N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Reflexões Quaresmais

Quaresma – 33ª Reflexão

Trazes hoje, Senhor, ao meu coração como reflexão a Esperança.

Sentados, lado a lado, dizes-me com amor:
A Esperança, meu filho, coloca-te nas Minhas mãos, porque só a podes viver na força do Espírito Santo.
A Esperança leva-te a desejar no mais íntimo de ti, o Meu Reino, a vida eterna, a felicidade, que apenas se completa em Mim.
A Esperança, se vives a vida que te dei comigo e para Mim, é real agora já, e ainda não, ou seja, sente-la desde já bem presente como realidade da tua vida, mas ainda não completa, porque ainda não estás em Mim. Nesse momento cessará a Esperança, para ficar apenas o Amor.
A Esperança, alicerçada no Espírito Santo, afasta de ti o desânimo, sustenta-te nas tribulações, faz-te mais irmão dos outros, porque a Esperança não se vive solitariamente, mas em comunhão.
A Esperança faz-te perseverar fim até ao fim, que por Minha graça deixa de ser fim, para passar a ser a realização da Minha promessa, a vida eterna na felicidade desejada e esperada pelo homem, em Deus.

Abre-se em mim o sorriso da Esperança, e peço-Te:
Eu espero em Ti, Senhor, mas aumenta a minha esperança.
Derrama o Espírito Santo e faz-me com que eu me abra totalmente a Ele, para que a Esperança seja realidade na minha vida e por ela eu persevere em tudo e sempre.
Por Tua graça, Senhor, eu quero viver a Esperança até chegar ao completo Amor.

Obrigado, meu Deus, pela Esperança!

Monte Real, 14 de Março de 2016

Joaquim Mexia Alves na sua página no Facebook

Que a tua vida não seja uma vida estéril

Que a tua vida não seja uma vida estéril. – Sê útil. – Deixa rasto. – Ilumina, com o resplendor da tua fé e do teu amor. Apaga, com a tua vida de apóstolo, o rasto viscoso e sujo que deixaram os semeadores impuros do ódio. – E incendeia todos os caminhos da Terra com o fogo de Cristo que levas no coração. (Caminho, 1)

Se cedesses à tentação de perguntar a ti mesmo: quem me manda a mim meter-me nisto?, teria de responder-te: manda-to, pede-to o próprio Cristo. A messe é grande e os operários são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da messe que mande operários para a sua messe. Não digas, comodamente: eu para isto não sirvo; para isto já há outros; não estou feito para isto... Não. Para isto não há outros. Se tu pudesses falar assim, todos podiam dizer a mesma coisa. O pedido de Cristo dirige-se a todos e cada um dos cristãos. Ninguém está dispensado: nem por razões de idade, nem de saúde, nem de ocupação. Não há desculpas de nenhum género. Ou produzimos frutos de apostolado ou a nossa fé será estéril.

Além disso, quem disse que para falar de Cristo, para difundir a sua doutrina, era preciso fazer coisas especiais, fora do comum? Faz a tua vida normal; trabalha onde estás a trabalhar, procurando cumprir os deveres do teu estado, acabar bem o que é próprio da tua profissão ou do teu ofício, superando-te, melhorando-te dia-a-dia. Sê leal, compreensivo com os outros e exigente contigo mesmo. Sê mortificado e alegre. Será esse o teu apostolado. E, sem saberes porquê, tendo perfeita consciência das tuas misérias, os que te rodeiam virão ter contigo e, numa conversa natural, simples – à saída do trabalho, numa reunião familiar, no autocarro, ao dar um passeio, em qualquer parte – falareis de inquietações que em todas as almas existem, embora às vezes alguns não queiram dar por isso. Mas cada vez as perceberão melhor, desde que comecem a procurar Deus a sério. (Amigos de Deus, 272–273)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1955

Diz aos que o escutam neste dia em Roma: “Jesus Cristo, o mesmo que foi ontem para os Apóstolos e para as pessoas que o procuravam, vive hoje para nós e viverá pelos séculos sem fim. Nós, homens, é que, às vezes não conseguimos descobrir o seu rosto, perenemente actual, porque olhamos com olhos cansados ou turvos. Agora, ao começar este tempo de oração junto ao Sacrário, pede-lhe como aquele cego do Evangelho:Domine, ut videam!, Senhor, que eu veja!”.

