N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

quinta-feira, 16 de março de 2017

RESET (reiniciar / recomeçar)

RESET: retorno à configuração original de um sistema ou às definições de fábrica. Se depois de executar diversas tarefas desejamos voltar ao estado inicial, basta-nos carregar na tecla RESET para reiniciar o sistema operativo.

O botão RESET apenas é usado quando um computador fica bloqueado. Caso um programa apresente falhas e faça que o equipamento não responda, RESET reinicia o computador.

Na nossa vida existem momentos em que ela parece estar bloqueada , emaranhada … fruto de uma decisão errada ou de um passo em falso… quem não desejaria de ter a possibilidade de começar do zero? Essa possibilidade existe.

(Texto traduzido a partir do site do Opus Dei – Espanha com tradução e adaptação deste blogue)

Reflexões Quaresmais

Quaresma – 15ª Reflexão

Como ser humilde, Senhor? Como viver a humildade e em humildade?

Sentas-Te a meu lado e dizes-me:
Olha para a Minha Mãe? Tinha o anjo acabado de lhe anunciar que ia ser a Mãe do Filho de Deus, e Ela em vez de se vangloriar, partiu para casa da sua prima servir como “doméstica”.
Não quis honrarias, nem distinções, mas apenas servir o Deus de amor nos outros, fazendo-se nada, para que só a obra de Deus aparecesse.
O que fizeres, meu filho, fá-lo discretamente, sem chamar a atenção para ti, e, se puderes passar sem ninguém se aperceber de algum bem que fazes, guarda-o para ti, e dá graças a Deus na intimidade do teu coração.
A maior humildade consiste em fazer o que João Baptista diz: «É preciso que Ele cresça, e eu diminua.»

Pois, Senhor, raramente assim o faço!

Por isso peço-Te:
Ensina-me a perceber que nada sou sozinho, pois tudo me vem de Ti!
E se tudo me vem de Ti, de nada sou credor, mas apenas devedor das Tuas graças em mim, para os outros.
Que de nada me vanglorie, nem deixe que me vangloriem, mas antes, Senhor, que verdadeiramente Tu apareças e eu desapareça no Teu amor.

Obrigado, Senhor, obrigado!

Monte Real, 25 de Fevereiro de 2016

Joaquim Mexia Alves na sua página no Facebook

É preciso que sejas homem de vida interior

É preciso que sejas "homem de Deus", homem de vida interior, homem de oração e de sacrifício. – O teu apostolado deve ser uma superabundância da tua vida "para dentro". (Caminho, 961)

Vida interior. Santidade nas tarefas usuais, santidade nas coisas pequenas, santidade no trabalho profissional, nas canseiras de todos os dias...; santidade para santificar os outros. Numa certa ocasião, um meu conhecido – nunca hei-de chegar a conhecê-lo bem – sonhava que ia a voar num avião a uma grande altura, mas não dentro da cabine; ia montado nas asas. Coitado do desgraçado: como sofria e se angustiava! Parecia que Nosso Senhor lhe dava a conhecer que assim andam pelas alturas – inseguras, inquietas – as almas apostólicas que não têm vida interior ou que a descuidam: com o perigo constante de caírem, sofrendo, incertas.

E penso, efectivamente, que correm um sério risco de se extraviarem os que se lançam à acção – ao activismo – prescindindo da oração, do sacrifício e dos meios indispensáveis para conseguir uma piedade sólida: a frequência dos Sacramentos, a meditação, o exame de consciência, a leitura espiritual, a convivência assídua com a Virgem Santíssima e com os Anjos da Guarda... Tudo isto contribui, além disso, com uma eficácia insubstituível, para que o caminho do cristão seja tão agradável, porque da sua riqueza interior jorram a doçura e a felicidade de Deus como o mel do favo.

Na intimidade pessoal, na conduta externa, no convívio com os outros, no trabalho, cada um há-de procurar manter-se numa contínua presença de Deus, com uma conversa – um diálogo – que não se manifesta exteriormente. Melhor dito, não se exprime normalmente com ruído de palavras, mas há-de notar-se pelo empenho e pela diligência amorosa com que acabamos bem as tarefas, tanto as importantes como as insignificantes. Se não procedêssemos com essa constância, seríamos pouco coerentes com a nossa condição de filhos de Deus, pois teríamos desperdiçado os recursos que Nosso Senhor colocou providencialmente ao nosso alcance, para chegarmos ao estado de homem perfeito, à medida da idade perfeita segundo Cristo. (Amigos de Deus, 18–19)

São Josemaría Escrivá 

QUARESMA 2017

Sigo pelo caminho do deserto da Quaresma.

