Natal

Natal
Vinde, Senhor Jesus! Estamos ansiosos pela vossa chegada para proclamarmos de novo o nascimento do Filho de Deus Pai

sexta-feira, 17 de março de 2017

Reflexões Quaresmais

Quaresma – 16ª Reflexão

Como pedir perdão, Senhor, àqueles que ofendo?

Envolves-me no Teu olhar de compaixão:
Não me pedes tu perdão quando Me ofendes?
Então lembra-te que quando ofendes um dos teus irmãos é a Mim também que ofendes. Vê nesse teu irmão a Minha presença, e assim, ao pedires perdão àquele que ofendeste, é a Mim, também, que pedes perdão.
E não te esqueças que, mesmo que ele não te perdoe, Eu já te perdoei, porque o Meu amor é sempre maior que a tua ofensa.

Em tudo, Senhor, Te fazes presente, para nos levar ao amor e à comunhão.

Peço-Te então:
Ajuda-me, Senhor, a não ofender ninguém, em momento algum e seja porque razão for.
Mas, Senhor, fraco que sou, lembra-me sempre de que quando ofendo alguém, é a Ti mesmo que ofendo, também.
E leva-me a pedir perdão, Senhor, enchendo-me do Teu amor.

Obrigado, Senhor, pelo Teu infinito amor.

Monte Real, 26 de Fevereiro de 2016

Joaquim Mexia Alves na sua página no Facebook

VIA SACRA

IV estação

Jesus encontra sua mãe santíssima

Nós Vos adoramos e bendizemos oh Jesus!

Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
Ali, na curva do Caminho Doloroso, Tua Santa Mãe, espera por Ti.

Com o coração desfeito pela dor, a face branca como a cal, o olhar triste de morte.

O Teu olhar, repassado de amor e pena, fixa o belo rosto da querida Senhora.

Amor por aquela pobre criatura que a dor esmaga. Pena pelo sofrimento que nela está patente.

Se ao menos pudesses poupá-la, a Ela!...

O saber que uma espada haveria de atravessar o seu peito, não faz diminuir o seu sofrimento atroz. És, Senhor, o seu Filho!

Então o Teu olhar transmite também gratidão profunda; manifestando assim, com esse olhar que só as mães sabem ler, o Teu agradecimento pela sua presença.

O estar ela ali, dá-te alento, conforta-te e, por momentos, esqueces as Tuas dores, as Tuas chagas, até o peso da Cruz.

No meu caminho, a cada passo, a minha Mãe do Céu, espera por mim, para me ver passar, gemendo sob o peso dos meus pecados, lutando com a minha pequena cruz.

A sua presença conforta-me, arrependo-me das minhas faltas e agarro-me à cruz com mais força, com mais determinação.

A minha cruz de todos os dias há-de ser levada com amor e até alegria, se o teu olhar se cruzar com o meu, dando-me força, alento, perseverança.

Mãe Santíssima, pudesse eu aliviar um pouco a Cruz do teu extremoso Filho em vez de a carregar mais e mais com as minhas faltas.


Recordare Virgo Mater Dei, dum steteris in conspectu Domini ut loquaris pro me bona.

Senhora minha, intercede por mim junto do Teu Amado Filho, limando as agudezas das minhas faltas, realçando, as pequeníssimas branduras das minhas boas obras.


PN, AVM, GLP.

Senhor: Tem piedade de nós

Sabendo-me pescador de homens... não pesco?

O Senhor quer de ti um apostolado concreto, como o da pesca daqueles cento e cinquenta e três grandes peixes apanhados à direita da barca, e não outros. E perguntas-me: "Como é que, sabendo-me pescador de homens, vivendo em contacto com muitos companheiros e podendo discernir a quem deve ser dirigido o meu apostolado específico, afinal não pesco?... Falta-me amor? Falta-me vida interior?". Escuta a resposta dos lábios de Pedro, naquela outra pesca milagrosa: – "Mestre, cansámo-nos de trabalhar toda a noite, e não apanhámos nada; apesar disso, sob a Tua palavra, lançarei a rede". Em nome de Jesus, começa de novo. Revigorado. – Fora com essa moleza! (Sulco, 377)

O apostolado, essa ânsia que vibra no íntimo do cristão, não é coisa separada da vida de todos os dias; confunde-se com o próprio trabalho, convertido em ocasião de encontro pessoal com Cristo. Nesse trabalho, ombro a ombro com os nossos colegas, com os nossos amigos, com os nossos parentes, lutando pelos mesmos interesses, podemos ajudá-los a chegar a Cristo, que nos espera na margem do lago... Antes de ser apóstolo, pescador. Também, pescador depois de ser apóstolo. Antes e depois, a mesma profissão. (…)

Passa ao lado dos seus Apóstolos, junto daquelas almas que se lhe entregaram... E eles não se dão conta disso!. (…)Lançai a rede para o lado direito da barca e encontrareis. Lançaram a rede e já não a podiam tirar por causa da grande quantidade de peixes. Agora compreendem. Recordam o que tinham ouvido tantas vezes dos lábios do Mestre: pescadores de homens, apóstolos!... E compreendem que tudo é possível, porque é Ele quem dirige a pesca. (…)