NÃO É VERDADE! NÃO ESTOU - NUNCA - SÓ!

Do meu "diário":

Estava a ver um filme na TV, com o Robert de Niro, como sempre uma interpretação fantástica!
É um recém viúvo que resolve percorrer os EUA para fazer uma surpresa aos filhos.
A surpresa acaba de ser ele quem a tem porque os filhos têm vidas diferentes e complexas onde o Pai não tem lugar.

Desliguei a TV.

Comigo não se passa nada disto!
As minhas filhas têm as suas vidas... mas têm sempre lugar para mim. Não há dia que não me telefonem ou mandem mensagens e eu sei que o fazem por amor, simples e gratuito amor.

Lembro todos e serão muitos, os Pais como o do filme que tendo família no fim e ao cabo não têm amor nenhum, nem sequer se sentem bem-vindos quando aparecem.

O Senhor deu-me - sem qualquer mérito da minha parte - esta graça extraordinária:
Se às vezes - bastantes vezes, por causa da minha fraqueza - me vou "abaixo" e me sinto só logo a realidade vem ao de cima: NÃO É VERDADE! NÃO ESTOU - NUNCA - SÓ!

2016.04.02 - 22:15

António Mexia Alves

SEGUNDO A TUA PALAVRA!

Duvidamos tantas vezes da presença de Jesus Cristo, de Deus, nas nossas vidas.

Mas é curioso que quando nos entregamos, (ou fazemos tudo para nos entregarmos), nas Suas mãos e à Sua vontade, Ele irrompe nas nossas vidas, (sem pressões ou exigências), mas levando-nos a perceber a Sua presença em todos os momentos das nossas vidas, até mesmo naqueles em que nos escondemos ou afastamos dEle para fazermos a nossa vontade.

Mas Ele não faz isso para nos coibir de fazer a nossa vontade, mas para nos colocar perante as nossas decisões, lembrando-nos de que, muito melhor do que nós, Ele sabe o que precisamos e é bom para cada um de nós.

E é nesses momentos que, ou O ouvimos e aceitamos, ou nos achamos capacitados para saber o que é melhor para nós, e, fechando-nos à Sua presença, caminhamos sozinhos, sem deixarmos que o Espírito Santo nos guie e ilumine o caminho.

Não precisamos, agora, de nos debruçarmos sobre o que acontece quando achamos que a nossa vontade é mais “certa” que a de Deus, mas será bem melhor percebermos como perdemos esses momentos em que Ele se faz presença em nós, e nos fazemos indiferentes a Ele.

Acreditamos, batemos com a mão no peito, rezamos e pedimos, mas quando Ele nos diz que não façamos aquele caminho, não tomemos aquela decisão, não O ouvimos e colocamos em causa a Sua própria existência.

Porque se acreditamos que Deus existe e é Deus, como podemos nós pensar que sabemos melhor do que Ele, o que é o melhor caminho para nós!

E depois dizemos admirados que Ele não fala connosco, que não nos guia, que parece que desapareceu da nossa vida e nos abandonou!

E a que propósito vem toda esta reflexão?

É que há pouco, há minutos atrás, estava para ali a dizer coisas entre conversas de família, e senti que Ele me dizia: «Eu estou aqui!»

Realmente, Tu, Senhor, por vezes tens uma maneira de Te fazer presente de tal modo, que só podemos dizer como a Tua Mãe: «Faça-se em mim segundo a tua palavra!»

Marinha Grande, 2 de Abril de 2016

Joaquim Mexia Alves

A Deus nada é impossível!