Sempre ao encontro de Cristo em mim, para que o Espírito Santo me vá mostrando caminho no amor do Pai.

A pedra de que me aproximo, tem escrito: Tempo!

O “outro” julga descansar-me quando me diz que eu tenho todo o tempo do mundo.
Mas eu sei que não é assim.

Até poderei ter todo o tempo do mundo, mas o tempo de Deus é agora e sempre.
O tempo de Deus, para Deus, não é inadiável, é decisão permanente.

E não adio eu tantas decisões de mudar coisas em mim, à procura da vontade de Deus?
Não arranjo eu desculpas, para não emendar procedimentos errados, vícios repetidos, atitudes incorrectas?
Sim, é bom não querer fazer tudo ao mesmo tempo, mas que isso não sirva de desculpa para afinal nada fazer.

Sim, Deus dá-nos tempo, todo o tempo, e acolhe-nos sempre que aproveitamos o tempo para nos aproximarmos dEle, mas essa decisão de amar a Deus e fazer a sua vontade, é uma decisão de hoje, de agora, imediata, para assim podermos aproveitar, por Sua graça, todo o tempo de Deus.

Ah, Senhor, obrigado por me teres feito sentar nesta pedra do “tempo”, da qual me queres levantar para prosseguir caminho.

Ajuda-me a perceber e a viver que o “tempo” vem de Ti, e que o Teu tempo é agora e sempre, pois essa é a Tua vontade.

Monte Real, 16 de Março de 2017

Joaquim Mexia Alves
http://queeaverdade.blogspot.pt/2017/03/quaresma-2017-10.html

São Josemaría Escrivá nesta data em 1932

“Menino: não caias num círculo vicioso. Tu pensas: quando isto se resolver desta ou daquela maneira, serei muito generoso com o meu Deus. Não estará Jesus à espera de que sejas generoso sem reservas, para resolver ele as coisas melhor do que imaginas? Propósito firme, consequência lógica: em cada instante de cada dia cuidarei de cumprir com generosidade a Vontade de Deus”. Anota nos seus apontamentos referindo-se a si próprio.

Existe alguma educação que seja neutra?

«Quero para o meu filho uma educação neutra, livre de influências que são sempre perniciosas. Ele tem de descobrir por si mesmo o que está bem e o que está mal. Desse modo, nunca será manipulado por ninguém. Nem pela Igreja, que continua a ensinar hoje em dia umas ideias passadas de moda. Que exagero! Estamos em pleno século XXI! Abertura, compreensão, cedência nos ensinamentos que, se foram úteis no passado, agora têm de se adaptar aos novos tempos. Senão, ficam obsoletos. A doutrina da Igreja ― desculpe a minha sinceridade ― é composta por uns princípios que já ninguém entende, já ninguém acredita, já ninguém vive».

São palavras de um pai de família quando lhe perguntaram se queria ou não que o seu filho tivesse aulas de religião na escola. Penso que contêm uma grande quantidade de chavões muito comuns hoje em dia.

Comecemos com uma pergunta: existe alguma educação que seja neutra? Não. Não existe. A neutralidade educativa é uma ilusão. Se os pais não educam, outros o farão no seu lugar: a sociedade, o ambiente, os meios de comunicação. E atenção: esses “educadores” possuem uma influência enorme que nunca ― absolutamente nunca ― é uma influência neutra.

Então, isso quer dizer que os pais devem transmitir valores cristãos aos filhos? Claro que sim. A fé e a moral cristã não estão nada obsoletas ― muito pelo contrário! Renovam o ser humano porque lhe revelam a sua autêntica grandeza e o seu verdadeiro destino. São a chave da sua verdadeira felicidade já nesta Terra. Libertam os filhos da amargura de uma existência sem Deus. Uma existência sem sentido. Uma existência de ir andando não se sabe muito bem para onde nem porquê.

