N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Agora é Cristo quem vive em ti!

Os teus parentes, os teus colegas, os teus amigos, vão notando a diferença, e reparam que a tua mudança não é uma mudança passageira; que já não és o mesmo. Não te preocupes. Para a frente! Cumpre o "vivit vero in me Christus" – agora é Cristo quem vive em ti! (Sulco, 424)

Qui habitat in adiutorio Altissimi in protectione Dei coelí commorabitur – Habitar sob a proteção de Deus, viver com Deus: eis a arriscada segurança do cristão. É necessário convencermo-nos de que Deus nos ouve, de que está sempre solícito por nós, e assim se encherá de paz o nosso coração. Mas viver com Deus é indubitavelmente correr um risco, porque o Senhor não Se contenta compartilhando; quer tudo. E aproximar-se d'Ele um pouco mais significa estar disposto a uma nova rectificação, a escutar mais atentamente as suas inspirações, os santos desejos que faz brotar na nossa alma, e a pô-los em prática.

Desde a nossa primeira decisão consciente de viver integralmente a doutrina de Cristo, é certo que avançámos muito pelo caminho da fidelidade à sua Palavra. Mas não é verdade que restam ainda tantas coisas por fazer? Não é verdade que resta, sobretudo, tanta soberba? (Cristo que passa, 58)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1974

Reza no santuário de Nossa Senhora de Luján na Argentina: “Fui por amor e disse: Senhora, aqui estou por amor, e apresentei-lhe a fé dos que estavam ali. Pedi pelas vossas intenções, por todo o trabalho, em benefício, em serviço de todas as almas deste país maravilhoso, onde gosto tanto de estar. Que bem se está aqui!”

«mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama»

«mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama» Lc 7, 47

Quando sinto que me devo prostrar diante de Deus, colocar a minha cara sobre a terra, reconhecer-me pecador, pedindo perdão, não me sinto de modo nenhum humilhado, desprezado ou abandonado, mas sim, um homem feliz, cheio de confiança e esperança, porque sei que Deus me ama, olha para mim, toma-me pela mão, levanta-me do chão e diz-me ao coração:
Porque muito queres amar, muito conhecerás o amor, e assim, melhor te reconheces pecador, porque o pecado é sempre “desamor”, e Eu abomino o pecado, mas amo o pecador!

Marinha Grande, 12 de Junho de 2016

Joaquim Mexia Alves

Minoria?

Há muitos anos, o senhor falava em termos proféticos sobre a Igreja do futuro: a Igreja - dizia então - reduzir-se-á nas suas dimensões, e será preciso começar novamente. Mas desta prova sairá uma Igreja que terá obtido uma grande força do processo de simplificação pelo qual terá passado, da sua renovada capacidade de olhar para dentro de si mesma. Qual é a perspectiva que nos espera na Europa?

Para começar, a Igreja "reduzir-se-á numericamente". Quando fiz esta afirmação, choveram-me de toda a parte censuras de pessimismo. Hoje, quando todas as proibições parecem ter caído em desuso, entre elas as que dizem respeito ao que se vem chamando pessimismo - o qual, com frequência, não passa de um sadio realismo -, cada vez são mais os que admitem que a percentagem dos cristãos baptizados na Europa vem diminuindo: numa cidade como Magdeburgo, é de apenas 8% da população total, incluindo-se aí todas as confissões cristãs. Os dados estatísticos mostram tendências irrefutáveis. Neste sentido, reduz-se a possibilidade de identificação entre povo e Igreja em determinadas áreas culturais. Devemos tomar nota disto com simplicidade e realismo.

A Igreja de massas pode ser algo muito bonito, mas não é necessariamente a única modalidade do ser Igreja. A Igreja dos primeiros três séculos era pequena, sem que por isso fosse uma comunidade sectária. Pelo contrário, não estava fechada sobre si mesma, mas sentia uma grande responsabilidade pelos pobres, pelos doentes, por todos. No seu seio encontravam abrigo todos aqueles que se nutriam de uma fé monoteísta e estavam à busca de uma promessa. Essa consciência de não ser um clube fechado, mas de estar aberta à comunidade no seu conjunto, sempre foi um componente intrínseco da Igreja.
[...]
Devemos tomar nota da diminuição das nossas fileiras, mas devemos continuar igualmente a ser uma Igreja aberta. A Igreja não pode ser um grupo fechado, auto-suficiente.

Devemos, sobretudo, ser missionários, no sentido de voltar a propor à sociedade aqueles valores que são os fundamentos da forma legal que a sociedade deu a si mesma, e que estão na base da própria possibilidade de construir qualquer comunidade social verdadeiramente humana. A Igreja continuará a propor os grandes valores humanos universais. Porque, se o Direito deixa de ter fundamentos morais compartilhados por todos, desmorona também como Direito. Deste ponto de vista, a Igreja tem uma responsabilidade universal. Responsabilidade missionária significa precisamente, como diz o Papa, empreender verdadeiramente uma nova evangelização.

Não podemos aceitar tranquilamente que o resto da Humanidade volte a precipitar-se no paganismo; devemos encontrar o caminho para levar o Evangelho também aos não crentes.

A Igreja deve recorrer a toda a sua criatividade para fazer com que não se apague a força viva do Evangelho.

(Cardeal Joseph Ratzinger in ‘Dios y el mundo’; repr. no ‘Avvenire’ de 27.09.2001)

A ânsia do poder

«O homem que se faz senhor da verdade e depois a põe de parte, quando não se deixa dominar, coloca o poder acima da verdade. O poder torna-se a sua norma. Mas precisamente assim ele perde-se a si mesmo. O trono sobre o qual se coloca é um trono falso, a sua pretensa ascensão é já, na realidade, a sua queda.»

(Joseph Ratzinger - Olhar para Cristo)

«Falas, criticas... Parece que sem ti nada se faz bem! Não te zangues se te disser que te comportas como um déspota arrogante»

(S. Josemaría Escrivá - Sulco 706)

O Evangelho do dia 12 de junho de 2017

Vendo Jesus aquelas multidões, subiu a um monte e, tendo-Se sentado, aproximaram-se d'Ele os discípulos.  E pôs-Se a falar e ensinava-os, dizendo: «Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. «Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. «Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra. «Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. «Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. «Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. «Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. «Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. «Bem-aventurados sereis, quando vos insultarem, vos perseguirem, e disserem falsamente toda a espécie de mal contra vós por causa de Mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois também assim perseguiram os profetas que viveram antes de vós.

Mt 5, 1-12