Com 4/5 anos de idade, o sexto filho de uma família nessa altura com 7 irmãos, mais tarde seriam 10, apareceu com uma doença, na época, pelos anos 1944/45, estranha ou, pelo menos, pouco divulgada: Leucemia.
Não havia, então, grandes meios, nem de diagnóstico e, muito menos de tratamento. As análises semanais eram feitas e enviadas para Alemanha, em Portugal, não havia recursos para tal. Os resultados revelavam sempre o agravamento da doença.

Os Pais, não desistiam de aplicar todos os meios, embora escassos, para lutar pela saúde do seu filho e, sobretudo, todos os dias 13 de cada mês, levavam-no a Fátima onde participava na Missa dos peregrinos e recebia a bênção dos doentes.

O miúdo olhava para a Mãe ao seu lado, vestida de servita e via nos seus olhos doces, fixando a Custódia, um brilho de lágrimas incontidas.

Passados talvez 2 anos e meio, num dia 13 de Maio, mais uma vez ali estiveram.

No dia seguinte mais uma análise, desta vez com colheita de gânglios linfáticos que se avolumavam no pescoço do rapazinho. Uns dias depois, talvez uma semana, vieram os resultados do laboratório alemão: Não havia vestígios de Leucemia!

As análises continuaram, cada vez mais espaçadas e, os resultados mantinham-se.

O rapazinho recuperou totalmente a saúde, foi para a escola e fazia, normalmente, a vida que todos os rapazes da sua idade faziam.

Passados 3 anos, em Fevereiro, nova e terrível doença: Meningite no seu estado mais grave!

Não havia ainda medicamentos apropriados (como a Estreptomicina que só apareceria no mercado em Abril desse ano e por um preço astronómico). As punções lombares cada dois dias eram um tormento indescritível e as dores de cabeça eram tais que o Pai do menino pediu ao porteiro do prédio que desse uma moeda a cada tocador de guitarra, acordeão etc. que então abundavam nas ruas de Lisboa com a recomendação de se afastarem do local.

Não havia possibilidades de o levar a Fátima, tal a prostração e debilidade crescentes, mas, a sua Mãe colocou-lhe debaixo da almofada da sua cama de quase moribundo, um cravo que tinha colhido do andor de Nossa Senhora, em Fátima, depois da “procissão do adeus” num dia 13 também de Maio.

Passadas poucas semanas, voltou para o colégio, são e salvo!

Naquela família existiu – existe – sempre a convicção profunda que Jesus, por intercessão da Sua Santíssima Mãe, tinha, mais uma vez, operado um milagre.

O rapazinho viveu, tem hoje 75 anos! (N. Spe Deus: 77 em 2016)

A Deus nada é impossível!

N. 'Spe Deus': autor devidamente identificado e testemunho que sabemos ser autêntico

O Evangelho do dia 3 de abril de 2017

Jesus foi para o monte das Oliveiras. Ao romper da manhã, voltou para o templo e todo o povo foi ter com Ele, e Ele, sentado, os ensinava. Então os escribas e os fariseus trouxeram-Lhe uma mulher apanhada em adultério; puseram-na no meio, e disseram-Lhe: «Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante delito de adultério. Ora Moisés, na Lei, mandou-nos apedrejar tais mulheres. E Tu que dizes?». Diziam isto para Lhe armarem uma cilada, a fim de O poderem acusar. Porém, Jesus, inclinando-Se, pôs-Se a escrever com o dedo na terra. Continuando, porém, eles a interrogá-l'O, levantou-Se e disse-lhes: «Aquele de vós que estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire uma pedra». Depois, tornando a inclinar-Se, escrevia na terra. Mas eles, ouvindo isto, foram-se retirando, um após outro, começando pelos mais velhos; e ficou só Jesus com a mulher diante d'Ele. Então, levantando-Se, disse-lhe: «Mulher, onde estão os que te acusavam? Ninguém te condenou?». Ela respondeu: «Ninguém, Senhor». Então Jesus disse: «Nem Eu te condeno; vai e doravante não peques mais».

Jo 8, 1-11