Os outros discípulos foram com a barca, porque não estavam distantes de terra, senão duzentos côvados, tirando a rede cheia de peixes. Em seguida põem a pesca aos pés do Senhor, porque é sua, para que aprendamos que as almas são de Deus, que ninguém nesta terra pode atribuir a si mesmo essa propriedade, que o apostolado da Igreja – a palavra e a realidade da salvação – não se baseia no prestígio de algumas pessoas, mas na graça divina. (Amigos de Deus, 264–267)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1937

Durante a guerra civil espanhola vê-se obrigado a esconder-se por causa da perseguição religiosa. Logo que chega à Legação de Honduras, em Madrid, escreve uma carta a alguns membros do Opus Dei que vivem em Valência. Fá-lo de modo encoberto para evitar a censura: “Vi o pobre Josemaria e afirmou que já não está no manicómio (é agora sua mania) e que se meteu nas honduras. Está muito feliz. O Doutor deixa-mo ver todos os dias”. (Isto é, celebrava a Missa todos os dias).

Tempo de Quaresma

Entramos no tempo da Quaresma: tempo de penitência, de purificação, de conversão. Não é fácil tarefa. O cristianismo não é um caminho cómodo; não basta estar na Igreja e deixar que os anos passem. Na nossa vida, na vida dos cristãos, a primeira conversão – esse momento único, que cada um de nós recorda, em que advertimos claramente tudo o que o Senhor nos pede – é importante; mas ainda mais importantes e mais difíceis são as conversões sucessivas. É preciso manter a alma jovem, invocar o Senhor, saber ouvir, descobrir o que corre mal, pedir perdão, para facilitarmos o trabalho da graça divina nessas sucessivas conversões.

Haverá melhor maneira de começar a Quaresma? Renovamos a Fé, a Esperança, a Caridade. Esta é a fonte do espírito de penitência, do desejo de purificação. A Quaresma não é apenas uma ocasião de intensificar as nossas práticas externas de mortificação; se pensássemos que era isso apenas, escapar-nos-ia o seu sentido profundo na vida cristã, porque esses actos externos são, repito, fruto da Fé, da Esperança e do Amor. (Cristo que passa, 57)

A Quaresma coloca-nos agora perante estas perguntas fundamentais: Avanço na minha fidelidade a Cristo? Em desejos de santidade? Em generosidade apostólica na minha vida diária, no meu trabalho quotidiano entre os meus companheiros de profissão? (Cristo que passa, 58)

Não podemos considerar esta Quaresma como uma época mais, repetição cíclica do tempo litúrgico; este momento é único; é uma ajuda divina que é necessário aproveitar. Jesus passa ao nosso lado e espera de nós – hoje, agora – uma grande mudança. (Cristo que passa, 59)

São Josemaría Escrivá

OS MILAGRES «IMPERFEITOS» DE JESUS

As chamadas Capelas Imperfeitas no Mosteiro da Batalha
Bem sei que a Sagrada Escritura diz que Jesus «tudo fez bem» (Mc 7, 37) mas, paradoxalmente, muitos dos seus milagres parecem imperfeitos, tão imperfeitos quanto as belíssimas capelas da Batalha, que o são precisamente porque nunca foram concluídas. Também vários milagres do Senhor parecem incompletos, porque realizados de forma deficiente.

Senão, vejamos. Logo o primeiro, nas bodas de Caná, parece estranho, se se atentar a todos os pormenores. A pedido de Maria, Jesus acede a resolver milagrosamente a falta de vinho naquele banquete nupcial que, em boa verdade, corria sérios riscos de se tornar um autêntico «copo-de-água». Para o efeito, manda os serventes encherem seis talhas de pedra, tendo cada qual uma capacidade de uns cem litros, aproximadamente. Ou seja, obrigou os empregados a carregar uns seiscentos quilos de água, o que não é brincadeira. Ora um milagre «perfeito» podia e devia suprir essa operação prévia, pois Deus tem poder mais do que suficiente para fazer surgir, directamente do nada, o melhor vinho do mundo.

É verdade que o milagre das bodas de Caná foi o primeiro e, por isso, deve-se-lhe dar algum desconto. Mas, mesmo mais tarde, já sendo o Senhor mais experiente na arte, voltam a acontecer situações que parecem denotar alguma imperfeição no ofício. Por exemplo, aquando a segunda multiplicação dos pães e dos peixes, o Mestre excede-se na produção: com o que sobrou, encheram-se sete cestos bem cheios. Não teria sido mais lógico e económico que tivesse acertado na quantidade de alimentos a proporcionar àquela multidão de cerca de dez mil pessoas?! Por outro lado, Jesus serviu-se dos discípulos, qual improvisada empresa de «catering», para a distribuição daquele alimento milagroso e para a recolha das sobras, operação que, sendo tanta a gente a servir, deve ter sido muito demorada e cansativa. Porque não fez surgir, diante de cada comensal, a sua refeição, segundo a sua própria necessidade?! Não teria sido mais exemplar um milagre bem calibrado e sem necessidade de recorrer ao serviço dos apóstolos?!

