N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Preocupação de apostolado

Se não mostrares – com a tua oração, com o teu sacrifício, com a tua ação – uma constante preocupação de apostolado, é sinal evidente de que te falta felicidade e de que tem de aumentar a tua fidelidade. Quem tem a felicidade, o bem, procura dá-lo aos outros. (Forja, 914)

Quando calcares de verdade o teu próprio eu e viveres para os outros, só então serás instrumento apto nas mãos de Deus.

Ele chamou – chama – os seus discípulos, e manda-lhes: "Ut eatis!" – Ide buscar a todos. (Forja, 915)

"In modico fidelis!". Fiel no pouco... – O teu trabalho, meu filho, não é só salvar almas, mas santificá-las, dia a dia, dando a cada um dos instantes, mesmo aos aparentemente vulgares, vibração de eternidade. (Forja, 917)


Assim como a imensa maquinaria de dúzias de fábricas pára, fica sem força, quando a corrente eléctrica se interrompe, também o apostolado deixa de ser fecundo sem a oração e a mortificação que movem o Coração Sacratíssimo de Cristo. (Forja, 919)


São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1974

“Meus filhos: vós e eu lutaremos, justamente porque somos rebeldes, porque não queremos ser como animais, e temos vontade de viver como filhos de Deus. Ter religião, lutar por praticar os preceitos de Cristo Nosso Senhor, nosso Amor, é uma grande rebeldia. E a isto deveis convidar os vossos amigos. A uns de uma maneira, a outros de outra”, diz em Buenos Aires.

Exemplo

Todos, mais ou menos, sabemos as obras de misericórdia mais comuns e que constam das enumeradas pela Igreja.

Mas há muitas mais que se confinam a cada um de nós que talvez não tenhamos oportunidade de vestir, alimentar, acompanhar quem necessite.

Depende, obviamente, das condições particulares de cada um mas há algo que todos seja qual for o nosso estado, situação ou circunstâncias podemos - e devemos, acrescentaria - fazer e que é seguramente uma excelente obra de misericórdia: o EXEMPLO!

A ajuda, solidariedade, interesse, preocupação com os outros podem consumar-se no exemplo que damos a respeito da nossa vida, como a encaramos, como a "levamos", como superamos as revezes, as contradições, a inquietação, suportamos a doença, o mal-estar.

Como nos empenhamos no que fazemos, as nossas obrigações e deveres.

O exemplo que dermos em todas estas situações pode ajudar de facto muitos!

Então, o exemplo, não é uma obra de misericórdia?

ama, 2016.04,18

Ajoelhar-se

Existem ambientes, não pouco influentes, que tentam convencer-nos de que não há necessidade de ajoelhar-se. Dizem que é um gesto que não se adapta à nossa cultura (mas, a qual se adapta então?); que não é conveniente para o homem maduro, que vai ao encontro de Deus e se apresenta erguido. [...] Pode ser que a cultura moderna não compreenda o gesto de ajoelhar-se, na medida em que é uma cultura que se afastou da fé e já não conhece Aquele diante de quem ajoelhar-se é o único gesto adequado, e, mais ainda, um gesto interiormente necessário. Quem aprende a crer também aprende a ajoelhar-se. Uma fé ou uma liturgia que não conhecessem o ato de pôr-se de joelhos  estariam doentes num ponto central.

(Cardeal Joseph Ratzinger em Introdução a ‘El espíritu de Ia liturgia’, cit. por Alfa e Omega, 18.10.2001)

A melhor herança a transmitir

Uma herança, em sentido abrangente, é um conjunto de bens que se transmitem de pais para filhos. É um “tesouro” maravilhoso que nos ajuda a não começar a partir do nada a nossa vida. Revela-nos, entre outras coisas, que não caímos do céu numa nave espacial. Viemos a este mundo no seio de uma família, com as suas tradições e as suas posses, tanto materiais como espirituais. A partir da nossa identidade ― em grande parte herdada dos nossos pais ― podemos começar a “construir” a nossa vida.

