Natal

Natal
Vinde, Senhor Jesus! Estamos ansiosos pela vossa chegada para proclamarmos de novo o nascimento do Filho de Deus Pai

terça-feira, 28 de março de 2017

Reflexões Quaresmais

Quaresma – 27ª Reflexão

Trazes, Senhor, ao meu coração a Mãe do Céu, a Mãe que Tu nos deste naquele dia na Cruz.

E é Ela que me senta ao seu colo e me fala ao coração:
Meu Joaquim, o meu único e grande desejo é mostrar-te Jesus, todos os dias, desde que te levantas até que te deitas.
Discretamente, como sempre fiz, caminho ao teu lado e vou-te mostrando, com o coração de Mãe, a presença do meu Filho sempre junto de ti e de todos.
Por vezes estás distraído ou olhas para o lado, quando te surge aquele que não conheces ou te incomoda, mas Eu chamo-te a atenção para que vejas Jesus no teu irmão.
Não sou Eu, por vontade dEle, Mãe de todos?
Meu Joaquim, a melhor honraria, a melhor devoção que me podem fazer, é amar Jesus acima de todas as coisas, fazer em tudo a Sua vontade e só a Ele adorar e glorificar.

Olho-te nos olhos, e uma lágrima teimosa aparece, quando te peço:
Ajuda-me e ensina-me, Mãe, a amar Jesus acima de todas as coisas e a segui-lO em tudo e sempre.
Ajuda-me e ensina-me, Mãe, a reconhecer Jesus em cada irmã e cada irmão que passam na minha vida, seja em que circunstância for, mas sobretudo naqueles que mais necessitam.
Ajuda-me e ensina-me, Mãe, a fazer sempre tudo o que Ele me disser.
E não cesses nunca, Mãe, de interceder por todos e por mim, junto do teu Filho, que sempre te ouve, porque pedes sempre segundo a Sua vontade.

Obrigado, Mãe, obrigado!

Monte Real, 8 de Março de 2016

Joaquim Mexia Alves na sua página no Facebook

VIA SACRA

VII estação

Jesus cai pela segunda vez
  
Nós Vos adoramos e bendizemos oh Jesus!
Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Os joelhos em chaga, marcam uma vez mais com sangue as pedras da calçada do martírio.

Se não fosse necessário subires até ao Calvário, morrerias ali mesmo. De dor, de exaustão.

Mas é preciso que tudo se cumpra e Tu, levantas-te outra vez.

Eu fico pasmado com a Tua determinação de quereres, custe o que custar, ir até ao fim.

Percebo que pretendes demonstrar-me que não é irremediável cair, gravíssimo é não me levantar.

Necessito de coragem, força, ânimo e determinação para seguir em frente, levantando-me sempre que cair.

Se eu me esforçar verdadeiramente, se da minha parte houver esse firme propósito, então Tu Senhor, nunca me faltarás com o auxílio necessário e bastante para o conseguir, pois Tu bem sabes que, sozinho, nada posso.

Esta a mensagem que os Teus olhos doridos me comunicam, enquanto estás por terra.

Sabes bem que contribui para esta Tua queda, com as minhas faltas, as minhas omissões, as minhas cedências à concupiscência.

Mesmo assim, Tu perdoas-me e esperas que também eu me levante, que, envergonhadíssimo e contrito, peça perdão, faça o propósito de não tornar a pecar e siga em frente.

Podes levantar-te agora, Senhor.

Estou disposto a seguir o Teu exemplo.

Sei que hei-de cair muitas vezes, mas tenho a firme disposição de me levantar sempre, para que o caminho não deixe de ser andado, em frente, como deve ser, para Teu contentamento e alegria e para salvação da minha alma.

PN, AVM, GLP.

Senhor: Tem piedade de nós

Frequenta o convívio do Espírito Santo

Frequenta o convívio do Espírito Santo – o Grande Desconhecido – que é Quem te há-de santificar. Não esqueças de que és templo de Deus. – O Paráclito está no centro da tua alma: ouve-O e segue docilmente as Suas inspirações. (Caminho, 57)

A força e o poder de Deus iluminam a face da Terra. O Espírito Santo continua a assistir à Igreja de Cristo, para que ela seja – sempre e em tudo – sinal erguido diante das nações, anunciando à Humanidade a benevolência e o amor de Deus. Por maiores que sejam as nossas limitações, nós, homens, podemos olhar com confiança para os Céus e sentir-nos cheios de alegria: Deus ama-nos e liberta-nos dos nossos pecados. A presença e a acção do Espírito Santo na Igreja são o penhor e a antecipação da felicidade eterna, dessa alegria e dessa paz que Deus nos prepara. (...).

