Quaresma

Quaresma
A Quaresma não é sinónimo de tristeza, mas de entrega, gratidão e oração. Após a Paixão, o Senhor alegra-nos com a Sua gloriosa Ressurreição

sábado, 11 de março de 2017

Reflexões Quaresmais

Quaresma – 10ª Reflexão

Penso na Igreja e nas vezes que A critiquei, por vezes com pessoas que nada tinham a ver com Ela.

Com os olhos entristecidos, Senhor, dizes-me cheio de amor:
É verdade, meu filho, que por vezes criticas a Igreja, não cuidando de perceber em que lugar estás e com quem estás a falar.
E Eu pergunto-te se também criticarias a tua mãe, em espaços públicos, com pessoas que não fossem da tua família?
Porque criticas então a Igreja, Mãe e Mestra, com pessoas que nada têm a ver com Ela, apenas porque não querem? É que assim não constróis e antes pelo contrário afastas ainda mais quem já anda afastado.
Lembra-te que a critica deve ser sempre para ajudar a construir, unir e melhorar, como tal deve ser feita no espaço próprio, que é a própria Igreja.

Reconheço, envergonhado, a minha culpa.

E peço-Te:
Ajuda-me, Senhor, a não fazer critica fácil, que é mais má língua, do que critica construtiva, ou desejo de ganhar melhor conhecimento da Igreja.
Ensina-me, Senhor, a discernir os tempos, os espaços e as pessoas com quem posso falar sobre a Igreja, para obter respostas ou para ajudar a construir e a unir a Tua Igreja.
Enfim, Senhor, ensina-me a ser Igreja.

Para Tua glória, Senhor, sempre para a Tua maior glória.

Marinha Grande, 20 de Fevereiro de 2016

Joaquim Mexia Alves na sua página no Facebook

VIA SACRA

II ESTAÇÃO

JESUS TOMA A CRUZ                      
Nós Vos adoramos e bendizemos oh
Jesus!

Que pela Vossa Santa Cruz remistes o
mundo.

Sobre os Teus ombros em chaga,
descansa agora o madeiro infamante.

Pesado para qualquer homem é
para Ti, meu pobre Jesus, no estado em que Te encontras, esmagador.

Enfraquecido pelas torturas, a
que durante horas foste submetido, feridas por todo o corpo gotejando sangue,
mal podes com o Teu próprio peso, quanto mais com essa pesadíssima Cruz que Te
põem aos ombros.

Mas Tu, Senhor, não gemes, não
Te queixas, não Te esquivas.

Simplesmente, aceitas essa
Cruz, pois foi para isso que vieste ao mundo.

É uma Cruz terrível, essa;
juntam-se nela todos os pecados de todos os homens de todos os tempos, dos que
Te rodeiam, ululantes, troçando do Teu sofrimento; dos que Te olham,
insensíveis a uma tragédia que pretendem não lhes dizer respeito; dos que com
medo de participar no Teu suplício, se escondem e desviam; e, também, daqueles
que, chorando contritamente a triste agonia do seu Mestre e Senhor, tentam a
todo o custo transpor a barreira dos soldados e acercar-se de Ti para Te
consolar, ajudar se possível.

Eu, Senhor, pertenço a todos
estes grupos, com os meus pecados, a minha indiferença e também com os meus
arrependimentos, dor e remorso.

Ajuda-me Senhor, a ficar sempre
no grupo dos que tentam ajudar-te a suportar o peso da Tua Cruz, a pertencer
aos que desejam participar dos sofrimentos do seu Senhor

Que, desta forma, possa aliviar
um pouco o peso terrível desse madeiro, pedindo perdão pelos pecados de todos
os homens que constantemente aumentam o seu peso, desagravando o Teu Santíssimo
Nome.

Deixo-te aqui Senhor, nesta
Segunda Estação da Tua Via Dolorosa.

Vou
ter presente, no meu coração, o Teu Santo Nome, pedindo o Teu Perdão, adorando
a Tua Divindade e agradecendo comovido, o sacrifício enorme que resolveste
levar a cabo por mim, pela humanidade inteira.

PN, AVM, GLP.

Senhor: Tem piedade de nós

«Olhe que não, senhor dr., olhe que não!»

