N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

sábado, 25 de março de 2017

APELO AOS HOMENS E MULHERES DE BOA VONTADE

Políticos conservadores, humanistas e democráticos precisam-se

Requisitos:

- Reconhecerem a raíz cristã da nossa cultura valorizando-a e dando-lhe um lugar de destaque na sociedade e instituições;

- reconhecerem a família como célula principal to tecido social e valorizando as famílias numerosas que são uma enorme mais valia para a sociedade e o país;

- defenderem a vida desde a sua conceção até à morte sem excepções;

- ter uma consistente política de proteção dos mais carenciados proporcionando-lhes meios para se valorizarem e de terem uma vida digna;

- ter como prioridade a educação baseada em programas credíveis, estáveis e sobretudo virados para o desenvolvimento humano e intelectual dos alunos;

- defender a liberdade de escolha no ensino reconhecendo aos pais a primazia nas melhores opções para os seus filhos;

- dignificar, apoiar e facilitar o relacionamento dos mais idosos afastados das novas tecnologias de forma a que não se sintam excluídos;

- não subscrever quaisquer ideologias ou programas que defendam a chamada “igualdade de género”;

- respeitarem todas as formas de convivência dando primazia às naturais reconhecendo que o único matrimónio enquanto tal é aquele entre um homem e uma mulher;

- condenarem todas as formas de xenofobia sem que tal implique defender os valores daqueles que são de culturas ou religiões não cristãs;

- não ceder a qualquer tipo de chantagem ou pressão ideológica que possam pôr em causa os valores essenciais de uma sociedade livre, cristã e democrática;

- não se acobardarem perante as dificuldades e o politicamente correto.

Quem estiver disponível a ser frontal e avançar na defesa destes valores terá muito provavelmente a agradável surpresa pelo apoio que gerará, quanto ao signatário seja pela idade, mas sobretudo por fortes limitações de saúde apenas poderá apoiar à distância aqueles que abraçarem os princípios acima expostos.

Muito obrigado!

Lisboa, 24 de março de 2017

João Paulo dos Prazeres Reis

Hora de Verão (Europa) - esta madrugada adiante o seu relógio de 1 hora


Reflexões Quaresmais

Quaresma – 24ª Reflexão

Hoje, Senhor, a minha reflexão nesta caminhada quaresmal é acção de graças!

Quero dar-Te graças, Senhor, pela oração que ainda neste momento, de uma ponta à outra na terra, a pedido do Teu Vigário, o Papa Francisco, se eleva aos Céus, se move na direcção do Teu Coração de amor, para que a humanidade se reencontre em Ti, por Ti e para Ti.

Quero dar-Te graças pelas horas que passámos, que passei, em adoração na Tua Presença Eucarística, fonte de graças infindas, fonte de amor inesgotável, fonte de paz indelével, fonte de alegria serena e constante.

Quero dar-Te graças por todos os corações, todas as vidas, que durante esta oração tocaste e vais tocando, levando-os a descobrir em Ti o verdadeiro sentido da vida, a maravilhosa paternidade de sermos Teus filhos, de sermos Tua herança, a descobrir o verdadeiro amor que faz de todos os homens irmãos em Ti, Senhor Nosso Deus, que fazes de nós comunhão contigo e connosco.

Quero dar-Te graças, Senhor, porque acredito, porque acreditamos firmemente que, talvez bem perto de mim ou talvez no ponto mais recôndito da terra, Tu abençoas nestes momentos de oração, tanta gente que necessita de amor, porque é perseguida, (seja em Teu Nome, ou por qualquer outra razão), porque se sente só e sem ninguém, porque nada tem que possa chamar seu, porque tem fome e sede, porque quer desistir da vida, porque não tem um simples abraço, um simples beijo, um simples sorriso, um simples “bom dia”.

Quero dar-Te graças, Senhor, porque hoje e nesta oração, o mundo que criaste em amor se aproximou um pouco mais de Ti à procura do Teu amor, que derramas sem cessar sobre toda a humanidade.

Quero dar-Te graças, Senhor, pela Igreja que congrega os homens nesta oração ao Deus que tudo pode e a Quem nada é impossível.

Quero dar-Te graças, Senhor, apenas e só dar-Te graças hoje e continuamente em todo o tempo.

