorze todas as gerações desde Abraão até David; e catorze gerações desde David até à deportação para Babilónia, e também catorze as gerações desde a deportação para Babilónia até Cristo. 

Mt 1, 1-17