Pureza

Pureza
Rezemos pela pureza de todos os que se encontram ao serviço de Jesus Cristo e da Sua Igreja, para que livres do pecado sejam bons filhos de Deus

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Portadores de Deus em todos os ambientes

Quando tiveres o Senhor no teu peito e saboreares os delírios do seu Amor, promete-lhe que te esforçarás por mudar o rumo da tua vida em tudo o que for necessário, para o levar à multidão que o não conhece, que anda vazia de ideias; que, infelizmente, caminha animalizada. (Forja, 939)

Para que este nosso mundo vá por um caminho cristão – o único que vale a pena –, temos de viver uma amizade leal com os homens, baseada numa prévia amizade leal com Deus. (Forja, 943)

Com frequência, sinto vontade de gritar ao ouvido de tantas e de tantos que, no escritório e no comércio, no jornal e na tribuna, na escola, na oficina e nas minas e no campo, amparados pela vida interior e pela Comunhão dos Santos, têm de ser portadores de Deus em todos os ambientes, segundo o ensinamento do Apóstolo: "glorificai a Deus com a vossa vida e levai-o sempre convosco". (Forja, 945)

Os que temos a verdade de Cristo no coração, temos de meter esta verdade no coração, na cabeça e na vida dos outros. O contrário seria comodismo, táctica falsa.

Pensa de novo: Cristo pediu-te licença, a ti, para se meter na tua alma? Deixou-te a liberdade de o seguir, mas procurou-te Ele, porque quis. (Forja, 946)

Com obras de serviço, podemos preparar a Nosso Senhor um triunfo maior que o da sua entrada em Jerusalém... Porque não se repetirão as cenas de Judas, nem a do Jardim das Oliveiras, nem aquela noite cerrada... Conseguiremos que o mundo arda nas chamas do fogo que veio trazer à terra!... E a luz da verdade – o nosso Jesus – iluminará as inteligências num dia sem fim. (Forja, 947)

São Josemaría Escrivá

Não roubarás

Locutor: O sétimo Mandamento da Lei de Deus – «não furtar nem injustamente reter ou danificar os bens do próximo» – pede-nos o respeito dos bens alheios, mediante a prática da justiça e da caridade, da temperança e da solidariedade. A criação querida e feita por Deus não é uma obra em série; entre os seres criados, há diferenças, estão em condições diversas, de tal modo que se pode viver provendo uns ao bem dos outros. A terra é rica de recursos para assegurar, a todos, os bens primários e no entanto há muitos que vivem numa escandalosa indigência… O mundo é um só; a humanidade é uma só! E a doutrina social da Igreja apresenta o destino universal dos bens como primordial, embora a promoção do bem comum exija o respeito pela propriedade privada, o direito a ela e o respetivo exercício. Mas, a posse é uma responsabilidade: «a propriedade de um bem – lê-se no Catecismo – faz do seu detentor um administrador da providência de Deus» (n. 2404). Por isso, todos os bens subtraídos à lógica da Providência de Deus acabam atraiçoados no seu sentido mais profundo. Só possuo verdadeiramente aquilo que sei dar. De facto, se não consigo dar uma coisa é porque ela me possui a mim, tem poder sobre mim, sou escravo dela. A propriedade de um bem dá-me ocasião para o multiplicar com criatividade e utilizar com generosidade, permitindo-me crescer na caridade e na liberdade. Então a minha vida torna-se boa e a posse torna-se verdadeiramente uma bênção. Pois a vida não é tempo para possuir, mas para amar: o que nos faz ricos, não são os bens mas o amor.


Santo Padre:
Di cuore saluto i vari gruppi del Brasile e del Portogallo, insieme a tutti i pellegrini di lingua portoghese: grazie per la vostra presenza, e soprattutto per le vostre preghiere! Alla Vergine Maria affido i vostri passi, volti al servizio della crescita nella dignità umana e divina dei nostri fratelli e sorelle. Su di voi e sulle vostre famiglie, scenda la Benedizione del Signore. Grazie.


Locutor: Saúdo cordialmente os vários grupos do Brasil e de Portugal e todos os peregrinos presentes de língua portuguesa: obrigado pela vossa presença e sobretudo pelas vossas orações! À Virgem Maria confio os vossos passos ao serviço do crescimento em dignidade humana e divina dos nossos irmãos e irmãs. Sobre vós e vossas famílias, desça a Bênção do Senhor!

Espírito Santo alma da Igreja

«Ele é a alma Desta Igreja. Ele é Quem explica aos fieis o sentido profundo dos ensinamentos de Jesus e o Seu mistério. Ele é Quem, hoje como nos começos da Igreja, actua em cada evangelizador que se deixa possuir e conduzir por Ele, e pões nos lábios as palavras que por si só não poderia achar, predispondo também a alma daquele que escuta para torná-la aberta e acolhedora da Boa Nova e do reino anunciado.»

