N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Amar a Cristo...

Senhor ainda não celebrámos a Tua Páscoa e só 50 dias depois celebraremos o Pentecostes, mas rogo-Te que antecipes hoje e sempre o envio do Divino Espírito Santo, pois sem Ele sentimo-nos despidos e vazios, não temos o ‘Oxigénio’ fundamental à nossa sobrevivência espiritual.

Que o Teu Espírito encha e ilumine o coração de todos, sobretudo daqueles que dizem descrer de Ti enquanto Deus em unidade com o Pai e o Espírito Santo, para que acordem para a Luz e a Verdade!

JPR

Reflexões Quaresmais

Quaresma – 36ª Reflexão

E hoje, Senhor, deixas-me no vazio, nada colocas no meu coração para reflectir.

Olhas-me, com um sorriso de amor, e dizes-me:
Sabes, meu filho, Eu nunca te deixo no vazio, porque estou sempre contigo e sempre preencho os momentos da tua vida, que tu me deixas preencher.
Hoje quero que faças silêncio dentro de ti, que escutes e sobretudo que olhes, com os olhos do teu coração, do teu espírito, da tua mente, para que Me descubras em tudo o que toca a vida que Eu te dei.
Que hoje, nesse silêncio que te peço, me encontres na natureza, em cada planta e em cada nuvem, em cada fonte de água e em cada animal, no vento, no frio ou no calor, mas sobretudo em cada um daqueles que se cruza contigo, no aperto de mão, no abraço, no bom dia, na palavra dita, no sorriso tímido ou na gargalhada ruidosa, na alegria mais aberta ou na tristeza mais profunda, naqueles de quem muito gostas e naqueles de quem não gostas tanto, naqueles que te amam e ajudam e naqueles que não te amam e te desprezam, naqueles que Me seguem também e naqueles que Me rejeitam, enfim, encontra-Me em tudo, porque em tudo Eu estou contigo, porque em tudo Eu estou com todos.

Remeto-me ao silêncio que me pedes, mas ainda ouso pedir-Te:
Traz, Senhor, o silêncio ao meu coração, ao meu espírito, à minha mente, à minha vida, para que atento e aberto apenas a Ti, eu Te possa encontrar em cada momento da vida que me deste, por mais ínfimo que seja esse momento.

Obrigado, Senhor, pelo silêncio onde Te ouço e encontro.

Monte Real, 17 de Março de 2016

Joaquim Mexia Alves na sua página no Facebook

Cuidar das pequenas coisas

Cuidar das pequenas coisas constitui uma mortificação constante, caminho para tornar a vida mais agradável aos outros. (Sulco, 991) 

Pensando naqueles que, à medida que o tempo passa, ainda se dedicam a sonhar –em sonhos vãos e pueris, como Tartarin de Tarascon – com caçar leões nos corredores de casa, onde se calhar só há ratos e pouco mais, pensando neles, insisto, lembro a grandeza de actuar com espírito divino no cumprimento fiel das obrigações habituais de cada dia, com essas lutas que enchem Nosso Senhor de alegria e que só Ele e cada um de nós conhece.

Convençam-se de que normalmente não vão encontrar ocasiões para grandes façanhas, entre outros motivos porque não é habitual que surjam essas oportunidades. Pelo contrário, não faltam ocasiões de demonstrar o amor a Jesus Cristo, através do que é pequeno, do normal. (...)

Portanto, tu e eu vamos aproveitar até as oportunidades mais banais que se apresentarem à nossa volta, para santificá-las, para nos santificarmos e para santificar os que compartilham connosco os mesmos afãs quotidianos, sentindo nas nossas vidas o peso doce e sugestivo da co-redenção. (Amigos de Deus, 8–9)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1965

“Porque é que os homens se entristecem? Porque a vida na terra, não é como nós, pessoalmente, esperávamos e porque surgem obstáculos que impedem ou dificultam a satisfação do que pretendemos. Nada disto acontece quando a alma vive essa realidade sobrenatural da sua filiação divina. Se Deus é por nós, quem será contra nós? Que estejam tristes os que se empenham em não se reconhecerem filhos de Deus, tenho eu repetido sempre”, afirma na homilia que prega hoje, e que anos depois será publicada com o título “Humildade”, no livro Amigos de Deus.

Usar bem a liberdade

«Não sei se isto está bem ou está mal. Sinceramente, quero lá saber! O que eu sei é que gosto disto. E também sei que sou livre. Ninguém — nem Deus — me pode impedir de fazer aquilo que me apetece. Ninguém me pode impedir de ser feliz. Aqueles que insistem na existência do bem e do mal, lá no fundo, pretendem impedir-nos de sermos felizes. Porquê? Porque são uns infelizes. São uns frustrados. Nunca fizeram o que lhes apetecia na sua vida. Sempre cumpriram — religiosamente — o seu dever. E esse seu dever asfixiou-os, murchou-os e impediu-os de aproveitarem a existência».

