Natal

Natal
Vinde, Senhor Jesus! Estamos ansiosos pela vossa chegada para proclamarmos de novo o nascimento do Filho de Deus Pai

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Santo Rosário - Quarto Mistério Doloroso



Jesus Toma a Sua Cruz

Sobre os Teus ombros doridos, repousa agora a Cruz que, desde sem­pre, Te estava reservada.
Enfraquecido como estás, uma noite inteira sem dormir, o sofrimento atroz do Getsémani, as vergastadas, os encontrões, deixaram-Te quase sem forças.
O Teu Espirito está como que aturdido pelos insultos, as palavras soe­zes, o ódio e a raiva que vês nos homens que Te rodeiam e que toda a noite Te atormentaram.
Para os judeus, príncipes dos sacerdotes e os outros do Sinédrio, és um inimigo e há que exacerbar ao máximo a multidão dos simples, analfa­betos, pouco mais que brutos, para que peçam mais e mais sofrimentos, mais e mais troça e escárnio. Só descansarão quando te virem morto, pregado na Cruz. Há o secreto medo que os Teus discípulos que se con­tam por milhares, acorram em Teu auxílio, se sublevem e subvertam facilmente toda uma turba de pobres homens e mulheres ávidos de um chefe, de um líder contra os odiados opressores romanos.
Para estes últimos, não passas de um divertimento. Algo que sai da ro­tina. Julgam que não têm qualquer responsabilidade; não lavou as mãos do assunto, o seu chefe, Pôncio Pilatos?

E onde estou eu, Senhor? No grupo turbulento, inconsciente e sem von­tade própria os que gritam: Crucifica-O! Daqueles que se aglomeram, ávidos de verem como é que vais aguentar o pesado madeiro?
Ou estou no meio daqueles que se limitam a cumprir ordens, sem querer saber, como nem porquê, se são justas ou injustas, e assim Te flagelei e agora Te arrasto para receberes a Cruz?
Acrescento, talvez, alguma coisa da minha lavra: uso o azorrague com mais força, fui eu quem se lembrou da coroa de espinhos, dei-Te algu­mas bofetadas por minha conta?
Ou sou, ainda, dos que, de longe, disfarçadamente, olham tudo, apavo­rados que descubram qualquer ligação conTigo, olhando em volta, pers­crutando se alguém se lembra de me Ter visto no meio dos quatro mil que alimentas-Te milagrosamente com uns pouco de peixes e pães?
Esta angústia de não saber onde estou, faz-me encolher na minha pró­pria insignificância cobarde e pusilânime. Quantas vezes me deixei ir com os outros, sem querer saber para onde ia, onde levava aquele ca­minho?
Quantas vezes inventei eu próprio algumas modificações nesses cami­nhos ínvios tornando-os mais tortuosos?
Quantas vezes não fugi e não me escondi, fiquei calado e atentei passar despercebido com medo de cair em “ridículo”, de “chocar” os outros, ou muito simplesmente de me afirmar como Teu filho e não consentir ofensa ao meu Pai na minha presença?

Descansa agora a Cruz no Teu ombro dorido, Senhor que Tu és homem, embora perfeito, sentes em todo o eu corpo esse peso enorme desse lenho duro que há-de receber o teu Corpo martirizado.
E conheces, um a um, todos os pecados de todos os homens que cons­tituem o peso dessa Cruz. Os meus também.
E eu queixo-me da minha cruz. Que é pesada, que é incómoda, que, até por vezes, me tira o sono!

Perdoa-me, Senhor, a minha insensibilidade perante a Tua Cruz. Não olhes para mim, Senhor, com o Teu olhar magoado e triste. Deixa-me respirar um pouco, tomar alento, ganhar coragem para então, postado a Teu lado, volveres para mim o Teu olhar misericordioso e, silenciosa­mente, dizeres-me: Estás perdoado; não tornes a pôr mais peso nesta tão pesada Cruz. E eu, senhor, com o coração cheio de alegria pela Tua bondade, prometo solenemente tudo fazer, com a Tua ajuda, para não tornar mais pesada a Tua Santa Cruz.

“Servir, meus filhos, é o que é próprio de nós.”

No meio do júbilo da festa, em Caná, só Maria nota a falta de vinho... Até aos mais pequenos pormenores de serviço chega a alma quando vive, como Ela, apaixonadamente atenta ao próximo, por Deus. (Sulco, 631)



Servir, servir, filhos meus, é o que é próprio de nós. Sermos criados de todos, para que nos nossos dias o povo fiel aumente em mérito e número.

