N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

terça-feira, 11 de julho de 2017

ORAÇÃO DE GRAÇAS

Elevo os olhos ao Céu,
deixo aberto o coração,
levanto os braços p’ra Ti,
e deixo que a oração
brote como água fresca,
bem viva,
dentro de mim!

Não me refugio num canto,
não fujo em qualquer viagem,
mas deixo que o Espírito Santo,
me ilumine, me guie,
me dê coragem,
para dizer-Te olhos nos olhos:
Jesus, Senhor, eu amo-Te!

Um vento forte,
impetuoso,
irrompe na minha vida,
move o meu coração,
varre o sofrimento e a dor,
e grita forte aos meus ouvidos:
Não temas!
Vive apenas o Meu amor!

E eu caio,
prostrado na vida,
não de dor,
nem de emoção,
mas em plena adoração,
para gritar bem alto:
Obrigado,
meu Deus e meu Senhor!

Monte Real, 11 de Julho de 2017

Joaquim Mexia Alves

https://queeaverdade.blogspot.pt/2017/07/oracao-de-gracas.html

Não te esqueças da figueira amaldiçoada

Aproveita o tempo. Não te esqueças da figueira amaldiçoada. Já fazia alguma coisa: dar folhas. Como tu... – Não me digas que tens desculpas. De nada valeu à figueira – narra o Evangelista – não ser tempo de figos, quando o Senhor lá os foi buscar. – E estéril ficou para sempre. (Caminho, 354)

Voltemos ao Santo Evangelho e detenhamo-nos no que refere S. Mateus, no capítulo vigésimo primeiro. Conta-nos que Jesus, quando voltava para a cidade, teve fome. Vendo uma figueira junto do caminho, aproximou-se dela. Que alegria, Senhor, ver-te com fome, ver-te também sedento, junto do poço de Sicar!. (...)

Como te fazes compreender bem, Senhor! Como te fazes amar! Mostras-te igual a nós em tudo, excepto no pecado, para que sintamos que contigo poderemos vencer as nossas más inclinações e as nossas culpas. Efectivamente, não têm importância o cansaço, a fome, a sede, as lágrimas... Cristo cansou-se, passou fome, teve sede, chorou. O que importa é a luta – uma luta amável, porque o Senhor permanece sempre a nosso lado – para cumprir a vontade do Pai que está nos céus. (...)

Abeirou-se da figueira, mas não encontrou senão folhas . É lamentável. Não acontecerá assim também na nossa vida? Não haverá nela, infelizmente, falta de fé e de vibração de humildade, ausência de sacrifícios e de obras? Não será que apresentamos um cristianismo só de fachada e sem frutos? É terrível, porque Jesus ordena: Nunca mais nasça fruto de ti. E, imediatamente, secou a figueira. Entristece-nos esta passagem da Sagrada Escritura, ao mesmo tempo que, por outro lado, nos anima a avivar a fé, a viver conformes à fé, para que Cristo receba sempre algum lucro da nossa parte. (Amigos de Deus 201–202)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1974

Em Lima, Peru, comenta hoje: “O homem foi criado, como diz a Sagrada Escritura, ut operaretur: para trabalhar. Se os nossos primeiros pais não tivessem pecado, o trabalho não seria custoso, seria uma maravilha; mas realizado por amor de Deus, ainda que se torne pesado, ainda que pareça de pouca transcendência, é sempre algo de grande, que nos faz felizes: é beber o cálice de Jesus Cristo”.

A serenidade e a sinceridade no diálogo com os filhos

Além de rezar e pedir conselho, de procurar pôr os vossos filhos e filhas em contacto com pessoas da mesma idade que os possam ajudar, S. Josemaria aconselhava ainda a conversar pacifica e serenamente com eles, mais ainda à medida que vão crescendo, para que sejam conscientes dos seus deveres de filhos de Deus. Sem vos irritardes, falai serenamente, sinceramente, de coração a coração. Não todos juntos, mas um a um. A mãe que fale com as raparigas, embora às vezes seja melhor ao contrário. Vós conheceis bem a psicologia deles: é preciso tratá-los de modo desigual, para atuar segundo a justiça. Falai, sede amigos deles. Hão-de compreender-vos muito bem porque no seu coração está – ainda latente, viva – a vossa mesma fé. Talvez tenham, por cima de tudo, um montão dessa porcaria que lhes lançaram em cima. Que se confessem e vereis como ficam bem[13].

