N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Festa do Corpo de Deus que amanhã celebramos

Desde o século XII, quase não há em Portugal cidade ou lugar que prescinda da celebração da festa do Corpo de Deus, invocadora do "triunfo do amor de Cristo pelo Santíssimo Sacramento da Eucaristia".

A Solenidade Litúrgica do Corpo e Sangue de Cristo, conhecida popularmente como "Corpo de Deus", começou a ser celebrada há mais de sete séculos e meio, em 1246, na cidade belga de Liège, tendo sido alargada à Igreja universal pelo Papa Urbano IV através da bula "Transiturus", em 1264, dotando-a de missa e ofício próprios.

Teria chegado a Portugal provavelmente nos finais do século XIII e tomou a denominação de Festa de Corpo de Deus, embora o mistério e a festa da Eucaristia seja o Corpo de Cristo. Esta exultação popular à Eucaristia é manifestada no 60° dia após a Páscoa e forçosamente uma Quinta-feira, fazendo assim a união íntima com a Última Ceia de Quinta-feira Santa.

Em 1311 e em 1317 foi novamente recomendada pelo Concílio de Vienne (França) e pelo Papa João XXII, respectivamente. Nos primeiros séculos, a Eucaristia era adorada publicamente, mas só durante o tempo da missa e da comunhão. A conservação da hóstia consagrada fora prevista, originalmente, para levar a comunhão aos doentes e ausentes.

Só durante a Idade Média se regista, no Ocidente, um culto dirigido mais deliberadamente à presença eucarística, dando maior relevo à adoração. No século XII é introduzido um novo rito na celebração da Missa: a elevação da hóstia consagrada, no momento da consagração. No século XIII, a adoração da hóstia desenvolve-se fora da missa e aumenta a afluência popular à procissão do Santíssimo Sacramento. A procissão do Corpo e Sangue de Cristo é, neste contexto, a última da série, mas com o passar dos anos tornou-se a mais importante.

Do desejo primitivo de "ver a hóstia" passou-se para uma festa da realeza de Cristo, na "Chirstianitas" medieval, em que a presença do Senhor bendiz a cidade e os homens.

A "comemoração mais célebre e solene do Sacramento memorial da Missa" (Urbano IV) recebeu várias denominações ao longo dos séculos: festa do Santíssimo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo; festa da Eucaristia; festa do Corpo de Cristo. Hoje denomina-se solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, tendo desaparecido a festa litúrgica do "Preciosíssimo Sangue", a 1 de Julho.

A procissão com o Santíssimo Sacramento é recomendada pelo Código de Direito Canónico, no qual se refere que "onde, a juízo do Bispo diocesano, for possível, para testemunhar publicamente a veneração para com a santíssima Eucaristia faça-se uma procissão pelas vias públicas, sobretudo na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo" (can 944, §1).

(Fonte: site Agência Ecclesia)

Primeira condição: trabalhar, e trabalhar bem!

Se queremos de verdade santificar o trabalho, é preciso cumprir iniludivelmente a primeira condição: trabalhar, e trabalhar bem!, com seriedade humana e sobrenatural. (Forja, 698)

Na vossa ocupação profissional, corrente e ordinária, encontrareis a matéria – real, consciente, valiosa – para realizar toda a vida cristã, para corresponder à graça que nos vem de Cristo.

Nas vossas ocupações profissionais, realizadas face a Deus, pôr-se-ão em jogo a Fé, a Esperança e a Caridade. Os incidentes, as relações e os problemas que o vosso trabalho traz consigo alimentarão a vossa oração. O esforço por cumprirdes os vossos deveres correntes será o modo de viverdes a Cruz, que é essencial para o Cristão. A experiência da vossa debilidade e os fracassos que existem sempre em todo o esforço humano dar-vos-ão mais realismo, mais humildade, mais compreensão com os outros. Os êxitos e as alegrias convidar-vos-ão a dar graças e a pensar que não viveis para vós mesmos, mas para o serviço dos outros e de Deus.

