Natal

Natal
Vinde, Senhor Jesus! Estamos ansiosos pela vossa chegada para proclamarmos de novo o nascimento do Filho de Deus Pai

sábado, 6 de maio de 2017

Santo Rosário - Quinto Mistério Gozoso

Jesus Com os Doutores no Templo


A primeira prova! A primeira dor! Como o teu coração amantíssimo de Mãe estaria angustiado e compungido com a ausência do teu Filho! E a demora em encontrá-lo?

Ao teu espírito deveriam acorrer as palavras de Simeão e, mesmo sabendo que Ele tinha uma missão a cumprir, não deixavas de sentir aquele aperto no coração que uma mãe sente quando um filho pequeno desaparece sem explicação e não conseguimos encontrá-lo.

Onde poderia estar?


Eu, que ando por esta vida, tantas vezes, à procura de Jesus que, por vezes, parece que se afasta de mim para bem longe, também me sinto triste angustiado. Porquê? Porque Te afastaste, Senhor, de mim?

E mergulho dentro de mim mesmo, única forma séria de reflectir, e chego sempre à triste conclusão que, não foste Tu quem se afastou mas, sim, eu que me ausentei da Tua presença.

Tenho tantas coisas em que pensar; enormes preocupações que me consomem por dentro; inúmeros desejos por satisfazer; caminhos que quero tanto percorrer embora saiba que não interessam e não conduzem a nada que valha a pena. E, depois, são estas coisas todas que possuo – que julgo possuir – e as muitas outras que anseio vir a ter, que me mantêm agarrado ao meu lugar, estático e imóvel enquanto, Tu, caminhas sempre, esperando que Te siga. Vou ficando para trás, preso a tudo isto que não vale nada e para nada interessa e vejo-te esfumar no horizonte e, em vez de correr pressuroso atrás de Ti, fico-me inerte e como que morto.

Parece-me que Te oiço com as palavras de Tua Mãe: Filho, porque procedeste assim comigo? Porque te deténs no caminho? Anda que, eu, estou á tua espera!

E fico-me sem reposta, pois que Te hei-de eu dizer a não ser, confessar a minha fraqueza, a mostrar-te humildemente o pouco que sou, a pedir-te que esperes por mim, que não Te afastes mais, que quero ir ter contigo.

Sou tão feliz porque me ouves e deténs o passo e ficas, num gesto acolhedor, de amigo íntimo, à espera que eu, finalmente, volte para o pé de ti.

É então que me dou conta da enorme desventura que é a Tua ausência, o não Te ter presente bem ao pé de mim e, como compreendo a Tua Mãe na sua procura ansiosa pelas ruas de Jerusalém durante esses três dias de alvoroço.

Digo-lhe, então, com o coração nas mãos:

Minha Mãe, não deixes que me afaste nunca do teu Filho, do nosso Jesus. Ensina-me a procurá-lo onde Ele deverá estar à minha espera, em vez de andar perdido tentando encontrá-lo onde Ele não pode estar. Leva-me pela tua mão – também sou teu filho, um filho pequeno – ao encontro dele para que, juntos, possamos sossegar na Sua companhia.

O Santo Rosário é arma poderosa

O Santo Rosário é arma poderosa. Emprega-a com confiança e maravilhar-te-ás do resultado. (Caminho, 558)

Nas nossas relações com a nossa Mãe do Céu, existem também essas normas de piedade filial, que são modelo do nosso comportamento habitual com Ela. Muitos cristãos tornam seu o antigo costume do escapulário; ou adquirem o hábito de saudar (não são precisas palavras; o pensamento basta) as imagens de Maria que há em qualquer lar cristão ou que adornam as ruas de tantas cidades; ou dão vida a essa oração maravilhosa que é o Terço, em que a alma não se cansa de dizer sempre as mesmas coisas, como não se cansam os enamorados, e em que se aprende a reviver os momentos centrais da vida do Senhor; ou então habituam-se a dedicar à Senhora um dia da semana – precisamente este em que estamos reunidos: o sábado – oferecendo-lhe alguma pequena delicadeza e meditando mais especialmente na sua maternidade...

Há muitas outras devoções marianas que não é necessário recordar aqui neste momento. Nem todas têm de fazer parte da vida de cada cristão – crescer em vida sobrenatural é algo de muito diferente de ir amontoando devoções – mas devo afirmar ao mesmo tempo que não possui a plenitude da fé cristã quem não vive alguma delas, quem não manifesta de algum modo o seu amor a Maria. (Cristo que passa, 142)

São Josemaría Escrivá

Mãe, acorda!

Amelia Bannan com o filho após haver acordado do coma
Há exemplos de mulheres bem-sucedidas na sua vida profissional, que não abdicaram da sua vida familiar, mas a regra continua a ser a de impor restrições à maternidade das mulheres trabalhadoras.

