Pureza

Pureza
Rezemos pela pureza de todos os que se encontram ao serviço de Jesus Cristo e da Sua Igreja, para que livres do pecado sejam bons filhos de Deus

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Calma, deixa correr o tempo

Estás intranquilo. – Olha: aconteça o que acontecer na tua vida interior ou no mundo que te rodeia, nunca te esqueças de que a importância dos acontecimentos ou das pessoas é muito relativa. – Calma. Deixa correr o tempo; e, depois, olhando de longe e sem paixão os factos e as pessoas, adquirirás a perspectiva, porás cada coisa no seu lugar e de acordo com o seu verdadeiro tamanho. Se assim fizeres, serás mais justo e evitarás muitas preocupações. (Caminho, 702)

Não vos assusteis nem temais nada, mesmo que as circunstâncias em que trabalheis sejam tremendas, piores que as de Daniel no fosso com aqueles animais vorazes. As mãos de Deus continuam a ser igualmente poderosas e, se fosse necessário, fariam maravilhas. Sede fiéis! Com uma fidelidade amorosa, consciente, alegre, à doutrina de Cristo, persuadidos de que os anos de agora não são piores do que os dos outros séculos e de que o Senhor é o mesmo de sempre.

Conheci um sacerdote já ancião, que afirmava, sorridente, de si mesmo: eu estou sempre tranquilo, tranquilo. E assim temos de nos encontrar sempre nós, metidos no mundo, rodeados de leões famintos, mas sem perder a paz: tranquilos! Com amor, com fé, com esperança, sem esquecer jamais que, se for conveniente, o Senhor multiplicará os milagres. (Amigos de Deus, 105)

São Josemaría Escrivá

10 Frases de S. Josemaria sobre o amor aos pobres

1. Pelo «caminho do justo descontentamento» têm ido e estão a ir-se embora as massas. Dói... Quantos ressentidos temos fabricado entre os que estão espiritual ou materialmente necessitados! É preciso voltar a meter Cristo entre os pobres e entre os humildes: precisamente entre esses é que Ele se sente melhor. Sulco, 228

2. «Os pobres – dizia aquele amigo nosso – são o meu melhor livro espiritual e o motivo principal das minhas orações. Dói-me a sua dor, e dói-me o sofrimento de Cristo neles. E, porque me dói, compreendo que O amo e que os amo». Sulco, 827

3. Servir e dar formação às crianças; tratar com carinho dos doentes. Para se fazer entender pelas almas simples, é preciso humilhar a inteligência; para compreender os pobres doentes, é preciso humilhar o coração. E assim, com o entendimento e com a carne ajoelhados, é fácil chegar a Jesus, pelo caminho seguro da miséria humana, da miséria própria, que leva a aniquilar-se, para deixar que Deus construa sobre o nosso nada. Forja, 600

4. Um homem ou uma sociedade que não reaja diante das tribulações ou das injustiças e se não esforce por as aliviar, não é um homem ou uma sociedade à medida do amor do Coração de Cristo. Os cristãos – conservando sempre a mais ampla liberdade quando se trata de estudar e de pôr em prática as diversas soluções, segundo um pluralismo bem natural – terão de convergir no mesmo anseio de servir a humanidade. Se não, o seu cristianismo não será a Palavra e a Vida de Jesus: será um disfarce, um embuste feito a Deus e aos homens. Cristo que passa, 167

5. Não é lícito encerrar-se numa religiosidade cómoda, esquecendo as necessidades dos outros. Quem deseja ser justo aos olhos de Deus também se esforça para que a justiça se realize de facto entre os homens. E não apenas. pelo bom motivo de que o nome de Deus não seja injuriado, mas porque ser cristão significa captar e corresponder a todos os anseios nobres do homem. Parafraseando um texto conhecido, do Apóstolo S. João, pode-se dizer que mente quem afirma que é justo com Deus mas não é justo com os outros homens; e a verdade não habita nele. Cristo que passa, 52