© Raquel Wise
Uma conclusão inquietante: em pleno Estado Novo, o Dr. Álvaro Cunhal foi melhor tratado pela Universidade de Lisboa do que, em democracia, o Dr. Jaime Nogueira Pinto pela Universidade Nova.

Anda por aí um grande rebuliço, à conta da Universidade Nova ter proibido o Dr. Jaime Nogueira Pinto de participar numa conferência-debate, promovida por um grupo de estudantes dessa prestigiada instituição universitária.

Em boa hora, alguns alunos daquela escola superior, com aquele paternalismo que é tão querido de uma certa esquerda que pensa tão bem que até pensa pelos que não pensam como ela, impediu uma perigosa iniciativa: nada mais do que – imagine-se! – pensar e debater questões de actualidade política! A zelosa corporação universitária, através da direcção da dita faculdade, com a coragem que caracteriza alguns dos nossos mais ilustres intelectuais, cedeu à prepotência das duas dúzias de estudantes bolcheviques e cancelou o debate, com o estafado argumento da ordem pública e segurança, que é de tão recorrente uso pelos tiranos.

Não são muito de estranhar estes tiques totalitários dos estudantes esquerdistas que pululam pelas nossas universidades. Bento XVI também foi vítima da mesma intolerância por parte de outros tantos energúmenos universitários de Roma.

Tempos há, uma associação de estudantes de uma faculdade de direito da capital promoveu um debate sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, para o qual só convidou oradores favoráveis a essa proposta, muito de acordo, portanto, com a teoria e prática do pensamento único. Vai daí, um grupo de estudantes menos alinhado com essa ortodoxia política, atreveu-se a promover uma sessão em sentido contrário, com dois professores da casa, um reputado psicólogo clínico e um sacerdote católico que, sobre esse tema, publicara um ensaio em parceria com um conhecido juiz desembargador. Escusado será dizer que as dificuldades foram mais do que muitas, embora o debate se viesse a realizar, com uma muito numerosa e participativa presença de alunos de todos os quadrantes políticos e ideológicos.

É muito salutar que se reconheça aos alunos do ensino superior o direito de associação, mas é preocupante que uma decisão sufragada por apenas 24 alunos – segundo João Miguel Tavares, no Público de 9 de Março – possa contrariar princípios fundamentais da nossa Constituição, que são da essência do Estado de direito democrático, como é a liberdade de pensamento e de expressão. É até paradoxal que os pretensos defensores da liberdade sejam os que se opõem, na prática, ao mais elementar exercício dessa liberdade, segundo uma muito conhecida e praticada contradição entre a teoria e a praxis comunista. Por este andar, amanhã um estudante crente ou conservador não poderá frequentar o ensino universitário estatal, reservado, em regime de exclusividade, para os camaradas dos omnipotentes dirigentes associativos.

É lamentável que a direcção da faculdade em questão se deixe intimidar, ao ponto de não permitir que tenha lugar um debate que alguns alunos, com não menos legitimidade do que outra qualquer associação estudantil, se propuseram realizar, contando para o efeito com a presença de uma personalidade de reconhecido prestígio intelectual, como é, indiscutivelmente, o Dr. Jaime Nogueira Pinto. Não só não se compreende que os órgãos académicos se tenham demitido do seu dever de garantir essa iniciativa cultural, como também é inexplicável que a máxima autoridade universitária, bem como o ministro competente, não tenham posto ordem na barraca.

Não é menos preocupante que estes acontecimentos tenham ocorrido onde menos era de esperar: numa universidade. Pela sua própria definição e história, a universidade, que é uma instituição de criação eclesiástica, é um centro de estudos e de investigação, mas também de debate e de liberdade. Assim era, por exemplo, a primitiva universidade, em que todas as questões eram admitidas, também as que contradiziam o dogma católico, nas célebres ‘quaestiones disputatae’. O que é próprio da universidade é, precisamente, a universalidade, ou seja, a abertura ao estudo e debate de todas as correntes do pensamento social, desde o fascismo de Mussolini e o nacional-socialismo de Hitler, até às doutrinas de Marx, Engels, Lenin e Stalin. Uma escola onde não há pluralismo é um centro de propaganda ideológica, mas não é, na verdadeira acepção do termo, uma universidade.

