N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O descanso não é não fazer nada

Todos os pecados – disseste-me – parece que estão à espera do primeiro momento de ócio. O próprio ócio já deve ser um pecado! – Quem se entrega a trabalhar por Cristo não há-de ter um momento livre, porque o descanso não é não fazer nada; é distrair-se em actividades que exigem menos esforço. (Caminho, 357)

Hás-de ser um carvão ardente que pegue fogo por toda a parte. E, onde o ambiente for incapaz de arder, hás-de aumentar a sua temperatura espiritual.

Se não, estás a perder o tempo miseravelmente e a fazê-lo perder aos que te rodeiam. (Sulco, 194)

Tudo o que se acaba e não contenta Deus, é nada e menos que nada. Compreendem porque é que uma alma deixa de saborear a paz e a serenidade quando se afasta do seu fim, quando se esquece de que Deus a criou para a santidade? Esforcem-se por nunca perder este ponto de mira sobrenatural, nem sequer nos momentos de diversão ou de descanso, tão necessários como o trabalho na vida de cada um. (Amigos de Deus, 10)

São Josemaría Escrivá

O batismo porta da esperança - Audiência (resumo)

LocutorO Rito do Batismo é composto de vários sinais que ajudam a entender qual é a esperança que anima o coração dos fiéis e a missão dos cristãos no mundo. Durante a Profissão de Fé, a pessoa que será batizada – ou seus pais e padrinhos, se se trata de uma criança – confessa sua fé em Deus que é nosso Pai, no Filho, Jesus Cristo, que se fez um de nós, e no Espírito Santo, que transforma sem cessar a humanidade. Desse modo, o catecúmeno, “orienta” a sua vida para Cristo, na certeza de que a graça divina será seu auxílio para vencer as trevas do pecado e viver sempre na Luz de Deus. Símbolo dessa nova luz na vida do cristão é a vela que é entregue ao neófito nos ritos finais da celebração: acesa no Círio Pasqual, que representa Cristo Ressuscitado, é um sinal da Ressurreição de Jesus que vai se propagando pela história e que nos recorda que devemos ser cristóforos nesse mundo: portadores de Cristo. De fato, ser batizado significa estar chamado a difundir a luz da esperança de Deus neste mundo sem esperança.  

Santo Padre:
Rivolgo un cordiale saluto ai pellegrini di lingua portoghese, in particolare ai membri della Fraternità degli “Irmãozinhos de Assis” qui presenti. Cari amici, essere battezzato significa essere chiamato alla santità. Chiediamo la grazia di poter vivere i nostri impegni battesimali come veri imitatori di Gesù, nostra speranza e nostra pace. Dio vi benedica!

Locutor: Dirijo uma cordial saudação aos peregrinos de língua portuguesa, concretamente aos membros da Fraternidade dos Irmãozinhos de Assis aqui presentes. Queridos amigos, ser batizado significa ser chamado à santidade. Imploremos a graça de poder viver os nossos compromissos batismais como verdadeiros imitadores de Jesus, nossa esperança e nossa paz. Que Deus vos abençoe!

São Josemaría Escrivá nesta data em 1933

Neste dia escreve: “Brilhar como uma estrela?… Ânsia de altura e de ser luz acesa no Céu? Melhor: queimar como uma tocha, escondido, pegando o teu fogo a tudo aquilo em que tocas. – Este é o teu apostolado; para isso estás na Terra”.

