Pureza

Pureza
Rezemos pela pureza de todos os que se encontram ao serviço de Jesus Cristo e da Sua Igreja, para que livres do pecado sejam bons filhos de Deus

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Devemos amar a Santa Missa

Luta por conseguir que o Santo Sacrifício do Altar seja o centro e a raiz da tua vida interior, de maneira que toda a jornada se converta num ato de culto – prolongamento da Missa que ouviste e preparação para a seguinte –, que vai transbordando em jaculatórias, em visitas ao Santíssimo, no oferecimento do teu trabalho profissional e da tua vida familiar... (Forja, 69)

Não compreendo como se possa viver cristãmente sem sentir a necessidade de uma amizade constante com Jesus na Palavra e no Pão, na oração e na Eucaristia. E entendo perfeitamente que, ao longo dos séculos, as sucessivas gerações de fiéis tenham vindo a concretizar essa piedade eucarística. Umas vezes com práticas multitudinárias, professando publicamente a sua fé; outras, com gestos silenciosos e calados, na sagrada paz do templo ou na intimidade do coração.

Antes de mais, devemos amar a Santa Missa, que deve ser o centro do nosso dia. Se vivemos bem a Missa, como não havemos depois de continuar o resto da jornada com o pensamento no Senhor, com o desejo ardente de não nos afastarmos da sua presença, para trabalhar como Ele trabalhava e amar como Ele amava? Aprendemos então a agradecer ao Senhor essa sua outra delicadeza: não quis limitar a sua presença ao momento do Sacrifício do Altar, mas decidiu permanecer na Hóstia Santa que se reserva no Tabernáculo, no Sacrário. (Cristo que passa, 154)

São Josemaría Escrivá

Cinzas e sepulturas

Fui rezar a um cemitério. Demorei-me junto no lugar onde estão sepultados alguns amigos e recordei muitos outros. Percorrendo aqueles caminhos, reparei nos jazigos, alinhados como numa cidade, pequenos ou grandes, piedosos ou indiferentes, e rezei por uma imensa multidão que só Deus conhece. Quanto sofrimento, quanto amor generoso, quanta alegria, quantos sonhos, quantos fracassos, quantas surpresas... assim é a vida humana.

Há cemitérios curiosos. Recordo ter visitado um cemitério em Edimburgo (os autóctones pronunciam «Edimbôrao») com apelidos invulgares que passaram para os personagens do «Harry Potter»: lá está a origem do Prof. Aberforth Dumbledore e de um cortejo de outros. Curiosidades!...

Ontem mesmo, num cemitério de Lisboa, li inscrições profundas e frases superficiais. Por exemplo, uns pais declararam-se «inconsoláveis» e, ao fim de muitas décadas, já mortos os pais, os filhos e os netos, a inscrição, em letras exuberantes, ligeiramente gastas pelos anos, continua a gritar aquela «dor inconsolável». Chamou-me a atenção um jazigo desprovido de referências a Deus, de um barão – não reparei no nome –, cuja legenda era «trabalha ainda que morras». Doeu-me a inconsistência da frase, própria de uma vida sem sentido, e rezei por ele. Pode ter sido bom homem, quem sabe o drama que o levou a gravar na pedra uma ideia tão absurda?

Por todo o mundo há cemitérios, mas há uns, em Roma, absolutamente únicos.

O costume das civilizações pagãs era cremar os corpos e por isso só guardavam cinzas. A excepção eram os judeus, e depois os cristãos, que preferiam sepultar o corpo, como manifestação de fé na ressurreição. Em Roma, o cruzamento desta devoção com a singularidade da geologia local produziu as catacumbas. O terreno de Roma é um tufo, homogéneo, consistente, fácil de escavar. Por isso, à falta de espaço disponível à superfície, os cristãos enterraram os seus mortos escavando. Cada enterro alongava um pouco mais a galeria e assim se formaram quilómetros de corredores subterrâneos, com tumbas de ambos os lados. A oração pelos mortos habitou de vida aquela rede enorme, por baixo da cidade. Ao chegar junto de mártires, o corredor alargava-se para acolher uma assembleia maior na Eucaristia. Quem for a Roma não perca a oportunidade de mergulhar no subsolo e percorrer uns quilómetros nestas galerias de oração.

