Natal

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Vinde, Senhor Jesus! Estamos ansiosos pela vossa chegada para proclamarmos de novo o nascimento do Filho de Deus Pai

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Grito o meu amor à liberdade pessoal

Liberdade "de consciência", não! Quantos males trouxe aos povos e às pessoas este erro lamentável, que permite actuar contra os próprios imperativos da consciência! Liberdade "das consciências", sim, pois significa o dever de seguir esse imperativo interior... Ah!, mas depois de se ter recebido uma formação séria!  (Sulco, 389) 

Quando, nos meus anos de sacerdócio, não direi que prego mas que grito o meu amor à liberdade pessoal, noto nalguns um gesto de desconfiança, como de quem suspeita que a defesa da liberdade implica um perigo para a fé. Que se tranquilizem esses pusilânimes. Só atenta contra a fé uma errada interpretação da liberdade, uma liberdade sem qualquer fim, sem norma objectiva, sem lei, sem responsabilidade, numa palavra, a libertinagem. Infelizmente, é isso que alguns defendem; essa reivindicação é que constitui um atentado contra a fé.

Por isso, não é exacto falar de liberdade de consciência, que equivale a considerar de boa categoria moral o facto de o homem rejeitar Deus. Já recordámos que nos podemos opor aos desígnios salvadores de Nosso Senhor; podemos, mas não devemos fazê-lo. E se alguém tomasse essa atitude deliberadamente, pecaria ao transgredir o primeiro e o fundamental dos mandamentos: amarás Iavé com todo o teu coração .

Defendo com todas as minhas forças a liberdade das consciências, que significa que não é lícito a ninguém impedir que a criatura tribute culto a Deus. Têm de se respeitar os legítimos anseios de verdade: o homem tem obrigação grave de procurar Nosso Senhor, de O conhecer e de O adorar, mas a ninguém na terra é lícito impor ao próximo a prática de uma fé que este não tem, tal como ninguém pode arrogar-se o direito de prejudicar quem a recebeu de Deus.

A Igreja, nossa Santa Mãe, sempre se pronunciou pela liberdade e rejeitou todos os fatalismos, antigos ou menos antigos. Declarou que cada alma é dona do seu destino para bem ou para mal. E os que não se afastaram do bem irão para a vida eterna; os que cometeram o mal, para o fogo eterno(Amigos de Deus, 32–33)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1956

Escreve numa carta aos seus filhos: “Todos os membros do Opus Dei – sacerdotes e leigos, Numerários e Oblatos (Agregados) e Supranumerários, homens e mulheres, solteiros e casados – têm a mesma vida espiritual: não há excepções. Temos um só e uma só panela”.

Verões sem espreguiçadeira

Verões sem espreguiçadeira. “Este homem carrega na cabeça uma autêntica bomba atómica”. “Isso não vale, Padre”. Castelleto di Trebbio. Forasteiro e de empréstimo.

Quando o Cardeal Pizzardo se encontrava com Mons. Escrivá, sem se importar muito ou pouco de que houvesse ou não pessoas por perto, segurava-o pela cabeça e estampava-lhe um sonoro beijo na testa, ao mesmo tempo que exclamava:
- Obrigado, porque o senhor me ensinou a descansar!
E, se notava olhos de assombro à volta, fazia esta confissão:
- Eu era daqueles que pensavam que, nesta vida, só se podia trabalhar ou perder o tempo. Mas ele deu-me de presente uma ideia clara, maravilhosa: que descansar não é não fazer nada, não é um ocioso dolce far niente, mas mudar de ocupação, dedicar-se a outra actividade útil e entretida durante um certo tempo. (*)

Pizzardo, uma pessoa de peso no Vaticano, foi secretário do Santo Ofício e prefeito da Congregação de Seminários e Universidades. Sabia bem o que era trabalhar. Mas faltava-lhe a lição do descanso activo, do descanso enriquecedor, do descanso que não é perda de tempo.

Também Escrivá, durante muitos anos, àqueles que insistiam com ele em que interrompesse a sua frenética actividade, respondia-lhes: “Descansarei quando me disserem: Requiescat in pace”.

Com o passar do tempo, compreendeu que esse critério era um erro. E assim o dizia: “O corpo e a cabeça não podem manter-se em constante tensão constante, porque acabam por explodir”.

