N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Preparar a festa do Pentecostes

Hoje começa o decenário do Espírito Santo. Apresentamos alguns textos de S. Josemaria que poderão ajudar a viver estes dias.

Caminho certo de humildade é meditar como, mesmo carecendo de talento, de renome e de fortuna, podemos ser instrumentos eficazes, se recorremos ao Espírito Santo para que nos conceda os Seus dons.
Os Apóstolos, apesar de terem sido instruídos por Jesus durante três anos, fugiram espavoridos diante dos inimigos de Cristo. Todavia, depois do Pentecostes, deixaram-se vergastar e encarcerar, e acabaram dando a vida em testemunho da sua fé. (Sulco, 283)

Frequenta o convívio do Espírito Santo - o Grande Desconhecido - que é Quem te há-de santificar.
Não esqueças de que és templo de Deus. - O Paráclito está no centro da tua alma: ouve-O e segue docilmente as Suas inspirações. (Caminho, 57)

Só! - Não estás só. Fazemos-te muita companhia de longe. - Além disso..., morando na tua alma em graça, o Espírito Santo - Deus contigo - vai dando tom sobrenatural a todos os teus pensamentos, desejos e obras. (Caminho, 273)

Invoca o Espírito Santo no exame de consciência, para conheceres mais a Deus, para te conheceres a ti próprio e, deste modo, poderes converter-te em cada dia. (Forja, 326)

Três pontos importantíssimos para arrastar as almas para o Senhor: que te esqueças de ti, e penses só na glória do teu Pai, Deus; que submetas fielmente a tua vontade à Vontade do Céu, como te ensinou Jesus Cristo; que secundes docilmente as luzes do Espírito Santo. (Sulco, 793)

Jesus, Nosso Senhor, o quer: é preciso segui-Lo de perto. Não há outro caminho. Essa é a obra do Espírito Santo em cada alma: na tua. Sê dócil, não levantes obstáculos a Deus, até fazer da tua pobre carne um Crucifixo. (Sulco, 978)

São Josemaria Escrivá

Que saibamos abrir a alma

"Tota pulchra es Maria, et macula originalis non est in te!" – És toda formosa, Maria, e em Ti não há mancha original!, canta a liturgia com entusiasmo. Não há n'Ela a menor sombra de duplicidade. Peço diariamente à nossa Mãe que saibamos abrir a alma na direcção espiritual, para que a luz da graça ilumine toda a nossa conduta! Maria obter-nos-á a coragem da sinceridade, para que nos unamos mais à Santíssima Trindade, se assim lho suplicarmos. (Sulco, 339)

– Não me abandones, meu Senhor: não vês a que abismo sem fundo iria parar este teu pobre filho?
– Minha Mãe: sou também teu filho. (Forja, 314)

Assoma muitas vezes a cabeça ao oratório, para dizeres a Jesus: –... abandono-me nos teus braços.
Deixa a seus pés o que tens: as tuas misérias!
Desta maneira, apesar da turbamulta de coisas que levas dentro de ti, nunca perderás a paz. (Forja, 306)

"Nunc coepi!" – agora começo! É o grito da alma apaixonada que, a cada instante, tanto se foi fiel como se lhe faltou generosidade, renova o seu desejo de servir – de amar! – com inteira lealdade o nosso Deus. (Sulco, 161)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1975

No salão de reuniões da Câmara de Barbastro recebe a Medalha de ouro da cidade. No fim, diz: “Eu renovo o meu propósito, com a graça de Deus, de vir com vagar a Barbastro, para conversar com cada um na intimidade da alma, para falar de Deus para que vejam como Ele vos quer e eu vos quero, e para que me ajudem a ser bom e fiel”.

Quinta-feira de Espiga

Hoje é Quinta-feira de Ascensão ou Quinta-feira de Espiga... Acredita-se que este costume, que surge mais no centro e Sul de Portugal, nasceu de um antigo ritual cristão, no entanto, por ter tanta ligação com a Natureza, pensa-se que pode vir talvez de antigas tradições pagãs associadas às festas da deusa Flora que aconteciam por esta altura e que se mantêm ligadas à tradição dos Maios e das Maias. Esta é também uma festa religiosa que celebra a ascensão de Jesus ao Céu, depois de ter sido crucificado e de ter ressuscitado. Quarenta dias depois da Ressurreição, Jesus apareceu pela última vez aos seus discípulos, em Jerusalém, e levou-os ao Monte das Oliveiras. A Ascensão ocorre cerca de quarenta dias depois da Páscoa, e é sempre a uma quinta-feira.

