N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Pôr Cristo no cume de todas as actividades

Qualquer actividade – quer seja ou não humanamente muito importante – tem de converter-se para ti num meio de servir Nosso Senhor e os homens: aí está a verdadeira dimensão da sua importância. (Forja, 684)

Trabalha sempre e em tudo, com sacrifício, para pôr Cristo no cume de todas as actividades dos homens. (Forja, 685)

A correspondência à graça também está nessas coisas miúdas do dia, que parecem sem categoria e, no entanto, têm a transcendência do Amor.(Forja, 686)

Não se pode esquecer que o trabalho humanamente digno, nobre e honesto, pode – e deve! – elevar-se à ordem sobrenatural, passando a ser uma tarefa divina. (Forja, 687)

Jesus, nosso Senhor e nosso Modelo, crescendo e vivendo como um de nós, revela-nos que na existência humana – a tua –, as ocupações correntes e vulgares têm um sentido divino, de eternidade. (Forja, 688)

São Josemaría Escrivá

SER PARÓQUIA – SER PAROQUIANO

Ontem, em certo momento da Eucaristia Dominical, vieram ao meu coração estas palavras: ser paróquia, ser paroquiano. Deixei-as na memória para reflexão futura, o que agora faço.

Obviamente que para se ser paróquia, (entenda-se como ser Igreja), tem que se ser paroquiano, mas nem todos os paroquianos são, seguramente, paróquia.

Poderá parecer estranha a afirmação, mas realmente pode-se ser paroquiano por se pertencer a uma paróquia, mas também se pode e deve ser paroquiano, por ser paróquia.

Com efeito, aquele que se serve da paróquia para “ir” à Missa, para as celebrações normais da vida, baptismo, matrimónio, funeral, etc., mas nada mais faz pela/na paróquia, é apenas um pertencente à paróquia, mas não é paróquia, ou seja, não é Igreja, não é paróquia, enquanto porção da Igreja.
Tal como aquele que apenas critica, aponta defeitos, que usufrui dos serviços da paróquia, mas nada faz para ajudar a melhorar, para ajudar a construir a paróquia, seja de que modo for, ajudando como o seu tempo, ou até mesmo, com o seu muito ou pouco ter material.

Todos conhecemos as mais diversas desculpas do tipo, “não tenho tempo”, “não tenho conhecimentos”, “ninguém me pediu nada”, até mesmo, “não gosto do prior”, que servem apenas para não se ser paróquia, chegando mesmo a, “eu cá tenho a minha fé e eu é que sei o que Deus me pede”.

Estarei a ser duro, exigente, a “meter-me onde não sou chamado”, mas a verdade é que a paróquia tem sentido quando está aos serviço dos paroquianos, não apenas como uma instituição dispensadora de serviços religiosos, mas sobretudo como Igreja, (assembleia convocada por Deus), e como tal, onde todos devem ser parte activa, construtora, testemunhante.

Ser paroquiano, ser paróquia, é dar de si a todos os outros, em tempo, (e Deus arranja-nos sempre tempo se O quisermos servir), em talento, (seja o talento qual for, desde varrer a igreja, até ensinar e ajudar à formação dos outros), materialmente, (com o pouco ou muito, que com o nosso trabalho e a ajuda de Deus, possuímos).

Ser paroquiano, ser paróquia, é estar disponível para integrar os conselhos, os serviços da paróquia, porque ao fazê-lo, estamos a servir a Deus, servindo os outros, ou seja, estamos ser Igreja, estamos a ser paróquia.

Claro que é muito mais fácil pertencer à paróquia, do que ser paróquia, mas se realmente queremos fazer a vontade de Deus, temos muito mais que ser, do que pertencer, sobretudo em Igreja, e como tal, em paróquia.

Marinha Grande, 24 de Julho de 2017

Joaquim Mexia Alves

São Josemaría Escrivá nesta data em 1974

No Peru, uma enfermeira pergunta-lhe como ajudar os seus pacientes a aceitarem as doenças com sentido cristão: “A doença é um bem muito grande. Eu tenho visto tantas pessoas felicíssimas com o seu sofrimento (…) Quando os doentes sabem aproveitar as suas doenças, as suas dores, para oferecê-las ao Senhor por determinadas intenções, para desagravar, tudo lhes parece pouco, e a dor já não é dor: é um tesouro”.