No entanto, até 1958, não pôde arranjar uma temporada de descanso.

A partir de 1958, começa a sair no Verão, para a Grã-Bretanha, a Irlanda, a França e a Espanha, alojando-se em casas alugadas ou emprestadas. Assim, nos anos de 1958, 1959 e 1960, passa algumas semanas de Julho e Agosto em Woodlands, um chalé na zona norte de Hampstead Heath, ao fundo da Courtenay Avenue, em Londres.

Em todas essas temporadas, combina o descanso com o estudo e o impulso às pessoas e aos trabalhos do Opus Dei, não só na Grã-Betanhae e na Irlanda, mas também na Europa continental: em 1960, viaja de carro a diversas cidades da França, da Espanha e da Alemanha; e, em 1962, à Áustria, à Suiça e à França.

No Verão de 63, descansa numa casa de Reparacea, em Navarra, entre San Sebastián e Pamplona. E no de 1964, em Elorrio, uma terra da Biscaia.

Pede a Álvaro del Portillo e Javier Echevarría – que o acompanham sempre – que lhe sugiram planos e programas para trabalhar noutras matérias, em outros assuntos, durante esse tempo de férias. Quando sai de Roma, faz uma voluntária “lavagem ao cérebro”, desliga-se do trabalho habitual e delega noutras pessoas o máximo de tarefas de governo da Obra que pode. Mas a sua mente - um portentoso dínamo de ideias – não pode ficar de braços cruzados.

O psiquiatra vienense Viktor Frankl – discípulo de Freud e judeu como ele, que soube desmistificar a tempo o seu mestre – conheceu Josemaria Escrivá. Depois de visitá-lo um dia em Villa Tevere, comentou: “Este homem carrega na cabeça uma autêntica bomba atómica”. Pois bem: nesses Verões – além de ler, estudar e escrever -, ocorrem a Escrivá centenas de iniciativas audazes, de soluções engenhosas, de descobertas insuspeitadas, que ele mesmo irá anotando ou indicando àqueles que o acompanham, para “pô-las em andamento” quando regressar a Roma, no recomeço das atividades.

Talvez o mais chamativo nas férias de Mons. Escrivá sejam os seus exíguos apetrechos, a sua sóbria guarnição, a sua escassa bagagem. Certamente, não são férias debaixo de um guarda-sol. Também não de praia e espreguiçadeira. Nem de balneário e chaise longue.

Entre os poucos volumes acomodados no Fiat 1100 bege, não se vêem apetrechos de pesca, nem raquetes de ténis, nem tacos de golfe; ou mesmo bicicletas, embora se tenha dito que “as bicicletas são para o Verão”.

Quando, a partir de 1965, Mons. Escrivá começar a passar o ferragosto (N. JPR - 15 de Agosto palavra comum na língua italiana) fora de Roma, mas na Itália, praticará outro desporto “barato”, desses que não precisam de campo nem de pista especial: le bocce, as bochas. Um jogo de bolas cuja graça está mais no tino do que na força, e que exige agachar-se, arremessar as bolas, levantar-se… Como o “terreno do jogo” é simplesmente o campo, de terra, e as bochas levantam muito pó, Escrivá tem de trocar de roupa inteiramente: tira a batina e veste umas calças e uma camisa já gastas, e uns ténis escuros.

Não se dá muito bem com le bocce. Mas as partidas são entre quatro, em duplas, e isso tem a emoção da rivalidade. Escrivá costuma ter como parceiro o arquitecto Javier Cotelo – membro da Obra que, durante as viagens, dirige o carro -, contra Álvaro del Portillo e Javier Echevarría. Estes últimos ganham todas, todas. É divertido ver como Escrivá encontra um jeito de superar o handicap dos vencedores natos. Às vezes, quando é a vez de eles lançarem as bolas, dá-lhes um leve encontrão para que o arremesso saia desequilibrado.

- Assim não vale, Padre! Isso é trapaça!
- Nada disso, Álvaro! Faz parte do jogo…! Não se gabam de jogar tão bem? Então alguma dificuldade tinham de ter…!

Um dia, as duas duplas já vêm jogando há um bom tempo. Falta uma bola por atirar: a de Escrivá. Com sorte, poderia alcançar a pontuação máxima, se conseguisse situá-la com um arremesso preciso junto do “chico”.