Todos já ouvimos algum raciocínio deste tipo. É um modo de pensar que se encontra em muitas pessoas ao nosso redor — sobretudo, nos jovens. No entanto, não é um modo de pensar exclusivo dos nossos dias. Sempre esteve presente, na História da Humanidade, o equívoco de confundir a liberdade com fazer aquilo que nos apetece. É um equívoco relativamente comum, mas isso não significa que não seja, ao mesmo tempo, um erro crasso com funestas consequências para a vida de uma pessoa. Consequências que — muitas vezes — só se descobrem tarde demais.

Não é à toa que alguém disse — e com razão — que a educação consiste sobretudo em ensinar a usar bem a liberdade. É que nós, quer queiramos quer não, estamos obrigados a ser livres. Estamos obrigados a escolher um caminho concreto a percorrer nesta vida, entre as variadas bifurcações que se nos apresentam todos os dias. No entanto, temos de ter atenção a um “pequeno” detalhe da liberdade que nos pode passar despercebido: estamos obrigados a escolher mas não estamos obrigados a acertar.

Com o mesmo dom da liberdade podemos construir a nossa vida ou destruí-la. Podemos desenvolver-nos ou degradar-nos. Podemos realizar o bem ou deixar-nos arrastar pelo mal. Podemos chegar à felicidade eterna ou perdê-la para sempre. Sermos livres não é — sem dúvida nenhuma — uma brincadeira com consequências inócuas. A liberdade não nos foi concedida para fazermos o que nos apetece, mas para fazermos aquilo que nos convém. A isso chamamos “bem”. Ao que não nos convém, chamamos “mal”.

E se — com esperteza saloia — chamarmos ao “mal” “bem” porque nos apetece fazê-lo? Nesse caso, deformamos a nossa visão da realidade. No entanto, a realidade — a verdade das coisas — não se deforma. O tempo acabará por dar razão à realidade — não à nossa deformação mental. Não é por fecharmos os olhos à realidade que ela desaparece ou deixa de ser aquilo que é.

Pois bem: para fazer o bem com constância — e não só quando nos apetece — temos de possuir uma autêntica força de vontade. A força de vontade liberta-nos das cadeias da nossa própria debilidade — das cadeias dos nossos apetites sensíveis. Torna-nos mais livres porque a liberdade exige um senhorio sobre nós mesmos. Quem não consegue dominar-se a si mesmo nunca poderá ser verdadeiramente livre. Sempre será escravo dos seus gostos e dos seus caprichos.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

Perdoai as nossas ofensas

S. Josemaria assimilou com profundidade os ensinamentos do Senhor, e transmitiu-os com o seu exemplo e com a sua palavra. Perdoar... Perdoar com toda a alma e sem resquício de rancor! Atitude sempre grande e fecunda!
Esse foi o gesto de Cristo ao ser cravado na Cruz: - "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem!" E daí veio a tua salvação, e a minha [7]. Que bom exemplo para nós! Peçamos a Deus que saibamos ser indulgentes e desculpar rapidamente a quem nos tenha ofendido, sem ressentimentos.
Perdoar as ofensas é, de certa forma, o que de mais divino os seres humanos podem fazer. Não se trata apenas de uma obra de misericórdia, mas é também uma condição e uma prece para que Deus perdoe os nossos pecados, como o Mestre nos ensinou na oração do Pai Nosso: perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido [8].

[7]. S. Josemaria, Sulco, n. 805.
[8]. Mt 6, 12.

(D. Javier Echevarría excerto da carta do mês de abril de 2016)

© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

A ausência da verdadeira liberdade

«Uma sociedade cuja ordem pública é consequentemente determinada pelo agnosticismo não é uma sociedade que se tornou livre, mas antes uma sociedade desesperada, marcada pela tristeza do homem, que anda a fugir de Deus e está em contradição consigo mesma».

(Joseph Ratzinger - “Olhar para Cristo”)

O Evangelho do dia 6 de abril de 2017

Em verdade, em verdade vos digo: Quem guardar a Minha palavra não verá a morte eternamente». Os judeus disseram-Lhe: «Agora reconhecemos que estás possesso do demónio. Abraão morreu, os profetas também, e Tu dizes: Quem guardar a Minha palavra não provará a morte eternamente. Porventura és maior do que o nosso pai Abraão, que morreu? Os profetas também morreram: Quem pretendes Tu ser?». Jesus respondeu: «Se Eu Me glorifico a Mim mesmo, a Minha glória não é nada; Meu Pai é que Me glorifica, Aquele que vós dizeis que é vosso Deus. Mas vós não O conhecestes; Eu sim, conheço-O; e, se disser que não O conheço, seria mentiroso como vós. Mas conheço-O e guardo a Sua palavra. Abraão, vosso pai, regozijou-se com a esperança de ver o Meu dia; viu-o e ficou cheio de gozo». Os judeus, por isso, disseram-Lhe: «Tu ainda não tens cinquenta anos e viste Abraão?». Jesus disse-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Antes que Abraão existisse, “Eu sou”». Então pegaram em pedras para Lhe atirarem; mas Jesus ocultou-Se e saiu do templo.

Jo 8, 51-59