(São Paulo VI - Evangelii muntiandi, nº 75)

Que é a verdade?

Reino de verdade e de vida. Assim o manifestou Jesus a Pilatos: Eu sou Rei. Para isso nasci e para isso vim ao mundo, para dar testemunho da Verdade. Todo aquele que é da Verdade escuta a Minha voz [11]. O Procurador romano não quis ouvir as palavras de Jesus. Quid est véritas? [12] Que é a verdade? Respondeu com displicência, voltando as costas ao Mestre. Hoje acontece o mesmo em muitos lugares. Não faltam pessoas que rejeitam tristemente a Verdade. Não admitem que só Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida [13]. E permanecem na escuridão do pecado.

Reparemos pelo maior mal que pode acontecer a uma criatura: fechar-se voluntariamente à Verdade e à Vida que Cristo é, pois o coração endurece no mal e impede a atuação da graça regeneradora do Paráclito. O Papa S. João Paulo II escreveu que a ação do Espírito Santo «encontra no homem que esteja em tal situação uma resistência interior, uma espécie de impermeabilidade da consciência, um estado de alma que se diria endurecido em razão de uma escolha livre (…). Na nossa época, a esta atitude da mente e do coração corresponde talvez a perda do sentido do pecado (…), acompanhada da "perda do sentido de Deus"» [14].

Consideremos, ao mesmo tempo, que o poder de Deus é infinitamente maior que a tirania do pecado. Não toleremos qualquer sombra de desânimo pessoal ao ver tanto esquecimento de Deus e desprezo dos Seus Mandamentos à nossa volta. Peçamos à Santíssima Trindade que esse vazio não nos influencie: recorramos mais ao poder do Espírito Santo para desmascarar o pecado e infundir a contrição nos corações. Como o Senhor nos ensina, Ele convencerá o mundo quanto ao pecado, à justiça e ao juízo[15]. Pela fé sabemos que Deus não enviou o Seu Filho ao mundo para julgar o mundo, mas para que o mundo se salve por Ele [16]. E assim, afirma S. João Paulo II, «o convencer no que se refere ao pecado e à justiça tem como finalidade a salvação do mundo e a salvação dos homens» [17].

[11]. Jo 18,37.
[12]. Ibid 38.
[13]. Jo 14, 6.
[14]. S. João Paulo II, Encíclica Dominum et vivificantem, 18-V-1986, n. 47.
[15]. Jo 16, 8.
[16]. Jo 3, 17.
[17]. S. João Paulo II, Encíclica Dominum et vivificantem, 18-V-1986, n. 27.

D. Javier Echevarría na carta do mês de novembro de 2014
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

Maria, Medianeira de todas as Graças

O culto à intercessão de Maria e à sua função de mediadora e distribuidora de graças redentoras nasceu no século IV. Podemos afirmar que todas as graças que pedimos chegam até nós pela mediação de Maria. Daí o título de Mãe da Igreja, proclamado por Paulo VI em 1964.

É muito generalizada, entre os católicos, a crença no poder intercessor de Maria. Mediante Ela, as petições dos homens sobem da terra ao céu, e por Ela desce à terra tudo o que lhe é outorgado no céu. A mediadora das graças fala ao seu Divino Filho numa linguagem clara, precisa, direta, para apresentar-lhe os pedidos e desejos que os seus filhos da terra elevam, sem cessar, através das orações, ao longo dos séculos, em todas as latitudes, raças e línguas.

O Evangelho apresenta-a como a mediadora que obtém do seu Filho o primeiro milagre público: a conversão da água em vinho, nas bodas de Caná. É a intermediária entre Jesus e São João Batista, santificado antes de nascer. E enquanto a Virgem orava no cenáculo, desceu sobre ela e os apóstolos o Espírito Santo.

É na Ave-Maria onde melhor lhe expressamos a nossa devoção: “Rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte”.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

Evangelho do dia 7 de novembro de 2018

Ia com Ele grande multidão de povo. Jesus, voltando-Se, disse-lhes: «Se alguém vem a Mim e não odeia seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos, suas irmãs, e até a sua vida, não pode ser Meu discípulo. Quem não leva a sua cruz e não Me segue não pode ser Meu discípulo. Porque qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e ver se tem com que a acabar? Para que, se depois de ter feito as fundações não a puder terminar, não comecem todos os que a virem a troçar dele, dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde terminar. Ou qual é o rei que, estando para entrar em guerra contra outro rei, não se assenta primeiro a considerar se com dez mil homens pode ir enfrentar-se com aquele que traz contra ele vinte mil? Doutra maneira, quando o outro ainda está longe, enviando embaixadores, pede-lhe paz. «Assim pois, qualquer de vós que não renuncia a tudo o que possui não pode ser Meu discípulo.

Lc 14, 25-33