Além disso, dar “riquezas” aos filhos é a felicidade máxima dos pais. Desejam ajudar em tudo o que lhes for possível. Estão dispostos a passar todo o tipo de privações para que os seus filhos triunfem na vida e sejam verdadeiramente felizes. Eles são a sua alegria e a sua coroa!

Pergunta oportuna para que os pais se façam a si próprios: qual é a melhor herança que podemos deixar aos nossos filhos?

Resposta: a fé em Jesus Cristo.

Porquê?

Porque é a única coisa verdadeiramente importante.

Porque é uma riqueza que não pode ser roubada. Porque dá um sentido último à vida, para além do mero triunfo humano, que nunca é completamente possível. Porque nos revela a nossa grandeza e a nossa missão. Porque nos diz que caminhamos para a casa do Pai e não para um simples buraco na terra ― por muito bonito que seja o mausoléu!

Porque nos enche de Esperança ― com letra maiúscula ― que é a única virtude onde a alegria genuína se pode apoiar.
Mas, atenção!

A fé transmite-se pelo testemunho pessoal dos pais. Não é um mero ensinamento teórico. É a comunicação de uma mensagem de vida! A fé só é convincente quando se vê encarnada. Transmite melhor a fé não quem sabe mais, nem quem é mais inteligente, mas aquele que melhor vive de acordo com ela.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

São José de Anchieta, presbítero, †1597

José de Anchieta nasceu em São Cristóvão da Laguna, na ilha de Tenerife, Canárias. Convivera com estudantes jesuítas, em Coimbra e, em 1551, ingressou na Companhia de Jesus.

Em 1553, fez sua profissão perpétua. No mesmo ano, partiu para o Brasil. Estabeleceu-se no Colégio de São Paulo, no planalto de Piratininga, contribuindo para a fundação daquela que se tornaria a grande metrópole de São Paulo. Isto ocorreu no dia 25 de Janeiro de 1554. A sua actividade apostólica foi intensa: professor de latim, catequista, dramaturgo, escritor, poeta, gramático, estudioso da fauna e da flora, adiantou-se no conhecimento de medicina, da música ...

Esteve sempre ao lado dos índios, defendendo os seus interesses e mediando a paz entre as tribos. Em 1565, participou da expedição de Estácio de Sá contra os franceses que invadiram o Rio de Janeiro. Viajou pela Bahia e em Salvador, finalmente, foi ordenado sacerdote. Retornando ao Rio de Janeiro, fundou a Santa Casa de Misericórdia, o primeiro e único hospital por muito tempo no Brasil. Foi eleito Superior dos Jesuítas de São Vicente e de São Paulo. Mais tarde, dirigiu a Província da Companhia de Jesus no Brasil (1577-1587).

Embora escrito em latim, legou-nos o "Poema à Virgem", o primeiro texto literário produzido em terras brasileiras.

Morreu no dia 9 de Junho de 1597.

O Presidente da Academia de Ciências de Portugal, Dr. Júlio Dantas, descreveu-o como "o mais franciscano dos jesuítas, o mais artista dos filantropos... um milagre de poesia, de bondade e de amor".

Foi canonizado pelo Papa Francisco por decreto de 3 de abril de 2014 com Santa Missa de Ação de Graças três semanas depois.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 9 de junho de 2017

Continuando a ensinar no templo, Jesus tomou a palavra e disse: «Como dizem os escribas que o Cristo é filho de David? O mesmo David inspirado pelo Espírito Santo diz: “Disse o Senhor ao Meu Senhor: Senta-Te à Minha direita, até que Eu ponha os Teus inimigos debaixo dos Teus pés”. O própio David, portanto, chama-Lhe Senhor; como é Ele, pois, seu filho?». A numerosa multidão ouvia-O com gosto.

Mc 12, 35-37