Hoje de manhã vou celebrar a Santa Missa numa igreja paroquial dedicada a S. Josemaria, em Burgos. Nesta cidade recomeçou o nosso Padre o trabalho apostólico da Obra, ao sair de Madrid durante a guerra civil espanhola. Rezemos diariamente pelos frutos espirituais em todo o mundo, pelos preparativos da expansão a novas terras e por todas as atividades com a juventude, que se realizam em grande número de países, ao serviço da Igreja e das almas. Nesta oração por eles, incluí também as suas famílias.

[13]. S. Josemaria, Notas de uma reunião familiar, 28-XI-1972.

(D. Javier Echevarría na carta do mês de julho de 2015)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

O rosto da Europa

"A Europa jaz, posta nos cotovelos" - escrevia Fernando Pessoa, no primeiro poema da Mensagem, dando assim início à descrição heráldica do primeiro quartel, "o dos castelos", em "os campos" do "brasão" nacional. Não será por acaso que, na primeira referência à identidade cultural da Europa, se alude ao seu passado helénico: "olhos gregos, lembrando". A Europa não é uma evidência geográfica, nem histórica e, portanto, só um elemento de carácter cultural a poderá individuar e diferenciar dos restantes continentes. Se o pensamento especulativo foi a grandeza da Grécia e o primeiro elemento da matriz civilizacional europeia, a Europa não se teria realizado sem a organização política de Roma. O império romano dotou a Europa de um sistema político e jurídico que, embora reconhecendo as singularidades das suas diferentes nações, lhe deu unidade. Se o corpo da Europa é a terra em que assenta e os povos que a habitam, o seu espírito foi, para além da cultura greco-latina, a religião cristã. O Cristianismo, durante mais de dois milénios, deu alma à Europa, unindo as suas gentes nos ideais cristãos, que tiveram depois expressão nas declarações dos direitos humanos. Também os princípios da revolução francesa, embora laica, têm uma raiz cristã, porque a liberdade e a igualdade são consequências da fraternidade universal dos filhos de Deus.

O Cristianismo foi também um factor de expansão. Os descobrimentos deram feição a essa ânsia universal, mais espiritual do que mercantil, porque mais alto do que os intuitos comerciais de especiarias ou de possessões ultramarinas, se ergueu sempre a cruz. No concerto das nações europeias, cabe a Portugal a missão de recordar ao continente a sua vocação universal. Porque o rosto com que a Europa fita o mundo, "com olhar esfíngico e fatal", é Portugal.

Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada

Hino a São Bento (breviário)

Vem formosa a madrugada,
Com anúncios de alegria:
São Bento se foi aos Céus,
Glorioso, neste dia.

Recebeu lá nas alturas
Os frutos da sementeira,
Que os seus prodígios fizeram
Nos campos da terra inteira.

Aqueles que a morte leva
Mais os leva o esquecimento;
Mas não se apaga o vestígio
Das memórias de São Bento.

É tão grande a luz do Sol
Que o mundo todo ilumina;
Mais encheu São Bento a alma
Da claridade divina.

Pai São Bento, vos pedimos
Com um desejo profundo:
Guiai sempre os nossos passos
Pelas veredas do mundo.

S. BENTO, ASTRO BRILHANTE DA IGREJA E DA CIVILIZAÇÃO

1. Fulgurante de luz, Bento de Núrcia, glória da Itália e de toda a Igreja, resplandece como astro na escuridão da noite. Quem pacientemente estudar a sua gloriosa vida e entrar, à luz da história, no tempestuoso tempo em que viveu, há-de sentir, indubitavelmente, a realidade da promessa que o Senhor deixou aos Apóstolos e a sociedade que fundara: "Estarei convosco, todos os dias, até a consumação dos tempos" (Mt 27,20). Sentença e promessa que jamais perderá, por certo, a sua atualidade, porque se envolve no curso dos séculos, que a divina Providência governa e encaminha. Com efeito, quando são mais audazes e agressivos os inimigos da religião e mais temerosos os baixios em que se agita a nau Vaticana de Pedro, quando tudo, finalmente, se vai, a desmoronar, e já pereceu de todo a esperança humana, então, precisamente, o amigo que não falta, o divino consolador, dispensador dos tesouros celestiais, Jesus Cristo, aparece para reconstituir as fileiras abaladas, com novos contingentes de atletas, que saiam a defender em campo a república cristã, que a reintegrem como antigamente e que, se puder ser, com o auxílio da graça, a enriqueçam de novas conquistas.