6. Compreende-se muito bem a impaciência, a angústia, os inquietos anseios daqueles que, com uma alma naturalmente cristã, não se resignam perante a injustiça individual e social que o coração humano é capaz de criar. Tantos séculos de convivência dos homens entre si, e ainda tanto ódio, tanta destruição, tanto fanatismo acumulado em olhos que não querem ver e em corações que não querem amar! Os bens da Terra, repartidos entre muito poucos; os bens da cultura, encerrados em cenáculos...E, lá fora, fome de pão e de sabedoria; vidas humanas – que são santas, porque vêm de Deus – tratadas como simples coisas, como números de uma estatística! Compreendo e compartilho dessa impaciência, levantando os olhos para Cristo, que continua a convidar-nos a pormos em prática o mandamento novo do amor. Cristo que passa, 111

7. Todas as situações que a nossa vida atravessa nos trazem uma mensagem divina, nos pedem uma resposta de amor, de entrega aos demais. (…) É preciso reconhecer Cristo que nos sai ao encontro nos nossos irmãos, os homens. Nenhuma vida humana é uma vida isolada; entrelaça-se com as demais. Nenhuma pessoa é um verso solto; todos fazemos parte de um mesmo poema divino, que Deus escreve com o concurso da nossa liberdade. Cristo que passa, 111

8. Viver pensando nos outros, usar as coisas de tal maneira que haja algo para oferecer aos outros, tudo isso são dimensões da pobreza que garantem o desprendimento efectivo. Temas actuais do Cristianismo, 111

9. Anuncia-se o Evangelho aos pobres (Mat. 11, 5), lemos na Escritura, precisamente como um dos sinais que dão a conhecer a chegada do Reino de Deus. Quem não amar e viver a virtude da pobreza não tem o espírito de Cristo. E isto é válido para todos, tanto para o anacoreta que se retira para o deserto, como para o cristão corrente que vive no meio da sociedade humana, usando dos recursos deste mundo ou carecendo de muitos deles. Temas actuais do Cristianismo, 110

10. Fazendo-me eco de uma expressão do Profeta lsaías – discite benefacere (1, 17) –, agrada-me dizer que é preciso aprender a viver toda a virtude, e talvez a pobreza muito especialmente. É necessário aprender a vivê-la para que não fique reduzida a um ideal sobre o qual se pode escrever muito, mas que ninguém realiza seriamente. É preciso fazer ver que a pobreza é um convite que o Senhor dirige a cada cristão e que é – portanto – chamada concreta que deve moldar toda a vida da humanidade. Temas actuais do Cristianismo, 110

A beatificação de João Paulo I, com um testemunho inédito

No dia 7 de Novembro (2017), reuniu-se em Roma o conjunto de cardeais que tinha de decidir em última instância se se propunha ao Papa a beatificação de João Paulo I.

Antes da magna assembleia, trabalharam durante anos muitos consultores, historiadores e peritos de várias especialidades. Habitualmente, os documentos destes processos totalizam milhares de páginas impressas mas, quando se trata de uma personalidade de grande relevo, como um Papa, o volume de documentação multiplica-se. Quando essa fase preparatória está pronta, o processo tem de ser aprovado no conselho alargado dos consultores teólogos. Finalmente, passa à reunião dos Cardeais, muitos dos quais têm de se deslocar expressamente a Roma para participar na decisão. Se o parecer dos Cardeais é positivo, a proposta é apresentada ao Papa. Assim, reunidos no passado dia 7, os Cardeais decidiram, por unanimidade, que as provas tinham demonstrado cabalmente a santidade de João Paulo I.

Percebe-se que Francisco aguardava o desfecho, porque aprovou o processo no próprio dia, mal o recebeu. Segundo o procedimento habitual, a aprovação pontifícia consiste em autorizar o Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos a publicar o decreto que reconhece as virtudes heróicas. Tudo isto se fez imediatamente.

Agora, terá de ser examinado cuidadosamente um milagre ocorrido por intercessão de João Paulo I e a conclusão dos peritos terá de ser validada novamente por sucessivas instâncias, até chegar às mãos do Papa. No caso de João Paulo I, prevê-se que a demora não seja grande, porque existem milagres significativos atribuídos à sua intercessão. As provas terão de ser examinadas com grande rigor, mas a parte substancial – que é são os milagres em si – já aconteceu.

