N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Amar a Cristo...

Amado Jesus, Deus Pai ofereceu os Dez Mandamentos ao Seu povo e Tu recordaste-nos o nosso dever de os cumprir e adicionaste-lhes esse extraordinário preceito de amar o próximo pela positiva, ou seja, amá-lo como a nós próprios.

A Tua e nossa Igreja sempre os adoptou como seus também, instruindo os seus fiéis na salvação do Batismo e no cumprimento do Decálogo.

Tanta coisa bela Senhor, que na Tua tradição e que já nos vem do Antigo Testamento nos ensinas para sermos bons cristãos e consequentemente melhores seres humanos.

Louvado sejais para todo o sempre!

JPR

O trabalho é a vocação original do homem

O trabalho é a vocação original do homem; é uma bênção de Deus; e enganam-se lamentavelmente aqueles que o consideram um castigo. O Senhor, o melhor dos pais, colocou o primeiro homem no Paraíso – "ut operaretur", para trabalhar. (Sulco, 482)

Desde o começo da sua criação que o homem teve de trabalhar. Não sou eu quem o inventa. Basta abrir as primeiras páginas da Sagrada Bíblia para aí se ler que Deus formou Adão com o barro da terra e criou para ele e para a sua descendência este mundo tão formoso, ut operaretur et custodiret illum, com o fim de o trabalhar e de o conservar, e isto antes mesmo de o pecado entrar na humanidade e, como consequência dessa ofensa, a morte, as penas e as misérias.

Temos, pois, de nos convencer de que o trabalho é uma realidade magnífica, que se nos impõe como lei inexorável a que todos estamos submetidos, de uma ou de outra forma, apesar de alguns pretenderem eximir-se a ela. Aprendei-o bem: esta obrigação não surgiu como uma sequela do pecado original, nem se reduz a uma descoberta dos tempos modernos. Trata-se de um meio necessário que Deus nos confia na terra, alongando os nossos dias e tornando-nos partícipes do seu poder criador, para que ganhemos o nosso sustento e, simultaneamente, recolhamos frutos para a vida eternao homem nasce para trabalhar, como as aves para voar.

Talvez me digais que já se passaram muitos séculos, que muito pouca gente pensa desta maneira, que a maioria provavelmente se afana por motivos bem diversos: uns, por dinheiro; outros, para manter a família; outros, na mira de conseguir uma certa posição social, para desenvolver as suas capacidades, para satisfazer as suas paixões desordenadas, para contribuir para o progresso social. E todos, em geral, encaram as suas ocupações como uma necessidade de que não podem evadir-se.

Perante esta visão plana, egoísta, rasteira, tu e eu temos de recordar a nós mesmos e de recordar aos outros que somos filhos de Deus, a quem o nosso Pai dirigiu um convite idêntico ao daqueles personagens da parábola evangélica: filho, vai trabalhar na minha vinha. Posso assegurar-vos que aprenderemos a terminar as nossas tarefas com a maior perfeição humana e sobrenatural de que somos capazes, se nos empenharmos em considerar assim diariamente as nossas obrigações pessoais como ordem divina. (Amigos de Deus, n. 57)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1974

Em Lima, durante um encontro, Carmina, de sete anos, conta-lhe: “O meu papá está no Céu. Gostava que me falasse um pouco do Céu”. São Josemaría responde-lhe: “Gosto muito que me perguntes pelo Céu, onde se ama muito a Nosso Senhor e se é feliz. No céu, o papá, neste momento está muito contente e abençoa-te: o Padre abençoa-te em nome do teu papá, e o Senhor também”.

Os bispos na Igreja

Os bispos são os sucessores dos Apóstolos e como estes, na sua condição humana também erram e foi assim que o Senhor quis a Sua Igreja.

Jesus Cristo quando escolheu os Apóstolos conhecia-lhes as fraquezas, a Pedro a pouca fé, quando ele lhe pede para o salvar de afogamento, quando com pouca visão sobrenatural pretende impedi-Lo da Paixão, quando tenta evitar que o Senhor lhe lave os pés ou quando o renega; a João e a Tiago a ambição de se sentarem ao Seu lado no Reino dos Céus; a Filipe lentidão na compreensão de que o Pai e Ele são um só; a Tomé na incredulidade que teve ver para crer; finalmente a Judas Iscariotes quando anunciou a sua traição durante a Última Ceia.