Outro milagre estranho é o da cura do cego, em duas etapas. Depois da primeira intervenção de Jesus, o miraculado ficou a ver alguma coisa, mas tão desfocado que lhe parecia que os homens eram árvores que andam, o que é, obviamente, um insulto para os seres do reino vegetal. Foi precisa uma segunda actuação do Mestre para que o homem ficasse a ver bem. Pergunta-se: não teria sido mais lógico que o feito ocorresse de uma só vez?! Que dizer, ou pensar, de um médico que precisa de recorrer a uma segunda cirurgia, para corrigir o resultado da primeira?!

Mesmo depois da sua ressurreição, os milagres de Cristo parecem insuficientes, inexplicavelmente. A pesca milagrosa, que denuncia a presença do divino ressuscitado na margem do lago, volta a ser paradoxal: o artífice do facto extraordinário não poupa aos pescadores, depois de uma noite inteira de infrutífera faina, a penosa labuta de retirar do mar cento e cinquenta e três grandes peixes, tantos que a rede quase se rompia. Não lhes podia ter sido evitado este escusado sacrifício?! Não teria sido mais cómodo que a barca remasse para terra sem esse pesado lastro?! Não seria preferível que, logo de início, o peixe aparecesse na margem, já pronto para seguir para a lota?!

Como diria o Cardeal van Thuan, são precisamente estes «defeitos» de Jesus que O fazem mais amável. Se Ele só tivesse feito milagres «perfeitos», os fiéis mais não seriam do que meros espectadores passivos da sua acção. Com efeito, é a «imperfeição» dos seus milagres que convida à cooperação dos cristãos. Também o milagre em duas etapas é estimulante, na medida em que é um chamamento à esperança, na oração e na acção.

Graças a essas «imperfeições» divinas, todos os cristãos somos chamados a tomar parte activa na redenção do mundo, em união com Cristo e na sua Igreja, que é nossa também. Não falte, então, o nosso trabalho, nem a nossa fé!

P. Gonçalo Portocarrero de Almada in VOZ DA VERDADE de 16 de março de 2013

São Patrício, patrono da Irlanda

"Felizes os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática" (Lc 11,28).

Todos já ouvimos falar da Catedral de São Patrício (Saint Patrick), de Nova York. Mas poucos se lembram que ele está profundamente ligado à Irlanda. E a Irlanda toda fala deste Santo.

São Patrício viveu no começo do século V. Tornou-se apóstolo, como padre e bispo, de toda a Irlanda. Além de converter os chefes dos diversos clãs, ele ainda criou os mosteiros, como centros de irradiação do cristianismo e da cultura. Até hoje, não se conhece país no mundo inteiro, que tenha tanta irradiação missionária, como a Irlanda. É uma bela tradição, atribuída a São Patrício, o Santo de hoje.

Ninguém é tão feliz quanto o missionário, que espalha a Palavra de Cristo e toca os corações dos homens.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

Nota: o trevo de três folhas, símbolo nacional da Irlanda representa a Santíssima Trindade

O Evangelho do dia 17 de março de 2017

«Ouvi outra parábola: Havia um pai de família que plantou uma vinha, e a cercou com uma sebe, e cavou nela um lagar e edificou uma torre; depois, arrendou-a a uns vinhateiros, e ausentou-se daquela região. Estando próxima a época da colheita, enviou os seus servos aos vinhateiros para receberem os frutos da sua vinha. Mas os vinhateiros, agarrando os servos, feriram um, mataram outro, e a outro apedrejaram-no. Enviou novamente outros servos em maior número do que os primeiros, e fizeram-lhes o mesmo. Por último enviou-lhes seu filho, dizendo: “Hão-de respeitar o meu filho”. Porém, os vinhateiros, vendo o filho, disseram entre si: “Este é o herdeiro; vamos, matemo-lo, e ficaremos com a herança”. E, agarrando-o, puseram-no fora da vinha, e mataram-no. Quando, pois, vier o senhor da vinha, que fará àqueles vinhateiros?». Responderam-Lhe: «Matará sem piedade esses malvados, e arrendará a sua vinha a outros vinhateiros que lhe paguem o fruto a seu tempo». Jesus disse-lhes: «Nunca lestes nas Escrituras: “A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se pedra angular; pelo Senhor foi feito isto, e é coisa maravilhosa aos nossos olhos”? Por isso vos digo que vos será tirado o reino de Deus e será dado a um povo que produza os seus frutos. Tendo os príncipes dos sacerdotes e os fariseus ouvido as Suas parábolas, perceberam que falava deles. Procuravam prendê-l'O, mas tiveram medo do povo, porque este O tinha como um profeta.

Mt 21, 33-43.45-46