Todos os anos se festeja, no primeiro domingo do mês de Maio, o Dia da Mãe, que antigamente se comemorava no dia 8 de Dezembro, solenidade de Nossa Senhora da Conceição, Rainha e padroeira de Portugal. Quer esta data, quer a actual, em pleno mês de Maria, remetem de algum modo para a Mãe de Jesus e nossa mãe: o ícone perfeito daquele mesmo amor que o próprio Deus é. Felizmente, esta conotação religiosa ainda não foi advertida nem denunciada pela intolerante deputada socialista que tanto vociferou contra a tolerância de ponto durante a estadia do Papa Francisco em Portugal.

Embora muito exaltada, por estes dias, a maternidade, talvez mais por razões consumistas do que por apreço às mães, a verdade é que estas mulheres nem sempre gozam do favor da lei, nem da protecção social a que têm direito. Com efeito, não só a maternidade é muitas vezes, até legalmente, reduzida a um mero processo biológico da mulher – a gravidez – como também as mães são, por sistema, discriminadas na vida laboral, quer no que respeita às carreiras profissionais, quer ainda no que se refere à remuneração. Tende-se a pôr a mulher ante um angustiante dilema: se aposta numa carreira profissional, deve pôr de parte a possibilidade de engravidar; se escolher ter filhos, que renuncie à sua realização profissional.

É verdade que há exemplos de mulheres muito bem-sucedidas na sua vida profissional, que não abdicaram da sua vida familiar, como esposas e mães. É o caso de Carme Chacón, a recentemente falecida ex-ministra espanhola da Defesa, bem como de Isabel Mota, agora empossada como presidente da Fundação Calouste Gulbenkian. Em Portugal, nenhuma mulher foi presidente – e não presidenta! – da República, mas já houve várias rainhas por direito próprio, a começar por D. Teresa, mãe do primeiro Rei de Portugal que, como condessa quase soberana, chegou a usar, segundo o historiador José Mattoso, o título de rainha, antecipando a independência nacional.

Outros exemplos de mulheres investidas das mais altas responsabilidades políticas e sociais, sem demissão das suas funções familiares, poderiam ser referidos, mas são sempre a excepção. A regra continua a ser a de impor restrições de natureza familiar às mulheres trabalhadoras.

Matrimónio e maternidade têm a mesma raiz etimológica: a palavra latina ‘mater’, ou seja mãe. Com efeito, o casamento natural é a instituição em que, pela via da união estável de uma mulher e um homem, aquela é promovida à condição de mãe, razão que fundamenta a improcedência de assimilar a este instituto outros tipos de uniões de que não pode proceder, naturalmente, geração.

A este propósito, foi muito emocionante o testemunho, no America Got Talent (https://www.youtube.com/watch?v=g72ujStgUE4), de um jovem de Oklahoma City, Campbell Walker Fields, adoptado à nascença por dois homens que o criaram. Não obstante o seu muito agradecimento a estes seus dois benfeitores, nunca conseguiu superar a ausência da sua mãe, porque um segundo ‘pai’ não substitui uma mãe, como outra ‘mãe’ também não pode fazer as vezes de pai. O superior interesse da criança exige que tenha um pai e uma mãe, naturais ou adoptados, mas não quaisquer duas pessoas, por óptimas que possam ser.

Outro tanto se diga de Cristiano Ronaldo, o certamente muito talentoso jogador de futebol, que indemnizou a mãe de seu filho para que ela prescindisse de todos os seus direitos maternais. Mesmo que essa mulher tenha concordado com essa cedência, resta saber se há preço que pague a infelicidade de não ter mãe. Ou se alguém perguntou ao filho se aceitava um tão injusto e desumano negócio, de que ele foi, sem dúvida, a principal vítima.

É comovedora a história de Amélia Bannan, a polícia argentina que, no passado dia 1 de Novembro, sofreu um grave acidente de viação que a deixou em coma. Grávida, o seu filho viria a nascer, por cesariana, na noite de Natal. Três meses e meio depois de ter dado inconscientemente à luz, acordou do coma e conheceu, finalmente, o seu filho. As visitas do bebé são agora, segundo um irmão de Amélia, o maior estímulo à recuperação da mãe. Ao colo materno, o pequeno Santino ainda não consegue palrar, mas os seus vagidos são já uma manifestação de amor filial. Como que retribuindo-lhe o dom recebido, é agora ele quem a chama para a vida que dela recebeu: ‘Acorda, mãe!’

Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada in Observador AQUI
(seleção de imagem do blogue)

O Evangelho de Domingo dia 7 de maio de 2017

«Em verdade, em verdade vos digo que quem não entra pela porta no redil das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador. Aquele que entra pela porta é pastor das ovelhas. A este o porteiro abre e as ovelhas ouvem a sua voz, ele as chama pelo seu nome e as tira para fora. Quando as tirou para fora, vai à frente delas e as ovelhas seguem-no, porque conhecem a sua voz. Mas não seguem o estranho, antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos». Jesus disse-lhes esta alegoria, mas eles não compreenderam o que lhes dizia. Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo que Eu sou a porta das ovelhas. Todos os que vieram antes de Mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram. Eu sou a porta; se alguém entrar por Mim, será salvo, entrará e sairá e encontrará pastagens. O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que elas tenham vida e a tenham abundantemente.

