Natal

Natal
Vinde, Senhor Jesus! Estamos ansiosos pela vossa chegada para proclamarmos de novo o nascimento do Filho de Deus Pai

sábado, 5 de agosto de 2017

Deus chama-vos a servi-Lo em e a partir das tarefas civis

O mundo espera-nos. Sim! Amamos apaixonadamente este mundo, porque Deus assim no-lo ensinou: "sic Deus dilexit mundum...", Deus amou assim o mundo; e porque é o lugar do nosso campo de batalha – uma formosíssima guerra de caridade – para que todos alcancemos a paz que Cristo veio instaurar. (Sulco, 290)

Tenho ensinado constantemente com palavras da Sagrada Escritura: o mundo não é mau porque saiu das mãos de Deus, porque é uma criatura Sua, porque Iavé olhou para ele e viu que era bom [Cfr. Gen. 1, 7 e ss.]. Nós, os homens, é que o tornamos mau e feio, com os nossos pecados e as nossas infidelidades. Não duvideis, meus filhos: qualquer forma de evasão das honestas realidades diárias é, para vós, homens e mulheres do mundo, coisa oposta à vontade de Deus.

Pelo contrário, deveis compreender agora – com uma nova clareza – que Deus vos chama a servi-Lo em e a partir das ocupações civis, materiais, seculares da vida humana: Deus espera-nos todos os dias no laboratório, no bloco operatório, no quartel, na cátedra universitária, na fábrica, na oficina, no campo, no lar e em todo o imenso panorama do trabalho. Ficai a saber: escondido nas situações mais comuns há um quê de santo, de divino, que toca a cada um de vós descobrir.

Eu costumava dizer àqueles universitários e àqueles operários que vinham ter comigo por volta de 1930 que tinham que saber materializar a vida espiritual. Queria afastá-los assim da tentação, tão frequente então como agora, de viver uma vida dupla: a vida interior, a vida de relação com Deus, por um lado; e por outro, diferente e separada, a vida familiar, profissional e social, cheia de pequenas realidades terrenas.

Não, meus filhos! Não pode haver uma vida dupla; se queremos ser cristãos, não podemos ser esquizofrénicos. Há uma única vida, feita de carne e espírito, e essa é que tem de ser - na alma e no corpo - santa e cheia de Deus, deste Deus invisível que encontramos nas coisas mais visíveis e materiais.

Não há outro caminho, meus filhos: ou sabemos encontrar Nosso Senhor na nossa vida corrente ou nunca O encontraremos Por isso posso dizer-vos que a nossa época precisa de restituir à matéria e às situações que parecem mais vulgares o seu sentido nobre e original, colocá-las ao serviço do Reino de Deus, espiritualizá-las, fazendo delas o meio e a ocasião do nosso encontro permanente com Jesus Cristo. (Temas Actuais do Cristianismo, 114)

São Josemaría Escrivá

O Evangelho de Domingo dia 6 de agosto de 2017

Seis dias depois, tomou Jesus consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e levou-os à parte a um monte alto, e transfigurou-Se diante deles. O Seu rosto ficou refulgente como o sol, e as Suas vestes tornaram-se luminosas de brancas que estavam. Eis que lhes apareceram Moisés e Elias falando com Ele. Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: «Senhor, que bom é nós estarmos aqui; se queres, farei aqui três tendas, uma para Ti, uma para Moisés, e outra para Elias». Estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem resplandecente os envolveu; e saiu da nuvem uma voz que dizia: «Este é o Meu Filho muito amado em Quem pus toda a Minha complacência; ouvi-O». Ouvindo isto, os discípulos caíram de bruços, e tiveram grande medo. Porém, Jesus aproximou-Se deles, tocou-os e disse-lhes: «Levantai-vos, não temais». Eles, então, levantando os olhos, não viram ninguém, excepto só Jesus. Quando desciam do monte, Jesus fez-lhes a seguinte proibição: «Não digais a ninguém o que vistes, até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos».

Mt 17, 1-9

São Josemaría Escrivá nesta data em 1958

Celebra a Missa pela primeira vez no Reino Unido. Depois da Missa, dirige-se a uma residência universitária. Nas costas de uma fotografia escreve: “Sancta Maria, Sedes Sapientiae, filios tuos adjuva [Santa Maria, Sede de Sabedoria, ajuda os teus filhos]; Oxford, Cambridge, 5-VIII-58”.

