Pureza

Pureza
Rezemos pela pureza de todos os que se encontram ao serviço de Jesus Cristo e da Sua Igreja, para que livres do pecado sejam bons filhos de Deus

sábado, 1 de dezembro de 2018

Começa o ano litúrgico

Agora que se aproxima o tempo da salvação, dá gosto ouvir dos lábios de S. Paulo: depois de Deus, Nosso Salvador, ter manifestado a sua benignidade e o seu amor para com os homens, libertou-nos, não pelas obras de justiça que tivéssemos feito, mas pela sua misericórdia (Tit 3, 5). (Cristo que passa, 7)

Começa o ano litúrgico e o intróito da Missa propõe-nos uma consideração intimamente relacionada com o princípio da nossa vida cristã: a vocação que recebemos. Vias tuas, Domine, demonstra mihi et semitas tuas edoce me (Sl XXIV, 4), mostra-me Senhor os teus caminhos e ensina-me as tuas veredas. Pedimos ao Senhor que no guie, que nos deixe ver os seus passos, para que possamos aspirar à plenitude dos seus mandamentos que é a caridade (Cfr. Mt XXII, 37; Mc XII, 30; Lc X, 27).

Julgo que vós, tal como eu, ao pensar nas circunstâncias que acompanharam a vossa decisão de vos esforçardes por viver integralmente a fé, dareis muitas graças ao Senhor e tereis a convicção sincera - sem falsas humildades - de que não há mérito algum da vossa parte. Geralmente, aprendemos a invocar Deus desde a infância, dos lábios de pais cristãos. Mais adiante, professores, companheiros e simples conhecidos ajudaram-nos de muitas maneiras a não perder de vista Jesus Cristo. (Cristo que passa, 1)

São Josemaria Escrivá

Prepararemos a vinda do Senhor


Não podemos ensinar o que não praticarmos

"Coepit facere et docere". – Jesus começou a fazer e depois a ensinar: tu e eu temos de dar o testemunho do exemplo, porque não podemos levar uma vida dupla: não podemos ensinar o que não praticarmos. Por outras palavras, temos de ensinar o que, pelo menos, lutamos por praticar. (Forja, 694)

Veio ensinar, mas fazendo; veio ensinar, mas sendo modelo, sendo o Mestre e o exemplo, com a sua conduta. Agora, diante de Jesus Menino, podemos continuar o nosso exame pessoal: estamos decididos a procurar que a nossa vida sirva de modelo e de ensinamento aos nossos irmãos, aos nossos iguais, os homens? Estamos decididos a ser outros Cristos? Não basta dizê-lo com a boca. Tu – pergunto-o a cada um de vós e pergunto-o a mim mesmo – tu, que por seres cristão estás chamado a ser outro Cristo, mereces que se repita de ti que vieste facere et docere, fazer tudo como um filho de Deus, atento à vontade de seu Pai, para que deste modo possas levar todas as almas a participar das coisas boas, nobres, divinas e humanas, da Redenção? Estás a viver a vida de Cristo na tua vida de cada dia no meio do mundo?

Fazer as obras de Deus não é um bonito jogo de palavras, mas um convite a gastar-se por Amor. Temos de morrer para nós mesmos a fim de renascermos para uma vida nova. Porque assim obedeceu Jesus, até à morte de Cruz, mortem autem crucis. Propter quod et Deus exaltavit illum. Por isso Deus O exaltou. (Cristo que passa, 21)

São Josemaría Escrivá

O Evangelho de Domingo dia 2 de dezembro de 2018

«Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra haverá consternação dos povos pela confusão do bramido do mar e das ondas, morrendo os homens de susto, na expectativa do que virá sobre toda a terra, porque as próprias forças celestes serão abaladas. Então verão o Filho do Homem vir sobre uma nuvem com grande poder e majestade. Quando começarem, pois, a suceder estas coisas, erguei-vos e levantai as vossas cabeças, porque está próxima a vossa libertação». «Velai, pois, sobre vós, para que não suceda que os vossos corações se tornem pesados com o excesso do comer e do beber e com os cuidados desta vida, e para que aquele dia não vos apanhe de improviso; porque ele virá como uma armadilha sobre todos os que habitam a superfície de toda a terra. Vigiai, pois, orando sem cessar, a fim de que vos torneis dignos de evitar todos estes males que devem suceder, e de aparecer com confiança diante do Filho do Homem».