Escrivá lança. E, ante o assombro de todos, inclusive dele mesmo, a bola fica ao lado do “chico”. Então, com cara de garoto apanhado em flagrante, declara ali mesmo:
- Não volto a fazer… Esta foi pior que as trapaças de sempre…
Confesso o que fiz?
Os outros três olham-no intrigados. Escrivá baixa a voz, como que envergonhado pelo que vai dizer:
- Antes de atirar a bola, recomendei-me com força ao meu anjo da guarda, para que me saísse bem… Mas agora percebo que é uma tolice meter o anjo da guarda num jogo que não tem a menor transcendência.

Em 1965, Scaretti, um amigo de Álvaro del Portillo, empresta-lhes até meados de Agosto a casa de uma quinta de lavoura que tem em Castelletto del Trebbio, a vinte quilómetros de Florença.

A casa encontra-se bastante deteriorada pelos anos e falta de uso, e está longe de ser um local confortável. Não tem telefone nem televisão. Para chegar lá, é preciso subir uma alta colina por um caminho de cabras. Os arredores são campos de cultivo. E a região, como quase toda a Toscana, é de clima continental: muito frio no Inverno e muito quente no Verão.

Escrivá, Del Portillo, Echevarría e Cotelo passarão ali várias semanas de Julho e Agosto.

Nessa casa – como em qualquer casa em que passe o período de férias -, Escrivá mantém-se continuamente consciente de que o imóvel, os móveis e os apetrechos que usa não são seus, e esmera-se em evitar estragos. Se, para organizar o trabalho e o estudo, decidem mudar alguns móveis de lugar, encarrega Javier Cotelo de fazer “um desenho da sala, tal como estava ao chegarmos, para deixá-los exatamente na mesma quando nos formos embora”. Procura também que os móveis não rocem a parede ou que se substitua uma lâmpada fundida, ainda que para isso seja preciso ir ao povoado comprá-la.

Não o incomoda sentir-se assim, forasteiro e de empréstimo. Pelo contrário, isso ajuda-o a viver sem se refastelar e a saber-se pobre. Cuida do alheio como se fosse próprio. Durante um dos Verões, em Londres, percebe que há um trânsito de formigas perfeitamente organizadas em fila indiana que vêm do jardim, entram por uma porta, atravessam a sala de estar e saem por outra porta. Chama Dora e Rosalía e pede-lhes o aspirador de pó. Depois, com a ajuda de Javier Echevarría, procede ao “extermínio por absorção” de toda aquela “tropa”.

Anos mais tarde, quando veranear em Premento, no Norte da Itália, intervirá também em outra operação semelhante, armado de um pau enorme, enquanto os dois Javier destroem o formigueiro, queimando-o com gasolina… Que homem – por mais famoso, sábio ou santo que seja – não faz as suas traquinices brincando à guerra, com o utilíssimo pretexto de “aniquilar” uns insectos?

Nessas semanas, Escrivá organiza um horário em que tenha tempo para rezar, trabalhar, fazer desporto, dar alguns passeios e sair de excursão…

Concentra o seu trabalho na revisão de um documento – a Instrução sobre a Obra de São Gabriel – em que trata dos membros supernumerários do Opus Dei e do apostolado com pessoas casadas.

Começara a redigir esse texto em Maio de 1935 e terminara-o definitivamente em Setembro de 1950. Mas naquele tempo não existiam fotocopiadoras, o mimeógrafo era de muito baixa qualidade e a gráfica em Villa Tevere ainda não estava em funcionamento. Para distribui-lo pelos diferentes países onde a Obra trabalhava, houvera que fazer cópias dactilografadas, e alguns copistas, involuntariamente, tinham cometido erros de sintaxe e de pontuação, chegando até a omitir algumas palavras. O mesmo acontecera com as outras Instruções (a da Obra de São Rafael, relativa ao apostolado com a juventude, e a da Obra de São Miguel, sobre os membros do Opus Dei, numerários e agregados, que permanecem solteiros). Escrivá fizera retirar da circulação todas as cópias, para trocá-las por um texto único, impresso, que se editaria na gráfica de Villa Tevere. E era exatamente nessa edição que trabalhava agora.