Agosto mês pleno de evocações marianas

Mesmo no meio de agosto brilha a solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Além de celebrar a glória que mereceu nossa Mãe por sua correspondência total a graça de Deus, é também uma imagem da bem aventurança que nos espera, se respondermos com fidelidade à vocação cristã.

«Mas, ao passo que — recorda o Concílio Vaticano II — na Santíssima Virgem, a Igreja alcançou já aquela perfeição sem mancha nem ruga que lhe é própria (cf. Ef. 5,27), os fiéis ainda têm de trabalhar por vencer o pecado e crescer na santidade; e por isso levantam os olhos para Maria, que brilha como modelo de virtudes sobre toda a família dos eleitos»[1].

No mês que agora começamos, há outras dedicações marianas que nos enchem de alegria. Amanhã, dia 2, é a memória de Nossa Senhora dos Anjos. No dia 5, aniversário da dedicação da basílica de Santa Maria Maior, recordamos a maternidade divina de Nossa Senhora. Finalmente, no dia 22, celebramos a coroação da Santíssima Virgem como Rainha e Senhora de toda a criação. A data seguinte, 23 de agosto, é o aniversário do momento em que São Josemaria escutou na sua alma aquela exortação: Adeámus cum fidúcia ad thronum glóriæ, ut misericórdiam consequámur: vamos com confiança ao trono da glória, a Maria Santíssima, para alcançar a misericórdia.

Estas datas convidam também a considerar que Deus preparou para nós uma morada eterna no Céu, onde habitaremos com a alma e o corpo glorificados, após seguir lealmente o caminho que Deus marcou para cada pessoa, conscientes de que são muitos – inumeráveis – os modos de percorrer o caminho que conduz à glória.

[1] Concílio Vaticano II, Const. dogm. Lumen gentium, n. 65.

(D. Javier Echevarría na carta do mês de agosto de 2015, excerto a partir do site do Opus Dei no Brasil com uma ligeiríssima adaptação)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

Lutar por alcançar a santidade com os olhos em Maria

Enchamo-nos sempre de um grande ânimo, minhas filhas e meus filhos. Mesmo que tropeçássemos grandemente, mesmo que nalgumas ocasiões nos sintamos moles e sem forças na luta espiritual, é sempre possível, com a graça de Deus, retomar o caminho para a santidade. Estamos rodeados de uma multidão de santos, de pessoas fiéis a Nosso Senhor, que começam e recomeçam constantemente na sua vida interior.

Basta, por outro lado, levantar os olhos para o Céu. E a esta certeza nos convida também a solenidade que celebraremos no dia 15: a Assunção da Santíssima Virgem Maria. Fundados na intercessão de Jesus, que roga constantemente por todos nós a Deus Pai [19]. Que grande consolo, que mais pleno amparo nos traz a contemplação da nossa Mãe, sempre interessada na salvação dos cristãos e de todos os homens! Na Santíssima Virgem Maria a Igreja chegou já à perfeição, em virtude da qual não tem nem mancha nem ruga [20]. Nós, todos os fiéis, esforçamo-nos ainda por vencer nesta nobre tarefa da santidade, afastando¬ nos totalmente do pecado e, por isso, erguemos os olhos para Maria, que resplandece como modelo de virtudes para toda a comunidade dos eleitos [21]. Recorramos, pois, a Ela em todas as vicissitudes da Igreja e nas pessoais de cada um. Mãe! - Chama-a bem alto. - Ela, a tua Mãe Santa Maria, escuta-te, vê-te em perigo talvez, e oferece-te, com a graça do seu Filho, o consolo do seu regaço, a ternura das suas carícias. E encontrar-te-ás reconfortado para a nova luta [22]

Que este clamor de oração suba ao Céu com muita força, de toda a terra, ao renovar a Consagração do Opus Dei ao dulcíssimo e imaculado Coração de Maria, no próximo dia 15. Unidos fortemente na oração, peçamos à bondade divina todos as graças de que o mundo, a Igreja e cada um de nós precisam.

[19]. Cfr. Heb 7, 25.
[20]. Cfr. Ef 5, 27.
[21]. Cfr. Concílio Vaticano II, Const. dogm. Lumen géntium, n. 65.
[22]. S. Josemaria, Caminho, n. 516.