Lc 21, 25-28.34-36

As mulheres e o poder na Igreja

Muito antes da sociedade civil permitir que as mulheres exercessem cargos de chefia, já a Igreja lhes reconhecia o direito de gerirem instituições religiosas.

A Igreja, embora reconheça à mulher a mesma dignidade que atribui ao varão, não lhe permite o exercício de todas as funções eclesiais. As fiéis católicas não podem ser padres nem bispos, por um princípio que a máxima autoridade eclesial atribui ao próprio Cristo e, por isso, estão excluídas dos cargos e ministérios que exijam o carácter sacerdotal ou episcopal. Portanto, nenhuma mulher pode ser papa – a ‘papisa’ Joana é apenas uma lenda, sem correspondência com a realidade histórica – nem bispo, ou pároco.

Nas congregações religiosas femininas são, contudo, as mulheres que se governam a si próprias: não há conventos femininos que sejam dirigidos por homens. Muito antes da sociedade civil permitir às mulheres cargos de chefia – nalguns países, nem sequer chefes de família podiam ser! – a Igreja já lhes reconhecia a capacidade para gerirem instituições locais, nacionais e até mundiais. Mesmo nas entidades religiosas em que há um ramo masculino, as superioras dos conventos femininos são sempre mulheres. Houve até abadessas com jurisdição quase-episcopal, a quem competia a nomeação dos capelães conventuais, cujas faculdades ministeriais lhes eram concedidas pela superiora monástica. Essas mulheres só estavam submetidas à autoridade das suas superioras na ordem e, obviamente, ao Papa.

Há instituições religiosas que são apenas femininas, como as doroteias, e outras que são exclusivamente masculinas, como os jesuítas. Também há realidades eclesiais que são simultaneamente femininas e masculinas, mas não conventos mistos. Não obstante esta separação, homens e mulheres podem professar a mesma espiritualidade, seja ela franciscana, carmelita, dominicana, paulista, salesiana, etc.

O Opus Dei não é uma congregação religiosa, nem é equiparável a essas veneráveis instituições eclesiais: a grande maioria dos seus membros são leigos casados, que têm uma profissão e que vivem com as suas famílias. Inicialmente, o fundador, São Josemaria Escrivá, pensou que o apostolado por ele iniciado destinava-se exclusivamente aos varões, talvez porque nessa altura era ainda muito exígua a presença feminina no mundo laboral. Mas, pouco depois, Deus fez-lhe ver que a mesma actividade apostólica que desenvolvia com homens de todas as condições e profissões, deveria também realizar com mulheres e que estas deveriam ser, em tudo, iguais a eles: os apostolados do Opus Dei, masculino e feminino, são, por isso, simétricos.

Desde então, o Opus Dei, não obstante a sua unidade de espírito e de regime na pessoa do seu prelado, desenvolve a sua acção pastoral em duas vertentes: a masculina e a feminina. Também há, é certo, obras corporativas conjuntas, como podem ser as universidades, clínicas, dispensários médicos, escolas de negócios, etc., em que trabalham conjuntamente mulheres e homens do Opus Dei. Por exemplo, a AESE, uma business school portuguesa, é actualmente dirigida por uma directora-geral. Os colégios Mira-Rio e Horizonte, em Lisboa e no Porto, respectivamente, bem como a Escola profissional Val do Rio, no Estoril, são também dirigidas exclusivamente por mulheres, como aliás todos os centros femininos da prelatura.

No Opus Dei, para evitar qualquer tipo de governo pessoal, que poderia degenerar em tirania, os órgãos de chefia – local, nacional e mundial – são colegiais e as decisões são tomadas por maioria de votos. Nestes apostolados pratica-se um são ecumenismo, pela activa colaboração de pessoas que não são fiéis da prelatura e que podem não ser católicas, nem cristãs, ou crentes de outras religiões, agnósticas e ateias.