No entanto, o mais extraordinário cemitério romano começou ao ar livre. Começou como um cemitério pagão, na colina vaticana, perto de um parque de jogos. No ano 64 depois de Cristo, um incêndio devastou Roma, um temporal no Adriático afundou toda a esquadra e ocorreram outras desgraças. Perante o descontentamento geral, o imperador Nero arranjou uma solução: os culpados eram os cristãos! Não que eles ateassem fogos, ou soprassem ventos ciclónicos, o mal eram eles mesmos, eles eram o mau-olhado que atraía desgraças; se fossem mortos, acabavam-se as epidemias e os cataclismos. A matança que devia limpar Roma do mau-olhado ocorreu no aniversário do próprio Nero, no ano 67. As corridas de cavalos, os banquetes, a variedade dos jogos, atingiram um luxo e um sadismo fora do comum. À noite, as alamedas iluminaram-se com os corpos de cristãos a arderem como tochas. Foi nesta festa que S. Pedro, o primeiro Papa, foi crucificado de cabeça para baixo e depois sepultado na vertente da colina. Nos dias seguintes, continuaram a morrer cristãos, à medida que os apanhavam. S. Paulo morreu decapitado nesse mesmo ano.

Túmulo de São Pedro na Basílica com o seu nome
Entretanto, o pequeno túmulo de Pedro, foi sendo cuidado. Um pequeno muro, para conter a terra, depois, um alpendre apoiado em duas colunas... Passados dois séculos e meio, o imperador Constantino converteu-se e decidiu erguer uma basílica sobre a pequena sepultura. Fechou o cemitério e fez um aterro na vertente da colina, para criar uma plataforma em que pudesse assentar o edifício. O local era muito inclinado, mas Constantino queria a igreja ali, com o altar por cima da sepultura de Pedro. Os séculos trouxerem inovações, mas todos os altares posteriores se mantiveram fiéis àquela linha vertical, uns por cima dos outros. Chegaram ao século XX notícias detalhadas das construções que estavam por baixo, mas ninguém as via. Decidiu-se, assim, escavar um túnel a partir da base da antiga colina, para descobrir o que estava por baixo do aterro de Constantino e de todas as construções edificadas sobre ele. Os trabalhos coincidiram com a segunda guerra mundial e prolongaram-se até 1965. Encontrou-se tudo conforme diziam os documentos antigos e, no sítio preciso, num jazigo muito pobre, mas envoltos em púrpura dourada, os ossos de um homem robusto, de idade avançada. Por cima, em grego, «Pedro está aqui» e louvores a Cristo, à Santíssima Trindade, a Nossa Senhora. Garanto: o percurso por baixo de terra, através do antigo cemitério romano, até à tumba de Pedro, é uma experiência inesquecível.
José Maria C.S. André
05-XI-2017
Spe Deus