Uma existência que acaba por absolutizar o momento presente procurando satisfazer todos os desejos ― é impossível ― hoje e agora. É o encontro com o amor de Deus ― diz o Papa Francisco ― que nos resgata da nossa autorreferencialidade. De vivermos centrados em nós próprios como se fôssemos o centro do Universo. E se os filhos são conscientes desse amor, entendem a temperança, a veracidade, a lealdade, a pureza, a honestidade não como valores obsoletos, mas como respostas ao amor de Deus por nós.

Se os pais transmitem valores que vivem, os filhos entenderão que o amor de Deus por nós pode ser exigente ― mas nunca é opressivo! É sempre libertador. Como diz J. Lorda, “nós admiramos aquilo que tem perfeição, serenidade, domínio, força. Maravilhamo-nos pelo voo majestoso de uma águia, mas não pelo voo desajeitado de uma galinha”.

Deus, quando nos exige, revela-nos que fomos criados para voar alto, como as águias. Não como as galinhas. É uma exigência que procede do Seu amor, não do desejo de nos roubar a felicidade. É uma exigência ― aprendemos isso com os nossos pais ― que nos faz felizes.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

Maria na piedade da Igreja

“…, aponta em todas as suas partes e de todos os pontos de vista sempre tanto para Cristo como para a Igreja. Daí resulta diretamente que também toda a piedade mariana, se quiser ser católica, não se pode nunca isolar, antes pelo contrário deve sempre inserir-se e orientar-se tanto cristologicamente (e, portanto, trinitariamente) como eclesiologicamente.

(…). Todos conhecemos essas tendências que, à primeira vista, dão a impressão de que o povo em oração veria em Maria algo como um símbolo personificado ou o arquétipo da graça divina, providencial e misericordiosa como mãe, como se Maria fosse assim elevada à esfera de Deus e a obra decisiva de Cristo passasse despercebida. (…). Por outro lado, a impressão referida pode ter fundamento em populações menos bem catequizadas: para elas Maria é frequentemente uma espécie de quinta-essência de toda a salvação. Aí tem que intervir a evangelização tão urgentemente recomendada pelo Sínodo dos Bispos e pelo Papa (João Paulo II), procedendo com doçura e inteligência às rectificações necessárias.

(Hans Urs von Balthasar in ‘Maria primeira Igreja’ – Joseph Ratzinger e Hans Urs von Balthasar)

O egoísmo religioso

«Há, em primeiro lugar, uma falsa forma de tomada de consciência moral, numa perene busca de perfeição pessoal, concentrando toda a atenção no próprio eu, nos seus pecados e nas suas virtudes. Chega-se assim a um egoísmo religioso que impede a pessoa em questão de se abrir simplesmente ao olhar de Deus e de desviar a atenção de si para Ele. A pessoa religiosa e piedosa toda ocupada consigo própria não tem tempo para procurar o rosto de Deus e para ouvir o Seu sim libertador e redentor»

(Joseph Ratzinger - Olhar para Cristo)

O Evangelho do dia 16 de março de 2017

«Havia um homem rico que se vestia de púrpura e de linho fino e todos os dias se banqueteava esplêndidamente. Havia também um mendigo, chamado Lázaro, que, coberto de chagas, estava deitado à sua porta, desejando saciar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico, e até os cães vinham lamber-lhe as chagas. «Sucedeu morrer o mendigo, e foi levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico, e foi sepultado. Quando estava nos tormentos do inferno, levantando os olhos, viu ao longe Abraão e Lázaro no seu seio. Então exclamou: Pai Abraão, compadece-te de mim, e manda Lázaro que molhe em água a ponta do seu dedo para refrescar a minha língua, pois sou atormentado nestas chamas. Abraão disse-lhe: Filho, lembra-te que recebeste os teus bens em vida, e Lázaro, ao contrário, recebeu males; por isso ele é agora consolado e tu és atormentado. Além disso, há entre nós e vós um grande abismo; de maneira que os que querem passar daqui para vós não podem, nem os daí podem passar para nós. O rico disse: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à minha casa paterna, pois tenho cinco irmãos, para que os advirta disto, e não suceda virem também eles parar a este lugar de tormentos. Abraão disse-lhe: Têm Moisés e os profetas; oiçam-nos. Ele, porém, disse: Não basta isso, pai Abraão, mas, se alguém do reino dos mortos for ter com eles, farão penitência. Ele disse-lhe: Se não ouvem Moisés e os profetas, também não acreditarão, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos».

Lc 16, 19-31