Se é verdade que há um grande paralelismo entre os apostolados masculino e feminino do Opus Dei, também é verdade que há excepções. É o caso das numerárias auxiliares: as mulheres que, por opção pessoal, se dedicam ao atendimento dos centros da Obra, femininos e masculinos, bem como das casas de convívios, retiros, etc. Cabe-lhes a administração desses instrumentos apostólicos, mas não como ‘empregadas domésticas’ das outras numerárias, nem dos numerários. As primeiras mulheres que exerceram essas funções foram a mãe e a irmã do fundador que, não sendo da Obra, contribuíram para o ambiente familiar dos centros do Opus Dei. Por isso, as numerárias auxiliares são, para os fiéis da prelatura, como se fossem a sua mãe e irmãs e, como tal, são consideradas, respeitadas e estimadas.

Como acontece em qualquer família, cada casa ou centro governa-se a si mesmo, sobretudo com as pessoas que nele vivem e que, com o seu trabalho profissional, devem prover ao seu sustento. Às vezes, recorre-se também à ajuda de pessoal externo, masculino ou feminino, como auxiliares de limpeza, jardineiros, etc. A administração desses centros compete às numerárias e, sobretudo, às auxiliares, que recebem a formação correspondente, que vai da dietética à decoração. Algumas numerárias e auxiliares também dirigem ou trabalham, com profissionalismo e competência técnica, em atelieres que se encarregam da confecção e reparação de paramentos litúrgicos, objectos de culto, restauro de antiguidades, etc. Outras há que se dedicam, também com carácter profissional, à edição e impressão de textos, direcção e docência de escolas de ciências domésticas, etc.

São Josemaria exigia às numerárias auxiliares, como aliás a todos os outros fiéis da prelatura, uma exigente preparação profissional. Também lhes pedia que estivessem a par das inovações tecnológicas relativas ao seu trabalho e, para esse efeito, visitassem as feiras internacionais do sector. Também elas, no exercício do seu trabalho, devem estar tecnologicamente actualizadas, como qualquer profissional que se preze.

Não estranha, por isso, que as numerárias auxiliares não sejam, no Opus Dei, fiéis de segunda classe. Pelo contrário, como gostava de dizer o fundador, o seu trabalho de administração dos centros é tão essencial que, na realidade, é o apostolado dos apostolados. Longe de serem as ‘gatas borralheiras’ da prelatura, ou as ‘criadas’ das numerárias e dos numerários, são autênticas profissionais que, até a nível pessoal, muitas vezes nada ficam a dever às outras numerárias, nem sequer na sua formação doutrinal. Com efeito, as auxiliares, como as outras numerárias, também fazem estudos de filosofia e teologia. Algumas são licenciadas e, por sua livre opção, podendo ser numerárias, preferiram contudo ser admitidas na prelatura como auxiliares, por se sentirem especialmente vocacionadas para essa missão.

Dora del Hoyo
Na cripta da igreja prelatícia, em Roma, onde descansaram os restos mortais de São Josemaria, entretanto trasladados para a nave central, jazem os seus sucessores, os bispos prelados do Opus Dei, beato Álvaro del Portillo e Javier Echevarria. Há lá só mais um corpo: o de Dora del Hoyo, numerária auxiliar. Apesar de tantas numerárias e numerários já falecidos – alguns dos quais foram ilustres professores universitários, ministros, bispos, deputados, embaixadores, banqueiros, cientistas, generais, artistas, etc. – a única fiel da prelatura que, até à data, repousa na cripta da igreja prelatícia foi apenas e só numerária auxiliar. A sua discreta presença naquele lugar não é publicidade enganosa, nem demagogia barata, mas a genuína expressão de uma revolucionária verdade desde sempre vivida nesta instituição: a igual nobreza de todas as profissões humanas e a comum dignidade eclesial de todos os filhos de Deus.

E não há numerários auxiliares no Opus Dei?! Sim, de certo modo há, mas não com esse nome: são os padres da prelatura, que estão igualmente ao serviço dos homens e mulheres do Opus Dei. Também eles, com o seu ministério sacerdotal, têm uma missão de serviço dos leigos da Obra e de todas as almas. Tanto nos centros masculinos como femininos, o capelão não manda, nem tem, em princípio, funções de governo, mas está ao serviço de todos, para o que for necessário. Obviamente, no que diz respeito ao seu ministério, actua sempre com a total liberdade que os fiéis do Opus Dei têm em relação às questões profissionais. Mas, do mesmo modo como as numerárias auxiliares não são menos do que as outras numerárias, os sacerdotes também não são mais do que os outros numerários.