Amen.

Marinha Grande, 5 de Março de 2016

Joaquim Mexia Alves na sua página no Facebook

Vamos a Jesus por Maria

Não estás sozinho. Nem tu nem eu podemos encontrar-nos sozinhos. E, menos ainda, se vamos a Jesus por Maria, pois é uma Mãe que nunca nos abandona. (Forja, 249)

É a hora de recorreres à tua Mãe bendita do Céu, para que te acolha nos seus braços e te consiga do seu Filho um olhar de misericórdia. E procura depois fazer propósitos concretos: corta de uma vez, ainda que custe, esse pormenor que estorva e que é bem conhecido de Deus e de ti. A soberba, a sensualidade, a falta de sentido sobrenatural aliar-se-ão para te sussurrarem: isso? Mas se se trata de uma circunstância tonta, insignificante! Tu responde, sem dialogar mais com a tentação: entregar-me-ei também nessa exigência divina! E não te faltará razão: o amor demonstra-se especialmente em coisas pequenas. Normalmente, os sacrifícios que o Senhor nos pede, os mais árduos, são minúsculos, mas tão contínuos e valiosos como o bater do coração.

Quantas mães conheceste como protagonistas de um acto heróico, extraordinário? Poucas, muito poucas. E contudo, mães heróicas, verdadeiramente heróicas, que não aparecem como figuras de nada espectacular, que nunca serão notícia – como se diz – tu e eu conhecemos muitas: vivem sacrificando-se a toda a hora, renunciando com alegria aos seus gostos e passatempos pessoais, ao seu tempo, às suas possibilidades de afirmação ou de êxito, para encher de felicidade os dias dos seus filhos. (Amigos de Deus, 134–135)

São Josemaría Escrivá

Bons ateus ou maus católicos?

Santo Padre discursando nas celebrações dos 60 anos
do Tratado da União Europeia
Há quem diga que “Francisco prefere bons ateus a maus católicos”, dando a entender que os católicos são maus por serem católicos e que, portanto, se deixassem de o ser, seriam bons, ou seja ateus…

Há muito boa gente que gosta muito de Francisco… apesar de ser Papa! Tão amigos são do Papa Francisco que até lhe fazem o favor de o pôr a dizer o que ele nunca disse, nem pode dizer, mas que eles, “bons ateus” ou “maus católicos”, muito gostariam que dissesse. Ou seja, para justificarem a sua particular devoção por Francisco, não obstante a solene embirração que têm pela Igreja Católica, convertem Francisco num antipapa, coisa que, obviamente, Francisco nunca foi nem, com a graça de Deus, será. Senão, vejamos.

Num texto de Bárbara Reis sobre “Oito razões a favor do Papa” (Público, 10-3-2017), é dito que Francisco “abriu a possibilidade de os católicos divorciados e recasados poderem receber a comunhão”. Na realidade não abriu, porque essa possibilidade sempre existiu e já tinha sido reconhecida explicitamente pelos papas Bento XVI e São João Paulo II. Francisco apenas acrescentou “um convite à misericórdia e ao discernimento pastoral perante situações que não correspondem ao que o Senhor nos propõe” (Amoris Laetitia, 2). Nada de novo, portanto e, por isso, nessa sua segunda Exortação Apostólica, o Papa Francisco criticou os que têm “o desejo desenfreado de mudar tudo” (AL, 2).

Tendo em conta que a indissolubilidade matrimonial é um ensinamento explícito de Cristo, como também o é a impossibilidade da comunhão eucarística para quem não reúna as condições necessárias para o efeito, nenhum papa pode permitir que algum fiel possa comungar em situação de pecado mortal, seja este o de adultério ou qualquer outro. Porém, nem tudo o que parece, é: “não é possível dizer que todos os que estão numa situação chamada ‘irregular’ vivem em estado de pecado mortal, privados da graça santificante” (AL, 301). Muito excepcionalmente, “é possível que uma pessoa, no meio de uma situação objectiva de pecado – mas de que subjectivamente não é culpável, ou não o é plenamente – possa viver na graça de Deus” (AL, 305).

