N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

terça-feira, 18 de abril de 2017

Que vos estimeis, que vos ajudeis

Com quanta insistência o Apóstolo S. João pregava o "mandatum novum"! "Amai-vos uns aos outros!". Pôr-me-ia de joelhos, sem fazer teatro – grita-mo o coração –, para vos pedir, por amor de Deus, que vos estimeis, que vos ajudeis, que vos deis a mão, que vos saibais perdoar. Portanto, vamos banir a soberba, ser compassivos, ter caridade; prestar-nos mutuamente o auxílio da oração e da amizade sincera. (Forja, 454)

Só por o filho voltar a Ele, depois de o atraiçoar, prepara um banquete. Que nos concederá, a nós, que procurámos ficar sempre ao Seu lado?

Longe da nossa conduta, portanto, a lembrança das ofensas que nos tenham feito, das humilhações que tenhamos padecido – por mais injustas, grosseiras e rudes que tenham sido – porque é impróprio de um filho de Deus ter um registo preparado para apresentar depois uma lista de ofensas. Não podemos esquecer o exemplo de Cristo. Não se muda a nossa fé cristã como quem muda um vestido: pode enfraquecer ou robustecer-se ou perder-se. Com esta vida sobrenatural revigora-se a fé e a alma aterra-se ao considerar a miserável nudez humana sem o auxílio divino. E perdoa e agradece: meu Deus, se contemplo a minha pobre vida não encontro nenhum motivo de vaidade e menos ainda de soberba; só encontro abundantes razões para viver sempre humilde e compungido. Sei bem que a melhor nobreza é servir.

Levantar-me-ei e percorrerei a cidade: pelas ruas e praças procurarei aquele que amo... E não apenas a cidade; correrei o mundo de lés a lés – por todas as nações, por todos os povos, por carreiros e atalhos – para conquistar a paz da minha alma. E descubro-a nas ocupações diárias, que não me servem de estorvo; que são – pelo contrário – o caminho e a ocasião de amar cada vez mais e de cada vez mais me unir a Deus. (Amigos de Deus, 309–310)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1933

Escreve: “Tu..., soberba? - De quê?”. Virá a ser o ponto 600 de Caminho.

Através do Baptismo fundimo-nos com o Senhor

«Sepultemo-nos com Cristo pelo Batismo, para com Ele ressuscitarmos; desçamos com Ele, para com Ele sermos elevados; tornemos a subir com Ele, para n'Ele sermos glorificados»

(São Gregório Nazianzeno - Oratio 40, 9)

Entrar no interior para ter vida interior...

Hoje, pensei e rezei muito sobre a vida, exterior e interior.

O homem não é como uma moeda, com duas faces, mas como semelhança de Deus, que em Cristo, no Batismo assume duas naturezas: humana e divina.

A natureza humana sem Deus, fica confinada a um valor limitado, que serve apenas para aquela “quantia” que o mundo a olha: se é bonita, vale muito, se é normal, vale pouco; se é pequenina, dependente, ou muito velha, não vale nada; se é esperta, depende... mas se é inteligente e justa, não se consegue dar valor;

Por outro lado a natureza humana unida à natureza divina, toma uma forma como que 3D; é possível observar por muitos ângulos e perspectivas e encontrar sempre uma beleza única. Um homem que vive a sua vida respirando Deus, torna-se grande, livre, bom e cheio de “saúde”.

Não interessa o que o mundo lhe quer oferecer para ficar com ele, como o ser fotografado (a troco de torturas físicas, como dietas, ginásios em excesso), ou ofuscado pelas luzes da ribalta, ou ainda pago por ser aquilo que não foi obra sua.

É a vida interior que temos que descobrir, que nos completa, nos dá liberdade. Esta é a vida que está em cada um de nós e que só nós vamos descobrir, para a trazer à luz e partilhar com o mundo que anda no escuro.

Se olharmos à nossa volta, parece que andamos sempre de noite! Parece!!! Parece!!! Porque na realidade é na Luz que fomos criados para viver. É na Luz que conseguimos saber para onde vamos, que Alguém nos espera, que Alguém caminha ao nosso lado. É na Luz que os outros nos vão realmente conhecer e amar.