Para viver assim, para santificar a profissão, é necessário, primeiro que tudo, trabalhar bem, com seriedade humana e sobrenatural. (…) O milagre que o Senhor vos pede é a perseverança na nossa vocação cristã e divina, a santificação do trabalho de cada dia: o milagre de converter a prosa diária em decassílabos, em verso heróico, pelo amor com que realizais a vossa ocupação habitual. Aí vos espera Deus para que sejais almas com sentido de responsabilidade, com zelo apostólico, com competência profissional. (Cristo que passa, 49–50)

São Josemaría Escrivá

Audiência (resumo) A Esperança cristã

Locutor: A nossa esperança assenta na certeza de sermos filhos de Deus, amados, desejados por Deus. Se quisermos mudar o coração duma pessoa triste, é preciso, antes de mais nada, fazer-lhe sentir que é desejada, que é importante. Grande parte da angústia do homem de hoje nasce disto: de pensar que, se não formos fortes, atraentes e belos, ninguém porá os olhos em nós, ninguém quererá saber de nós. Muitos procuram dar nas vistas, só para preencher um vazio interior: como se fôssemos pessoas eternamente carecidas de confirmação do que somos e valemos. Imaginai um mundo onde todos procuram chamar a atenção para si mesmos, e ninguém está disposto a querer bem gratuitamente aos outros! Parece um mundo humano, mas na realidade é um inferno. Nada mais poderá fazer-nos felizes, senão a experiência do amor dado e recebido? A vida do ser humano consiste numa troca de olhares: alguém, fixando-nos nos olhos, arranca-nos o primeiro sorriso; por nossa vez, sorrindo gratuitamente a quem está fechado na tristeza, abrimos-lhe uma porta de saída. Vemos acontecer isto no filho pródigo da parábola: «Quando ainda estava longe, o pai viu-o e, enchendo-se de compaixão, correu a lançar-se-lhe ao pescoço…». Somos filhos amados de Deus. E não nos ama, por ver em nós alguma razão para isso; ama-nos porque Ele mesmo é amor, e o amor, por sua natureza, tende a difundir-se, a dar-se. Deus nem sequer faz depender o seu amor da nossa conversão: antes, esta é consequência do seu amor. Deus ama-nos mesmo quando somos pecadores. Ao criar-nos, imprimiu em nós uma beleza primordial que nenhum pecado, nenhuma opção errada poderá jamais cancelar de todo. Aos olhos do Pai do céu, seremos sempre pequenas fontes de água boa que jorram para a vida eterna.

Santo Padre:
Rivolgo un cordiale saluto ai pellegrini di lingua portoghese, in particolare a quanti sono venuti dal Brasile, invitando tutti a rimanere fedeli all’amore di Dio che troviamo in Cristo Gesù. Egli ci sfida a uscire dal nostro mondo piccolo e ristretto verso il Regno di Dio e la vera libertà. Lo Spirito Santo vi illumini affinché possiate portare la Benedizione di Dio a tutti gli uomini. La Vergine Madre vegli sul vostro cammino e vi protegga.

LocutorDirijo uma cordial saudação aos peregrinos de língua portuguesa, especialmente a quantos vieram do Brasil, convidando todos a permanecer fiéis ao amor de Deus que encontramos em Cristo Jesus. Ele desafia-nos a sair do nosso mundo limitado e estreito para o Reino de Deus e a verdadeira liberdade. O Espírito Santo vos ilumine para poderdes levar a Bênção de Deus a todos os homens. A Virgem Mãe vele sobre o vosso caminho e vos proteja.

São Josemaría Escrivá nesta data em 1948

Durante vários anos escreve notas breves. São apontamentos íntimos, que reflectem a sua intimidade com Deus. Em 1948 explica: “São notas ingénuas – chamava-lhes catarinas, por devoção a Santa Catarina de Sena –, que escrevi durante muito tempo de joelhos, e que me serviam de recordação e de despertador. Creio que, habitualmente, enquanto escrevia com simplicidade pueril, estava a fazer oração”.

Felicidade

Todos nós desejamos ser felizes. É algo normal, espontâneo e evidente. E também o é a noção de que a felicidade depende, em parte, do nosso esforço e empenho.

No entanto, convém acrescentar que existe um perigo real de nos obcecarmos com o desejo de “ser felizes”. Isso não é nunca positivo, porque, ao ser uma atitude exagerada, nos faz precisamente perder aquilo que buscamos com tanta determinação.

Se procurarmos com demasiada decisão a serenidade, a paz e até a própria felicidade, podemos não as alcançar nunca. Isso porque todos estes bens — que qualquer um de nós deseja — não são fins em si mesmos. São efeitos de uma vida vivida em plenitude.

Para se ser feliz, não é solução repetir-se constantemente a si próprio: “Tenho de ser feliz”. Tenho, isso sim, de encontrar um motivo que me faça feliz, que me ajude a manter a serenidade diante das inevitáveis contrariedades. E esse motivo encontra-se para lá da própria felicidade.

Por isso, devemos procurar metas fora de nós mesmos, pondo em movimento uma das maiores capacidades que temos pelo facto de sermos seres espirituais: a capacidade de nos autotranscendermos.

