Pureza

Pureza
Rezemos pela pureza de todos os que se encontram ao serviço de Jesus Cristo e da Sua Igreja, para que livres do pecado sejam bons filhos de Deus

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Asia Bibi foi absolvida

Na terça-feira passada, o Supremo Tribunal do Paquistão tornou pública a absolvição de Asia Bibi, uma mulher cristã presa em 2009 e condenada à morte por blasfémia: pelo facto de ser católica, ao beber água de um poço contaminou a água...

Durante todos estes anos, em que a execução estava sempre anunciada para daí a poucos dias, Asia Bibi foi mantida em condições de prisão terríveis, frequentemente em isolamento total, na tentativa de que abandonasse a fé católica. O marido e os cinco filhos também sofreram duramente e, por arraste, muitos católicos do país foram perseguidos e alguns foram mortos. Quando o Ministro Shabaz Bhatti se pronunciou a favor da libertação de Asia Bibi, um dos seus próprios guarda-costas tomou a iniciativa de o matar. Até os advogados muçulmanos que defendem Asia Bibi foram acusados de blasfémia e correram grande perigo. Naturalmente, os juízes do Supremo que a absolveram foram imediatamente ameaçados de morte. Além de muitos assassinatos isolados, houve massacres anticristãos em 2009 e em 2013 e teme-se que esta decisão do Supremo Tribunal volte a incendiar o fanatismo. A decisão estava tomada há um mês, mas o veredicto só agora foi tornado público, provavelmente por medo de reacções extremistas. O processo tem agora de percorrer a cadeia hierárquica até chegar ao Director da prisão, pelo que a libertação de Asia Bibi vai demorar algum tempo. Até lá, ela continua presa e praticamente incomunicável, sem mesmo poder falar com o advogado. Entretanto, a capital do país, Islamabad, está em alerta máximo. Muitas centenas de polícias guardam o Supremo Tribunal e unidades do exército tomaram posição diante de outros edifícios, em particular lugares onde os cristãos se reúnem. O partido islâmico Tehreek-e-Labbaik Pakistan organiza sucessivas manifestações de protesto contra a absolvição de Asia Bibi, com grande agressividade e exibição de força. Várias cidades do Paquistão estão paradas devido à onda de violência. Em várias delas, as autoridades desligaram as redes de telemóveis para tentar controlar a informação.

Muitos paquistaneses estão contra o fanatismo e alguns líderes muçulmanos vieram a público defender Asia. A própria sentença de absolvição cita o profeta Maomé: «Atenção! Quem for cruel e duro contra uma minoria não muçulmana, ou lhes retirar direitos, ou lhes impuser exigências superiores às suas forças, ou lhes tirar alguma coisa contra a sua vontade; eu próprio, o Profeta Maomé, o hei-de acusar no Dia do Juízo».

Desde que Asia Bibi foi presa, embora os meios de comunicação social de alguns países europeus tenham evitado divulgar o caso, a comunidade internacional manteve a pressão sobre as autoridades paquistanesas.

Nos meios cristãos de todo o mundo, milhões de pessoas rezaram o terço por esta intenção. Sobretudo o Papa Bento XVI e o Papa Francisco fizeram sentir o seu apoio a Asia Bibi e a todos os católicos perseguidos no Paquistão. No início deste ano, Francisco recebeu no Vaticano Ashiq Masih, o marido de Asia Bibi, e a filha mais velha do casal, juntamente com Rebecca, uma jovem nigeriana cristã que, depois de torturada pelo Boko Haram, deu à luz um filho de um dos sequestradores. Nessa audiência, o Papa rezou por Asia Bibi e pelas mulheres que continuam prisioneiras do Boko Haram. «O testemunho de Rebecca e o de Asia Bibi representam um modelo para uma sociedade que hoje tem cada vez mais medo da dor. São duas mártires», disse Francisco. «Penso muitas vezes na vossa mãe e rezo por ela», disse o Papa à filha mais velha de Asia. Ela transmitiu-lhe o recado da mãe: «Santo Padre, a mãe pediu-me que lhe desse um beijo».

