Igreja

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A Igreja é de Cristo e é essa que o cristão deve ambicionar servir e não usar

quarta-feira, 5 de julho de 2017

'in memoriam' Joaquín Navarro-Valls

Resgate do pessimismo

Navarro Valls destacou que Karol Wojtyla "resgatou a pessoa humana do pessimismo" e também percebeu que o homem "necessita da misericórdia de Deus".

Por isso, conforme recordou o ex-porta voz, o Papa "procurava a misericórdia de Deus todas as semanas" através da confissão porque "compreendia que os homens não podem ser bons por si próprios, mas necessitam de Deus para isso".

Conforme destacou o antigo colaborador do Pontífice, João Paulo II "disse sim a tudo o que Deus lhe pedia" e sublinhou que para o Papa polaco, a oração "era uma necessidade, porque estava em completa conversação com Deus".

"Quando talvez havia um jantar importante e o esperavam, ia buscá-lo e o via na capela, ajoelhado, com pequenos molhes de papel que passava um por um, durante muitíssimo tempo", acrescentou.

O ex-porta-voz destacou que esses molhes de papel eram "as milhares de cartas que recebia todos os dias" nas que os fiéis "pediam as orações do Papa". Conforme explicou Navarro Valls, "todos as dores do mundo chegavam a ele e nutria sua oração das necessidades de outros".

Navarro Valls destacou também que ao receber o anúncio da beatificação de João Paulo II, sentiu "os mesmos sentimentos que sentiu apenas faleceu" que foi "um sentimento de agradecimento por essa obra de arte que fez com sua vida".

Além disso, o ex-porta voz sublinhou que o dia do funeral de João Paulo II, quando os peregrinos "gritaram santo súbito" pensou que "o percebiam tarde" porque a Igreja "não faz Santos, mas os mesmos Santos enquanto estão vivos caso contrário não serão nunca".

A Igreja, conforme destacou Navarro Valls, tão somente "reconhece que a vida desta pessoa era Santa" mas os Santos "já são Santos a priori". Os peregrinos acompanharam o testemunho de Navarro Valls com grandes aplausos, que o obrigaram a parar durante alguns minutos sob as luzes de numerosas velas que iluminaram o Circo Máximo.

(Fonte: ‘ACI Digital’ com adaptação de JPR - 21-X-2012)

Não basta aceitar o aborto, é preciso louvar o aborto

O caso de Tim Farron é revelador da intolerância dos autoproclamados donos da tolerância - um fanatismo de esquerda que está a provocar duas coisas: a expulsão do espaço público de vozes consideradas “conservadoras”, ou a divisão do espaço público em duas esferas que não se tocam, qual jogo de surdos. Tim Farron é cristão e era líder dos “liberais” (Lib-Dem). Devido às suas posições sobre o aborto e casamento gay, foi literalmente expulso do partido. O caso é assustador pelo seguinte: Farron considera que o “aborto é errado” (abortion is wrong), mas não desenvolveu grande combate nesta área; o seu discurso político não estava aí centrado; ele é, digamos, um cristão “privado” que aceitou a derrota legal e política na questão do aborto. Isto porém não é suficiente para os ayatollahs progressistas que se sentam nos tronos de faculdades e redações.

A intifada progressista em curso é tudo menos magnânima na vitória, deseja a humilhação do outro lado, dos cristãos. Os donos do ar do tempo não ficam satisfeitos com vitórias legais. Exigem mais. Como dizia há dias Sohrab Ahmari no “Wall Street Journal”, esta esquerda exige a própria consciência do cristão ou do “conservador”, chamem-lhe o que quiserem. Neste esquema mental, Farron não tinha direito a considerar o aborto um pecado; não chegava a sua resignação, ele tinha de louvar o direito ao aborto, ele tinha de gostar da “IVG”. Estamos a chegar a um ponto em que nem sequer se pode ter uma consciência íntima, privada, separada das leis do tempo. A esquerda fraturante não quer apenas as leis, quer colonizar a própria consciência de quem não pensa desta forma. Ou seja, é cada vez mais claro que esta esquerda tem o germe autoritário: se o aborto é lei, então as pessoas que não concordam com essa lei devem ser banidas, ostracizadas, retiradas do espaço público (jornais, partidos, universidades). Assim vai a perseguição que se esconde no biombo da “tolerância”.