Mas esta nossa fé no Espírito Santo deve ser plena e completa. Não é uma crença vaga na sua presença no mundo; é uma aceitação agradecida dos sinais e realidades a que quis vincular a sua força de um modo especial. Quando vier o Espírito de Verdade – anunciou Jesus – Ele Me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. O Espírito Santo é o Espírito enviado por Cristo, para operar em nós a santificação que Ele nos mereceu para nós na Terra.

É por isso que não pode haver fé no Espírito Santo, se não houver fé em Cristo, na doutrina de Cristo, nos sacramentos de Cristo, na Igreja de Cristo. Não é coerente com a fé cristã, não crê verdadeiramente no Espírito Santo, quem não ama a Igreja, quem não tem confiança nela, quem se compraz apenas em mostrar as deficiências e limitações dos que a representam, quem a julga por fora e é incapaz de se sentir seu filho. (Cristo que passa, 128 – 130)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1925

Recebe a ordenação sacerdotal na igreja de São Carlos, em Saragoça (Espanha). É Sábado: “O recebido... é Deus! O recebido é poder celebrar a Sagrada Eucaristia, a Santa Missa – fim principal da ordenação sacerdotal – perdoar os pecados, administrar outros sacramentos e pregar com autoridade a Palavra de Deus, dirigindo os outros fiéis nas coisas que se referem ao Reino dos Céus”. À cerimónia assiste a mãe, a irmã e o irmão mais novo, Santiago, que tem seis anos.

A nossa participação no sacrifício de Jesus Cristo Nosso Redentor ao celebrarmos a Sagrada Eucaristia

«Toda esta cidade resgatada, ou seja, a assembleia e sociedade dos santos, é oferecida a Deus como um sacrifício universal pelo Sumo-Sacerdote que, sob a forma de servo, foi ao ponto de Se oferecer por nós na sua paixão, para fazer de nós corpo duma tal Cabeça [...] Tal é o sacrifício dos cristãos: "Nós que somos muitos, formamos em Cristo um só corpo" (Rom 12, 5). E este sacrifício, a Igreja não cessa de o renovar no sacramento do altar bem conhecido dos fiéis, em que lhe é mostrado que ela própria é oferecida naquilo que oferece»

(Santo Agostinho - De Civitate Dei 10, 6) 

Igreja é local de reencontro, salvação e abrigo

«… navega segura neste mundo, ao sopro do Espírito Santo, sob a vela panda da Cruz do Senhor»

(
Santo Ambrósio - De virginitate 18, 119)

‘A língua’

«Porque estais a olhar para o céu?», perguntaram os Anjos. «Esse Jesus que vistes subindo ao céu, do céu virá…» (Act 1, 11) Começavam as saudades dos discípulos, mas também certamente o desejo de ir ter com Ele quanto antes. Quando subiriam eles até ao Pai? Quando deixariam os perigos desta vida revolta e chegariam, purificados, à presença eterna de Deus? A que provas haviam ainda de sujeitar-se até ouvirem o que ouvia no fundo da alma Inácio de Antioquia: «Vem ao Pai!»

Quantas vezes, ao longo dos anos de estudo, em vésperas de exame, teremos sonhado com a passagem automática, sem a angústia de submeter-nos às perguntas imprevisíveis do mestre ou do júri académico! Se mal preparados, rogando boa sorte aos nossos santos; se bem preparados, temendo a má disposição dos examinadores ou algum deslize da nossa parte… A só perspectiva de repetir a cadeira, para passar de ano ou obter melhor nota, pode tornar-se um pesadelo.

O que será então aproximar-nos do exame final desta vida, com tantas lacunas na consciência, e sabendo que daremos estreita conta de tudo o que Deus nos confiou para sua glória e para a eterna felicidade nossa e dos nossos irmãos! Como lançaremos mão da sua infinita misericórdia, da confissão contrita das nossas faltas, das indulgências que a Santa Madre Igreja nos proporciona, da intercessão de Maria Santíssima!...

