N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

domingo, 2 de abril de 2017

Reflexões Quaresmais

Quaresma – 32ª Reflexão

Aqueles homens queriam apedrejar aquela mulher adúltera!
E eu, quantas vezes apedrejo o meu irmão, quando faço julgamentos errados sobre ele?
E eu, quantas vezes apedrejo o meu irmão, quando o condeno pelas suas faltas ou fraquezas?
E eu, quantas vezes apedrejo o meu irmão, quando ouço a má língua sobre ele?
E eu, quantas vezes apedrejo o meu irmão, quando falo mal dele?
E eu, quantas vezes apedrejo o meu irmão, quando tenho inveja dele?
E eu, quantas vezes apedrejo o meu irmão, quando me acho superior a ele?
E eu, quantas vezes apedrejo o meu irmão, quando sou incapaz de perdoar as suas ofensas?
E eu, quantas vezes apedrejo o meu irmão, quando guardo rancor ou ressentimento dele?
E eu, quantas vezes apedrejo o meu irmão, quando o ofendo seja de que maneira for?
E eu, quantas vezes apedrejo o meu irmão, quando o desprezo e finjo que o não vejo?
E eu, quantas vezes apedrejo o meu irmão, quando não o ajudo na necessidade?
Olhas-me, Senhor, com olhar de compaixão, e dizes-me:
«Eu não te condeno. Agora vai e não voltes a pecar.»

Marinha Grande, 13 de Março de 2016

Joaquim Mexia Alves na sua página no Facebook

Tens de ser fermento

Dentro da grande multidão humana – interessam-nos todas as almas – tens de ser fermento, para que, com a ajuda da graça divina e com a tua correspondência, actues em todos os lugares do mundo como a levedura que dá qualidade, que dá sabor, que dá volume, com o fim de que depois o pão de Cristo possa alimentar outras almas. (Forja, 973)

Uma grande multidão acompanhara Jesus. Nosso Senhor ergue os olhos e pergunta a Filipe: Onde compraremos pão para dar de comer a toda esta gente?. Fazendo um cálculo rápido, Filipe responde: Duzentos dinheiros de pão não bastam para cada um receber um pequeno bocado. Como não dispõem de tanto dinheiro, lançam mão de uma solução caseira. Diz-lhe um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro: Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixes, mas que é isto para tanta gente.

Nós queremos seguir o Senhor e desejamos difundir a sua Palavra. Humanamente falando, é lógico que também perguntemos a nós mesmos: mas que somos nós para tanta gente? Em comparação com o número de habitantes da Terra, ainda que nos contemos por milhões, somos poucos. Por isso, temos de considerar-nos como uma pequena levedura, preparada e disposta a fazer o bem à humanidade inteira, recordando as palavras do Apóstolo: Um pouco de levedura fermenta toda a massa, transforma-a. Precisamos, portanto, de aprender a ser esse fermento, essa levedura, para modificar e transformar as multidões.

Se meditarmos com sentido espiritual no texto de S. Paulo, compreenderemos que temos de trabalhar em serviço de todas as almas. O contrário seria egoísmo. Se olharmos para a nossa vida com humildade, veremos claramente que o Senhor nos concedeu talentos e qualidades, além da graça da fé. Nenhum de nós é um ser repetido. O Nosso Pai criou-nos um a um, repartindo entre os seus filhos diverso número de bens. Pois temos de pôr esses talentos, essas qualidades, ao serviço de todos; temos de utilizar esses dons de Deus como instrumentos para ajudar os homens a descobrirem Cristo. (Amigos de Deus, 256–258)

São Josemaría Escrivá

Amar a Cristo...

Senhor Jesus, celebramos hoje a partida para a Casa do Pai do Teu eleito filho Karol que durante 26 anos foi a Tua sólida pedra na terra, com ele aprendemos a boa doutrina, o carinho inexcedível, a alegria contagiante, a firmeza na Fé, a aceitação do sofrimento físico por absoluto amor a Ti, ao Pai e ao Divino Espírito Santo.

Chamaste João Paulo II para junto de Ti, dezassete dias depois ofereceste-nos o Teu filho Joseph e há três anos na Tua infinita bondade doaste-nos o Papa Francisco que, sendo diferente, tão bem nos tem guiado na caridade e entrega ao próximo.

Querido Jesus, a nossa gratidão jamais será suficiente, rogamos-Te que no-lo recordes hoje e sempre para que com total entrega possamos aumentar o nosso amor por Ti à semelhança destes Teus três filhos predilectos, Karol, Joseph e Jorge.

Grandes e admiráveis são as vossas obras Senhor!

JPR

São Josemaría Escrivá nesta data em 1927

Tem 25 anos e está em Fombuena, pequena aldeia de Saragoça (Espanha) substituindo o pároco, quando escreve: “Sempre procurei cumprir a Vontade de Deus. Mandaram-me de um lado para o outro, como se manda um burro, puxando-o pela a arreata, e muitas vezes à pancada”.