Através de vários canais, Asia Bibi conseguiu transmitir para o exterior várias outras mensagens. A principal é dizer que perdoa de todo o coração os que lhe fazem mal e pedir orações por ela, pela família, pelos cristãos perseguidos, pela Igreja e por todo o mundo.
José Maria C.S. André

Nota JPR: apelo a todos os governos de boa vontade que acolham Asia Bibi e os seus familiares em face das notícias que entretanto nos chegam de manifestações e ameaças de morte ao ponto de por motivos de segurança a ordem do tribunal ainda não haver sido executada.


Para nós, a morte é Vida

Continua para a frente, com alegria, com esforço, mesmo sendo tão pouca coisa, nada! Com Ele, ninguém te parará no mundo. Pensa, além disso, que tudo é bom para os que amam a Deus: nesta terra, tudo tem solução menos a morte; e, para nós, a morte é Vida. (Forja, 1001)

Se és apóstolo, a morte será para ti uma boa amiga que te facilita o caminho. (Caminho, 735)

Aos "outros", a morte paralisa-os e espanta-os. – A nós, a morte – a Vida – dá-nos ânimo e impulso.

Para eles, é o fim; para nós, o princípio. (Caminho, 738)

Não tenhas medo da morte. – Aceita-a, desde agora, generosamente..., quando Deus quiser..., como Deus quiser..., onde Deus quiser. – Não duvides; virá no tempo, no lugar e do modo que mais convier..., enviada pelo teu Pai-Deus. – Bem-vinda seja a nossa irmã, a morte! (Caminho, 739)

Se não houvesse outra vida além desta, a vida seria uma brincadeira cruel: hipocrisia, maldade, egoísmo, traição. (Forja, 1000)

São Josemaría Escrivá

Prece pelos fiéis defuntos (breviário)

Nós te rogamos, Senhor,
Pelos irmãos que morreram
E à procura do teu rosto
À tua porta bateram.

Recebe-os junto de Ti
Por tua grande bondade,
Teu amor os transfigure
Em divina claridade.

Pelo sangue que na Cruz
Por todos foi derramado,
Perdoa suas ofensas,
Purifica-os do pecado.

Lembra-te, Pai, que era frágil
O barro de que os fizeste.
Compadecido, recebe-os
Na tua glória celeste.

Os nossos rogos aceite
O teu coração paterno.
No esplendor da luz perpétua,
Dá-lhes o descanso eterno.

São Josemaría Escrivá sobre a celebração de todos os Fiéis Defuntos

Fiéis defuntos. “As almas do Purgatório. - Por caridade, por justiça e por um egoísmo desculpável - podem tanto diante de Deus! - tem-nas muito presentes nos teus sacrifícios e na tua oração. Oxalá que, ao falar nelas, possas dizer: "As minhas boas amigas, as almas do Purgatório...", escreve São Josemaría em Caminho.

Rezar pelos defuntos

É importante e necessário rezar pelos defuntos, pois, mesmo se mortos na graça e na amizade de Deus, talvez eles precisem ainda de uma última purificação para entrar na alegria do Céu (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1030). O sufrágio por eles expressa-se de vários modos, entre os quais também a visita aos cemitérios. Estar nesses lugares sagrados constitui uma ocasião propícia para reflectir sobre o sentido da vida eterna e para alimentar, ao mesmo tempo, a esperança na felicidade eterna do Paraíso.

Maria, Porta do céu, nos ajude a não nos esquecermos nem perdermos de vista a Pátria celeste, meta última da nossa peregrinação aqui na Terra.

(São João Paulo II - Angelus de 2 de Novembro de 2003)

A passagem…

«A vida nova, recebida no Batismo, não está sujeita à corrupção e ao poder da morte. Para quem vive em Cristo a morte é a passagem da peregrinação terrena para a pátria do Céu, onde o Pai acolhe todos os seus filhos, "de toda nação, raça, povo e língua", como lemos hoje no Livro do Apocalipse (7, 9).» (…) «a tradicional pausa diante dos túmulos dos nossos defuntos seja uma ocasião para pensar sem temor no mistério da morte e cultivar aquela constante vigilância que nos prepara para a enfrentar com serenidade.»