Jo 10, 1-10

São Josemaría Escrivá nesta data em 1945

“Chega um momento, em que nos é impossível distinguir onde acaba a oração e onde começa o trabalho, porque o nosso trabalho também é oração, contemplação, vida mística verdadeira de união com Deus – sem coisas estranhas: endeusamento”, escreve nesta data.

Rezar à Virgem Maria revela amor e é sinal de confiança nela

Não se fica em sentimentos, que podem também abundar nessas preces. Mas não devemos preocupar­‑nos se, no princípio, existe apenas o bom empenho de rezar, quase maquinalmente, uma pequena oração a Nossa Senhora. Quando a oração sincera brota de um coração que, apesar dos pesares, não esqueceu os cuidados maternos, Santa Maria anima essa frágil brasa e leva a alma ao desejo de se formar na doutrina do seu Filho. Aquela breve oração – o frágil rescaldo coberto entre as cinzas – torna-se fogo que queima as misérias pessoais, capaz de atrair os outros à luz de Cristo [2].

[2]. S. Josemaria, La Virgen del Pilar, artigo póstumo publicado en 1976 ("Por las sendas de la fe", Ed. Cristiandad, p. 172).

(D. Javier Echevarría excerto da carta do mês de maio de 2016)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

Os direitos humanos em Deus

“A lei natural é um guia universal que cada um pode reconhecer, base com a qual todas as pessoas podem compreender-se e amar-se reciprocamente. Contudo, os direitos humanos enraízam-se em última análise numa participação de Deus, que criou cada pessoa humana inteligente e livre. Perdendo de vista uma sólida base ética e política, os direitos humanos permanecem frágeis, porque privados do seu sólido fundamento.”

(Bento XVI aos participantes na Assembleia plenária anual da Academia Pontifícia das Ciências Sociais em 05.05.2009)

Rezemos perseverantemente pela instituição familiar

O início do mês de maio, especialmente dedicado a Nossa Senhora em muitos países, lembra-nos que temos de levar o ambiente de Nazaré a todos os lugares, as virtudes e a forma de atuar da Sagrada Família, de maneira muito particular através do exemplo de Santa Maria.

Celebramos hoje (1 de maio) a festa litúrgica de S. José operário: o homem em quem Deus confiou para cuidar de Jesus e da Santíssima Virgem, os Seus dois grandes tesouros na Terra. Esta festa, verdadeiro pórtico do mês de Maria, convida-nos a entrar mais intimamente na casa de Nazaré. E não esqueçamos que esse lar perdura agora na Igreja, verdadeira família de Deus, nos lares dos cristãos e nesta pequena família dentro da Igreja que é a Prelatura do Opus Dei.

Ao longo deste ano mariano, rezamos e rezamos, perseverantemente e de forma muito especial, pela instituição familiar, para que espelhe em plenitude o projeto de Deus e se adapte ao modelo divino que se nos mostrou em Belém, em Nazaré e em todos os lugares onde Jesus descansava das suas trabalhosas viagens. Como não pensar também na casa de Betânia, onde Lázaro, Marta e Maria Lhe ofereciam alojamento, para que o Mestre descansasse, esmerando-se para Lhe darem o melhor! Por isso o nosso Padre, como sabeis, chamava Betânia aos Sacrários, e animava-nos a ter contínuos detalhes de atenção e de carinho com Deus Nosso Senhor, adorando Jesus com Maria e com José.

(D. Javier Echevarría na carta do mês de maio de 2015)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

O Evangelho do dia 6 de maio de 2017

Muitos dos Seus discípulos ouvindo isto, disseram: «Dura é esta linguagem! Quem a pode ouvir?». Jesus, conhecendo em Si mesmo que os Seus discípulos murmuravam por isto, disse-lhes: «Isto escandaliza-vos? Que será quando virdes subir o Filho do Homem para onde estava antes? É o Espírito que vivifica; a carne para nada aproveita. As palavras que Eu vos disse são espírito e vida. Mas há alguns de vós que não crêem». Com efeito Jesus sabia desde o princípio quais eram os que não acreditavam, e quem havia de O entregar. Depois acrescentou: «Por isso Eu vos disse que ninguém pode vir a Mim se não lhe for concedido por Meu Pai». Desde então muitos dos Seus discípulos retiraram-se e já não andavam com Ele. Por isso Jesus disse aos doze: «Também vós quereis retirar-vos?». Simão Pedro respondeu-Lhe: «Senhor, para quem havemos nós de ir? Tu tens palavras de vida eterna. E nós acreditamos e sabemos que Tu és o Santo de Deus». 

Jo 6, 60-69