Bom Domingo do Senhor!

Tenhamos também nós a doçura de coração do Senhor imitando-o, sempre que for o caso, chorando pelos que nos são caros como Ele fez pelo Seu amigo Lázaro (Jo 11, 1-45). As nossas lágrimas não serão de desespero ou revolta, mas de amor certos do Seu Reino.

Que o Senhor nos dê a Paz e a Vida Eterna!

Intima reflexão de Bento XVI sobre o sacerdócio e sobre a amizade especial que liga cada sacerdote a Cristo

Na solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e no dia (29 de junho de 2011) em que se assinalam os 60 anos de ordenação sacerdotal de Bento XVI., o Papa emérito presidiu no altar da confissão da Basílica de S. Pedro a concelebração eucarística com 41 arcebispos metropolitas de todo o mundo, incluindo sete brasileiros e dois angolanos que receberam das mãos do Santo Padre o pálio, uma insígnia litúrgica de "honra e jurisdição" da Igreja Católica. Os dois angolanos foram os arcebispos de Malange e Saurimo, respectivamente D. Luís Maria Perez de Onraita Aguirre e D. José Manuel Imbamba.

Presente na Basílica de S. Pedro uma delegação do patriarcado ortodoxo de Constantinopla, enviada pelo patriarca Bartolomeu I.

Bartolomeu I, por seu lado, enviou uma mensagem em que diz partilhar o “ardor” de Bento XVI pelo restabelecimento da “plena comunhão” entre todos os cristãos.

Desde 1969, uma delegação do patriarcado de Constantinopla [Turquia] desloca-se anualmente ao Vaticano a 29 de junho, visita que é retribuída com a presença em Istambul de uma representação católica a 30 de novembro, data que os calendários litúrgicos do Oriente e do Ocidente dedicam ao apóstolo Santo André, um dos doze discípulos de Jesus e irmão de São Pedro.

Uma longa e intima reflexão sobre o sacerdócio, sobre a amizade especial que liga cada sacerdote a Cristo, filtrada através das recordações dos seus 60 anos de ministério que ocorrem precisamente neste dia 29. Este o percurso interior que Bento XVI seguiu na homilia da Missa.

Passados sessenta anos da minha Ordenação Sacerdotal, sinto ainda ressoar no meu íntimo estas palavras de Jesus, que o nosso grande Arcebispo, o Cardeal Faulhaber, com voz um pouco débil já mas firme, nos dirigiu, a nós novos sacerdotes, no final da cerimónia da Ordenação: «Já não sois servos, mas amigos»:

Bento XVI iniciou com estas palavras a extraordinária homilia proferida nesta quarta feira, festa dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e portanto da Sede de Roma, mas também 60 aniversario da ordenação sacerdotal dos irmãos Ratzinger.

Nesta frase – explicou comentando a citação que no contesto da ordenação sacerdotal é referida á faculdade de perdoar os pecados - está encerrado o programa inteiro duma vida sacerdotal. O que é verdadeiramente a amizade? Perguntou o Papa citando a resposta dos antigos: querer as mesmas coisas e não querer as mesmas coisas.

A amizade – explicou - é uma comunhão do pensar e do querer. A amizade não é apenas conhecimento; é sobretudo comunhão do querer. Significa que a minha vontade cresce rumo ao «sim» da adesão à d’Ele. De facto, a sua vontade não é uma vontade externa e alheia a mim mesmo, à qual mais ou menos voluntariamente me submeto ou então nem sequer me submeto. Não! Na amizade, a minha vontade, crescendo, une-se à d’Ele: a sua vontade torna-se a minha, e é precisamente assim que me torno de verdade eu mesmo.

Além da comunhão de pensamento e de vontade, o Senhor – recordou depois o Papa - menciona um terceiro e novo elemento: Ele dá a sua vida por nós.

E com voz comovida Bento XVI implorou:
“Senhor, ajudai-me a conhecer-Vos cada vez melhor! Ajudai-me a identificar-me cada vez mais com a vossa vontade! Ajudai-me a viver a minha existência, não para mim mesmo, mas a vivê-la juntamente convosco para os outros! Ajudai-me a tornar-me sempre mais vosso amigo!

E a concluir a sua homilia, pensando nos 60 anos de ministério sacerdotal o Papa disse:

“Nesta hora, senti-me impelido a olhar para aquilo que caracterizou estes decénios. Senti-me impelido a dizer-vos – a todos os presbíteros e Bispos, mas também aos fiéis da Igreja – uma palavra de esperança e encorajamento; uma palavra, amadurecida na experiência, sobre o facto que o Senhor é bom. Mas esta é sobretudo uma hora de gratidão: gratidão ao Senhor pela amizade que me concedeu e que deseja conceder a todos nós. Gratidão às pessoas que me formaram e acompanharam”.