Em que consiste essa capacidade?

Em podermos dirigir-nos para fora de nós mesmos. Afinal, como diz o famoso aforismo, “a porta da felicidade abre-se para fora”.

Assim como não tem sentido atirar uma flecha sem apontar para um alvo, também não tem sentido que a nossa vida careça de uma meta para a qual nos dirigimos. Quando alguém põe a meta em si mesmo, não só não encontra a felicidade como, de algum modo, desistiu de a alcançar.

Pelo contrário, quando uma pessoa encontra o sentido da sua vida e procura que ele influencie o seu actuar, descobre a verdadeira felicidade, porque “caminha para ela”. É esse caminhar, que inclui renúncias, que o faz verdadeiramente feliz.
Pe. Rodrigo Lynce de Faria

Jesus é o caminho, a verdade e a vida.

Porque Ele está connosco,
Enquanto o tempo é tempo,
Ninguém espere, para O encontrar,
O fim dos dias...
Abrindo os olhos,
Busquemos o seu rosto e a sua imagem.
Busquemo-l’O na vida, sempre oculto
No íntimo do mundo, como um fogo.

Porque Ele está connosco
Nesta hora de violência,
Pensemos que Ele vive, fala e sente
Em quem padece.
Alerta, ó almas!
Volvamos para Ele os nossos passos.
Sigamos os seus gestos com que acena
Aos homens, sobre a cruz das grandes dores.

Porque Ele está connosco
Nos dias de fraqueza,
Ninguém espere conservar o alento
Sem O chamar...
De mãos ao alto,
Gritemos para Ele a nossa angústia.
Prostremo-nos, orando, aos pés d’Aquele
Que apaga em nós as manchas do pecado.

Porque Ele está connosco,
Tal como na manhã
De Páscoa, não faltemos ao banquete
Do sangue derramado,
Comamos do seu pão,
Bebamos do seu cálice divino,
Sinal do seu amor até ao fim!

Fernando de Portugal, o "Infante Santo", †1443

Nasceu em Santarém, a 29 de Setembro de 1402, e era filho de D. João I e de D. Filipa de Lancastre. Muito bom e religioso, o Papa Eugénio IV ofereceu-lhe em 1434 o Chapéu de Cardeal, que D. Fernando por humildade recusou. Em 1437, fez parte da expedição a Tânger, caindo prisioneiro dos mouros que o enviaram para Arzila. Passados 7 meses em que exigiram para seu resgate a entrega de Ceuta, foi posto a ferros em Fez e martirizado durante seis anos, falecendo a 5 de Julho de 1443. A resignação com que D. Fernando sofreu os maus tratos aplicados pelos Mouros fez com que a tradição portuguesa lhe aplicasse a designação de Infante Santo.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

Beata Francisca de Jesus (Nhá Xica), †1895

Filha e neta de escravos, Francisca de Paula de Jesus nasceu em 1810, no povoado de Santo António do Rio das Mortes Pequeno, no município de São João d'el-Rei (Minas Gerais, Brasil), onde também foi batizada no dia 26 de abril desse ano. Pouco tempo depois, a sua família mudou-se para a cidade de Baependi, no sul do mesmo estado, onde viveu até 14 de junho de 1895, data do seu falecimento.

Francisca fucou órfã aos dez anos. Mulher humilde, era frevorosa devota de Nossa Senhora da Conceição e, a pedido da mãe, passou avida inteira a dedicar-se à prática da caridade. Leiga, foi chamada ainda em vida "a mãe dos pobres" e era respeitada por todos os que a procuravam, desde os mais humildes aos grandes do Império brasileiro. Durante 30 anos, reuniu doações para construir a capela de Nossa Senhora da Conceição, em Baependi, onde hoje está sepultada. Francisca de Jesus era conhecida por Nhã Chica.

Foi beatificada em 4 de maio de 2013, na sua cidade, e tornou-se a primeira negra brasileira a ser declarada beata pela Igreja Católica.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 14 de junho de 2017

«Não julgueis que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim para os abolir, mas sim para cumprir. Porque em verdade vos digo: antes passarão o céu e a terra, que passe uma só letra ou um só traço da Lei, sem que tudo seja cumprido. Aquele, pois, que violar um destes mandamentos mesmo dos mais pequenos, e ensinar assim aos homens, será considerado o mais pequeno no Reino dos Céus. Mas o que os guardar e ensinar, esse será considerado grande no Reino dos Céus.

Mt 5, 17-19