N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

quarta-feira, 22 de março de 2017

Reflexões Quaresmais

Quaresma – 21ª Reflexão

Hoje, Senhor, reflicto se sou Igreja ou se pertenço à igreja?

Pacientemente, respondes-me:
Meu filho, se és Igreja, então fazes parte dEla, és construção com Ela, és “pedra viva” dEla, e por isso a tua vida é conforme a Igreja e o que Ela te diz, porque a tua vida é então também vida da Igreja.
Se pertences à Igreja, então não fazes parte dEla, mas apenas Lhe pertences vendo-A como coisa mais dos homens do que de Deus. Assim aceitas a Igreja enquanto Ela não colidir com aquilo que tu pensas e queres ser, mas se por qualquer motivo não te agradar, (e os homens da Igreja têm defeitos, claro), rapidamente te afastas e a menosprezas, porque Ela não é a tua vida, porque tu verdadeiramente não és vida de Igreja.
A tua vida discute-la, reflectes sobre ela, também com aqueles que te são próximos, para a tornar melhor, mas não desistes dela, porque não te pertence, pois pertence a Deus.
A Igreja, se és Igreja, é tua vida também, por isso reflectes sobre Ela, discute-lA com os outros membros da Igreja, para A tornar melhor, mas não desistes dEla, porque não te pertence, pertence a Deus que é a tua vida também.

Deixo-me ficar em silêncio, e peço-Te:
Senhor, ensina-me a ser Igreja!
Ensina-me a formar a minha vida em Igreja, para que a Igreja seja minha vida também.
Ensina-me e ajuda-me a construir a Igreja com os dons e talentos que me dás graciosamente, (sejam muitos ou poucos), e leva-me a obedecer em amor, para que ame a Igreja, como Te amo a Ti.
Que eu perceba sempre que a Igreja é feita pelos homens, mas que vinda de Ti, vai muito para lá dos homens, porque é Una, Santa, Católica e Apostólica.

Obrigado, Senhor, pela Tua Igreja, que nos deste.

Monte Real, 2 de Março de 2016

Joaquim Mexia Alves na sua página no Facebook

UM ESPINHO PARA RECORDAR QUE NADA SOU!

E depois, Senhor, sempre o orgulho!

De cada vez que falo em Teu Nome, que rezo em Teu Nome, que faço algo em Teu Nome, lá vêm os “elogios”, e com eles lá vem o orgulho, a vaidade, e o doloroso sentimento de me sentir envergonhado comigo mesmo, de me sentir um fraco, incapaz de resistir às coisas do mundo.

E eu rezo, peço, suplico, entrego-me, (ou tento entregar-me), pedindo-Te força, pedindo-Te “armas” para combater esse orgulho, essa vaidade, e Tu, Senhor, não me respondes, pareces-me quase indiferente ao meu problema, parece-me que olhas para o lado!

O que queres Tu que eu faça, Senhor?
Não me ajudas?

Olho-Te nos olhos e vejo-os sorrir, quase irónicos, mas cheios de bondade.

Pegas-me na mão, encostas-Te a mim, e dizes-me baixinho:
Vês-me preocupado com isso, Joaquim? Nem um pouco! Enquanto tu te preocupares, está tudo bem, mas não deixes nunca de fazer o que Te é pedido por causa desse orgulho.

Insisto com Ele:
Mas, Senhor, a Ti tudo é possível, por isso peço-Te que afastes de mim este sentimento de orgulho, que é uma fraqueza em mim.

Apertas-me e dizes-me:
Basta que o reconheças e não o queiras em ti. Quantas vezes o reconheceres e dele te arrependeres, quantas vezes Eu te perdoarei. Não querias que fosse tudo fácil, pois não? É para Te lembrar que precisas sempre de Mim, e que sem Mim nada podes.

Rendo-me, e digo:
Oh, Senhor, como o Teu amor é grande e cheio de sabedoria! Como Tu me conheces tão bem!
Obrigado, Senhor!

Marinha Grande, 22 de Março de 2017

Joaquim Mexia Alves

Para ti estudar é uma obrigação grave

Oras, mortificas-te, trabalhas em mil coisas de apostolado..., mas não estudas. – Então, não serves, se não mudas. O estudo, a formação profissional, seja qual for, entre nós é obrigação grave. (Caminho, 335)

Se tens de servir a Deus com a tua inteligência, para ti estudar é uma obrigação grave. (Caminho, 336)

Frequentas os Sacramentos, fazes oração, és casto... e não estudas... – Não me digas que és bom; és apenas bonzinho. (Caminho, 337)

São Josemaría Escrivá 

Audiência geral (resumo)

Locutor: O Apóstolo Paulo, na Carta aos Romanos que escutamos há pouco, nos ajuda a compreender melhor a natureza da esperança cristã, ao tratar da perseverança e da consolação. A perseverança, ou paciência, é a capacidade de suportar, permanecer fiel, mesmo quando o peso é demasiado grande e somos tentados a abandonar tudo. A consolação é a graça de saber perceber e manifestar a presença e a ação compassiva de Deus, em todas as circunstâncias, mesmo quando marcadas pela decepção e sofrimento. Desse modo nos tornamos fortes, a fim de poder permanecer próximos aos irmãos mais fracos, ajudando-os na sua fragilidade. Isso não significa que sejamos melhores, pois a nossa força vem do Senhor, que é o Deus da perseverança e da consolação e que nos chama ao serviço recíproco: quem é forte hoje, pode se sentir fraco amanhã, e terá necessidade do auxílio de um outro irmão. No fundo, todos temos necessidade de que Jesus, “o irmão forte”, cuide de nós e nos carregue nas suas costas como o Bom Pastor.