Tradicionalmente, de manhã cedo, rapazes e raparigas vão para o campo apanhar a espiga e outras flores campestres. Com elas, formam um ramo com: espigas de trigo, folhagem de oliveira, malmequeres e papoilas. O ramo pode também incluir centeio, cevada, aveia...

Cada elemento simboliza um desejo:

A espiga significa que haja pão isto é, que nunca falte comida, que haja abundância em cada lar;

O ramo de folhas de oliveira, que haja paz, pois a pomba da paz traz no bico um ramo de oliveira e também que nunca falte a luz (divina);

As flores, malmequeres, papoilas, etc., significam que haja alegria, simbolizada pela cor das flores - o malmequer ainda traz ouro e prata, a papoila traz amor e vida e o alecrim saúde e força.

O ramo é guardado ao longo de um ano, até ao Dia de Espiga do ano seguinte, pendurado algures dentro de casa.

(Fonte: Rádio Voz da Planície em http://www.vozdaplanicie.pt/index.php?go=noticias&id=5851)

Ensinar a palavra de Deus

«(…) deve fazer quanto estiver ao seu alcance para que seja escutado inteligentemente, com gosto e docilidade. Mas não duvide que se consegue algo e na medida em que o consegue, é mais pela piedade das suas orações que pelos seus dotes oratórios. Portanto, orando por aqueles aos quais há-de falar, seja antes varão de oração que de peroração. E quando se aproxime a hora de falar, antes de começar a falar, eleve a Deus a sua alma sedenta para derramar do que bebeu e exaltar do que se encheu»

(Santo Agostinho - De doctrina christiana, IV, cap. 15,32)

São Paulo é um extraordinário exemplo do exposto por Santo Agostinho, não era possuidor do dom da oratória nem de uma vistosa presença física, mas era possuidor de uma fé sem limites, que lhe permitiu ultrapassar enormes dificuldades e ser o grande Apóstolo que hoje conhecemos através dos Atos dos Apóstolos e sobretudo das suas Epístolas.

JPR

Pequenez!


Disseram-me ontem, Senhor, que eu sou muito grande e tapo a vista aos outros.
Não que isso me incomodasse, pois tenho-o ouvido tantas vezes, e em tantos momentos da minha vida.

Mas fiquei a pensar nisso, até porque naquela altura respondi com um sorriso a quem mo dizia:
«Sabe, tenho tentado como João Baptista diminuir, para que Ele cresça, mas pelos vistos não tenho conseguido.»

E agora, Senhor, fiquei mesmo a pensar se eu serei “realmente grande”, ou melhor, se ainda me acho “grande”, e assim sendo não deixo que Tu cresças em mim.

Era uma procissão, Senhor, e queriam ver a imagem de Tua Mãe que passava, vinda da Capelinha das Aparições para Leiria, e não conseguiam porque eu lhes tapava a vista.

E eu fico a pensar:
Será que nessa minha “grandeza”, eu não deixo que os outros vejam que estás em mim, como neles também?
Será que sou eu que apareço muito mais, do que Tu apareces em mim?
Será que eu dou muito mais testemunho de mim, do que eu faço, do que testemunho a Tua presença na minha vida e das maravilhas que fazes em mim?
Será que eu acho que sou capaz de fazer alguma coisa, se não fores Tu a fazer em mim, na minha disponibilidade e entrega a Ti e aos outros?
E será que eu estou disponível para Ti e para os outros?

Ah, Senhor, que ao olhar para dentro de mim, afinal ainda vejo mais o meu tamanho exterior, do que a minha pequenez interior, e por isso mesmo, Senhor, em vez de Te “mostrar” em mim, ainda tapo a vista aos que querem “ver-Te”!