Ora, na nossa amada Igreja os bispos como seres humanos que são também têm a suas fraquezas e as suas grandezas, nestas veem-me à memória grandes sucessores dos Apóstolos como Santo Ambrósio, bispo de Milão, Santo Agostinho, bispo de Hipona ou o Beato Álvaro del Portillo sucessor de São Josemaría Escrivá entre tantos outros. Infelizmente também me ocorrem aqueles, que seguem as pisadas do Iscariotes com intervenções públicas lamentáveis eivadas de quase ódio e totalmente inapropriadas da sua condição episcopal, por estes rezo todos os dias e peço ao Senhor que os ilumine, não sem sentir uma forte indignação que procuro conter.

Permitam-me que vos deixe a sugestão que peçamos ao Senhor que nos dê bispos coerentes na fé e no seu magistério e que ajude a todos os bispos a serem bons pastores, fiéis à Palavra e muito fortes a resistirem às tentações do demónio.

Muito obrigado!

JPR

Ecologia e cristianismo

Parece-me claro que, de facto, é o homem que ameaça retirar o sopro vital à natureza. E que a poluição do ambiente exterior que observamos é o espelho e o resultado da poluição do ambiente interior, à qual não prestamos suficiente atenção. Julgo que é também o que falta aos movimentos ecológicos.

Combatem com uma paixão compreensível e justificada a poluição do ambiente; mas a poluição espiritual que o homem provoca em si mesmo continua a ser tratada como um dos direitos da liberdade. Há aqui uma incoerência. Queremos afastar a poluição mensurável, mas não tomamos em consideração a poluição espiritual do homem e a figura da Criação que nele se encontra [...]; muito pelo contrário, defendemos tudo o que a arbitrariedade humana produz, com base num conceito completamente falso de liberdade.

Enquanto sustentarmos essa caricatura de liberdade, quer dizer, a liberdade de uma destruição espiritual interior, continuarão inexoravelmente os seus efeitos exteriores.

Julgo que devemos refletir sobre isto. Não é apenas a natureza, que tem as suas regras e as suas formas de vida, que temos de respeitar, se quisermos viver dela e nela, mas também o homem, que é interiormente uma criatura e está sujeito à ordem da Criação: não pode fazer de si mesmo tudo o que quiser, como lhe apetecer. Para que o homem possa viver a partir do interior, tem de aprender a reconhecer-se como criatura e tem de tomar consciência de que nele deve existir, por assim dizer, a pureza interior devida ao facto de ser criatura: a ecologia espiritual. Se este elemento fundamental da ecologia não for compreendido, tudo o mais se desenvolverá num sentido negativo.

A Epístola aos Romanos diz isso muito claramente no capítulo oitavo. Diz que Adão, ou seja, o homem interiormente poluído, trata a criação como um escravo, a espezinha; a criação geme sob ele, por causa dele, através dele. E hoje ouvimos o gemido da criação como nunca antes o tínhamos ouvido. São Paulo acrescenta que a criação espera a manifestação dos filhos de Deus e que respirará aliviada quando surgirem pessoas nas quais transpareça a luz de Deus. Só então a criação poderá voltar a respirar.

(Cardeal Joseph Ratzinger in ‘O sal da terra’ – págs. 183-184)

Não hesitar em corrigir

«Se descobres algum defeito no amigo, corrige-o a sós: se não te escuta repreende-o abertamente. As correcções, com efeito, fazem bem e são de mais proveito que uma amizade muda».

(Santo Ambrósio - De officiis ministrorum, III, cap. XII, 127)


A correcção fraterna nem sempre é fácil de concretizar, pois frequentemente corremos, entre outros, o risco da incompreensão ou de ofendermos quem amamos, mas a nossa obrigação perante Deus e a nossa consciência cristã, deverá levar-nos a pedir-Lhe ajuda para encontrarmos as palavras exactas e estarmos seguros que o fazemos por Ele e não por qualquer acto de soberba para com o próximo.

JPR

O Evangelho do dia 27 de julho de 2017

Chegando-se a Ele os discípulos, disseram-Lhe: «Por que razão lhes falas por meio de parábolas?». Ele respondeu-lhes: «Porque a vós é concedido conhecer os mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não lhes é concedido. Porque ao que tem lhe será dado ainda mais, e terá em abundância, mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. Por isso lhes falo em parábolas, porque vendo não vêem e ouvindo não ouvem nem entendem. E cumpre-se neles a profecia de Isaías, que diz: “Ouvireis com os ouvidos e não entendereis; olhareis com os vossos olhos e não vereis. Porque o coração deste povo tornou-se insensível, os seus ouvidos tornaram-se duros, e fecharam os olhos, para não suceder que vejam com os olhos, e oiçam com os ouvidos, e entendam com o coração, e se convertam, e Eu os cure”. Ditosos, porém, os vossos olhos, porque vêem e os vossos ouvidos, porque ouvem. Em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não o viram, ouvir o que ouvis e não o ouviram.

Mt 13, 10-17