Vendo como se podia alterar totalmente o sentido de uma frase pela colocação errónea de um ponto ou uma vírgula, ou pela omissão de um advérbio – sobretudo, tratando-se de textos que tinham de conservar íntegro o seu carácter fundacional -, Escrivá comenta com Álvaro e Javier Echevarría a necessidade de “sermos todos exigentes connosco próprios e acabarmos materialmente bem todos os trabalhos, porque não podemos oferecer a Deus coisas mal feitas”. Nesses dias, insiste-lhes muito na “ascética das coisas pequenas”.

Lê os documentos do Concílio Vaticano II. Reza pelos grandes temas que ainda serão debatidos: o dos religiosos e o dos sacerdotes. Dá graças pelo documento Lumen Gentium, no qual se percebe o eco de alguns pontos do espírito do Opus Dei, que passam assim a ser doutrina da Igreja, solenemente proclamada e recomendada. Escrivá passa muitos momentos no pequeno oratório que instalaram na casa, agradecendo essa chancela da Igreja aposta a uma mensagem que, durante tantos anos, fora encarada com reticências e não se compreendia nem se aceitava.

Como na casa não há televisão e o jornal chega muito tarde, quando regressa da sua caminhada diária, Escrivá pede a Álvaro – assim: “pede” – que ligue o rádio para escutar o noticiário da uma da tarde. Interessa-lhe estar a par do que acontece no mundo. Enquanto ouve as notícias, faz quase sempre um comentário de cariz sobrenatural e anima os que estão com ele a rezar por tal país, por tal situação, por tal pessoa…

O Homem de Villa Tevere, de Pilar Urbano (Tradução portuguesa), São Paulo, 1996, capítulo XVII

NOTA
(*) Os dados para elaborar este capítulo só podiam ser fornecidos por alguém que tivesse convivido com Josemaria Escrivá durante os Verões que aqui se narram. E assim foi. A autora agradece a D. Javier Echevarría a inestimável ajuda dos seus relatos directos, escritos ou gravados de viva voz em fita magnética. Agradece também a sua generosa dedicação de tempo, a abundância de material e o esforço de memória que teve de fazer para responder a uns questionários necessariamente exaustivos. Graças a essa valiosíssima colaboração, puderam-se reconstruir nove períodos da vida de Mons. Escrivá até agora inéditos: os nove Verões compreendidos entre 1953 e 1973.

(Fonte: site ‘São Josemaria Escrivá AQUI)

Alegrarmo-nos ao vermos um filho seguir o celibato apostólico

Volto ao início destas linhas. São Josemaria foi, por querer de Deus, um arauto decidido da chamada a santidade em todos os estados. Repetia frequentemente que abençoava o amor dos esposos com suas duas mãos porque os cônjuges são os ministros e a própria matéria do sacramento do Matrimónio (...). E, ao mesmo tempo, digo sempre que os que seguem o caminho vocacional do celibato apostólico não são solteirões que não compreendem ou não apreciam o amor; pelo contrário, a explicação de suas vidas está na realidade desse Amor divino — gosto de escrevê-lo com maiúscula — que é a própria essência de toda a vocação cristã.

Não há qualquer contradição entre ter esse apreço pela vocação matrimonial e compreender a maior excelência da vocação para o celibato propter regnum coelorum (Mt 19, 12), por amor do reino dos céus. Estou convencido de que qualquer cristão que procure conhecer, aceitar e amar a doutrina da Igreja, entenderá perfeitamente como estas duas coisas são compatíveis. E se também procurar conhecer, aceitar e amar sua própria vocação pessoal. Quer dizer: se tiver fé e viver de fé. (...).

Por isso, um cristão que procura santificar-se no estado matrimonial e é consciente da grandeza da sua própria vocação, sente espontaneamente uma especial veneração e um profundo afeto pelos que são chamados ao celibato apostólico; e, quando algum de seus filhos, pela graça do Senhor, empreende esse caminho, alegra-se sinceramente. E acaba amando mais ainda sua própria vocação matrimonial, que permitiu oferecer a Jesus Cristo — o grande Amor de todos, solteiros ou c asados — os frutos do amor humano [10].

