N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

terça-feira, 23 de maio de 2017

Ensina-me a relacionar-me com o teu Filho!

Se não procuras a intimidade com Cristo na oração e no Pão, como podes dá-Lo a conhecer? (Caminho, 105)

Procura Deus no fundo do teu coração limpo, puro; no fundo da tua alma, quando lhe és fiel, e não percas nunca essa intimidade!

E se, alguma vez, não souberes como falar-lhe nem que dizer-lhe, ou não te atreveres a procurar Jesus dentro de ti, recorre a Maria, "tota pulchra", toda pura, maravilhosa, para lhe confiares: - Senhora, nossa Mãe, Nosso Senhor quis que fosses Tu, com as tuas mãos, quem cuidasse de Deus; ensina-me - ensina-nos a todos - a relacionar-nos com o teu Filho!! (Forja, 84)

São Josemaría Escrivá

O QUE É UM ABRAÇO?

Um abraço,
é um sorriso,
desenhado pelos braços,
num apertado sentir,
de um sentimento de amor,
dado ao outro,
na alegria,
ou na dor!

Monte Real, 23 de Maio de 2017

Joaquim Mexia Alves
http://queeaverdade.blogspot.pt/2017/05/o-que-e-um-abraco.html

São Josemaría Escrivá nesta data em 1975

Encontra-se no santuário de Torreciudad com D. Álvaro del Portillo e o arquitecto Heliodoro Dols. Depois de contemplar o retábulo comenta: “Com material humilde desta nossa terra fizestes material divino”.

Mostra que és Mãe

Monstra te esse matrem!

Sim, mostra que és Mãe, minha Mãe.

Como, apesar de tudo quanto não sou e deveria ser, tu és minha Mãe e me queres, e me proteges, e desejas a minha felicidade aqui na terra e, depois, no Céu.

Monstra te esse matrem!

Ajuda-me também a mostrar-me como teu filho, a comportar-me, a conduzir a minha vida como teu filho, e, sobretudo: Recordare Virgo Mater Di, dum steteris in conspectu Domini et loquaris pro me bona. Amen.

ama

A síndrome da presunção e a doença mental na política

Muitos de nós já se terão questionado: será que o poder transforma as pessoas, alterando-lhes a personalidade, ou será que aqueles que chegam ao poder já apresentam traços ou características de doença psiquiátrica?

É provável que ambas as hipóteses sejam verdadeiras, senão vejamos: um estudo (Davidson et al.) publicado em 2006 na revista Journal of Nervous and Mental Disease, após uma revisão de fontes biográficas de presidentes dos EUA entre 1776 e 1974  mostrou que 18 (49%) preencheram critérios que sugeriam doença psiquiátrica. Neste caso, depressão (24%), ansiedade (8%), perturbação bipolar (8%) e alcoolismo (8%) foram as doenças mais frequentemente reportadas. Também há vários relatos de que Winston Churchill sofria de depressão, a que chamava “o cão negro”. Existem ainda inúmeros elementos biográficos que levam a suspeitar que, por exemplo,  Mussolini, Mao Tse-Tung, Khrushchev e Saddam Hussein sofriam de doença bipolar.

Em 2009, num artigo publicado na prestigiada revista Brain, David Owen, médico e ex-ministro dos negócios estrangeiros inglês, juntamente com o psiquiatra Jonathan Davidson, defenderam a existência de uma doença psiquiátrica, originada pelo exercício do poder, designada por “síndrome da presunção” (Hubris syndrome). Segundo estes autores, esta síndrome, que partilha elementos com o narcisismo e a psicopatia, corresponde a um padrão de comportamento provocado pela exposição a um cargo de poder por um período variável de 1 a 9 anos. Os sintomas identificados são vários: perda de contacto com a realidade, predisposição para ver o mundo como um lugar para a auto-glorificação através do uso do poder, preocupação exagerada com a imagem e a apresentação, forma messiânica de falar acerca do que estão a fazer, utilização recorrente do “nós” em tom majestático, identificação de si próprios (ideias e pensamentos) com o Estado, como se fossem um só, excesso de autoconfiança com desdém perante os conselhos ou críticas dos outros, assumir apenas responsabilidade para um tribunal superior (história ou Deus) ao mesmo tempo que reitera a crença de que será recompensado nesse julgamento.

O ambiente de poder que rodeia a maior parte dos chefes de governo tem um impacto significativo sobre estas pessoas, mesmo as mais estáveis psiquicamente, uma vez que deixam de ter uma vida normal. Vivem muitas vezes em casas sumptuosas do Estado, rodeados de um séquito de aduladores, têm carros com motorista, seguranças, e deslocam-se em ambientes protegidos: de uma suíte VIP de um aeroporto para um palácio governamental, ou para um fórum com a elite empresarial. Ora tudo isto dá um nível de vida e um afastamento dos problemas do dia-a-dia que só algumas pessoas muito ricas podem igualar. Mas mais importante é que este estilo de vida origina ao líder político um grande isolamento. Por conseguinte, este começa a acreditar que não é igual aos outros homens. Fica emerso num mundo de ideias geradas apenas por si próprio, e aos poucos, sem se aperceber, vai perdendo o contacto com o mundo real.