Henrique Raposo in Expresso diário de 05.07.2017
(seleção de imagem 'Spe Deus')

O Prelado do Opus Dei chega a Portugal

Depois da estadia em Madrid, o prelado do Opus Dei viajou para Portugal onde estará uns dias para se encontrar com fiéis da Obra. A primeira etapa foi o Santuário de Fátima.
Opus Dei - O Prelado do Opus Dei chega a PortugalO prelado do Opus Dei acendeu três velas a Nossa Senhora de Fátima.
Em janeiro passado, após o congresso eletivo, Mons. Fernando Ocáriz comunicou ao vigário regional de Portugal o seu desejo de ir rezar em Fátima no ano do centenário das aparições de Nossa Senhora aos santos Jacinta e Francisco e à Irmã Lúcia.
Ontem, terça feira, 4 de julho, chegou ao santuário mariano vindo de Madrid, pelas quatro da tarde, onde o esperava o vigário regional do Opus Dei em Portugal, o Pe. José Rafael Espírito Santo. Ao chegar saudou Fernando e a sua mulher Rita com os seus filhos. Esperavam-no também um pequeno grupo de sacerdotes e outros fiéis, entre eles alguns doentes.
Na Capelinha deixou um ramo de flores aos pés da imagem de Nossa Senhora de Fátima e permaneceu em oração durante meia hora.
A seguir, acendeu três velas: duas tinham escrita a vermelho a frase Omnes cum Petro ad Iesum per Mariam (“Todos com Pedro a Jesus por Maria”), gravada com a mesma caligrafia de S. Josemaria, que era uma oração muito apreciada pelo fundador do Opus Dei; a terceira vela tinha escrito a azul Consumati in unum (“Consumados na unidade”).
Antes de retomar a viagem, ainda saudou alguns casais. Em vários momentos encontrou várias jovens estudantes que estão a fazer voluntariado num centro de apoio a deficientes e em residências para idosos de Fátima.
Ao fim da tarde, chegou ao Centro de Convívios de Enxomil, onde ficará nos próximos dias.

São Josemaría Escrivá nesta data em 1974

“No Opus Dei há gente de todas as classes sociais: há ricos e há pobres (…) E é muito bom que assim seja. Pois aqui cabem os ricos e os pobres, os sãos e os doentes… E se uma pessoa me diz: eu que estou doente posso ser do Opus Dei? Se tens vocação, sim”, explica numa reunião em Santiago do Chile para responder a uma pergunta.

Escolha...

O Deuteronómio dá-nos uma resposta muita simples: ‘escolhe a vida’ significa ‘escolhe Deus’. Pois Ele é a vida. «Se tu …. Amares o teu Deus, andares nos Seus caminhos e guardares os Seus mandamentos, então terás a vida». (Dt 30,16). Escolhe a vida – escolhe Deus!

(Joseph Ratzinger - A Caminho de Jesus Cristo)

O Evangelho do dia 5 de julho de 2017

Quando Jesus chegou à outra margem do lago, à região dos gadarenos, vieram-Lhe ao encontro dois endemoninhados, que saíam dos sepulcros. Eram tão ferozes que ninguém ousava passar por aquele caminho. E puseram-se a gritar, dizendo: «Que tens Tu connosco, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?». Estava não longe deles uma vara de muitos porcos, que pastavam. Os demónios suplicaram a Jesus: «Se nos expulsas daqui, manda-nos para aquela vara de porcos». Ele disse-lhes: «Ide». Eles, saindo, entraram nos porcos, e imediatamente toda a vara se precipitou, com ímpeto, de um despenhadeiro, no mar e morreram nas águas. Os pastores fugiram, e indo à cidade, contaram tudo o que se tinha passado com os possessos do demónio. Então toda a cidade saiu ao encontro de Jesus e, quando O viram, pediram-Lhe que se retirasse do seu território. 

Mt 8, 28-34