Natal

Natal
Vinde, Senhor Jesus! Estamos ansiosos pela vossa chegada para proclamarmos de novo o nascimento do Filho de Deus Pai

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Audiência geral (resumo)

Locutor: A nossa existência é uma peregrinação, temos uma alma migrante. Somos um povo de caminhantes, tendo Jesus por companheiro de viagem: «Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos». Assim quis Ele assegurar-nos de que não Se limita a esperar-nos lá no fim da nossa viagem, mas já nos acompanha em cada um dos nossos dias. Não haverá dia algum da nossa vida em que deixaremos de ser objeto da sua solicitude. E Deus cuidará de todas as nossas necessidades; não nos abandonará nos dias tenebrosos da provação. De facto, a esperança cristã não encontra a sua raiz na sedução radiosa do futuro, mas na certeza daquilo que Deus nos prometeu e realizou em Jesus Cristo. Se Ele nos garantiu que nunca nos abandonará, se o início da nossa vocação está naquele «segue-Me» dito por Jesus e que nos garante que Ele vai sempre à nossa frente, então que havemos nós de temer? Com esta promessa, o cristão pode empreender qualquer caminho, inclusive atravessando porções do mundo ferido: mesmo em situações dramáticas, o cristão encontra-se entre aqueles que lá continuam a esperar. Como diz o Salmo 23, «ainda que atravesse vales tenebrosos, de nenhum mal terei medo porque Vós, Senhor, estais comigo». Onde reina a escuridão é que é preciso manter acesa uma luz. Ao longo do caminho, a promessa de Jesus – «Eu estarei convosco» – faz-nos permanecer de pé com esperança, confiando que o bom Deus já está em ação para realizar aquilo que humanamente parece impossível. Não há qualquer porção do mundo que escape à vitória de Cristo ressuscitado, à vitória do amor.

Santo Padre:
Saluto cordialmente gli alunni e insegnanti di Carcavelos e Porto Alegre e i fedeli della parrocchia di Queluz e della comunità Obra de Maria; saluto anche i Sindaci e i Coordinatori della Regione vinicola della Bairrada, i ciclisti militari e civili e gli altri pellegrini di lingua portoghese: grazie per la vostra presenza e soprattutto per le vostre preghiere! Alla Vergine Maria affido i vostri passi al servizio della crescita dei nostri fratelli e sorelle. Su di voi e sulle vostre famiglie scenda la Benedizione del Signore.

Locutor: Saúdo cordialmente os alunos e professores de Carcavelos e de Porto Alegre e os fiéis da paróquia de Queluz e da comunidade Obra de Maria; saúdo também os Presidentes das Câmaras e os Coordenadores da Região Vinícola da Bairrada, os ciclistas militares e civis e os restantes peregrinos de língua portuguesa. Obrigado pela vossa presença e sobretudo pelas vossas orações! À Virgem Maria confio os vossos passos ao serviço do crescimento dos nossos irmãos e irmãs. Sobre vós e vossas famílias desça a Bênção do Senhor!

Saber-se nada diante de Deus

Grande coisa é saber-se nada diante de Deus, porque é assim mesmo. (Sulco, 260)

Deixa-me que te recorde, entre outros, alguns sinais evidentes de falta de humildade:
– pensar que o que fazes ou dizes está mais bem feito ou mais bem dito do que o que os outros fazem ou dizem;
– querer levar sempre a tua avante;
– discutir sem razão ou, quando a tens, insistir com teimosia e de maus modos;
– dar a tua opinião sem ta pedirem ou sem a caridade o exigir;
– desprezar o ponto de vista dos outros;
– não encarar todos os teus dons e qualidades como emprestados;
– não reconhecer que és indigno de toda a honra e estima, inclusive da terra que pisas e das coisas que possuis;
– citar-te a ti mesmo como exemplo nas conversas;
– falar mal de ti mesmo, para fazerem bom juízo de ti ou te contradizerem;
– desculpar-te quando te repreendem;
– ocultar ao Director algumas faltas humilhantes, para que não perca o conceito que faz de ti;
– ouvir com complacência quem te louva, ou alegrar-te por terem falado bem de ti;
– doer-te que outros sejam mais estimados do que tu;
– negar-te a desempenhar ofícios inferiores;
– procurar ou desejar singularizar-te;
– insinuar na conversa palavras de louvor próprio, ou que dão a entender a tua honradez, o teu engenho ou destreza, o teu prestígio profissional...;
– envergonhar-te por careceres de certos bens... (Sulco, 263)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1934

Escreve ao Pe. Francisco Morán, Vigário da diocese de Madrid, e fala-lhe da próxima recolecção para jovens que frequentam a Academia DYA: “Com a ajuda de Deus, espero que seja fecunda, porque os jovens universitários corresponderam muito bem às recolecções anteriores. Peço-lhe, Sr. Vigário, que reze por esta rapaziada na Santa Missa”.