Quando, em 1946, foi formalmente pedida à Santa Sé a institucionalização canónica do Opus Dei, alguém da cúria romana, dando-se conta da sua inovadora concepção do papel e missão do laicado, comentou que o Opus Dei tinha surgido na Igreja com cem anos de antecipação. Só vinte anos depois, com o Concílio Vaticano II, se proclamou solenemente o chamamento universal à santidade, que o fundador pregava desde 1928; e só com a promulgação da constituição apostólica ‘Ut sit’, a 28 de Novembro de 1982, fez agora precisamente trinta e seis anos, o Opus Dei pôde finalmente receber a sua configuração jurídica definitiva, como prelatura pessoal, uma estrutura eclesial análoga aos ordinariatos castrenses. Mas, noventa anos volvidos sobre a sua fundação, ainda continua a ser uma novidade no que se refere à igual condição eclesial de homens e mulheres, ao protagonismo dos leigos no apostolado cristão e – espantem-se! – ao seu salutar anticlericalismo.

Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada in Observador de 01.12.2018

Novena da Imaculada Conceição com textos de São Josemaría Escrivá - 1 de Dezembro

Mãe de todos, de cada um

Amigos de Deus, 276 A Maternidade divina de Maria é a raiz de todas as perfeições e privilégios que a adornam. Por esse título, foi concebida imaculada e está cheia de graça, é sempre virgem, subiu ao céu em corpo e alma, foi coroada Rainha de toda a criação, acima dos anjos e dos santos. Mais que Ela, só Deus. A Santíssima Virgem, por ser Mãe de Deus, possui uma dignidade, de certo modo infinita, do bem infinito que é Deus. Não há perigo de exageros. Nunca aprofundaremos bastante este mistério inefável; nunca poderemos agradecer suficientemente à Nossa Mãe a familiaridade que nos deu com a Santíssima Trindade.

Sulco, 801 Não existe coração mais humano do que o de uma criatura que transborda de sentido sobrenatural. Pensa em Santa Maria, a cheia de graça, Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho, Esposa de Deus Espírito Santo: no seu Coração cabe a humanidade inteira sem diferenças nem discriminações. Cada um é seu filho, ou sua filha.

Cristo que passa, 140 João, o discípulo amado de Jesus, recebe Maria e introdu-la em sua casa, na sua vida. Os autores espirituais viram nestas palavras do Santo Evangelho um convite dirigido a todos os cristãos para que Maria entre também nas suas vidas. Em certo sentido, é quase supérfluo este esclarecimento. Maria quer, certamente, que a invoquemos, que nos aproximemos d’Ela com confiança, que apele- mos para a sua maternidade, pedindo-lhe que se manifeste como nossa Mãe. Mas é uma Mãe que não se faz rogar, que se adianta, inclusivamente, às nossas súplicas, pois conhece as necessidades e vem prontamente em nossa ajuda, demonstrando com obras que se lembra constantemente dois seus filhos. Cada um de nós, evocando a sua própria vida e vendo como nela se manifesta a misericórdia de Deus, pode descobrir mil motivos para se sentir, de modo especial, filho de Maria.

Cristo que passa, 143 Porque Maria é Mãe, a sua devoção ensina-nos a ser filhos - a amar deveras, sem medida; a ser simples, sem as complicações que nascem do egoísmo de pensar só em nós; a estar alegres, sabendo que nada pode destruir a nossa esperança. O princípio do caminho que leva à loucura do amor de Deus é um confiado amor a Maria Santíssima. Assim o escrevi já há muitos anos, no prólogo a uns comentários ao Santo Rosário, e desde então muitas vezes voltei a comprovar a verdade destas palavras. Não vou fa- zer aqui muitas considerações para glosar esta ideia; convido-vos, sim, a fazerdes vós a experiência, a descobrirdes isso por vós mesmos, conversando amorosamente com Maria, abrindo-lhe o vosso coração, confiando-lhe as vossa alegrias e as vossas penas, pedindo-lhe que vos ajude a conhecer e a seguir Jesus.