Olhai para Maria. Nunca criatura alguma se entregou com mais humildade aos desígnios de Deus. A humildade da ancilla Domini, da escrava do Senhor, é a razão que nos leva a invocá-la como causa nostrae laetitiae, causa da nossa alegria. Eva, depois de pecar por querer, na sua loucura, igualar-se a Deus, escondia-se do Senhor e envergonhava-se: estava triste. Maria, ao confessar-se escrava do Senhor, é feita Mãe do Verbo divino e enche-se de alegria. Que este seu júbilo de boa Mãe se nos pegue a todos nós; que saiamos nisto a Ela – a Santa Maria – e assim nos pareceremos mais com Cristo. (Amigos de Deus, 108–109)

São Josemaria Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1931

Face ao aumento da perseguição religiosa em Madrid, muda o Santíssimo Sacramento do Patronato dos Doentes para a casa de uns amigos. Pelo caminho, diz ao Senhor, entre lágrimas: “Jesus, que cada incêndio sacrílego aumente o meu incêndio de Amor e Reparação”.

Comentário Teológico à Mensagem de Fátima feito pelo Cardeal Ratzinger (use o zoom ou Fullscreen s.f.f.)



(use o zoom ou Fullscreen s.f.f.)

Rosário


«No mundo actual tão inexpressivo, esta oração ajuda a colocar Cristo no centro. O Rosário, quando se reza de modo autêntico, não mecânico nem superficial, mas profundo, traz paz e reconciliação. Confio-vos as intenções mais urgentes do meu ministério, as necessidades da Igreja, os grandes problemas da Humanidade, a paz no mundo, a unidade dos cristãos, o diálogo entre todas as culturas»

(Bento XVI em 03.05.2008)

«Tenho a dizer-vos que me tenho dado muito bem com o Rosário e que espero em Deus rezá-lo quantas vezes puder e Deus quiser».

(Da carta de S. João de Deus a Luis Baptista)

PASSOS PARA A PAZ

A pé, milhares de fiéis rumam em direcção a Fátima. Têm um encontro marcado com “a Senhora mais brilhante do que o sol”, que os espera onde, em 1917, apareceu a três pastorinhos. Por essas estradas fora, arrastam alegrias e tristezas, penas próprias e dores alheias, acções de graças e petições, nas contas do terço que desgranam pelos caminhos da nossa terra. E, no bordão, a esperança que não desfalece, mesmo quando o cansaço entorpece o andar.

A fé é caminho.... Desde tempos imemoriais, os cristãos peregrinam em direcção aos Lugares Santos. Neste ano, é a Terra Santa que vem ao encontro dos romeiros da Cova da Iria, na pessoa do Patriarca latino de Jerusalém, Sua Beatitude Fouad Twal. Não é só Maria mas também a sua terra e as suas gentes que vão estar presentes nas celebrações da primeira aparição mariana. Duas terras de Santa Maria vão, assim, encontrar-se no altar do mundo: a Palestina, que é a pátria terrena da Mãe de Deus, e esta nossa pátria, de que ela é, há já vários séculos, padroeira e rainha.

Foi em 1914, faz agora um século, que começou a primeira Guerra Mundial, a que a Senhora do Rosário quis pôs termo pela oração e sacrifícios dos seus filhos. Neste centenário desse conflito, a presença do Patriarca de Jerusalém na Cova da Iria recorda que o terço, que logrou a “conversão da Rússia”, é o meio mais eficaz para alcançar a paz na Terra Santa.

“Si vis pacem, para bellum”, isto é, se queres a paz, prepara-te para a guerra. A paz na Palestina, a pátria de Jesus, requer o uso diário de uma arma poderosa: o terço de Nossa Senhora. Porque cada conta é uma bala contra a guerra e um passo para a paz.

Gonçalo Portocarrero de Almada
10 maio 2014

O Evangelho do dia 11 de maio de 2017

Em verdade, em verdade vos digo: o servo não é maior do que o seu senhor, nem o enviado é maior do que aquele que o enviou. Já que compreendeis estas coisas, bem-aventurados sereis se as praticardes. «Não falo de todos vós; sei os que escolhi; porém, é necessário que se cumpra o que diz a Escritura: “O que come o pão comigo levantará o seu calcanhar contra mim”. Desde agora vo-lo digo, antes que suceda, para que, quando suceder, acrediteis que “Eu sou”. Em verdade, em verdade vos digo que, quem recebe aquele que Eu enviar, a Mim recebe, e quem Me recebe, recebe Aquele que Me enviou».

Jo 13, 16-20