Há quem não entenda isto e, por isso, conclua: “É caso para dizer: viva a confusão”. Mas não há lugar a nenhuma confusão porque, como “se não devia esperar do sínodo, ou desta exortação, uma nova normativa geral de tipo canónico, aplicável a todos os casos” (AL, 300), a Amoris Laetitia deve ser interpretada no sentido do anterior magistério eclesial e da tradição, como aliás fez o Cardeal Patriarca de Lisboa, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.

É verdade que “Francisco defende os refugiados muçulmanos todos os dias”, como também os seus antecessores na cátedra de Pedro foram defensores da paz e da liberdade religiosa em todo o mundo. Mas o Papa Francisco não ignora o carácter ofensivo de um sector radical do islamismo e tem apelado, repetidas vezes, a todos os responsáveis religiosos – cristãos incluídos! – para que não permitam que o nome de Deus seja invocado como fundamento da guerra, ou do terrorismo.

Apesar de o Papa Francisco ter sido o primeiro vigário de Cristo que subscreveu uma encíclica sobre a temática ecológica, a verdade é que a questão tinha sido já repetidas vezes referida pelos seus antecessores, nomeadamente São João Paulo II, que era um declarado amante da natureza. A paixão ecológica do Cristianismo não é recente: já São Francisco de Assis – de quem o actual pontífice romano tomou o nome – tinha cultivado esse mesmo amor religioso pelo mundo e por todas as suas criaturas.

Quando o Papa Francisco afirmou “Se uma pessoa procura Deus de boa vontade e é gay, quem sou eu para a julgar?” causou um tremendo sururu, como se a frase, tida por gay friendly, revogasse toda a doutrina moral sobre a matéria. É óbvio que este Papa é gay friendly, como foram os seus antecessores e são todos os bispos e fiéis dignos desse nome, porque a tanto obriga o mandamento novo da caridade. Mas essa exigência não contradiz o princípio da moral católica que exige reprovar o acto pecaminoso, mas sem condenar o sujeito, que só Deus pode julgar. Por isso, o Papa Francisco não se contradisse quando, não obstante o que afirmou sobre as pessoas com tendência homossexual, realçou que as uniões entre pessoas do mesmo sexo não podem ser equiparadas ao matrimónio (AL, 52).

É verdade que Francisco tem um estilo muito próprio e muito diferente da precisão teológica de Bento XVI. O Papa actual é, sobretudo, um pastor e, por isso, a sua linguagem é mais “do século”, ou do mundo, sem ser mundana. O Papa Francisco privilegia uma abordagem mais informal, que não é menos ortodoxa, embora escandalize os fundamentalistas e os que, de tão apegados à letra da lei, não compreendem o seu espírito.

É de um grande simplismo afirmar que “Francisco não acredita em muros e é o mais radical político anti-Trump”. As fronteiras, que outra coisa não são do que muros mais ou menos intransponíveis, são necessárias para definir o âmbito da soberania dos Estados: o Vaticano também as tem, por sinal muradas. Sugerir que o Papa Francisco é contra o presidente eleito de uma das maiores democracias do mundo poderia levar a crer que não é democrata, ou que é ‘político’ e, como tal, pretende intervir na política interna de um Estado, ignorando a separação evangélica entre o que é de Deus e o que é de César.

Há quem diga que “Francisco prefere bons ateus a maus católicos”, dando a entender que os católicos são maus, por serem católicos, e que portanto, se deixassem de o ser, converter-se-iam em bons, ou seja em ateus… O Papa Francisco reconhece que há ateus que, por excepção, são bons, como também não ignora que há católicos que, por excepção, são maus; mas também sabe que são meras excepções. A regra é que os católicos sejam bons, não por mérito próprio, mas pela graça dessa sua condição; quem a não tem pode ter alguma bondade, mas não tanta quanto teria se a tivesse. Caso contrário, para que serviria ser cristão?!

De facto, os maus católicos são melhores do que os bons ateus, não porque humanamente sejam mais perfeitos, mas porque, pela sua fé, não só alcançam a graça que os perdoa e liberta dos seus pecados, como também a alegria do amor de Deus.

Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada in Observador AQUI

O Evangelho de Domingo dia 26 de março de 2017

Passando Jesus, viu um homem cego de nascença. Os Seus discípulos perguntaram-Lhe: «Mestre, quem pecou, este ou os seus pais, para que nascesse cego?». Jesus respondeu: «Nem ele nem seus pais pecaram; mas foi para se manifestarem nele as obras de Deus. Importa que Eu faça as obras d'Aquele que Me enviou enquanto é dia; vem a noite, quando ninguém pode trabalhar. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo». Dito isto, cuspiu no chão, fez lodo com a saliva, e ungiu com o lodo os olhos do cego. Depois disse-lhe: «Vai, lava-te na piscina de Siloé!», que quer dizer “Enviado”. Foi, lavou-se e voltou com vista. Então os seus vizinhos e os que o tinham visto antes a mendigar diziam: «Não é este aquele que estava sentado e pedia esmola?». Uns diziam: «É este!». Outros, porém: «Não é, mas é outro, que se parece com ele!». Porém ele dizia: «Sou eu mesmo!». Perguntaram-lhe: «Como se abriram os teus olhos?». Ele respondeu: «Aquele homem, que se chama Jesus, fez lodo, ungiu os meus olhos e disse-me: Vai à piscina de Siloé e lava-te. Fui, lavei-me e vejo». Perguntaram-lhe: «Onde está Ele?». Respondeu: «Não sei». Levaram aos fariseus o que tinha sido cego. Ora era dia de sábado quando Jesus fez o lodo e lhe abriu os olhos. Perguntaram-lhe, pois, também os fariseus de que modo tinha adquirido a vista. Respondeu-lhes: «Pôs-me lodo sobre os olhos, lavei-me e vejo». Então, alguns fariseus diziam: «Este homem, que não guarda o sábado, não é de Deus». Porém, outros diziam: «Como pode um homem pecador fazer tais prodígios?». E havia desacordo entre eles. Disseram, por isso, novamente ao cego: «Tu que dizes d'Aquele que te abriu os olhos?». Ele respondeu: «Que é um profeta!». Mas os judeus não acreditaram que ele tivesse sido cego e recuperado a vista, enquanto não chamaram os pais. Interrogaram-nos: «É este o vosso filho, que dizeis que nasceu cego? Como vê, pois, agora?». Seus pais responderam: «Sabemos que este é nosso filho e que nasceu cego; mas não sabemos como ele agora vê e também não sabemos quem lhe abriu os olhos; perguntai-o a ele mesmo. Tem idade; ele próprio fale de si!». Seus pais falaram assim porque tinham medo dos judeus; porque estes tinham combinado que, se alguém confessasse que Jesus era o Messias, fosse expulso da sinagoga. Por isso é que os pais disseram: «Ele tem idade, interrogai-o a ele!». Tornaram, pois, a chamar o homem que tinha sido cego e disseram-lhe: «Dá glória a Deus! Nós sabemos que esse homem é um pecador». Então disse-lhes ele: «Se é pecador, não sei; o que sei é que eu era cego, e agora vejo».2Disseram-lhe pois: «Que é que Ele te fez? Como te abriu os olhos?».2Respondeu-lhes: «Eu já vo-lo disse e vós não me destes atenção; porque o quereis ouvir novamente? Quereis, porventura, fazer-vos também Seus discípulos?». Então, injuriaram-no e disseram: «Discípulo d'Ele sejas tu; nós somos discípulos de Moisés. Sabemos que Deus falou a Moisés; mas Este não sabemos donde é». O homem respondeu-lhes: «É de admirar que vós não saibais donde Ele é, e que me tenha aberto os olhos. Nós sabemos que Deus não ouve os pecadores; mas quem honra a Deus e faz a Sua vontade, esse é ouvido por Deus. Desde que existe o mundo, nunca se ouviu dizer que alguém abrisse os olhos a um cego de nascença. Se Este não fosse de Deus, não podia fazer nada». Responderam-lhe: «Tu nasceste coberto de pecados e queres ensinar-nos?». E lançaram-no fora. Jesus ouviu dizer que o tinham lançado fora e, tendo-o encontrado, disse-lhe: «Tu crês no Filho de Deus?». Ele respondeu: «Quem é, Senhor, para eu acreditar n'Ele?». Jesus disse-lhe: «Estás a vê-l'O; é Aquele mesmo que fala contigo». Então ele disse: «Creio, Senhor!». E O adorou. Jesus disse: «Eu vim a este mundo para exercer um justo juízo, a fim de que os que não vêem vejam, e os que vêem se tornem cegos». Ouviram isto alguns dos fariseus que estavam com Ele, e disseram-Lhe: «Porventura também nós somos cegos?». Jesus disse-lhes: «Se vós fosseis cegos, não teríeis culpa; mas, pelo contrário, vós dizeis: Nós vemos! E permanece o vosso pecado».