Oração
Mãe nossa, damos-te graças pela tua intercessão por nós junto de Jesus; sem ti, não teríamos podido ir até Ele. Como é verdade que a Jesus sempre se vai e torna a ir por Maria!
Caminho, Ed. crítica, comentário ao n. 514

Amar o próximo, sendo que o seropositivo em HIV/VIH também é o nosso próximo

Jesus disse-lhe: «Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo a teu entendimento.
«Este é o maior e o primeiro mandamento
«O segundo é semelhante a este: 
«Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.»

(Mt 22, 37-39)

O seropositivo em VIH/HIV é entre nós como um diabético, ou qualquer outro doente crónico, pois tem, e graças a Deus que o tem, acesso às denominadas terapias anti-retrovirais.

Infelizmente o mesmo não se pode dizer em relação às dezenas de milhões, sobretudo na África subsariana, que residem em países pobres, aí a sua condição passa de doentes crónicos, a condenados à exclusão e depois à morte.

Rezemos ao Senhor para que conduza a comunidade internacional a assegurar cuidados de saúde a todos os que deles necessitam. Ouvi-nos Senhor!

JPR

Bem-aventurado Carlos de Foucauld, presbítero, †1916

Carlos de Foucauld (Frei Carlos de Jesus) nasceu em França, em Estrasburgo a 15 de Setembro de 1858. Órfão aos 6 anos, foi educado, bem como a sua irmã Maria, pelo avô, cuja carreira militar quis seguir.

Chegado à adolescência, afasta-se da fé. Conhecido pelo seu gosto pela vida fácil, revela contudo uma vontade forte e constante nas dificuldades. Inicia uma perigosa exploração em Marrocos (1883-1884). O testemunho da fé dos muçulmanos desperta nele o problema de Deus. «Meu Deus, se vós existis, fazei que eu vos conheça ».

De volta a França, tocado pelo acolhimento afetuoso e discreto da sua família, profundamente cristã, ele põe-se em busca. Guiado por um sacerdote, o padre Huvelin, ele encontra Deus em Outubro de 1886. Tem então 28 anos. «Mal eu acreditei que havia um Deus, compreendi imediatamente que não podia fazer outra coisa senão viver para Ele ».

Uma peregrinação à Terra Santa, revela-lhe a sua vocação: seguir Jesus na sua vida de Nazaré. Passa então sete anos na Trapa, primeiro em Nossa Senhora das Neves, e em seguida em Akbès, na Síria. Vive depois sozinho, em oração e adoração junto das clarissas de Nazaré.

Ordenado padre aos 43 anos (1901), parte para o deserto do Sara, inicialmente para Béni-Abbès e depois para Tamanrasset entre os tuaregues do Hoggar. Quer juntar-se aos que estão mais longe «os mais marginalizados, os mais abandonados ». Deseja que cada um dos que se aproximam dele o considere como um irmão, «o irmão universal». Quer «gritar o evangelho com toda a sua vida» num grande respeito pela cultura e pela fé daqueles no meio dos quais ele vive. «Quereria ser tão bom que pudessem dizer: Se o servo é assim, como será então o Mestre?»

Na noite do dia 1 de Dezembro de 1916 foi assassinado por um bando que tinha cercado a sua casa.

Sonhou sempre partilhar a sua vocação com outros: depois de ter escrito várias regras religiosas, pensou que «esta vida de Nazaré» podia ser vivida em todo o lado e por todos.

Hoje «a família espiritual de Carlos de Foucauld» tem várias associações de fieis, comunidades religiosas e institutos seculares de leigos ou de padres.

Evangelho do dia 1 de dezembro de 2018

«Velai, pois, sobre vós, para que não suceda que os vossos corações se tornem pesados com o excesso do comer e do beber e com os cuidados desta vida, e para que aquele dia não vos apanhe de improviso; porque ele virá como uma armadilha sobre todos os que habitam a superfície de toda a terra. Vigiai, pois, orando sem cessar, a fim de que vos torneis dignos de evitar todos estes males que devem suceder, e de aparecer com confiança diante do Filho do Homem».

Lc 21, 34-36