O título de Mestra de todas as virtudes corresponde plenamente a Nossa Senhora

Que boa ocasião nos dá este mês tão mariano, dentro do Ano jubilar da misericórdia, para lhe pedir que nos obtenha do seu Filho um aumento grande desta virtude na nossa conduta pessoal! Recorramos a Santa Maria, Trono da Graça e da Glória, ut misericordiam consequamur[6], para alcançar misericórdia nos nossos afazeres.
O Evangelho da Missa da Assunção relata uma cena encantadora da vida da Virgem: a visita à sua prima santa Isabel. «Estas duas mulheres encontram-se –dizia o Santo Padre– e fazem-no com alegria: esse momento é de grande festa! Se aprendêssemos este serviço de ir ao encontro dos outros, como mudaria o mundo! O encontro é outro sinal cristão. Uma pessoa que se diz cristã e não é capaz de ir ao encontro dos outros não é totalmente cristã. Tanto o serviço como o encontro exigem sair de si próprio: sair para servir e sair para encontrar, para abraçar outra pessoa» [7].
Ao passar em revista as obras de misericórdia, detenhamo-nos agora numa que o Catecismo da Igreja Católica enuncia assim: suportar com paciência as contrariedades [8], tanto as que provêm dos nossos próprios limites, como as que procedem de fora. Mantenhamos uma confiança plena na misericórdia do Senhor que, de todos os acontecimentos, sabe tirar o bem. A paciência também cresce como um dos frutos mais saborosos da caridade para com o próximo. S. Paulo refere-o, no seu magnífico hino a esta virtude: O amor é paciente, o amor é prestável; não é invejoso, não é arrogante nem orgulhoso, nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita, nem guarda ressentimento, não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta [9].
A misericórdia há de conduzir-nos a viver diante dos outros com paciência, também quando se mostram inoportunos. Todos temos defeitos, arestas no caráter e, ainda que o não procuremos voluntariamente, muitas vezes causamos atritos que ferem os outros: os membros da nossa família, os colegas de trabalho, os amigos, nos momentos de crispação que podem surgir, por exemplo, nas filas de trânsito na cidade… Todas estas ocasiões nos dão oportunidade para tornar grata a vida aos outros, sem nos guiarmos por um caráter desordenado.
A paciência leva-nos a focar sem dramatismos as imperfeições dos outros, sem cair na tentação de lhas atirar à cara, nem procurar desabafar comentando-o com terceiros. De pouco serviria, por exemplo, calar-se perante certos defeitos de alguém se depois os puséssemos em evidência com um comentário irónico; ou se o nosso desgosto nos levasse a tratar a pessoa com frieza; ou se caíssemos em formas subtis de murmuração, que fazem mal a quem murmura, àquele que é objeto da murmuração, e a quem a ouve. Sofrer com paciência os defeitos dos outros convida-nos a procurar que essas carências não nos condicionem na altura de lhes querer bem: não se trata de os estimar apesar dessas limitações, mas sim de os amar com essas limitações. Esta é uma graça que podemos pedir ao Senhor: não nos determos nem justificar as nossas más reações perante as maneiras de ser diferentes dos outros que nos desgostam, porque cada uma, cada um, possui sempre muito maior riqueza, mais bondade do que os seus defeitos. Por isso, quando notarmos que o coração não responde, metamo-lo no coração do Senhor: Cor Iesu sacratissimum et misericors, dona nobis pacem! Ele transformará o nosso coração de pedra num coração de carne [10].
[6] Hb 4,16.
[7]. Papa Francisco, Homilia em Santa Marta, 31-V-2016.
[8]. Cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 2447.
[9]. 1 Cor 13, 4-7; cfr. Papa Francisco, Ex. apost. Amoris laetitia, capítulo IV.
[10]. Cfr. Ez 11, 19.

(D. Javier Echevarría excerto da carta do mês de agosto de 2016)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

SIDA e preservativos

Numa sociedade que parece desprezar cada vez mais o valor da castidade, da fidelidade conjugal e da temperança, e estar preocupada algumas vezes quase que exclusivamente com a saúde física e o bem-estar temporal, a Igreja tem a responsabilidade de dar o testemunho que lhe é próprio, concretamente um testemunho inequívoco de solidariedade para com aqueles que sofrem e, ao mesmo tempo, um testemunho de defesa da dignidade da sexualidade humana, que pode ser realizada somente dentro do contexto da lei moral. É também crucial notar, como faz o documento da Conferência, que os únicos meios medicamente eficazes para prevenção da SIDA (AIDS) são exatamente os tipos de comportamento conformes com a lei de Deus e com a verdade sobre o homem que a Igreja sempre ensinou e que hoje continua a ser chamada corajosamente a ensinar.

(Cardeal Joseph Ratzinger in ‘Letter on AIDS’, enviada ao arcebispo Laghi durante a reunião geral da Conferência Nacional dos Bispos dos Estados Unidos, 1988)

Coração sapiente

"Na Bíblia o homem insensato é aquele que não dá conta, a partir da experiência das coisas visíveis, que nada dura para sempre, mas tudo passa: tanto a juventude, como a força física, as comodidades como as funções de poder. Fazer depender a própria vida de realidades assim tão passageiras é, portanto, insensatez. O homem que, pelo contrário, que confia no Senhor, não teme as adversidades da vida, nem sequer a inelutável realidade da morte: é o homem que conseguiu um coração sapiente, como os Santos."

(Bento XVI ao Angelus de 01.08.2010)

O Senhor protege os Seus filhos

«Quando a terna mãe ensina o seu filhinho a andar, ajuda-o e sustenta-o quando é necessário, deixando-o dar alguns passos pelos sítios menos perigosos e mais planos, tomando-lhe a mão e segurando-o, ou tomando-o nos seus braços e levando-o neles. Da mesma maneira Nosso Senhor tem cuidado contínuo dos passos dos Seus filhos»

(São Francisco de Sales - Tratado do amor de Deus, liv. 3, cap. 4)

O Evangelho do dia 2 de agosto de 2017

«O Reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num campo que, quando um homem o acha, esconde-o e, cheio de alegria pelo achado, vai e vende tudo o que tem e compra aquele campo. O Reino dos Céus é também semelhante a um negociante que busca pérolas preciosas e, tendo encontrado uma de grande preço, vai, vende tudo o que tem e a compra.

Mt 13, 44-46