Pureza

Pureza
Rezemos pela pureza de todos os que se encontram ao serviço de Jesus Cristo e da Sua Igreja, para que livres do pecado sejam bons filhos de Deus

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Piedosos como meninos

– Jesus, considerando agora mesmo as minhas misérias, digo-te: Deixa-te enganar pelo teu filho, como esses pais bons, carinhosos, que põem nas mãos do seu menino a dádiva que dele querem receber..., porque sabem muito bem que as crianças nada têm. E que alvoroço o do pai e o do filho, ainda que ambos estejam no segredo! (Forja, 195)

A vida de oração e de penitência e a consideração da nossa filiação divina transformam-nos em cristãos profundamente piedosos, como meninos pequenos diante de Deus. A piedade é a virtude dos filhos e, para que o filho possa entregar-se nos braços do seu pai, há-de ser e sentir-se pequeno, necessitado. Tenho meditado com frequência na vida de infância espiritual, que não se contrapõe à fortaleza, porque requer uma vontade rija, uma maturidade bem temperada, um carácter firme e aberto.

Piedosos, portanto, como meninos; mas não ignorantes, porque cada um há-de esforçar-se, na medida das suas possibilidades, pelo estudo sério e científico da fé. E o que é isto, senão teologia? Piedade de meninos, sim, mas doutrina segura de teólogos.

O afã por adquirir esta ciência teológica – a boa e firme doutrina cristã – deve-se, em primeiro lugar, ao desejo de conhecer e amar a Deus. Simultaneamente é consequência da preocupação geral da alma fiel por alcançar a mais profunda compreensão deste mundo, que é uma realização do Criador. Com periódica monotonia, há pessoas que procuram ressuscitar uma suposta incompatibilidade entre a fé e a ciência, entre a inteligência humana e a Revelação divina. Tal incompatibilidade só pode surgir, e só na aparência, quando não se entendem os termos reais do problema.

Se o mundo saiu das mãos de Deus, se Ele criou o homem à sua imagem e semelhança e lhe deu uma chispa da sua luz, o trabalho da inteligência deve ser – embora seja um trabalho duro – desentranhar o sentido divino que naturalmente já têm todas as coisas. E, com a luz da fé, compreendemos também o seu sentido sobrenatural, que resulta da nossa elevação à ordem da graça. Não podemos admitir o medo da ciência, visto que qualquer trabalho, se é verdadeiramente científico, tende para a verdade. E Cristo disse: Ego sum veritas. Eu sou a verdade. (Cristo que passa, 10)

São Josemaría Escrivá

Carta ao Menino Jesus

Querido Menino Jesus,

Pedimos-Te sobretudo pelo Papa Francisco e pelo seu Pontificado, mas queremos continuar a pedir-Te pelo nosso tão amado Papa Emérito Bento XVI.

Não Te vou esconder o grande amor que tinha e tenho por Joseph Ratzinger, mas na Tua condição Divina sabes bem, que também amo Jorge Bergoglio para quem Te rogo todas as graças e proteção. O seu pontificado tem tido muitos momentos vibrantes interpelando-nos permanentemente no nosso comodismo de cristãos pecadores tantas vezes desatentos. Dirige-nos sempre para Ti e para os mais carenciados que nos faz ver que são o Teu reflexo aqui na terra, tem vindo a renovar as estruturas da Igreja, sendo que algumas são mal aceites, como se a Tua Igreja ao longo da história não tivesse evoluído e adaptado às realidades do seu tempo. Também é verdade, que muitos se sentem desorientados com algumas das suas visões para os problemas concretos dos cristãos e que dão azo a interpretações nem sempre claras.

Perdoa-me, querido Menino Jesus, se esta carta não obedece aos parâmetros habituais, nem está escrita com aquele espírito de criança que tanto aprecias, mas o meu amor à Casa do Pai traz-me preocupado com a unidade da Tua Igreja e a pureza de alguns dos seus membros, receio pelo mal que lhe fazem dividindo e conspurcando-a sem pensar em Ti, rogo-Te que a defendas e que o Espírito Santo a guie, ilumine e proteja.

“Last but not least” queria agradecer-Te, por manteres bem de saúde e em oração por Francisco, pela Igreja e pelo o Papa Emérito apesar dos seus noventa e um anos.

Obrigado por me concederes a vontade de Te escrever e de Te poder dizer por escrito que Te amo na Santíssima Trindade acima de todas as coisas, ao testemunhá-lo só ambiciono o Teu louvor, a proteção de Jorge Mario e Joseph manifestando-Te a minha filial gratidão.

Estamos a poucos dias do Teu Natal e ansiamos por Te acolher no Presépio e no nosso coração.

