Igreja

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A Igreja é de Cristo e é essa que o cristão deve ambicionar servir e não usar

quarta-feira, 12 de julho de 2017

São Josemaría Escrivá nesta data em 1932

Não julgueis sem joeirar
o vosso juízo na oração
Escreve: “Não queiramos julgar. – Cada qual vê as coisas do seu ponto de vista… e com o seu entendimento, bem limitado quase sempre, e com os olhos obscuros ou enevoados, com trevas de exaltação muitas vezes. Além disso, tal como a desses pintores modernistas, a visão de certas pessoas é tão subjectiva e enfermiça, que desenham umas linhas arbitrárias, assegurando-nos que são o nosso retrato, a nossa conduta…Como valem pouco os juízos dos homens! – Não julgueis sem joeirar o vosso juízo na oração”.

O Sacramento da Penitência

Infelizmente, é aparentemente, já que não possuo qualquer análise objectiva que o confirme, crescente o número de fiéis que recebem a Eucaristia sem recorrer ao Sacramento da Penitência ao menos uma vez por ano.

Esta constatação não deriva dos locais de culto que frequento, que graças a Deus têm sempre um elevado número de pessoas a confessarem-se, mas do contacto fora desses meios.

Na minha ignorância, e não se trata de falsa humildade, creio haver um fortíssimo deficit de informação e pedagogia sobre o pecado, as pessoas não sabem porque nunca lhes explicaram ou não quiseram ouvir, que a soberba, a vaidade, o capricho, a ganância, a inveja, o egoísmo e o não ajudar o próximo material e espiritualmente, são dos pecados mais frequentes e eu diria mesmo dos mais graves. Deles têm origem todos os outros, e embora praticando-os, aqui falo na qualidade de pecador, acham que não têm que recorrer à Confissão, é estranho mas é a realidade, da qual não estão isentos alguns sacerdotes que chegam a fomentar tais atitudes.

Com dizia o Papa Emérito dirigindo-se a sacerdotes “não se resignem jamais a ver os confessionários vazios”, eu permitia-me sugerir-lhes que façam prédicas bem estruturadas cheias de amor pelo próximo, explicando a pouco e pouco a importância do Sacramento, e que não tenham receio de explicar que no ato da Confissão não é o Padre A ou B que está no Confessionário, é alguém investido do Sacramento da Ordem que age em nome de Jesus Cristo Nosso Senhor.

Confessarmo-nos é um ato de amor de humildade perante o Senhor, e é disso que se trata, da nossa relação com Ele e de tudo Lhe oferecermos, independentemente de quem for o Sacerdote que O representa, ou mesmo, como me sucedeu recentemente, que este falasse tão baixo que eu dificilmente o ouvia, mas ter recebido a Absolvição constituiu um momento de grande alegria.

Tenhamos pois a humildade de não nos acharmos auto-suficientes adoptando para tudo na vida o lema “yes, we can”, não, em tudo na vida necessitamos e dependemos d'Ele, pois foi Ele que nos criou e que na Sua infinita bondade nos fez Seus filhos e só Ele com a intercessão da Virgem Maria, dos Anjos e dos Santos nos poderá salvar e levar-nos para o Seu Reino, portanto digamos “yes, we need You”.

JPR

O Evangelho do dia 12 de julho de 2017

Tendo convocado os Seus doze discípulos, Jesus deu-lhes poder de expulsar os espíritos imundos e de curar toda a doença e toda a enfermidade. Os nomes dos doze apóstolos são: O primeiro Simão, chamado Pedro, depois André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu e Tadeu; Simão, o Cananeu, e Judas Iscariotes, que foi quem O entregou. A estes doze enviou Jesus, depois de lhes ter dado as instruções seguintes: «Não vades à terra dos gentios, nem entreis nas cidades dos samaritanos: ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel. Ide, e anunciai que está próximo o Reino dos Céus.

Mt 10, 1-7