Santo Inácio de Loyola

Santo Inácio nasceu em Loyola em Espanha, no ano de 1491, e pertenceu a uma nobre e numerosa família religiosa (era o mais novo de doze irmãos), ao ponto de receber com 14 anos a tonsura, mas preferiu a carreira militar e assim como jovem valente entregou-se às ambições e às aventuras das armas e dos amores. Aconteceu que, durante a defesa do castelo de Pamplona, Inácio quebrou uma perna, precisando assim ficar imobilizado por um tempo; desse mal Deus tirou o bem da sua conversão, já que depois de ler a vida de Jesus e alguns livros da vida dos santos concluiu: "São Francisco fez isso, pois eu tenho de fazer o mesmo. São Domingos isso, pois eu tenho também de o fazer".

Realmente fê-lo, como os santos o fizeram, e levou muitos a fazerem "tudo para a maior glória de Deus", pois pendurou sua espada aos pés da imagem de Nossa Senhora de Montserrat, entregou-se à vida eremítica, na qual viveu seus "famosos" Exercícios Espirituais, e logo depois de estudar Filosofia e Teologia lançou os fundamentos da Companhia de Jesus. A instituição de Inácio iniciada em 1534 era algo novo e original, além de providencial para os tempos da Contra-Reforma. Ele mesmo esclarece: "O fim desta Companhia não é somente ocupar-se com a graça divina, da salvação e perfeição da alma própria, mas, com a mesma graça, esforçar-se intensamente por ajudar a salvação e perfeição da alma do próximo".

Com Deus, Santo Inácio de Loyola conseguiu testemunhar sua paixão convertida, pois sua ambição única tornou-se a aventura do salvar almas e o seu amor a Jesus. Foi para o céu com 65 anos e lá intercede para que nós façamos o mesmo agora "com todo o coração, com toda a alma, com toda a vontade", repetia.

Verdade e arrogância

Não seria uma arrogância falar de verdade em matéria de religião e chegar a afirmar que se encontrou na própria religião a verdade, a única verdade? [...] Hoje converteu-se num slogan de enorme repercussão rejeitar como simultaneamente simplistas e arrogantes todos aqueles a quem se pode acusar de crer que "possuem" a verdade.

Essas pessoas - dizem-nos -, ao que parece, não são capazes de dialogar e por conseguinte não podem ser levadas a sério, pois ninguém "possui" a verdade; só podemos "buscar" a verdade. Mas é preciso objectar a esta última frase: que busca é essa que nunca pode chegar à meta? Será que realmente busca, ou antes não quer encontrar a verdade, porque o que vai encontrar não deve existir? Naturalmente, a verdade não pode consistir numa posse; diante dela, devo sempre ter uma atitude de humilde aceitação, [...] recebendo o conhecimento como um presente do qual não sou digno, do qual não posso vangloriar-me como se fosse uma descoberta minha. Se me foi concedida a verdade, devo considerá-la como uma responsabilidade, o que significa também um serviço aos outros. [...]

Mas não será antes uma arrogância dizer que Deus não nos pode dar o presente da verdade? Não será desprezar a Deus afirmar que nascemos cegos e que a verdade não se coaduna connosco? [.„] A verdadeira arrogância consiste em querer ocupar o posto de Deus e querer determinar quem somos, que fazemos, que queremos fazer de nós e do mundo. [...]

A única coisa que podemos fazer é reconhecer com humildade que somos mensageiros indignos que não se anunciam a si mesmos, mas que falam com santa timidez daquilo que não lhes pertence, mas provém de Deus. Só assim se torna inteligível a tarefa missionária, que não significa um colonialismo espiritual, uma submissão dos outros à minha cultura e às minhas ideias. A missão exige, em primeiro lugar, uma preparação para o martírio, a disposição de perder-se a si mesmo por amor à verdade e ao próximo.

