Pureza

Pureza
Rezemos pela pureza de todos os que se encontram ao serviço de Jesus Cristo e da Sua Igreja, para que livres do pecado sejam bons filhos de Deus

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Acabar bem as tarefas

A santidade compõe-se de heroísmos. Por isso, no trabalho pede-se-nos o heroísmo de rematar bem as tarefas que nos cabem, dia após dia, embora se repitam as mesmas ocupações. Se não, não queremos ser santos! (Sulco, 529)

Perguntaste-me o que podes oferecer ao Senhor. Não necessito de pensar na resposta: as mesmas coisas de sempre, mas mais bem acabadas, com um remate de amor, que te leve a pensar mais n'Ele e menos em ti. (Sulco, 495)

Ao retomar as tuas ocupações normais, escapou-te uma espécie de grito de protesto: sempre a mesma coisa!

E eu disse-te: – Sim, sempre a mesma coisa. Mas essa actividade vulgar, igual à dos teus companheiros de profissão, há-de ser para ti uma oração contínua, com as mesmas palavras íntimas, mas cada dia com música diferente.

É missão muito nossa transformar a prosa desta vida em decassílabos, em poesia heróica. (Sulco, 500)

Coloca na tua mesa de trabalho, no teu quarto, na tua carteira... uma imagem de Nossa Senhora, e dirige-Lhe o olhar ao começar as tuas tarefas, enquanto as realizas, e ao terminá-las. Ela te alcançará – eu to garanto – a força necessária para fazeres da tua ocupação um diálogo amoroso com Deus. (Sulco, 531)

São Josemaría Escrivá

Crer

«Crer é o acto da inteligência que presta o seu assentimento à verdade divina, por determinação da vontade, movida pela graça de Deus»

(São Tomás de Aquino - Summa theologiae II-II. q. 2. a. 9. C)

Que alegria sabermo-nos seguros da nossa fé, não há lugar a angústias e a dúvidas; que maravilha sabê-Lo junto de nós, é enorme a segurança que nos transmite, saibamos pois, ser dignos das Suas promessas, sem nunca nos esquecermos, que amá-Lo verdadeiramente significa, assumirmos riscos e não nos acomodarmos burguesmente.

JPR

Compromisso para sempre

O casamento é sempre um chamamento a uma entrega incondicional ao outro por amor. Para o amor ser genuíno, o desejo de entrega tem de ser para sempre: “na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida”.
Por esse motivo, é muito importante a preparação prévia para esse compromisso: o namoro. O que está em jogo é tão grande e afecta tanto a felicidade das pessoas que o namoro nunca pode ser uma simples brincadeira sentimental. Isso seria brincar com o fogo e “ter cá uma fezada de que, no meu caso, ele é capaz de não me queimar”. Néscia ilusão que sempre passou factura!
Desde o primeiro momento, é preciso que o namoro seja um verdadeiro caminho de fé.
Necessito conhecer as convicções profundas do outro. Para isso, é necessário muito diálogo e não ter medo de discordar, quando for o caso. Não temos de concordar em tudo. Mas temos de concordar no que é essencial. Senão, a casa virá abaixo, mais cedo ou mais tarde.
E, atenção: é muito enganador “resolver” as discórdias recorrendo a manifestações de carinho! Como se elas fossem uma varinha mágica capaz de fazer desaparecer os problemas. Eles só desaparecem na aparência.
As convicções profundas do outro adequam-se ao que eu penso que deve ser o pai ou a mãe dos meus futuros filhos?
Não?
Então, é prudente terminar o namoro.
Vai doer?
É muito mais salutar e sábio que doa agora - dói menos! - do que depois.
Mais: até diria que é necessário conhecer algumas convicções profundas do outro antes de decidir-se a começar o namoro.
Temos a mesma ideia sobre o que é o amor? Essa ideia corresponde à verdade? Captamos a relação que existe entre o amor, o compromisso e a entrega?
Como alguém dizia, para uns o amor é romanticismo, para outros é sexo. Para nós, cristãos, é entrega: compromisso para sempre!
Pe. Rodrigo Lynce de Faria

Evangelho do dia 26 de novembro de 2018

Levantando Jesus os olhos, viu vários ricos que lançavam as suas oferendas na caixa das esmolas. Viu também uma viúva pobrezinha, que lançava duas pequenas moedas, e disse: «Na verdade vos digo que esta pobre viúva lançou mais que todos os outros. Porque todos esses fizeram a Deus oferta do que lhes sobrava; ela, porém, deu da sua própria indigência tudo o que tinha para viver».

Lc 21, 1-4