Jo 9, 1-41

São Josemaría Escrivá nesta data

Triste?... Porque caíste nessa pequena batalha?

Não! Alegre! Porque na próxima, com a graça de Deus e com a tua humilhação de agora, vencerás!

Enquanto houver luta, luta ascética, há vida interior. Isso é o que o Senhor nos pede: a vontade de querer amá-Lo com obras, nas coisas pequenas de cada dia.

Se venceste no pequeno, vencerás no grande.

Via Sacra, IIIª Estação: Jesus cai pela primeira vez

ÀS VEZES “EXAGERAS”, SENHOR!

Deus, às vezes, até “exagera” no modo como nos toca! Hoje senti isso mesmo!

Era/É um Domingo como os outros, tirando o facto de ser Domingo de Ramos e eu ser chamado pela paróquia a servir como Ministro Extraordinário da Comunhão. Tudo bem e tudo normal!

Mas então começam alguns factos que já vinham de trás, pelo menos um deles.
Um grande amigo meu, um amigo do coração, depois de um caminho que começou a fazer e continua a fazer, quis estar presente nesta Missa de Domingo de Ramos, para, por pura amizade, receber das minhas mãos pecadoras, a Comunhão, que marca para ele um recomeço, uma nova vida, um novo caminho alicerçado em Deus.
Claro, o meu coração sentimental, já antevia dificuldades de conter a emoção, mas tudo bem, nada que não fosse possível viver e conter.

Depois o sacerdote celebrante, meu amigo, vizinho, e sobretudo companheiro de oração, pediu-me para eu ser o narrador da Paixão de Cristo, ou seja, o Evangelho do dia.
Mas tudo bem ainda!

O dia está de chuva, a celebração começa cá fora com a bênção dos ramos, e eu penso e até digo com ironia saudável, a quem está ao meu lado: O padre que abençoe as nuvens e assim a chuva, a água abençoada, irá cair sobre todos os ramos e sobre todas as pessoas!

A celebração continua e canta-se de um modo profundamente tocante o Salmo: «Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste.»
Começa ser demais e a presença dEle tão forte ali, junto de todos, junto de mim, abre as cisternas dos meus olhos e o mais disfarçadamente possível deixo cair umas lágrimas.
Claro, apetece-me gritar: Eu amo-te, meu Senhor e meu Deus!

Depois vem a narração do Evangelho!
O meu coração já fragilizado começa a contrair-se, mas quando leio que Ele começou a orar no Horto das Oliveiras e suou sangue, sinto dentro de mim que Ele me diz para não adormecer eu também nos meus pecados, e a voz embarga-se-me, e uma lágrima teimosa, incontrolável, decide aflorar aos meus olhos.
Preparo-me logo para o momento do «Dito isto, expirou!»
Engulo em seco, sinto-O ali, connosco, a dizer a cada um: Como Eu te amo, minha filha e meu filho!

E tudo continua quando Ele se faz pão e vinho, ou faz do pão e vinho, o Seu Corpo e Sangue, e apenas posso dizer: Meu Senhor e meu Deus!

E vem a Comunhão e o meu amigo aproxima-se de mim, olha-me nos olhos, e eu vejo Cristo nEle e até ouso ver Cristo em mim, e dou-lhe o Senhor que assim se faz alimento de vida nova.
Fecho os olhos com força e apetece-me dizer: Ai, Senhor, assim Tu “matas-me” de amor!

Fico por aqui, nada mais escrevo, nada mais quero pensar, nem refletir, mas apenas, Senhor, pensar como Te serves Tu de mim, pobre pecador, e assim me enches o coração de gozo e alegria!
Ah, Senhor, Tu vieste mesmo para todos, vieste para os pecadores, nos quais por Tua graça me incluo!