Só assim a missão merece crédito. A verdade não pode nem deve ter nenhuma outra arma que não ela mesma.

(Cardeal Joseph Ratzinger in ‘El relativismo, nuevo rostro de la intolerancia’)

Teologia da libertação e teologia da reconciliação

Em anos passados, a Congregação para a Doutrina da Fé [...] teve de ocupar-se longamente dos problemas suscitados pela chamada teologia da libertação. Em resposta a ela, falou-se de uma teologia da reconciliação.

Vejo o fundamento [dessa teologia da reconciliação] no texto, tão importante, da segunda Epístola aos Coríntios, de São Paulo, no capítulo quinto, em que se faz um resumo da mensagem cristã; de acordo com esse texto, "nós, os Apóstolos, somos mensageiros de Deus e em nome de Deus pedimos para ser reconciliados com Deus, em Cristo" (cfr. 2 Cor 5, 11-21).

Por conseguinte, a Redenção, o Evangelho, é reconciliação com Deus. E temos que dizer que a alienação do homem consiste na sua carência de conciliação consigo mesmo, na sua divisão interior; e que é impossível a sua conciliação consigo mesmo se não estiver em paz com Deus, já que Deus é mais íntimo ao homem do que ele próprio.

É por isso que apenas o ser humano reconciliado consigo mesmo pode estar em paz com os outros. Isto depende em todo o momento de uma paz fundamental, proveniente de se estar reconciliado com Deus. Só quem está em conciliação consigo mesmo supera a alienação e, como consequência, atinge a libertação.

Neste sentido, a reconciliação profunda com o ser e, por conseguinte, com Deus e consigo mesmo, é o fundamento de toda a liberdade e de toda a capacidade de reconciliação, de que se possa viver em paz e encontrar uma justa ordem de relações [...]. Penso, na realidade, que as ideias equivocadas de liberdade e toda a tendência a auto gerar um novo tipo de ser é produto de uma profunda falta de conciliação do homem consigo próprio, com o ser em si mesmo, e por isso leva à identificação com um ser contrário à realidade de Deus, que é negada porque não se encontra a paz com Ele.

Parece-me, por outro lado, que aqui se descobre o fundamento de um novo conceito positivo de liberdade e de paz, a partir do qual poderia elaborar-se toda uma teologia da liberdade e da paz, embebida na riqueza da Cristologia e da autêntica Eclesiologia.

(Cardeal Joseph Ratzinger in entrevista a Jaime Antúnez Aldunate)

JOIO E TRIGO

Sou joio e trigo da mesma seara,
Senhor,
que um dia em mim semeaste,
embora o joio saia de mim
e o trigo seja todo o fruto
que me vem do teu amor.

O joio quero arrancar,
para que o trigo cresça
e dê fruto,
cem por um,
e cem por mil,
mas apenas se fores Tu,
com a tua água a regar
a seara que em mim,
Senhor,
Tu quiseste semear.

Quem me dera ser só trigo,
não ser joio do pecado,
apenas estar contigo,
permitir a tua ceifa,
e fazer da minha vida,
o teu amor partilhado.

Marinha Grande, 20 de Julho de 2014


Joaquim Mexia Alves
http://queeaverdade.blogspot.pt/2014/07/joio-e-trigo.html

O Evangelho do dia 24 de julho de 2017

Então replicaram-Lhe alguns dos escribas e fariseus, dizendo: «Mestre, nós desejávamos ver algum prodígio Teu». Ele respondeu-lhes: «Esta geração má e adúltera pede um prodígio, mas não lhe será dado outro prodígio senão o prodígio do profeta Jonas. Porque, assim como Jonas esteve no ventre da baleia três dias e três noites, assim estará o Filho do Homem três dias e três noites no seio da terra. Os habitantes de Nínive se levantarão no dia do juízo contra esta geração, e a condenarão, porque se converteram com a pregação de Jonas. Ora aqui está Quem é mais do que Jonas. A rainha do Meio-Dia levantar-se-á no dia do juízo contra esta geração e a condenará, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. Ora aqui está Quem é mais do que Salomão.

Mt 12, 38-42