Durante a missa, os participantes rezaram por Bento XVI, pedindo que “seja confirmado pela força do Espírito Santo” e agradecendo “pelo dom dos 60 anos do seu sacerdócio.

Em português foram lembradas “todas as pessoas que vivem na solidão e na amargura, na doença e na angústia, nas malhas do vício e do pecado”, com um apelo à “solidariedade dos irmãos”.

(Fonte: Rádio Vaticano)

Somos todos chamados a ter Alma Sacerdotal

«De todos os regenerados em Cristo, o sinal da cruz faz reis, a unção do Espírito Santo consagra sacerdotes, para que, independentemente do serviço particular do nosso ministério, todos os cristãos espirituais no uso da razão se reconheçam membros desta estirpe real e participantes da função sacerdotal. De facto, que há de tão real para uma alma como governar o seu corpo na submissão a Deus? E que há de tão sacerdotal como oferecer ao Senhor uma consciência pura, imolando no altar do seu coração as vítimas sem mancha da piedade?»

(São Leão Magno - Sermão 4, 1)

“A fé é o acto fundamental da existência cristã”

«Nem todas as religiões são "fé". O budismo, por exemplo, na sua forma clássica, não visa este acto de auto-transcendência  de encontro com o Totalmente Outro, Deus que me fala e me convida ao amor. Característico para o budismo é, pelo contrário, um acto de radical interiorização, não sair de si (ex-ire) mas descer até ao interior, o que deve conduzir à libertação do jugo da individualidade, do peso de ser pessoa, ao retorno à identidade comum a todo o ser. E isto, em confronto com a nossa experiência existencial, pode ser definido como não-ser, como nada, se quisermos exprimir toda a sua alteridade.»

(Joseph Ratzinger - Olhar para Cristo)

«É São Paulo quem to diz, alma de apóstolo: "Justus ex fide vivit" - O justo vive da fé.- Que fazes tu, que deixas apagar esse fogo?»

(S. Josemaría Escrivá de Balaguer - Caminho 578)

«Ensinar alguém, para o trazer à fé, [...] é dever de todo o pregador e, mesmo, de todo o crente»

(S. Tomás de Aquino - Summa theologiae, 3 q. 71, a. 4, ad 3)

Elemento fundamental, tão ou mais importante que o pão para a boca, “O homem não vive só de pão, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4, 4).

Quando rezamos o Pai Nosso e dizemos "o pão nosso de cada dia nos dai hoje", incluamos como parte desse pão, a fé que já temos dentro de nós, para que a sentíamos aumentada a cada dia que passa, diria mesmo, a cada micro segundo da nossa vida.

JPR

«Eu sou a Ressurreição e a Vida»

Santo Efrém (c. 306-373), diácono da Síria, doutor da Igreja 
Comentário do Evangelho concordante, 17, 7-10


Quando perguntou: «Onde o pusestes?», as lágrimas vieram aos olhos de Nosso Senhor. As suas lágrimas eram como a chuva, Lázaro como a semente e o sepulcro como a terra. Ele clamou com voz retumbante, a morte tremeu à sua voz, Lázaro germinou como a semente e, tendo saído, adorou o Senhor que o tinha ressuscitado.

Jesus […] devolveu a vida a Lázaro e morreu em seu lugar, pois quando o tirou do sepulcro e tomou lugar à sua mesa, foi Ele próprio amortalhado simbolicamente, com o óleo que Maria derramou sobre a sua cabeça (cf Mt 26,7). A força da morte, que tinha triunfado durante quatro dias, foi esmagada […] para que a morte soubesse que era fácil ao Senhor vencê-la ao terceiro dia […]; a sua promessa é verdadeira: Ele prometera ressuscitar pessoalmente ao terceiro dia (cf Mt 16,21) […]. O Senhor devolveu, portanto, a alegria a Maria e a Marta ao arrasar o inferno para mostrar que Ele próprio não seria retido pela morte para sempre. […] Agora, quando se disser que é impossível ressuscitar da morte ao terceiro dia, bastará que se olhe para aquele que ressuscitou ao quarto dia. […]

«Tirai a pedra». Então aquele que ressuscitou um morto e lhe deu a vida não poderia ter aberto o sepulcro e virado a pedra? Ele, que disse aos seus discípulos: «Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: “Muda-te daqui para acolá”, e ele há-de mudar-se» (Mt 17,20), não teria podido deslocar a pedra que fechava a entrada do sepulcro? Claro que Ele também poderia ter tirado a pedra com a sua palavra, Ele, cuja voz, quando suspenso da cruz, fendeu as pedras e os sepulcros (cf. Mt 27,51-52). Mas, como era amigo de Lázaro, disse: «Abri para que vos sintais atingidos pelo cheiro da podridão e desligai-o, vós que o haveis envolto no seu sudário, para que possais reconhecer aquele que amortalhastes.»