A intoxicação pelo poder é um caminho que nem todos os indivíduos têm capacidade para neutralizar. Muitos acabam por ultrapassar a fronteira entre a decisão competente e a incompetência presunçosa.  Os políticos, tal como os médicos, têm a vida das pessoas que governam nas suas mãos. Nalguns casos a responsabilidade pode ser ainda maior, já que podem decidir se colocam em risco a vida dos seus cidadãos. Por exemplo, podem decidir subtrair os rendimentos das pessoas, através dos impostos, remetendo os mais frágeis para a asfixia da pobreza;  podem criar um clima de insegurança e medo, roubando a esperança no futuro a gerações inteiras; podem cobardemente incentivar a emigração ou de forma inábil obrigarem as pessoas a viver resignadamente num país onde floresce a miséria psicológica.

Importa sublinhar que a síndrome de presunção é um tema controverso e não surge, pelo menos para já, nos manuais de psiquiatria. Mas é curioso constatar que facilmente podemos identificar algumas das características descritas nalguns políticos portugueses. Seja como for, uma das formas mais eficazes de evitar os efeitos devastadores dos políticos presunçosos, é através da detecção precoce dos sinais de “intoxicação pelo poder”, tais como: a crença de que o sofrimento de um povo corresponde a lamechices, a utilização obsessiva de agências de comunicação e de eventos organizados para autopromoção, a preocupação excessiva pela imagem, a tentativa de controlo da comunicação social, o desdém pelos adversários políticos, a teimosia e a obstinação,  o recurso a retóricas políticas extravagantes e enganadoras, nas quais surgem frequentes contradições, e a persistência perversa numa política que comprovadamente não funciona.

Tal como nas psicoses, os afetados pela síndrome da presunção não reconhecem “estar doentes”, já que para eles isso é um sinal de fraqueza. Ou seja, raramente se demitem, devendo por isso serem demitidos. Para bem da sociedade e dos governantes afetados, os médicos que descreveram esta síndrome afirmam que ela tem cura, já que é propensa a desaparecer com o afastamento do poder. Finalmente, e citando Chesterton, a perfeita autoconfiança não é apenas um pecado; a perfeita autoconfiança é uma fraqueza. Os homens que acreditam “demasiado” em si mesmos estão todos fechados nos manicómios.

Pedro Afonso
Médico Psiquiatra
In jornal Público 16.05.2013

A arte de educar

Educar não é uma técnica. Nem é um conjunto mais ou menos abrangente de saberes que se procuram conhecer e pôr em prática. Educar é, essencialmente, uma arte. Um dom. Uma habilidade que necessitamos cultivar.

É ou não é uma arte saber conjugar exigência e compreensão? Constância e flexibilidade?

Não será uma habilidade saber corrigir sem humilhar? Manter a autoridade sem autoritarismos? Educar no esforço pessoal sem cair em falsos ternurismos?

Educar é, ao mesmo tempo, uma tarefa de suma beleza. Porque transmite com eficácia e sem traumas os “valores” que a Humanidade acumulou durante séculos. Valores que humanizam a pessoa porque a tornam precisamente mais humana.

Não existe nenhuma educação que seja perfeita. Também com os erros que cometemos podemos aprender e devemos melhorar. Só necessitamos de humildade, boa vontade e ânimo para não desistir.

Porque educar é uma missão de primeiríssima categoria. Possui uma transcendência difícil de avaliar ― em primeiro lugar para cada um de nós!
Ninguém educa os outros sem se educar ao mesmo tempo a si mesmo. E da educação que damos a nós mesmos dependem coisas grandes: o modo como vivemos aqui e o modo como viveremos depois.

Vale a pena dedicar tempo a pensar nesta tarefa, que possui uma enorme influência na felicidade de cada um de nós!

No entanto, dizer que educar é uma arte não é a mesma coisa que dizer que é algo espontâneo. Não basta o bom senso para educar ― sobretudo se queremos educar bem! É necessário tempo real de reflexão. Para isso, a leitura de bons livros é imprescindível.

Como dizia Bento XVI, vivemos numa situação de grande emergência educativa. E é tarefa de todos enfrentar este grande desafio.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

O Evangelho do dia 23 de maio de 2017

«Agora vou para Aquele que Me enviou e nenhum de vós Me pergunta: Para onde vais? Mas, porque vos disse estas coisas a tristeza encheu o vosso coração. «Contudo, digo-vos a verdade: A vós convém que Eu vá, porque se não for, o Paráclito não virá a vós; mas, se for, Eu vo-l'O enviarei. Ele, quando vier, convencerá o mundo quanto ao pecado, à justiça e ao juízo. Quanto ao pecado, porque não creram em Mim; quanto à justiça, porque vou para o Pai e vós não Me vereis mais; quanto ao juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado.

Jo 16, 5-11