Um beijo de profundo amor e devoção,

João Paulo Reis

Não há nada melhor para as crianças que a estabilidade que se encontra no matrimónio

Sir Paul Coleridge, juiz do Tribunal Superior de Justiça de Inglaterra e Gales e fundador da Marriage Foundation (Fundação do Matrimónio), assinalou que não há nada melhor para as crianças que a estabilidade que se encontra no matrimónio.

Um estudo recente da Marriage Foundation revelou que as crianças cujos pais não estavam casados eram duas vezes mais propensas a sofrer de divisões familiares, que aquelas cujos pais estavam casados.

Em declarações ao jornal britânico The Daily Telegraph, Coleridge advertiu que existe um "alto nível de ignorância", no sistema político sobre os benefícios do matrimónio.

Para o juiz britânico, o problema não é que os políticos e outras autoridades estejam "atemorizados" para falar a favor do matrimónio, mas é que muitos pensam que esta instituição e a coabitação são equivalentes.

"Existe esta ideia de que não faz nenhuma diferença coabitar ou casar", lamentou, indicando que "uma tende a durar e a outra tende a não durar".

"E quando se considera o que é o melhor para as crianças, a estabilidade é o nome do jogo".

Sir Paul Coleridge advertiu que não tem a intenção de "pregar moral", mas "a realidade da família é muito simples".

"Se a relação existente for suficientemente estável para enfrentar os rigores de criar uma criança, então deve-se considerar seriamente acrescentar a proteção do matrimónio à relação".

Por outro lado, assinalou o magistrado, "se a relação não for o suficientemente estável para assumir a criação das crianças, não deveria nem tê-las. O casal tem uma responsabilidade, não tem nenhum direito a ter crianças, tem apenas a responsabilidade".

Coleridge disse que em tribunal, "as pessoas falam sobre os seus direitos. Ninguém tem direito quando se trata de crianças… o que tem são responsabilidades e deveres de fazer o melhor possível para eles".

"Não acho que os casais deveriam ter crianças até que estejam certos de que relação entre eles é o suficientemente estável para enfrentar o estresse e as tensões".

Por sua parte, Christian Guy, diretor do Centro para Justiça Social, disse que "muita gente não se dá conta de que a coabitação prolongada com crianças é extremamente estranha. A maioria de pessoas com filhos que ainda estão juntas depois de muitos anos estão casadas".

"Os resultados em longo prazo mostram que há algo diferente por estar casado, é mais estável. As pessoas estão vinculadas quando estão casadas, de uma forma que não acontece quando apenas estão vivendo juntas", assinalou.

(Fonte: 'ACI Digital' com adaptação)

S. Dâmaso I, papa, †384

São Dâmaso, um grande Papa da Igreja, ocupou a Sé de Roma de 366 a 384. Era muito provavelmente originário da Península Ibérica. Foi eleito Papa a 1 de Outubro de 366. Não foi fácil a sua escolha nesse período conturbado da Igreja. No tempo do seu Pontificado, era bispo de Milão o grande santo Ambrósio. São Dâmaso teve que enfrentar o cisma causado por um antipapa; embora não fosse este o único problema para Dâmaso, já que teve de combater o Arianismo, que negava a consubstancialidade de Cristo com o Pai.

O Imperador Teodósio encontrou nele um Papa que afirmou sempre, com serena firmeza, a “autoridade da Sé Apostólica”. Dâmaso fez tudo pela unidade da Igreja, e para deixar claro o Primado do Papa, pois foi ordem expressa de Cristo “e eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela”(Mt 16,18).

São Dâmaso esteve no II Concilio Ecuménico onde foi declarado a definição dogmática sobre a Divindade do Espírito Santo. Foi ele quem encarregou S. Jerónimo da tradução da Bíblia do original para o latim, língua oficial da Igreja. Ficou conhecido como o “Papa das catacumbas dos Mártires”, por ter sido ele o responsável pela sua restauração.

Foi o Papa mais notável do século IV, faleceu em 384 com 80 anos, e está sepultado na chamada Cripta dos Papas, por ele explorada nas Catacumbas de S. Calisto onde tinha anteriormente inscrito: “Aqui eu, Dâmaso, desejaria mandar sepultar os meus restos, mas tenho medo de perturbar as piedosas cinzas dos santos” – humildade e descrição de um Papa verdadeiramente santo, que de facto preparou para si uma sepultura longe, num local solitário.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

Evangelho do dia 11 de dezembro de 2018

«Que vos parece? Se alguém tiver cem ovelhas, e uma delas se extraviar, porventura não deixa as outras noventa e nove no monte, e vai em busca daquela que se extraviou? E, se acontecer encontrá-la, digo-vos em verdade que se alegra mais por esta, do que pelas noventa e nove que não se extraviaram. Assim, não é a vontade de vosso Pai que está nos céus que pereça um só destes pequeninos.

Mt 18, 12-14