A etapa preparatória de um processo de beatificação é a que dá mais trabalho, porque é preciso coligir documentos e numerosos testemunhos para reconstruir com pormenor a biografia do candidato. A forma como a pessoa viveu cada uma das virtudes é especialmente investigada e, para isso, é preciso ouvir e comparar uma grande quantidade de testemunhas. Porque a biografia que interessa para um processo de beatificação não é apenas a história pública, externa, mas sobretudo os episódios pessoais, que revelam a pessoa no seu íntimo.

João Paulo I com o então Cardeal Ratzinger mais
tarde Bento XVI
Entre muitas fontes documentais e testemunhais, o processo de João Paulo I contou com um contributo insólito, o de Bento XVI. Pela sua posição de instância suprema, os Papas nunca participam nas fases instrutórias de um processo. No entanto, Bento XVI colaborou com esta investigação porque já não exercia a função de Papa. Não participou nas decisões dos Cardeais, apenas prestou o seu testemunho pessoal na fase inicial, como muitos outros, quando se estava a elaborar a biografia.

Paulo VI com o então Cardeal Albino Luciani que viria a ser
seu sucessor na Cátedra de Pedro
As próximas etapas devem ser breves, porque Francisco é «parte envolvida». Embora não tenha querido ultrapassar nenhuma formalidade do processo, a verdade é que o primeiro milagre atribuído a João Paulo I ocorreu há anos ...na cidade de Buenos Aires. Embora, depois disso, já tenham chegado ao Vaticano outros milagres atribuídos a João Paulo I, aquele primeiro deve ter deixado uma recordação especial no anterior Cardeal de Buenos Aires, actual Papa Francisco.

Outro processo em curso na Congregação para as Causas dos Santos é o milagre relativo à canonização de Paulo VI. Faltam poucas etapas para se chegar a uma conclusão.
José Maria C.S. André
19-XI-2017
Spe Deus

Dai-me Senhor

Dai-me Senhor a humildade de saber que sobre Ti pouco ou nada sei, a não ser que me criaste e do pouco que sei, sei sem quaisquer dúvidas, que Vos amo profundamente.

Dai-me Senhor a capacidade de continuar a aprender das Sagradas Escrituras, dos Santos, dos Padres e da Santa Madre Igreja como fortalecer o meu amor por Ti.

Dai-me Senhor a sabedoria e a fé de bem compreender que a tua imolação na Cruz foi para a salvação de pecadores como eu.

Dai-me Senhor a capacidade de ser humilde e manso de coração, para combater a soberba que tão frequentemente me assola.

Dai-me Senhor o discernimento para quando evoco o Teu Santíssimo nome, o faça com as palavras justas e apropriadas.

JPR

Espírito de humildade

«A uma mentalidade “crítica”, com a qual o homem critica tudo à excepção de si mesmo, contrapomos a abertura ao infinito, a vigilância e a sensibilidade para a totalidade do ser, uma humildade de pensamento pronta a vergar-se à majestade da verdade, perante a qual nós não somos juízes mas mendigos. Só ao coração vigilante e humilde a verdade se mostra.»

(Joseph Ratzinger - Olhar para Cristo)

Evangelho do dia 19 de novembro de 2018

Sucedeu que, aproximando-se eles de Jericó, estava sentado à beira da estrada um cego a pedir esmola. Ouvindo a multidão que passava, perguntou que era aquilo. Disseram-lhe que era Jesus Nazareno que passava. Então ele clamou: «Jesus, Filho de David, tem piedade de mim!». Os que iam adiante repreendiam-no para que se calasse. Porém, ele, cada vez gritava mais: «Filho de David, tem piedade de mim!». Jesus, parando, mandou que Lho trouxessem. Quando ele chegou, interrogou-o: «Que queres que te faça?». Ele respondeu: «Senhor, que eu veja». Jesus disse-lhe: «Vê; a tua fé te salvou». Imediatamente, recuperou a vista, e foi-O seguindo, glorificando a Deus. Todo o povo, vendo isto, deu louvores a Deus.

Lc 18, 35-43