N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Que bonito ser jogral de Deus!

Em certa altura, alguém me disse: – Padre, mas se eu me encontro cansado e frio; se, quando rezo ou cumpro outra norma de piedade, me parece que estou a fazer teatro... A esse amigo e a ti, se te encontrares na mesma situação, respondo: – Teatro? Grande coisa, meu filho! Faz teatro! O Senhor é o teu espectador!: o Pai, o Filho, o Espírito Santo; a Santíssima Trindade estará a contemplar-nos, naqueles momentos em que "fazemos teatro". Actuar assim diante de Deus, por amor, para lhe agradar, quando se vive a contragosto, que bonito! Ser jogral de Deus! Que maravilhoso é esse recital realizado por Amor, com sacrifício, sem nenhuma satisfação pessoal, para dar gosto a Nosso Senhor! Isso sim que é viver de Amor. (Forja, 485)

Lê-se na Escritura: Iudens in orbe terrarum, que Ele brinca em toda a superfície da terra. Mas Deus não nos abandona, porque imediatamente acrescenta: deliciæ meæ esse cum filiis hominum, a minha delícia é estar com os filhos dos homens. O Senhor brinca connosco. E quando nos parecer que estamos a representar uma comédia, por nos sentirmos gelados e apáticos, quando estivermos aborrecidos e sem vontade de fazer nada, quando nos custar cumprir o nosso dever e alcançar as metas espirituais que nos tínhamos proposto, é altura de pensar que Deus brinca connosco e espera então que saibamos representar a nossa comédia com galhardia.

Não me importo de vos contar que, em algumas ocasiões, o Senhor me concedeu muitas graças, mas que geralmente vou a contrapelo. Prossigo o meu plano de vida, não porque me agrade, mas porque devo fazê-lo por Amor. Mas, Padre, pode-se representar uma comédia diante de Deus? Não será uma hipocrisia? Não te inquietes, pois chegou para ti o momento de entrares numa comédia humana que tem um espectador divino. Persevera, pois o Pai, o Filho e o Espírito Santo assistem a essa tua comédia. Faz tudo por amor de Deus, para lhe agradar, mesmo que te custe.

Que bonito é ser jogral de Deus! Como é belo representar essa comédia por Amor, com sacrifício, sem nenhuma satisfação pessoal, para agradar ao nosso Pai Deus, que brinca connosco! Põe-te diante do Senhor e diz-lhe confiadamente: não me apetece nada fazer isto, mas oferecê-lo-ei por Ti. E ocupa-te a sério desse trabalho, ainda que penses que é uma comédia. Abençoada comédia! (Amigos de Deus, 152)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1974

Participa num encontro com centenas de pessoas em Miralba, Lima (Peru). Começa por pedir desculpa, porque a sua voz não estava `nas melhores condições’. “Não sei se me poderão ouvir bem, porque estou constipado: Estou meio afónico. Mas S. Paulo, que não está afónico, escreveu aos de Éfeso: in novitate vitae ambulemus. E não só aos de Éfeso, mas a todos nós, diz-nos que temos de caminhar com uma vida nova. Para não haver dúvidas, escreve aos Romanos: induimini Dominum nostrum Iesum Christum; revesti-vos de Nosso Senhor Jesus Cristo: A vida do cristão é isto: vestir e tornar a vestir um fato e outro, cada vez mais limpo, cada vez mais belo, cada vez mais cheio de virtudes que agradem ao Senhor, cheio de superações, de pequenos sacrifícios, de amor. A vida do cristão é feita de renúncias e de afirmações. A vida do cristão é começar e recomeçar”.

O jobel, o jobil e o jobal

A mensagem que o Papa Francisco escreveu com antecedência à juventude das Jornadas Mundiais (leia AQUI) que estão a decorrer em Cracóvia (2016) tem várias palavras em hebreu, algumas em grego, mas uma proposta muito clara.

A introdução da mensagem fala de uma trombeta. Ou corneta (feita de um corno). Os eruditos pensam que este corno se chamava «jobel» por influência árabe, porque há grande proximidade linguística entre o hebreu e o árabe. O certo é que este jobel ressoou há vários milhares de anos na Terra Santa para convocar (jobil) o povo inteiro para o grande momento da reconciliação (jobal).

A Igreja, diz Francisco, toca este ano o jobel – por isso este ano se diz jubilar – para convocar todos os homens a reconciliar-se entre si e com Deus.