Marinha Grande, 20 de Março de 2016

Joaquim Mexia Alves

A Anunciação do Senhor

Como nos encanta o episódio da Anunciação! Maria (quantas vezes o meditámos!) está recolhida em oração...; põe os seus cinco sentidos e todas as suas potências em diálogo com Deus... Na oração conhece a Vontade divina; e com a oração torna-a vida da sua vida. Não te esqueças do exemplo da Virgem! (Sulco 481)

Não esqueças, meu amigo, que somos crianças. A Senhora do doce nome, Maria, está recolhida em oração.

Tu és, naquela casa, o que quiseres ser: um amigo, um criado, um curioso, um vizinho... – Eu, por agora, não me atrevo a ser nada. Escondo-me atrás de ti e, pasmado, contemplo a cena:

O Arcanjo comunica a sua mensagem... – Quomodo fiet istud, quoniam virum non cognosco? – Como se fará isso, se não conheço varão? (Lc 1, 34).

A voz da nossa Mãe traz à minha memória, por contraste, todas as impurezas dos homens..., as minhas também.

E como odeio, então, essas baixas misérias da terra!... Que propósitos!

Fiat mihi secundum verbum tuum.
Faça-se em mim segundo a tua palavra (Lc I, 38). Ao encanto destas palavras virginais, o Verbo se fez carne.

Vai terminar a primeira dezena... Ainda tenho tempo para dizer ao meu Deus, antes de qualquer mortal: Jesus, amo-Te (Santo Rosário. Iº mistério gozoso).

São Josemaría Escrivá

Anunciação do Senhor

Deus que, no decorrer dos séculos, tinha encarregado os profetas de transmitir aos homens a Sua palavra, ao chegar a plenitude dos tempos, determina enviar-lhes o Seu próprio Filho, o Seu Verbo, a Palavra feita Carne. Contudo, o Pai das misericórdias quis que a Incarnação fosse precedida da aceitação por parte daquela que Ele predestinara para Mãe, para que, «assim como uma mulher contribuiu para a morte, também outra mulher contribuísse para a vida « (Lumen Gentium, 56). No momento da Anunciação, através do Anjo Gabriel, Deus expõe a Maria os Seus desígnios. E Maria, livre, consciente e generosamente, aceita a vontade do Senhor a seu respeito, realizando-se assim o mistério da Incarnação do Verbo. Nesse momento, com efeito, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade começa a Sua existência humana. O filho de Deus faz-Se Filho do Homem. O Deus Altíssimo torna-Se o «Deus connosco». Ao celebrar este mistério, precisamente nove meses antes do Natal, a Solenidade da Anunciação orienta-nos já para o Nascimento de Cristo. No entanto, a Incarnação está intimamente unida à Redenção. Por isso, as Leituras (especialmente a segunda) introduzem-nos já no Mistério da Páscoa. Essencialmente festa do Senhor, a Anunciação não pode deixar de ser, ao mesmo tempo, ao mesmo tempo, uma festa perfeitamente mariana. Na verdade, foi pelo sim de Maria que a Incarnação se realização, a nova Aliança se estabeleceu e a Redenção do mundo pecador ficou assegurada.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 25 de março de 2017

Estando Isabel no sexto mês, foi enviado por Deus o anjo Gabriel a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de David; o nome da virgem era Maria. Entrando o anjo onde ela estava, disse-lhe: «Salve, ó cheia de graça; o Senhor é contigo». Ela, ao ouvir estas palavras, perturbou-se e discorria pensativa que saudação seria esta. O anjo disse-lhe: «Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus; eis que conceberás no teu ventre, e darás à luz um filho, a Quem porás o nome de Jesus. Será grande e será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus Lhe dará o trono de Seu pai David; reinará sobre a casa de Jacob eternamente e o Seu reino não terá fim». Maria disse ao anjo: «Como se fará isso, pois eu não conheço homem?». O anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo descerá sobre ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a Sua sombra; por isso mesmo o Santo que há-de nascer de ti será chamado Filho de Deus. Eis que também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na sua velhice; e este é o sexto mês da que se dizia estéril; porque a Deus nada é impossível . Então Maria disse: «Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra». E o anjo afastou-se dela.

Lc 1, 26-38