Façamo-lo desde já, mas reparemos que o Evangelho nos revela um segredo capaz de nos tranquilizar, uma espécie de «passagem administrativa»: «Não julgueis, e não sereis julgados»! (Mt 7,1) Não só seremos salvos, mas nem sequer examinados! Teremos muitas fraquezas no nosso currículo, mas o Senhor passá-los-á por alto – prometeu-o! – com essa breve condição: não julgarmos ninguém.

É inevitável julgarmos as suas acções e as suas ideias, pois é impossível suspendermos dentro de nós a distinção entre o bem e o mal, a verdade e o erro. Mas o homem é o seu coração, as suas intenções, um mistério que só Deus conhece e só Ele julga. Só Ele sabe o que há no coração do homem. Mas é tão frequente a nossa insensatez, que, não só julgamos, mas criticamos, acusamos e condenamos o próximo, que chegamos ao ponto de ver más intenções nos mais nobres comportamentos: «pensa mal, e acertarás»…

«A língua é um fogo, um mundo de iniquidade!» (Tgo 3, 6), bem avisava S. Tiago. «Se alguém não peca pela palavra, este é um homem perfeito» (Tgo 3, 2). Não nos esqueçamos de que quem julga os outros, não só terá de sujeitar-se ao julgamento, mas «expõe-se a um juízo mais severo» (Tgo 3, 1).

Não é fácil, de facto, cumprir a condição da nossa «passagem administrativa», a não ser que vejamos sempre o próximo com o olhar de Cristo, com bons olhos, com amor. O amor não é cego; pelo contrário, só com amor se podem conhecer os outros. Por mais defeitos que tenham, «pensa bem, e acertarás»: veremos neles uma profunda (e às vezes desesperada) aspiração ao bem; veremos neles irmãos, que nos fazem falta; veremos neles o próprio Cristo, que Se identificou até com os que estão, pelos seus crimes, na prisão. Quanto mais havemos de respeitar a imensa maioria de gente honrada que nos rodeia na família, no trabalho, na igreja, ou por essas ruas fora!

Vale a pena cortar a nossa língua venenosa. Vale a pena cortar cerce a murmuração, a crítica impiedosa; vale a pena despir-nos dessa atitude superior de juízes do mundo, ainda que nos chamem ingénuos ou disserem que estamos a exagerar a gravidade de um vício tão comum, pois «qualquer palavra inútil que tiverem proferido os homens», diz Cristo, «darão conta dela no dia do juízo», e que há de mais inútil do que acusar e condenar quem não está presente? «Porque pelas suas palavras (o homem) será justificado ou condenado» (Mt 12, 36-37). Vale a pena repudiar a maledicência, essa peste mais estendida, nefasta e cruel do que a luxúria vergonhosa. A promessa é grandiosa: não seremos julgados.

Hugo de Azevedo

(Fonte: celebração litúrgica nº 3 2011/12, www.cliturgica.org)

O Evangelho do dia 28 de março de 2017

Depois disto, houve uma festa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. Ora há em Jerusalém, junto da porta das Ovelhas, uma piscina, que em hebraico se chama Bezatha, a qual tem cinco galerias. Nestas jazia uma multidão de enfermos, cegos, coxos, paralíticos, que esperavam o movimento da água. Omitido pela Neo-Vulgata. Estava ali um homem que havia trinta e oito anos se encontrava enfermo. Jesus, vendo-o deitado e sabendo que estava assim havia muito tempo, disse-lhe: «Queres ficar são?». O enfermo respondeu-Lhe: «Senhor, não tenho ninguém que me lance na piscina quando a água é agitada; e, enquanto eu vou, outro desce primeiro do que eu». Jesus disse-lhe: «Levanta-te, toma o teu leito e anda». No mesmo instante, aquele homem ficou são, tomou o seu leito e começou a andar. Ora aquele dia era um sábado. Por isso os judeus diziam ao que tinha sido curado: «Hoje não te é lícito levar o teu leito». Ele respondeu-lhes: «Aquele que me curou, disse-me: Toma o teu leito, e anda». Perguntaram-lhe então: «Quem é esse homem que te disse: Toma o teu leito e anda?». Porém, o que tinha sido curado não sabia quem Ele era, porque Jesus havia desaparecido sem ser notado, devido à multidão que estava naquele lugar. Depois disto, Jesus encontrou-o no templo e disse-lhe: «Eis que estás são; não peques mais, para que não te suceda coisa pior». Foi aquele homem anunciar aos judeus que era Jesus quem o tinha curado. Por isto os judeus perseguiam Jesus, porque fazia estas coisas ao sábado.

Jo 5, 1-16