Igreja

Igreja
A Igreja é de Cristo e é essa que o cristão deve ambicionar servir e não usar

domingo, 9 de julho de 2017

São Josemaría Escrivá nesta data em 1960

São Josemaría vai rezar à gruta de Nossa Senhora de Lourdes. “A Virgem Santa alcançar-te-á a fortaleza que necessitas para seguir com decisão os passos de seu Filho”, foi a sua pregação constante.

Bom Domingo do Senhor!

Correspondamos ao apelo do Senhor como nos fala o Evangelho de hoje (Mt 11, 25-30) e imitando Maria juntemo-nos a Ele submetendo-nos ao seu jugo porque o Senhor é doce, manso e humilde de coração.

Louvado seja Jesus Cristo Nosso Senhor!

Relativismo, anarquia e totalitarismo

A ciência codificou uma nova percepção da realidade: só se considera objetivamente fundamentado o que pode ser demonstrado como num laboratório. Quanto ao resto - Deus, a moral, a vida eterna -, foi transferido para o reino da subjetividade. Além disso, pensar que possa existir uma verdade acessível a todos no âmbito religioso implicaria uma certa intolerância. O relativismo converte-se assim na virtude da democracia.

É precisamente o contexto cultural que acabamos de descrever que representa a nossa maior dificuldade à hora de anunciar o Evangelho. Mas os limites do subjetivismo estão à vista: aceitar incondicionalmente o relativismo, tanto no âmbito da religião como no que diz respeito às questões morais, conduz à destruição da sociedade. O aumento progressivo do racionalismo leva à destruição da própria razão, instaurando-se a anarquia, pois na medida em que cada indivíduo se converte numa ilha de incomunicabilidade, as regras fundamentais da convivência desaparecem. Se compete às maiorias definir as regras morais, uma maioria poderá impor amanhã regras contrárias às de ontem. Já vivemos a experiência do totalitarismo, em que é o poder público que fixa autoritariamente as regras morais. Desta forma, o relativismo total desemboca na anarquia ou no totalitarismo.

(Cardeal Joseph Ratzinger in ‘L’abolition de l’homme’, entrevista ao Le Figaro em 17.11.2001)

«Eu Te bendigo, ó Pai»

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja 
Sermão 34; CCL 41, 423-426.

Somos convidados a «cantar ao Senhor um cântico novo» (Sl 149,1). É o homem novo que conhece este cântico novo. O cântico é alegria e, se reflectirmos um pouco, trata-se de um cântico de amor: quem sabe amar a vida nova conhece este cântico novo. Por isso, temos de saber o que é a vida nova, para podermos entoar este cântico novo. Tudo aqui pertence ao mesmo Reino: o homem novo, o cântico novo, a nova Aliança. O homem novo entoará um cântico novo e pertencerá à nova Aliança. […]

Dirás: «Eu canto esse cântico.» Cantas, sim, cantas e eu ouço-te. Mas toma cuidado para que a tua vida não contradiga a tua língua. Canta com a voz, canta com o coração, canta com a boca, canta com a tua conduta, «canta ao Senhor um cântico novo». Perguntas o que hás-de cantar Àquele que amas […], e que louvores poderás cantar-Lhe? Canta «os seus louvores na assembleia dos crentes» (Sl 149,1 Vulg). O louvor a cantar é o próprio cantor. Queres cantar louvores a Deus? Sê tu próprio aquilo que cantas. Tu serás o seu louvor, se viveres bem.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)