Agora, surpresa! Que acontece quando as pessoas se reconciliam com Deus? O Papa cita várias parábolas de Jesus: «impressiona a alegria de Deus, a alegria que Ele sente quando reencontra o pecador e o perdoa. Sim, a alegria de Deus é perdoar! Aqui está a síntese de todo o Evangelho».

Sejamos realistas: «Cada um de nós é aquele filho que esbanjou a própria liberdade, seguindo ídolos falsos, miragens de felicidade, e perdeu tudo».

Mas o realismo completo inclui que «Deus não Se esquece de nós, o Pai nunca nos abandona. (...) Espera-nos sempre! Respeita a nossa liberdade, mas permanece fiel. E, quando voltamos para Ele, acolhe-nos como filhos na sua casa (...). Nem sequer por um momento, deixa de esperar por nós com amor. E o seu coração fica em festa por cada filho que volta para Ele. Fica em festa, porque Deus é alegria. Vive esta alegria, cada vez que um de nós, pecadores, vai ter com Ele e Lhe pede perdão».

Aos 2 milhões de jovens que agora enchem os relvados de Cracóvia, o Papa explica que a misericórdia de Deus é muito concreta e propõe-lhes que se confessem.

Este tem de ser um momento decisivo de reinício. Ontem, dizia-lhes que tinha pena da gente nova «que parece “reformada” antes de tempo. Preocupa-me ver jovens que “atiram a toalha” antes de começar o jogo». Ou «que se “rendem” sem começar a jogar». «São uns jovens essencialmente enjoados ...e enjoativos. Custa (...) ver jovens que largam a vida à procura da “vertigem” ou daquela sensação de se sentir vivos por caminhos obscuros que acabam por “pagar”, e pagar caro, correndo atrás de vendedores de falsas ilusões».

Neste momento, várias dezenas de milhares de padres estão a confessar os 2 milhões de jovens, de línguas tão diferentes, alguns vindos da América, da África ou da Ásia. Aparentemente, a juventude presente nas Jornadas Mundiais correspondeu ao apelo do Papa e Francisco fez-lhes o elogio de dizer que «toda a Igreja está a aprender com eles».

Na mensagem que lhes escreveu com antecedência, o Papa entrou em aspectos muito pessoais. «Quando tinha dezassete anos, num dia em que devia sair com uns amigos, decidi passar antes pela igreja. Ali encontrei um sacerdote que me inspirou particular confiança e senti o desejo de abrir o meu coração na Confissão. Aquele encontro mudou a minha vida». A descrição alonga-se em mais pormenores e desemboca num desafio. «Talvez algum de vós sinta um peso no coração e pense: Fiz isto, fiz aquilo… Não temais! Ele espera-vos. É pai; sempre nos espera. Como é belo encontrar no sacramento da Reconciliação o abraço misericordioso do Pai, descobrir o confessionário como o lugar da Misericórdia, deixar-nos tocar por este amor misericordioso do Senhor que nos perdoa sempre!».

Não ficam muitas alternativas. «Gostaria aqui de lembrar o episódio dos dois malfeitores crucificados ao lado de Jesus: um deles é presunçoso, não se reconhece pecador, insulta o Senhor. O outro, ao contrário, reconhece ter errado, volta-se para o Senhor e diz-Lhe: “Jesus, lembra-Te de mim, quando estiveres no teu Reino”. Jesus fixa-o com infinita misericórdia e responde-lhe: “Hoje estarás comigo no Paraíso”. Com qual dos dois nos identificamos? Com aquele que é presunçoso e não reconhece os próprios erros? Ou com o outro, que se reconhece necessitado da misericórdia divina e implora-a de todo o coração?»

O Papa quase inverte as posições, porque afinal quem implora é Cristo, que «deu a vida por nós na cruz». Vamos resistir àquele «amor sempre incondicional, que reconhece a nossa vida como um bem e nos dá sempre a possibilidade de recomeçar»?
José Maria C.S. André
Spe Deus
31-VII-2016

New Age

A reedição de religiões e cultos pré-cristãos, que hoje se procura fazer com frequência, tem muitas explicações. Se não existe a verdade comum, vigente precisamente porque é verdadeira, o cristianismo passa a ser somente algo importado de fora, um imperialismo espiritual que se deve sacudir com não menos força que o político. Se os sacramentos não proporcionam o contacto com o Deus vivo de todos os homens, então não são mais que rituais vazios que não nos dizem nada nem nos dão nada, e, quando muito, nos permitiriam perceber o mistério que reina em todas as religiões. [...]