Acolher a todos com um sorriso sincero

A misericórdia também nos exorta a acolher os outros, a inclinar-nos para eles. Somos capazes de a transmitir se a recebemos de Deus. Assim, «tendo obtido misericórdia e abundância de justiça, o cristão dispõe-se a ter compaixão dos infelizes e a rezar pelos outros pecadores. Torna-se misericordioso até para com os seus inimigos» [7]. Só a magnânima compreensão de Deus «é capaz de recuperar o bem perdido, de pagar com o bem o mal cometido e de gerar novas forças de justiça e de santidade» [8].
Não faltam ocasiões em que o peso do trabalho ou das dificuldades poderiam anestesiar um pouco o coração, como os espinhos que sufocam a boa semente. Deus põe-nos o coração em carne viva, para que nos inclinemos para os outros, não só nos problemas ou nas tragédias, mas também numa multidão de pequenas coisas quotidianas que requerem um coração atento, que tira relevância ao que realmente não a tem, e que se esforça por dá-la ao que verdadeiramente importa, mas que talvez passe despercebido. Deus não nos chama apenas a conviver com os outros, mas a viver para os outros. Pede-nos uma caridade afetuosa, que saiba acolher a todos com um sorriso sincero [9].
Por isso, recorramos sempre à oração, especialmente quando pensamos que uma situação ou uma pessoa nos superam, para confiar então ao Senhor os obstáculos que encontramos no nosso caminho. Roguemos-Lhe que nos ajude a superá-los, a não lhes dar demasiada importância. Peçamos-Lhe que nos conceda um amor à medida do Seu, por intercessão de Santa Maria, Mater misericordiae.
Na sua viagem apostólica à Polónia, o Papa falou do Evangelho como o livro vivo da misericórdia de Deus. Este livro, dizia, ainda tem páginas em branco no final: permanece um livro aberto, que somos chamados a escrever com o mesmo estilo, isto é, praticando obras de misericórdia[10]. E concluía: cada um de nós guarda no coração uma página muito pessoal do livro da misericórdia de Deus [11]. Escrevamos com entusiasmo as páginas que Deus confiou a cada um, sem desanimarmos com os borrões e manchas que a nossa rude escrita tiver causado. Pela clemência de Deus, o Espírito torna-se presente nas nossas misérias, porque quando sou fraco, então é que sou forte [12]. Fortalecemo-nos com a graça de Cristo, e assim podemos transmitir o que recebemos.
Neste serviço atento aos outros, não esqueçamos – particularmente no dia 2, e durante todo o mês – essa obra de misericórdia discreta e tão agradável aos olhos de Deus: a oração pelos defuntos. Suplico ao Senhor, para cada um e cada uma, a graça de praticar a Comunhão dos santos com todos: com os necessitados dos nossos sufrágios, com aqueles que já desfrutam da bem-aventurança celestial e com aqueles que ainda peregrinamos aqui em baixo, começando pelo Papa e pelos seus colaboradores, até incluir nas nossas orações todos os homens e mulheres, especialmente os mais necessitados dessa união.
Não posso terminar sem agradecer a Deus a recente ordenação de diáconos da Prelatura: peçamos por eles e pelos ministros sagrados de todo o mundo. Ao mesmo tempo, renovo a minha gratidão pelos frutos da viagem pastoral que fiz, há duas semanas, à nova circunscrição da Finlândia e Estónia. Rezemos pela Igreja nesses países e nos outros do Norte da Europa. Gostaria de vos contar em pormenor o entusiasmo de S. Josemaria – e também do queridíssimo D. Álvaro – pelo estabelecimento da Obra nesses países. Convido-vos a considerar isto nos tempos de oração diante do Sacrário. E que se eleve aos Céus a nossa gratidão mais sincera pelo aniversário do estabelecimento do Opus Dei como Prelatura pessoal.
[8]. B. Paulo VI, Manuscrito inédito, in Instituto Paulo VI, Notiziario 71 [2016], 7-8 (também publicado no L'Osservatore Romano, setembro de 2016).
[9]. S. Josemaria, Forja, n. 282.
[10]. Papa Francisco, Discurso na audiência geral, 30-VII-2016.
[11]. Papa Francisco, Discurso na audiência geral, 30-VII-2016
[12]. 2 Cor 12, 10.

(D. Javier Echevarría excerto da carta do mês de novembro de 2016)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

O exemplo

“É preciso que as famílias de hoje imitem o seu estilo de vida e se inspirem para os desafios quotidianos, (…). Uma vez que a essência e as funções da família se definem, em última análise, pelo amor e que à família é confiada a missão de guardar, revelar e comunicar o amor, qual reflexo vivo e participação do amor de Deus pela humanidade e do amor de Cristo pela Igreja sua Esposa, é na Sagrada Família que todas as famílias devem espelhar-se”

(São João Paulo II - Exortação Apostólica “Redemptoris Custos”)

Zacarias e Isabel, parentes de Nossa Senhora

Os santos Zacarias e Isabel representam todos os pobres e oprimidos, que têm em Deus a única esperança. Eles receberam a graça de Deus por terem sido abençoados com o dom da fertilidade. São os pais de João Baptista, o precursor de Jesus.

Zacarias é um nome bastante popular na Bíblia e significa “Deus lembrou”. Na sua passagem temos o milagre do poder divino que age na sua vida. Quando Zacarias foi informado de que seria pai, duvidou e imediatamente ficou mudo até o nascimento da criança. Quando João finalmente nasceu, Deus soltou-lhe a língua e Zacarias pôde bendizer a Deus. Em seguida, ficou cheio do Espírito Santo e profetizou num cântico de alegria no qual expressou toda a sua felicidade, louvor a Deus e confiança no Senhor.

Santa Isabel era parente de Maria. Concebeu na sua velhice e, maravilhada pela obra de Deus no seu coração, não se cansava de dizer: “Deus foi bom para mim. Agora já não tenho de que me envergonhar diante de ninguém. (Lucas 1,25)”

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

Evangelho do dia 5 de novembro de 2018

Dizia mais àquele que O tinha convidado: «Quando deres um almoço ou um jantar, não convides os teus amigos, nem os teus irmãos, nem os teus parentes, nem os vizinhos ricos; para que não aconteça que também eles te convidem e te paguem com isso. Mas, quando deres algum banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos; e serás bem-aventurado, porque esses não têm com que retribuir-te; mas ser-te-á isso retribuído na ressurreição dos justos».

Lc 14, 12-14