Santo Padre:
Saluto tutti i pellegrini di lingua portoghese, del Brasile e del Portogallo. Cari amici, siamo chiamati a essere sempre disponibili verso gli altri, con un sorriso o una mano tesa a chi è in difficoltà, diventando così veri seminatori di speranza. Dio vi benedica tutti!

Locutor: Saúdo os peregrinos de língua portuguesa, do Brasil e de Portugal. Queridos amigos, somos chamados a estar sempre disponíveis aos outros, com um sorriso ou uma mão estendida para quem está em dificuldade, tornando-nos assim verdadeiros semeadores de esperança. Que Deus vos abençoe a todos!

São Josemaría Escrivá nesta data em 1933

“Tem presença de Deus e terás vida sobrenatural”, escreve.

Sermos simples e humildes

Uma palavra de Santa Joana d'Arc aos seus juízes resume a fé dos santos Doutores e exprime o bom senso do crente: «De Jesus Cristo e da Igreja eu penso que são um só, e não há que levantar dificuldades a esse respeito»

(Santa Joana D’Arc - Dictum: Procès de condamnation) 

VERDADES MENTIROSAS

As entidades eclesiais e a comunicação social

Reza a história que um oficial de marinha estava zangado com o comandante do navio em que ambos andavam embarcados. Tendo a seu cargo o diário de bordo, ocorreu-lhe nele escrever: «Hoje, o capitão não se embebedou». Era verdade, porque de facto o dito não se tinha embriagado, mas uma verdade mentirosa, porque qualquer leitor concluiria que o comandante andava habitualmente alcoolizado, o que mais não era do que uma rematada mentira.
Há muitas formas de mentir. Uma delas é dizendo a verdade, mas de forma a insinuar uma falsidade. Por exemplo, se se disser de alguém que não é nenhum anjinho, está-se formalmente afirmar a realidade, porque os seres humanos não são anjos, mas é óbvio que se está, sobretudo, a sugerir que a pessoa em causa é um grande malandro.
O mesmo se diga das instituições eclesiais, principalmente quando têm a desgraça de merecer algum protagonismo mediático. Se, para cúmulo, também forem alvo de uma rigorosa investigação jornalística, é certo e sabido que os resultados não poderão ser menos do que escandalosos, até porque, em caso contrário, o investimento de meios económicos e humanos não teria retorno.
Uma entidade da Igreja tem alguns bens, para assim poder realizar o seu apostolado? É podre de rica. Tem gente? Claro, é porque lhes arranja tachos e conhecimentos que lhes são úteis para trepar na vida. Os seus membros rezam? São fanáticos. Mortificam-se? São masoquistas. O fundador é santo? Compraram a canonização. Tem gente influente? São lóbi. E assim por diante, … mas sempre presos, por ter cão ou o não ter.
Já com Jesus foi assim. Ele comia e bebia? Era um glutão e um beberolas. Dava-se com publicanos e pecadores? É porque era como eles. Expulsava os demónios? Pois bem, era com o poder do próprio Belzebu que o fazia. Curava no dia de sábado? Então é evidente que transgredia a Lei. Perdoou a adúltera? Um cúmplice não teria feito de outro modo! Censurava os escribas e os fariseus? Era porque estes, sendo cultos, não se deixavam enganar, ao contrário da arraia-miúda.
É certo que nem todos crêem nestas caluniosas insinuações, mas geralmente fica a ideia de que a entidade em causa é, pelo menos, «polémica», «controversa» ou «duvidosa», até porque onde há fumo, há fogo. «Se Ele não fosse um malfeitor» – disseram os fariseus a Pilatos, quando lhe entregaram Jesus – «não O entregaríamos nas tuas mãos» (Jo 18, 30).
Não é possível que o mundo aplauda os discípulos do Crucificado, mas seria lamentável que, com as suas verdades mentirosas, lograsse dividir a Igreja, ou confundir os fiéis. Os critérios mundanos não são aptos para julgar as instituições eclesiais e qualquer cristão coerente sabe que a contradição é um dos critérios para aferir a autenticidade evangélica de um carisma. A Beata Teresa de Calcutá sabia-o e, por isso, quando João Paulo II lhe fez notar, com bom humor, que toda a gente falava bem dela, mas mal dele e de uma obra de Deus, a santa fundadora das Missionárias da Caridade reagiu com santa inveja, pedindo orações. Com razão, porque bem-aventurados serão os que forem insultados e perseguidos e deles disserem falsamente toda a espécie de mal, porque será grande a sua recompensa nos Céus (cfr. Mt 5, 11-12).

P. Gonçalo Portocarrero de Almada         

O Evangelho do dia 22 de março de 2017

«Não julgueis que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim para os abolir, mas sim para cumprir. Porque em verdade vos digo: antes passarão o céu e a terra, que passe uma só letra ou um só traço da Lei, sem que tudo seja cumprido. Aquele, pois, que violar um destes mandamentos mesmo dos mais pequenos, e ensinar assim aos homens, será considerado o mais pequeno no Reino dos Céus. Mas o que os guardar e ensinar, esse será considerado grande no Reino dos Céus.

Mt 5, 17-19