2. Entre esses atletas, refulge com luz particular "Bento, que duplamente o foi: por graça e de nome". Por especialíssimo desígnio da Providência, salientava-se nas trevas do século o santo patriarca, à hora precisa em que a situação da Igreja e dos povos atravessava uma crise profunda. O império romano, que atingira o apogeu da glória, estendendo-se, por efeito duma política justa e moderada, aos povos mais diversos, a ponto de afirmar um dos seus escritores "que melhor que império chamar-se-lhe-ia padroado da terra", como tudo que é humano, tinha declinado para o ocaso. Debilitado e corrompido por dentro, esfacelado, por fora, pelas repetidas incursões dos bárbaros que desciam do setentrião, o Ocidente afundava-se na mais completa ruína. Nesta horrível procela, cheia de perigos e destroços, donde surgiria à humanidade a esperança de auxílio, a garantia de salvar da voragem, intactas ao menos, as relíquias do seu património? Da Igreja católica. Com efeito, todos os empreendimentos e instituições, baseados unicamente no arbítrio dos homens, que reciprocamente se sucedem e engrandecem, no rodar do tempo, vêem, em virtude da própria fragilidade essencial, decair e arruinar-se. A Igreja, porém, possui, derivante do próprio fundador, a propriedade de fruir da vida divina, dum vigor incessante que lhe permite sair da luta com os homens e as coisas sempre vencedora, apta para arrancar, ainda do entulho, uma idade nova e mais feliz e reagregar os povos, com o influxo dos princípios cristãos, numa sociedade rejuvenescida.

3. Por isso, na provável ocorrência do XIV centenário da morte do santo patriarca, em que coroado de méritos e esgotado de trabalhos despendidos em prol de Deus e dos homens, venturosamente passou deste exílio da terra à pátria celeste, houvemos por bem, veneráveis irmãos, salientar, ainda que resumidamente, nesta nossa carta encíclica o momentoso papel que desempenhou na reintegração e reforma das coisas do seu tempo.

Pio XII – excerto Carta Encíclica “Fulgens Radiatur” – 21 de Março de 1947

Nota: S. Bento foi proclamado Padroeiro da Europa pelo Papa Paulo VI na Carta Apostólica “Pacis nuntius” de 24 de Outubro de 1964

São Bento, patrono da Europa

Paulo VI (1897-1978), papa de 1963 a 1978 
Carta apostólica de 24/10/1964 «Pacis nuntius»


Mensageiro da paz, artesão da unidade, mestre da civilização, e principalmente arauto da religião de Cristo e fundador da vida monástica no Ocidente – eis os títulos que justificam a fama de São Bento, abade. Numa altura em que o Império Romano estava a chegar ao fim e em que as regiões da Europa se afundavam nas trevas e outras regiões desconheciam ainda a civilização e os valores espirituais, ele permitiu, pelo seu esforço constante e assíduo, que se erguesse sobre este continente a aurora de uma nova era. Foram principalmente ele e os seus filhos que, com a cruz, o livro e a charrua, levaram o progresso cristão às populações que iam do Mediterrâneo à Escandinávia, da Irlanda às planícies da Polónia.

Com a cruz, isto é, com a lei de Cristo, firmou e desenvolveu a organização da vida pública e privada. Convém recordar que ensinou aos homens a primazia do culto divino com o Ofício divino, ou seja, a oração litúrgica e assídua. […] Depois, com o livro, ou seja, a cultura: numa altura em que o património humanista corria o risco de se perder, São Bento, conferindo renome e autoridade a tantos mosteiros, salvou a tradição clássica dos antigos com providencial solicitude, transmitindo-a intacta à posteridade e restaurado o amor pelo saber.

E finalmente com a charrua, quer dizer, com a agricultura e outras iniciativas análogas, conseguiu transformar terras desertas e incultas em campos férteis e jardins graciosos. Unindo a oração ao trabalho manual, de acordo com a célebre injunção «Ora et labora» («Reza e trabalha»), enobreceu e elevou o trabalho do homem. Foi por tudo isto que o Papa Pio XII saudou em São Bento o «pai da Europa».

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 11 de julho de 2017

Então Pedro, tomando a palavra, disse-Lhe: «Eis que abandonámos tudo e Te seguimos; qual será a nossa recompensa?». Jesus disse-lhes: «Em verdade vos digo que, no dia da regeneração, quando o Filho do Homem estiver sentado no trono da Sua glória, vós, que Me seguistes, também estareis sentados sobre doze tronos, e julgareis as doze tribos de Israel. E todo aquele que deixar a casa, ou os irmãos ou irmãs, ou o pai ou a mãe, ou os filhos, ou os campos, por causa do Meu nome, receberá cem vezes mais e possuirá a vida eterna.

Mt 19, 27-29