(D. Javier Echevarría na carta do mês de agosto de 2013)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

Nossa Senhora de África

A devoção a Nossa Senhora de África teria nascido a partir da presença portuguesa em Ceuta. Com efeito, o mais antigo lugar de culto com esta designação encontra-se naquela cidade do norte de África e a sua construção inicial data do século XV. O edifício, hoje santuário, foi reconstruído no século XVIII e nele se venera uma imagem, aparentemente bizantina, que uma tradição liga ao imperador Justiniano e ao governador desta província, Procópio. A invasão muçulmana teria interrompido o seu culto.

Outra tradição liga-a ao Infante D. Henrique, que a teria oferecido a Ceuta com o pedido para que todos os sábados se rezasse por sua alma. A tradição da “sabatina”, ainda hoje viva em Ceuta, poderia ter tal origem.

A imagem tem na mão um bastão com nós, oferecido pelo último governador português de Ceuta.

Outro polo importante de irradiação da devoção a Nossa Senhora de África situa-se na Argélia e nasceu da devoção de duas missionárias francesas do século XIX. Indo ajudar o bispo local, não encontraram por aquelas terras nenhum santuário mariano. Por isso, colocaram uma pequena imagem da Virgem sobre uma oliveira nas proximidades de Argel. Pouco a pouco, o lugar transformou-se num centro de peregrinação por parte de numerosos devotos de Nossa Senhora. As piedosas mulheres recolheram dinheiro e construíram uma capela provisória em 1857.

O atual santuário foi concluído em 1872 sobre um promontório que domina o mar e a cidade de Argel. Numerosos são os peregrinos que o visitam.

Hoje em dia, a devoção a Nossa Senhora de África estende-se a numerosos países daquele continente. A iconografia representa-a, ora como uma mulher de tês morena, ora como uma negra, mas sempre com o Menino nos braços.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

Basílica de Santa Maria Maior em Roma

Roma volta a evocar o milagre com o qual, a 5 de Agosto de 358, se acredita que Nossa Senhora indicou ao Papa de então, Libério, o local onde deveria ser construída uma basílica em sua memória.

Tudo nasce de uma antiga lenda segundo a qual um casal romano, que pedia à Virgem conselhos para saber como empregar a sua fortuna, recebeu em sonhos a mensagem de que Maria desejava que lhe fosse erigido um templo precisamente num lugar do monte Esquilino que aparecesse coberto de neve, o que se teria verificado na noite de 4 para 5 de Agosto. Até hoje, Santa Maria Maior é invocada também como Nossa Senhora das Neves.

Espetáculo de luzes que se realiza anualmente desde 1983
Santa Maria Maior foi a primeira igreja dedicada à Virgem Maria no Ocidente e uma das mais belas e adornadas de Roma. Abriga, entre outras coisas, um relicário com um pedaço da manjedoura do menino Jesus.

O culto está muito espalhado em Portugal, havendo capelas ou igrejas paroquiais dedicadas a Nossa Senhora das Neves.

(Fonte: site Agências Ecclesia)

O Evangelho do dia 5 de agosto de 2017

Naquele tempo, o tetrarca Herodes ouviu falar da fama de Jesus, e disse aos seus cortesãos: «Este é João Batista, que ressuscitou dos mortos, e por isso se operam por meio dele tantos milagres». Porque Herodes tinha mandado prender João, e tinha-o algemado e metido no cárcere, por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe. Porque João dizia-lhe: «Não te é lícito tê-la por mulher». E, querendo matá-lo, teve medo do povo, porque este o considerava como um profeta. Mas, no dia natalício de Herodes, a filha de Herodíades bailou no meio dos convivas e agradou a Herodes. Por isso ele prometeu-lhe com juramento dar-lhe tudo o que lhe pedisse. E ela, instigada por sua mãe, disse: «Dá-me aqui num prato a cabeça de João Baptista». O rei entristeceu-se, mas, por causa do juramento e dos comensais, ordenou que lhe fosse entregue. E mandou degolar João no cárcere. A sua cabeça foi trazida num prato e dada à jovem, e ela levou-a à mãe. Chegando os seus discípulos levaram o corpo e sepultaram-no; depois foram dar a notícia a Jesus.

Mt 14, 1-12