No próximo dia 15 renovaremos – como todos os anos – a consagração do Opus Dei ao Coração dulcíssimo de Maria, que nosso Padre realizou pela primeira vez na Santa Casa de Loreto, em 1951. Animo-vos a repetir muitas vezes a jaculatória que então recomendava - Cor Maríæ dulcíssimum, iter para tutum! – pedindo também à Virgem que prepare para todos um caminho seguro: para os que receberam a vocação matrimonial e para os que seguem Jesus Cristo pelo caminho do celibato apostólico.

Há poucos dias, tive a oportunidade de aproximar-me de Lourdes e, com a imaginação, a todos os santuários dedicados à nossa Mãe, acompanhando-vos pelos lugares aonde vais. Não deixeis de unir-vos à minha oração pelo Papa, pelas suas intenções e pelo próximo Sínodo sobre a família. Dias atrás me repetiam pessoas que não são da Obra: “No Opus Dei ama-se muito a Virgem”; não lhes falta razão, e devemos nos esforçar – cada uma, cada um – por amar mais.

[10] São Josemaria, Questões atuais do cristianismo, n. 92.

(D. Javier Echevarría na carta do mês de agosto de 2015, excerto a partir do site do Opus Dei no Brasil com uma ligeiríssima adaptação)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

S. Domingos, modelo de oração


Hoje a Igreja recorda São Domingos, de quem se diz que sempre falava de Deus ou com Deus. A oração abre a porta da nossa vida a Deus; e nela Deus ensina-nos a sair de nós mesmos para ir ao encontro dos outros, envolvendo a todos na luminosa presença de Deus que nos habita.

Bento XVI - Audiência geral de 08.08.2012 em Castelgandolfo

S. Domingos de Gusmão, presbítero, fundador, †1221

São Domingos nasceu em Caleruega, em Castela-a-Velha, no ano de 1170. De família nobre, e de belo rosto, acostumou-se desde jovem a duras penitências. De caráter metódico e firmíssimo, deu grande importância aos estudos, como premissa indispensável ao dever apologético dos frades pregadores. Aos 14 anos de idade, foi enviado para Palência, onde estudou filosofia e teologia. Como sacerdote e cónego de Osma distinguiu-se pela rectidão, zelo, pontualidade nas funções e espírito de sacrifício. Pregou com êxito contra os hereges albigenses, que defendiam a existência de dois princípios, de duas divindades: o Bem e o Mal.

Estudo e pobreza são os dois pontos principais da Ordem dominicana, o programa de vida dos frades ’mendicantes’ que vestem o hábito de São Domingos, contemporâneo de outro grande e amado santo fundador, São Francisco de Assis.

São Domingos morreu em Bolonha no dia seis de Agosto do ano 1221 e foi proclamado santo, 13 anos após a morte, em 1234.

O Evangelho do dia 8 de agosto de 2017

Imediatamente Jesus obrigou os Seus discípulos a subir para a barca e a passarem antes d'Ele à outra margem do lago, enquanto despedia a multidão. Despedida esta, subiu a um monte para orar a sós. Quando chegou a noite, achava-Se ali só. Entretanto a barca no meio do mar era batida pelas ondas, porque o vento era contrário. Ora, na quarta vigília da noite, Jesus foi ter com eles, andando sobre o mar. Os discípulos, quando O viram andar sobre o mar, assustaram-se e disseram: «É um fantasma». E, com medo, começaram a gritar. Mas Jesus falou-lhes imediatamente dizendo: «Tende confiança: sou Eu, não temais». Pedro, tomando a palavra, disse: «Senhor, se és Tu, manda-me ir até onde estás por sobre as águas». Ele disse: «Vem!». Descendo Pedro da barca, caminhava sobre as águas para ir ter com Jesus. Vendo, porém, que o vento era forte, teve medo e, começando a afundar-se, gritou, dizendo: «Senhor salva-me!». Imediatamente Jesus, estendendo a mão, segurou-o e disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?». Depois que subiram para a barca, o vento cessou. Os que estavam na barca prostraram-se diante d'Ele, dizendo: «Verdadeiramente Tu és o Filho de Deus». Tendo atravessado o lago, foram para a terra de Genesaré. Tendo-O reconhecido o povo daquele lugar, mandaram prevenir toda aquela região, e apresentaram-Lhe todos os doentes. Estes rogavam-Lhe que os deixasse tocar, ao menos, a orla do Seu vestido. E todos os que a tocaram ficaram curados.

Mt 14, 22-36