Bento XVI – ‘Angelus’ do dia 1 de Novembro de 2005

Comemoração de todos os Fiéis Defuntos

Para muitas pessoas, o dia de finados é uma data triste, que deveria ser excluída do calendário. Muitos, nesse dia, ficam deprimidos ao recordarem os seus entes queridos que partiram desta vida. Alguns isolam-se, outros viajam para esconder suas mágoas... Porém, poucos conseguem ver que o dia de finados deve ser um momento de reflexão acerca de como anda a nossa conversão. Deve ser um dia de "fecho para balanço", daqueles em que se pára tudo, totalizam-se os lucros e os prejuízos e promete-se e permite-se vida nova.

Não podemos esquecer-nos de que um dia estaremos também partindo desta vida. Não podemos ignorar isso pois, como um ladrão na noite, como diz o Evangelho, esse dia chegará. Felizes aqueles que foram "apanhados" em oração, com os Sacramentos em dia.

Muitas pessoas lamentam a "perda" de um pai ou uma mãe e esquecem-se de que eles fizeram apenas uma viagem distante e que estão esperando por nós. Partiram quando o Pai, transbordando de saudades, gritou: - Filho(a), há quanto tempo estás aí! Volta para casa! - e assim foi feito.

Muitos, porém, desses que lamentam a perda de um ente querido, ao invés de serem verdadeiramente santos para, um dia, voltarem a encontrar-se com seus parentes e amigos que partiram desta vida, tomam um outro rumo, ora distanciando-se de Deus e da Sua Igreja ora vivendo uma fé morna, como diz Jesus.

Não percebem que, ao fazer isso, desperdiçam a única oportunidade que têm de rever essas pessoas. É uma pena...

Neste dia 2 de Novembro, que possamos verdadeiramente rever os nossos sonhos, a nossa vida, a nossa fé e, pela glória de Deus, mudar de rumo, se necessário for.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

Evangelho do dia 2 de novembro de 2018

«Quando, pois, vier o Filho do Homem na Sua majestade, e todos os anjos com Ele, então Se sentará sobre o trono de Sua majestade. Todas as nações serão congregadas diante d'Ele, e separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos, e porá as ovelhas à sua direita, e os cabritos à esquerda. «Dirá então o Rei aos que estiverem à Sua direita: “Vinde, benditos de Meu Pai, possuí o reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque tive fome, e Me destes de comer; tive sede, e Me destes de beber; era peregrino, e Me recolhestes; nu, e Me vestistes; enfermo, e Me visitastes; estava na prisão, e fostes ver-Me”. Então, os justos Lhe responderão: “Senhor, quando é que nós Te vimos faminto, e Te demos de comer; com sede, e Te demos de beber? Quando Te vimos peregrino, e Te recolhemos; nu, e Te vestimos? Ou quando Te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos visitar-Te?”. O Rei, respondendo, lhes dirá: “Em verdade vos digo que todas as vezes que vós fizestes isto a um destes Meus irmãos mais pequenos, a Mim o fizestes”. Em seguida, dirá aos que estiverem à esquerda: “Apartai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, que foi preparado para o demónio e para os seus anjos; porque tive fome, e não Me destes de comer; tive sede, e não Me destes de beber; era peregrino, e não Me recolhestes; estava nu, e não Me vestistes; enfermo e na prisão, e não Me visitastes”. Então, eles também responderão: “Senhor, quando é que nós Te vimos faminto ou com sede, ou peregrino, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não Te assistimos?”. E lhes responderá: “Em verdade vos digo: Todas as vezes que o não fizestes a um destes mais pequenos, foi a Mim que não o fizestes”. E esses irão para o suplício eterno; e os justos para a vida eterna».

Mt 25, 31-46