Mas, sobretudo, se a "sóbria embriaguez" do mistério cristão não nos consegue embriagar de Deus, então é preciso recorrer à embriaguez real de êxtases forçados, cuja paixão nos arrebata e nos converte - ao menos por uns instantes - em "deuses", e nos permite perceber por alguns momentos o prazer do infinito e esquecer a miséria do finito.

(Cardeal Joseph Ratzinger in Conferência no encontro de presidentes de comissões episcopais da América Latina para a doutrina da fé, Guadalajara - México, nov. 1996)

Tempos de oração

Não, meus filhos! É necessário perseverar na meditação. Faz essas queixas ao Senhor nos teus tempos de oração. E, se for preciso, repete-Lhe durante meia hora a mesma jaculatória: “Jesus, amo-Te, Jesus, ensina-me a amar, Jesus, ensina-me a amar os outros por Ti…” Persevera assim um dia e outro, um mês, um ano, outro ano, e, no fim, o Senhor há-de dizer-te: Meu tontinho, não vês que Eu estava contigo, ao teu lado, desde o princípio?.

São Josemaría Escrivá – Notas de uma reunião familiar, setembro de 1973

É sempre possível falar com o Divino Hóspede da alma, podemos encontrá-Lo em qualquer lugar e em qualquer situação. Mas, se é exequível, recorramos ao Sacrário, onde Jesus está real e substancialmente presente, com o Seu Corpo, o Seu Sangue, a Sua Alma e a Sua Divindade. Em qualquer dos casos havemos sempre de fazer o esforço de nos recolhermos, afastando como for possível as distrações que talvez nos assaltem.

D. Javier Echevarría na sua carta pastoral do mês de julho de 2011

São Camilo de Lellis, presbítero, fundador, †1614

São Camilo de Léllis, nasceu em Bucchiánico de Chieti. O seu pai era marquês, homem de armas e dele herdou a coragem e a espada. Ficou muitas vezes internado no hospital de São Thiago em Roma, buscando tratamento para um tumor; pagava a diária do hospital trabalhando como servente, pois o vício do jogo fê-lo perder todo o dinheiro que tinha. Colocou-se então ao serviço dos capuchinhos e, nesse período, teve a graça da conversão e decidiu mudar de vida.

Ficou então como ajudante no hospital, servindo principalmente aos doentes mais repugnantes. Ausentava-se apenas nos domingos de folga, que passava ao lado de São Felipe Néri, pelo qual foi influenciado na determinação da obra que estava para empreender.

Foi no final do Ano Santo de 1575, quando os poucos hospitais romanos se mostravam insuficientes para atender todos os peregrinos necessitados de assistência que São Camilo de Léllis fundou a Congregação dos Ministros, ou seja, servidores dos enfermos que deveriam cuidar espiritualmente e corporalmente dos doentes. Passado dois anos, São Camilo foi ordenado sacerdote e continuou dirigindo os seus religiosos durante mais vinte anos. Aua dedicação aos doentes era tanta, que sempre repetia quando alguém queria tirá-lo do leito dos enfermos: "Estou ocupado com nosso Senhor Jesus Cristo."

São Camilo de Léllis morreu no dia 14 de Julho do ano 1614 e foi canonizado em 1746. Em 1886, foi declarado patrono dos enfermos e dos hospitais.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 14 de julho de 2017

«Eis que Eu vos envio como ovelhas entre lobos. Sede, pois, prudentes como serpentes e simples como pombas. Acautelai-vos dos homens, porque vos farão comparecer nos seus tribunais e vos açoitarão nas sinagogas. Sereis levados por Minha causa à presença dos governadores e dos reis, para dar testemunho diante deles e diante dos gentios. Quando vos entregarem, não cuideis como ou o que haveis de falar, porque naquela hora vos será inspirado o que haveis de dizer. Porque não sereis vós que falais, mas o Espírito de vosso Pai é o que falará em vós. O irmão entregará à morte o seu irmão e o pai o seu filho; os filhos se levantarão contra os pais e lhes darão a morte. Vós, por causa do Meu nome, sereis odiados por todos; aquele, porém, que perseverar até ao fim será salvo. Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra. Em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel sem que venha o Filho do Homem.

Mt 10, 16-23