N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

terça-feira, 14 de março de 2017

Reflexões Quaresmais

Quaresma – 13ª Reflexão

Veio ao meu coração a Tua chamada de atenção: «Marta, Marta, andas inquieta e perturbada com muitas coisas; mas uma só é necessária.»
Com um sorriso meigo, dizes-me:
Pois é, meu filho, já reparaste quantas coisas queres fazer? Em quantas actividades te desdobras? Até poderás ter tempo para todas elas, e até, se aproveitares os dons que te dei, poderás responder a todas elas com benefícios.
Mas quanto tempo dedicas a escutar-Me? Quanto tempo dedicas a entrar no silêncio do Teu coração, sentares-te a Meus pés e escutares o que Eu tenho para te dizer sobre a Tua vida e sobre todas essas actividades?
É que sem isso, meu filho, as muitas actividades que fazes serão muito mais tuas do que Minhas, e assim sendo não darão os frutos que poderiam dar.
Não te esqueças: «Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada.»
Olho-Te com os olhos cansados, abro-Te as minhas mãos e entrego-me.
E peço-Te humildemente:
Ajuda-me, Senhor, a escutar-Te em cada momento e em cada coisa que me é dada fazer.
Ensina-me, Senhor, a entrar no silêncio e a ficar ali, calado, de coração e mente abertas à Tua voz, ao teu amor, a tudo o que tens para me dizer.
Leva-me, Senhor, a buscar de Ti o amor que devo colocar em tudo o que faço, porque só no Teu amor os frutos acontecem, para Tua glória e para nosso bem.
Calo-me, Senhor, com um imenso obrigado!

Monte Real, 23 de Fevereiro de 2016

Joaquim Mexia Alves na sua página no Facebook

VIA SACRA

III estação

Jesus cai pela primeira vez
   
Nós Vos adoramos e bendizemos oh Jesus!

Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

É demais para as Tuas forças, o peso dessa Cruz que Te esmaga.

Tu, o meu Senhor e o Meu Deus, que caminhaste sobre as águas, que Te elevaste ao Céu transfigurado, não podes mais e cais por terra!

Como pode tal coisa estar a acontecer?!

Como é possível que ninguém se mova e Te ajude, Senhor meu, a levantares-te?!

Na curta caminhada que fizeste, cada passo foi um tormento doloroso em extremo e quase se não acredita que foste capaz.

Tantos pecados que fui e vou cometendo, vão aumentando o peso desse madeiro, a ponto de já o não suportares e caíres esgotado.

E Tu, Senhor, apesar de tudo, perdoas-me e o Teu perdão permite aliviar um pouco o peso sobre os Teus ombros; consegues levantar-te e, vacilando, seguir no Teu fantástico caminho para a Glória.

Percebo o Teu exemplo, Mestre adorado, também eu devo levantar-me; não importa o peso dos pecados que me atiram a terra, tenho de levantar-me e seguir em frente, levando a minha Cruz.

Porem, fraco como sou, nada conseguirei sem a Tua ajuda.

Perdoa-me Senhor, pedir-te ajuda quando estás aí, por terra, esmagado por essa Cruz tremenda, mas, eu sei que é isso mesmo que Tu esperas ansiosamente: que eu Te peça ajuda, conforto, ânimo, determinação para seguir em frente, arrependendo-me dos meus pecados.

Com a alegria que Te dará este meu comportamento, a Tua Cruz torna-se mais leve e não sofrerás tanto.

Faço o propósito de ter presente esta Tua queda que os meus pecados provocaram.

Espero e peço que, esta lembrança, me ajude a evitá-los.

Ajuda-me Senhor, a conseguir esta disposição bem viva na minha alma, para Tua satisfação e minha salvação eterna.

PN, AVM, GLP. 

Senhor: Tem piedade de nós

Os frutos saborosos da alma mortificado

Estes são os saborosos frutos da alma mortificada: compreensão e transigência para as misérias alheias; intransigência para as próprias. (Caminho 198)

Penitência é tratar sempre os outros com a maior caridade, começando pelos teus. É atender com a maior delicadeza os que sofrem, os doentes e os que padecem. É responder com paciência aos maçadores e inoportunos. É interromper ou modificar os nossos programas, quando as circunstâncias – sobretudo os interesses bons e justos dos outros – assim o requerem.

A penitência consiste em suportar com bom humor as mil pequenas contrariedades do dia; em não abandonar o trabalho, mesmo que no momento te tenha passado o entusiasmo com que o começaste; em comer com agradecimento o que nos servem, sem caprichos importunos. (Amigos de Deus, 138)

São Josemaría Escrivá

QUARESMA 2017

Sem desfalecer continuo o caminho pelo deserto da Quaresma.

Sempre ao encontro de Cristo em mim, para que o Espírito Santo me vá mostrando caminho no amor do Pai.

A pedra que aparece no meu caminho, tem escrito: Fazer!