Montse Grases foi declarada venerável há um ano nesta data

O Santo Padre Francisco autorizou na tarde de ontem (26/04/2016) a promulgação de doze decretos relativos a doze causas de canonização. Entre eles está o decreto sobre as virtudes heroicas de Montse Grases (1941-1959), uma jovem do Opus Dei.

Ao receber a notícia do anúncio feito pela Santa Sé, o então prelado do Opus Dei, D. Javier Echevarría, afirmou: «Agradeço de coração ao Senhor por este passo para a causa de beatificação de Montse, uma moça com uma vida breve, mas que foi um verdadeiro dom de Deus para as pessoas que conviveram com ela e também para as que a conheceram depois do seu dies natalis, a sua partida para o céu.»

Também observou que Montse Grases «correspondeu desde muito jovem ao amor de Deus no meio do mundo e procurou ser piedosa, trabalhar bem, aproveitando as suas qualidades, com desejo de servir, com uma disposição permanente de atender com generosidade aos outros, esquecendo-se de si mesma. Seguiu fielmente ao Senhor quando começou a fazer parte do Opus Dei e procurou caminhar muito unida a Ele, através de uma vida igual à de muitas outras mulheres. Também quando padeceu um câncer que lhe causava dores muito intensas e trouxe a sua morte. Tentou terminar com delicadeza sobrenatural as suas ocupações diárias, por amor a Deus e aos outros, e procurou aproximar de Jesus suas amizades.»

A terminar, D. Javier Echevarría comentou ainda: «tenho a esperança de que o exemplo de Montse continue a ajudar muitas e muitos jovens a optarem por uma vida de entrega generosa ao Senhor no casamento, no celibato apostólico na vida religiosa e no sacerdócio».

Fazer Deus credível através da fé

Do que mais necessitamos neste momento da história são homens que, através de uma fé iluminada e vivida, façam com que Deus seja credível neste mundo. O testemunho negativo de cristãos que falavam de Deus e viviam contra Ele, obscureceu a imagem de Deus e abriu a porta para a incredulidade.

Necessitamos de homens que tenham o olhar fixo em Deus, aprendendo daí a verdadeira humanidade.

(Cardeal Joseph Ratzinger a 1 de Abril de 2005 ao receber o prémio «São Bento para a promoção da vida e da família na Europa»)

São Nuno de Santa Maria recordêmo-lo no oitavo aniversário da sua canonização

Nuno de Santa Maria é o oitavo santo do catolicismo português. Às virtudes da sua vida, assumidas segundo a experiência católica de olhar os outros e as coisas, acrescenta-se o facto do seu percurso biográfico estar intimamente relacionado com a História de Portugal, a sua independência e consolidação da nacionalidade.

Nascido a 24 de Junho de 1360, em Cernache do Bonjardim (actual distrito de Castelo Branco), o novo santo português foi um dos portugueses que mais profundamente marcaram a história do nosso país. Filho de D. Álvaro Gonçalves Pereira, Prior dos Hospitalários de Portugal, e de D. Iria Gonçalves de Carvalhal, dama da Infanta Dona Beatriz (filha de D. Fernando), Nuno Álvares Pereira foi 3º conde Ourém, 7º de Barcelos e 2º de Arraiolos. Falecido em 1431, no Carmo de Lisboa, sabe-se que D. Duarte pediu para que se organizasse o seu processo de canonização em 1437, ou seja, apenas seis anos após a sua morte.

O Evangelho do dia 26 de abril de 2017

«Porque Deus amou de tal modo o mundo, que lhe deu Seu Filho Unigénito, para que todo aquele que crê n'Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou Seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem n'Ele acredita, não é condenado, mas quem não acredita, já está condenado, porque não acredita no nome do Filho Unigénito de Deus. A condenação é por isto: A luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de que não sejam reprovadas as suas obras; mas aquele que procede segundo a verdade, chega-se para a luz, a fim de que seja manifesto que as suas obras são feitas segundo Deus».

Jo 3, 16-21