Pureza

Pureza
Rezemos pela pureza de todos os que se encontram ao serviço de Jesus Cristo e da Sua Igreja, para que livres do pecado sejam bons filhos de Deus

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

A castidade não é um peso incómodo

Contra a vida limpa, a pureza santa, levanta-se uma grande dificuldade à qual todos estamos expostos: o perigo do aburguesamento, na vida espiritual ou na vida profissional. O perigo – também para os chamados por Deus ao matrimónio – de nos sentirmos solteirões, egoístas, pessoas sem amor. Luta radicalmente contra esse risco, sem nenhumas concessões. (Forja, 89)

Com o espírito de Deus, a castidade, longe de ser um peso incómodo e humilhante, torna-se uma afirmação gozosa, porque o querer, o domínio e a vitória não são dados pela carne nem vêm do instinto, mas procedem da vontade, sobretudo se está unida à do Senhor. Para ser castos e não simplesmente continentes ou honestos, temos de submeter as paixões à razão, por uma causa elevada, por um impulso de Amor.

Comparo esta virtude a umas asas que nos permitem levar os mandamentos, a doutrina de Deus por todos os ambientes da terra, sem receio de ficar enlameados. Essas asas, tal como as das aves majestosas que sobem mais alto que as nuvens, pesam e pesam muito, mas, se faltassem, não seria possível voar. Gravai isto na vossa mente, decididos a não ceder quando sentirdes a garra da tentação, que se insinua apresentando a pureza como uma carga insuportável. Ânimo! Subi até ao sol, em busca do Amor!

Tenho de vos dizer que para esse efeito me ajuda considerar a Humanidade Santíssima de Nosso Senhor, a maravilha inefável de Deus que se humilha, até fazer-se homem. E que não se sente aviltado por ter tomado carne igual à nossa, com todas as suas limitações e fraquezas, menos o pecado, porque nos ama com loucura! Ele não se rebaixa com o seu aniquilamento e, em troca, levanta-nos, deificando-nos o corpo e a alma. Responder afirmativamente ao seu Amor com um carinho claro, ardente e ordenado, isso é a virtude da castidade. (Amigos de Deus, 177–178)

São Josemaría Escrivá

«O amor divino…

… não é a negação do amor humano mas o seu aprofundamento, a sua radicalização dentro duma nova dimensão»

(Joseph Ratzinger - Olhar para Cristo)

Agraciado desde há 23 anos todos os dias

Ser avô aos 42 não é comum, mas eu fui-o e considero tal facto uma enorme bênção que o Senhor me concedeu nesta data 15 de novembro há 23 anos com o nascimento do primeiro neto.

A minha mulher e eu recebemos os nossos netos com uma incomensurável alegria e amor que chega a ser difícil de explicar a quem ainda não passou pela experiência.

Hoje, por ser o seu aniversário, gostaria de deixar aqui duas palavras ao Sebastião com quem tenho uma ótima relação e empatia apesar da diferença de idades, não o acompanho em tudo, nomeadamente no futebol de que não sou apreciador, mas de resto intelectual, musical e politicamente falando além da fé, compartilhamos frequentemente pontos de vista em que maioritariamente convergimos, quando discordamos às vez bate forte, mas o amor é sempre mais forte e rapidamente as crises são suplantadas.

Aplicando o princípio cristão, ensinado por Jesus Cristo (cfr. Mt 18, 15-17) e por diversos Santos, da correção fraterna sempre que necessário, procuro usar a docilidade e a caridade. A relação é neste particular tão boa e sã, que é uma estrada com dois sentidos, tendo já sido por ele corrigido com amor e carinho.

O mundo das relações humanas e familiares seria francamente melhor se todos dos mais novos aos mais velhos tivéssemos o mesmo empenho numa relação como a existente entre mim e o Sebastião.

Termino com votos de muitas felicidades na nova etapa que concretizará perante Deus em setembro do próximo ano.

Dou graças a Deus pelo amor que me doou pelos netos, que procurarei cultivar e oferecer como testemunho ao próximo que passa por dificuldades nas relações entre gerações.

JPR (escrito em 2015 com adaptação do número de anos e detalhe relativo a setembro de 2019)

Santo Alberto Magno, bispo, Doutor da Igreja

Foi, sem dúvida, um dos maiores sábios de todos os tempos.

Não dominava apenas, como Mestre, a Filosofia e a Teologia (matérias em que teve como discípulo S. Tomás de Aquino), mas também estendia seu saber às Ciências Naturais.

Foi físico e químico, estudou astronomia, meteorologia, mineralogia, zoologia, botânica, escreveu livros sobre tecelagem, navegação, agricultura. Tão assombroso acumular de ciência não o impediu, porém, de ser um piedoso e exemplar dominicano.

Nomeado Bispo de Regensburg, mostrou-se Pastor zeloso e exemplar; mas, logo que pôde, pediu e obteve dispensa das funções episcopais e retornou à sua cela de monge humilde e sábio.

Foi chamado o "Doutor Universal".

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

Evangelho do dia 15 de novembro de 2018

Tendo-Lhe os fariseus perguntado quando viria o reino de Deus, respondeu-lhes: «O reino de Deus não virá ostensivamente. Não se dirá: Ei-lo aqui ou ei-lo acolá. Porque eis que o reino de Deus está no meio de vós». Depois disse aos Seus discípulos: «Virá tempo em que desejareis ver um só dos dias do Filho do Homem e não o vereis. E vos dirão: Ei-lo aqui, ou ei-lo acolá. Não vades, nem os sigais. Porque, assim como o clarão brilhante de um relâmpago ilumina o céu de uma extremidade à outra, assim será o Filho do Homem no Seu dia. Mas primeiro é necessário que Ele sofra muito e seja rejeitado por esta geração.

Lc 17, 20-25