O “outro”, pressurosamente, diz-me ao ouvido para não me preocupar, porque eu já faço tanto.
Preocupa-me sim, que ele me queira convencer disso mesmo, por isso sento-me na pedra e reflicto.

Realmente, penso eu, já faço tanto, já estou envolvido em tantas coisas na Igreja.
Será que não faço demasiadas coisas em detrimento de outras mais importantes, ou seja, mais da vontade de Deus para mim? Não terei eu, por vezes, um excesso de activismo?
Darei eu a atenção necessária à família que Deus me deu, por exemplo?
Quando estou cansado, esse cansaço reflecte-se mais em quê? Naquilo que faço em Igreja ou naquilo que devia fazer em família?
Não é a família “igreja doméstica”?

E este “fazer”, traz sempre também o “não fazer”, ou seja, a desculpa fácil que eu não faço mal, não roubo, não mato …
Mas faço eu o bem?
Que gostaria Deus que os outros vissem em mim: Aquele que não faz mal a ninguém, ou aquele que faz o bem sem olhar a quem?

Tanto para fazer, meu Deus!

Ah, Senhor, obrigado por me teres feito sentar nesta pedra do “fazer”, da qual me queres levantar para prosseguir caminho.

Ajuda-me a perceber e a viver que o “fazer” em Teu Nome, é muito mais importante do que o “não fazer” rotineiro, pois essa é a Tua vontade.

Monte Real, 14 de Março de 2017

Joaquim Mexia Alves

São Josemaría Escrivá nesta data em 1931

Anota este pensamento: “Que pouco é uma vida para oferecê-la a Deus!... E se essa vida for a de um burrinho…, e de um burrinho sarnento!! Apesar de tudo espero grandes coisas deste ano de 1931”

Fazer o bem sem esperar nada em troca (legendado)

Educar na sobriedade e na temperança

«Não é nada lógico dar aos meus filhos tudo aquilo que eles me pedem. Se o fizesse, converter-me-ia num “pai fixe”, mas esta expressão parece-me sinónima de “pai cúmplice”. Estaria a ser conivente com a sua falta de sobriedade. Penso que nós, pais, necessitamos da virtude da fortaleza para não transigirmos com os caprichos dos nossos filhos».

Sábias palavras pronunciadas por um pai de uma família numerosa. Nos dias de hoje, é necessária valentia da parte dos pais para proporem aos seus filhos um estilo de vida sóbrio e temperado. Um estilo de vida que não está nada na moda!

Primeiro, devem fazê-lo com o próprio exemplo. Já diz o famoso ditado: “quem não vive o que ensina, não ensina nada!”. Além disso, somente se os pais são sóbrios é que percebem que a sobriedade é um bem de enorme valor para os seus filhos.

Depois, é necessário dar aos filhos razões válidas pelas quais vale a pena viver um estilo de vida assim. Sendo conscientes de que as mensagens que os filhos recebem todos os dias na publicidade, nos meios de comunicação, dos colegas da escola vão, habitualmente, em sentido contrário: quanto mais consumires, mais feliz serás!

Raciocinar com os filhos com paciência. Que cada filho compreenda que é amado pelo que é, não por aquilo que tem ou pela sua “imagem”. Criar uma atmosfera familiar na qual se note que o verdadeiramente importante são as pessoas e não as coisas.

Um ponto de capital importância neste esforço educativo é estimular a generosidade dos filhos com os mais necessitados. Fazê-los compreender que, geralmente, somente uma pessoa que é sóbria e temperada, consegue ter sensibilidade para as necessidades dos outros e fortaleza para os ajudar com generosidade.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

A verdade é o caminho

«A pastoral correcta conduz à verdade, suscita amor à verdade e ajuda também a suportar a dor da verdade. Esta mesma deve ser um modo de caminharmos juntos ao longo do difícil e belo caminho para a vida nova, que é também o caminho para a verdadeira e grande alegria»

(Joseph Ratzinger - Olhar para Cristo)

O Evangelho do dia 14 de março de 2017

Então, Jesus falou às multidões e aos Seus discípulos, dizendo: «Sobre a cadeira de Moisés sentaram-se os escribas e os fariseus. Observai, pois, e fazei tudo o que eles vos disserem, mas não imiteis as suas ações, porque dizem e não fazem. Atam cargas pesadas e impossíveis de levar, e as põem sobre os ombros dos outros homens, mas nem com um dedo as querem mover. Fazem todas as suas obras para serem vistos pelos homens. Trazem mais largas as filatérias, e mais compridas as franjas dos seus mantos. Gostam de ter os primeiros lugares nos banquetes, e as primeiras cadeiras nas sinagogas , das saudações na praça, e de serem chamados rabi pelos homens. Mas vós não vos façais chamar rabis, porque um só é o vosso Mestre, e vós sois todos irmãos. A ninguém chameis pai sobre a terra, porque um só é o vosso Pai, O que está nos céus. Nem façais que vos chamem mestres, porque um só é o vosso Mestre, Cristo. Quem entre vós for o maior, seja vosso servo. Aquele que se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado. 

Mt 23, 1-12