No referido debate universitário sobre o direito ao casamento, o sacerdote católico iniciou a sua intervenção louvando aquele estabelecimento de ensino superior, por ter sido onde, em pleno Estado Novo, se licenciou Álvaro Cunhal, então detido por razões de ordem política. Apesar de ser comunista, apresentar uma dissertação em que fazia a apologia do sistema soviético e defender o que, segundo a legislação penal então vigente, se considerava um crime, a sua dissertação foi generosamente aprovada, com muito boa nota (16 valores), por um júri de que também fazia parte o último chefe de governo do anterior regime, o professor Marcelo Caetano, que tinha sido comissário nacional da Mocidade Portuguesa.

A conclusão é óbvia e inquietante: o Dr. Álvaro Cunhal foi melhor tratado pela Universidade de Lisboa, em pleno Estado Novo, do que, em democracia, o Dr. Jaime Nogueira Pinto, pela Universidade Nova. Talvez não tenha sido por acaso que a Associação 25 de Abril interveio, em defesa da liberdade de pensamento e expressão, tão ameaçada por grupos de extrema-esquerda que não escondem a sua mentalidade e práticas totalitárias.

Se, onde estiver o espírito do líder histórico dos comunistas portugueses, não houver notícias do que por cá se passa, o Dr. Cunhal talvez pense que, agora, há mais liberdade nos meios universitários portugueses do que no seu tempo. Pois… «olhe que não, senhor doutor, olhe que não!».

Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada in Observador AQUI
(seleção de imagens 'Spe Deus')

Notas ‘Spe Deus’: 
- A 4 de dezembro de 1992 o ex Presidente dos E.U.A. Ronald Reagan proferiu uma conferência na Universidade de Oxford perante uma audiência de jovens inicialmente céticos e que se foram rendendo ao orador à medida que a intervenção se desenvolvia
https://www.c-span.org/video/?35586-1/arising-ashes-old-world-order

Intervenção que Bento XVI se viu obrigado a cancelar na ‘La Sapienza’ e prevista para o dia 17 de janeiro de 2008 que faz uma alongada reflexão sobre o papel das universidades
http://w2.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/speeches/2008/january/documents/hf_ben-xvi_spe_20080117_la-sapienza.html

O Evangelho de Domingo dia 12 de março de 2017

Seis dias depois, tomou Jesus consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e levou-os à parte a um monte alto, e transfigurou-Se diante deles. O Seu rosto ficou refulgente como o sol, e as Suas vestes tornaram-se luminosas de brancas que estavam. Eis que lhes apareceram Moisés e Elias falando com Ele. Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: «Senhor, que bom é nós estarmos aqui; se queres, farei aqui três tendas, uma para Ti, uma para Moisés, e outra para Elias». Estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem resplandecente os envolveu; e saiu da nuvem uma voz que dizia: «Este é o Meu Filho muito amado em Quem pus toda a Minha complacência; ouvi-O». Ouvindo isto, os discípulos caíram de bruços, e tiveram grande medo. Porém, Jesus aproximou-Se deles, tocou-os e disse-lhes: «Levantai-vos, não temais». Eles, então, levantando os olhos, não viram ninguém, excepto só Jesus. Quando desciam do monte, Jesus fez-lhes a seguinte proibição: «Não digais a ninguém o que vistes, até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos».

Mt 17, 1-9

São Josemaría Escrivá nesta data em 1960

“Convencei-vos de que normalmente não encontrareis ocasiões para feitos deslumbrantes, entre outras razões porque não costumam ocorrer. Pelo contrário, não vos faltam ocasiões de demonstrar, através do pequeno, do normal, o amor que tendes a Jesus Cristo”. São palavras da homilia que prega nesse dia.

O Evangelho do dia 11 de março de 2017

«Ouvistes que foi dito: “Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo”. Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem. Deste modo sereis filhos do vosso Pai que está nos céus, o qual faz nascer o sol sobre maus e bons, e manda a chuva sobre justos e injustos. Porque, se amais somente os que vos amam, que recompensa haveis de ter? Não fazem os publicanos também o mesmo? E se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de especial? Não fazem também assim os próprios gentios? Sede, pois, perfeitos, como vosso Pai celestial é perfeito.

Mt 5, 43-48