Este é o caminho que devemos percorrer neste últimos dias da Quaresma. São o “sprint” final para chegarmos à Páscoa, com vontade de entrar e reconhecer que afinal essa Luz é Cristo!!! Que já morreu uma vez por todas, para nos dar a Vida e a Vida em abundância. Ver o que verdadeiramente interessa!

Sofia Guedes na sua página no Facebook em 2014

"EU VI O SENHOR"

Hoje, ao ler o Evangelho do dia, (Jo 20,11-18), ficou-me gravada no coração esta frase: «Eu vi o Senhor!»

Jesus tinha enviado Maria Madalena a proclamar aos discípulos a Boa Nova da sua Ressurreição.

E Maria Madalena anunciou-lhes de imediato: «Eu vi o Senhor!», contando-lhes depois o que o Senhor lhe tinha dito.

Então este é o anúncio necessário, o anúncio que todos devemos fazer e proclamar: «Eu vi o Senhor!»

Com efeito, neste anúncio, tudo está contido!

Se eu vi o Senhor é porque Ele está vivo e no meio de nós.

Se eu vi o Senhor é porque Ele se encontrou comigo e eu me encontrei com Ele.
Se eu vi o Senhor é porque Ele falou comigo e eu falei com Ele.
Se eu vi o Senhor e Ele me enviou a anunciar a Boa Nova, é porque Ele quer precisar de mim e de cada um que também O vê.

Claro que Maria Madalena viu o Senhor não só com os olhos do corpo, mas também com os “olhos” do coração.

Nós vemos “apenas” com os “olhos” do coração, mas esse ver é tão importante, tão decisivo que o próprio Senhor nos disse: «Felizes os que crêem sem terem visto!» Jo 20, 29

É que se eu vejo apenas com os olhos do corpo, posso sentir ou não, o que vejo, e portanto esse ver, pode ou não ter importância na minha vida.

Mas se eu vejo com os “olhos” do coração, então eu sinto, e esse ver torna-se importante na minha vida, torna-se parte da minha vida.

Ora ver o Senhor, é ver o Amor!

E o Amor não se guarda, não se aferrolha num cofre, o Amor dá-se, partilha-se, torna-se testemunho do Bem e da Verdade, porque o Amor é sempre Bem e Verdade.

No mal e na mentira, não existe amor.

A missão do discípulo é, assim, anunciar o Amor, é anunciar que Jesus Cristo ressuscitou e está vivo no meio de nós, e só no cumprimento desta missão o discípulo vive pelo Amor, vive no Amor, vive para o Amor.

Por isso, minhas irmãs e meus irmãos, eu vos anuncio: «Eu vi o Senhor!»

Monte Real, 10 de Abril de 2012

Joaquim Mexia Alves
http://queeaverdade.blogspot.pt/2012/04/eu-vi-o-senhor.html

O Evangelho do dia 18 de abril de 2017

Entretanto, Maria estava da parte de fora do sepulcro a chorar. Enquanto chorava, inclinou-se para o sepulcro e viu dois anjos vestidos de branco, sentados no lugar onde fora posto o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. Eles disseram-lhe: «Mulher, porque choras?». Respondeu-lhes: «Porque levaram o meu Senhor e não sei onde O puseram». Ditas estas palavras, voltou-se para trás e viu Jesus de pé, mas não sabia que era Jesus. Jesus disse-lhe: «Mulher, porque choras? A quem procuras?». Ela, julgando que era o hortelão, disse-Lhe: «Senhor, se tu O levaste, diz-me onde O puseste; eu irei buscá-l'O». Jesus disse-lhe: «Maria!». Ela, voltando-se, disse-Lhe em hebreu: «Rabboni!», Jesus disse-lhe: «Não Me retenhas, porque ainda não subi para Meu Pai; mas vai a Meus irmãos e diz-lhes que subo para Meu Pai e vosso Pai, para Meu Deus e vosso Deus». Foi Maria Madalena anunciar aos discípulos: «Vi o Senhor!», e as coisas que Ele lhe disse. 

Jo 20, 11-18