Perdoa-me, Senhor e deixa que faça minha a oração de João Baptista, «Ele é que deve crescer, e eu diminuir.» Jo 4,30.
Que esta oração saia do meu coração como um compromisso assumido, que só se tornará realidade se eu for realmente disponível e entregue à Tua presença em mim.

Então, Senhor, serei tão pequeno que ninguém me verá, mas por Tua graça, somente verão a Ti.

Monte Real, 24 de Maio de 2010

Joaquim Mexia Alves

S. Beda, o Venerável, Doutor da Igreja, †735

Todas as informações que temos sobre o extraordinário Beda, foram escritas por ele mesmo no livro "História da Inglaterra", um dos raros e mais completos registos da formação do povo inglês antes do século VIII, narradas assim:

"Eu, Beda, servo de Cristo e sacerdote, e monge do mosteiro de São Pedro e São Paulo, da Inglaterra, nasci neste país. Aos sete anos fui levado ao mosteiro para ser educado pelos monges. Desde então passei toda a minha vida no mosteiro, e me dediquei sobretudo ao estudo da Sagrada Escritura. Além de cantar e rezar na Igreja, a minha maior alegria foi poder dedicar-me a aprender, a ensinar e a escrever. Aos dezenove anos fui ordenado diácono e aos trinta sacerdote. Todos os momentos livres dediquei-os à busca de explicações da Sagrada Escritura, especialmente extraídas dos escritos dos Santos Padres".

Além desses dados podemos acrescentar ainda, com segurança, que Beda nasceu no ano 672, tendo sido educado e orientado espiritualmente pelo próprio São Bento Biscop, abade do mosteiro, que impressionado com os seus dons e inteligência tratava-o como se fosse seu filho na cidade de Wearmouth.

Cedo, Beda percebeu que um sermão podia ser ouvido por apenas algumas pessoas, mas podia ser lido por milhares delas e por muitos séculos. Por isso ele desejou escrever, e escreveu muito, sem se cansar, com cuidado no seu conteúdo e estilo, resultando em livros agradáveis à leitura, verdadeiras obras literárias, sobre os mais variados temas desde o teológico ao intelectual.

Ao todo foram sessenta obras sobre: teologia, filosofia, cronologia, aritmética, gramática, astronomia, música e até medicina. Mas Beda gostava de aprender, por isso pesquisava e estudava; e gostava também de ensinar, por isso escrevia e dava aulas. Atraídos pela linguagem simples, encantadora e acessível, ajudou a formar várias gerações de monges que eram dirigidos nos ensinamentos de Deus, por meio dessas matérias.

O Papa Gregório II chamou-o a Roma, para tê-lo como seu auxiliar, mas Beda implorou permanecer na solidão do mosteiro, onde ficou até aos últimos momentos da sua vida. Só saiu por poucos dias para estabelecer as bases da Escola de York, na qual depois estudou e se formou o famoso mestre Alcuíno, fundador da primeira universidade de Paris.

Ainda em vida era chamado de "Venerável Beda", ou "Beda o Venerável". Morreu com sessenta e três anos, na paz do seu mosteiro, no dia 25 de maio de 735 em Jarrow, Inglaterra. Muitos séculos depois, pelo imensurável serviço prestado à Igreja, o Papa Leão XIII, em 1899, proclamou-o Santo e Doutor da Igreja. São Beda, único Santo inglês que possui o título de Doutor da Igreja, é celebrado no dia 25 de maio.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 25 de maio de 2017

«Um pouco, e já não Me vereis; outra vez um pouco, e ver-Me-eis, porque vou para o Pai». Disseram então entre si alguns dos Seus discípulos: «Que é isto que Ele nos diz: Um pouco, e já não Me vereis, e outra vez um pouco, e ver-Me-eis? Que significa também: Porque vou para o Pai?». Diziam pois: «Que é isto que Ele diz: Um pouco? Não sabemos o que Ele quer dizer». Jesus, conhecendo que queriam interrogá-l'O, disse-lhes: «Vós perguntais uns aos outros porque é que Eu disse: Um pouco, e já não Me vereis, e outra vez um pouco, e ver-Me-eis. Em verdade, em verdade vos digo que haveis de chorar e gemer, e o mundo se há-de alegrar; haveis de estar tristes, mas a vossa tristeza há-de converter-se em alegria.

Jo 16, 16-20