N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

sexta-feira, 10 de março de 2017

Fátima by night



Reflexões Quaresmais

Quaresma – 9ª Reflexão

Senhor, pensava hoje de manhã como é fraca a minha confiança em Ti.

Os Teus olhos doces fixam-se em mim:
É verdade, meu filho! Quanto tudo Te corre bem, a tua confiança em Mim é inabalável, mas quando há uma provação um pouco maior, o teu íntimo estremece e enche-se de receio.
E, no entanto, alguma vez te faltei? Verdadeiramente, já alguma vez te faltei em alguma coisa que fosse realmente importante para a tua vida, para a tua felicidade?
Hoje em dia já reconheces que mesmo algumas - Eu sei - terríveis provações que permiti na tua vida, acabaram por te mostrar caminho novo, acabaram por te fazer discernir onde está a verdadeira felicidade. Não temas e confia, pois só quero a tua felicidade.

Ai, Senhor, como sou “duro de cerviz” e por isso preciso que me “proves no cadinho”, para reconhecer a Tua mão na minha vida.

Peço-Te, suplicante:
Ensina-me a confiar no Teu amor, Senhor!
Ensina-me a confiar que, se nos momentos bons estás comigo, nos momentos difíceis me carregas ao colo.
Ensina-me sobretudo, Senhor, a discernir que tudo quanto permites na minha vida tem um propósito, e esse propósito é a minha felicidade, fruto do Teu amor por mim.

Obrigado, Senhor!

Monte Real, 19 de Fevereiro de 2016

Joaquim Mexia Alves na sua página no Facebook

Encherás o mundo de caridade

Não podes destruir, com a tua negligência ou com o teu mau exemplo, as almas dos teus irmãos os homens. – Tens – apesar das tuas paixões! – a responsabilidade da vida cristã dos que te são próximos, da eficácia espiritual de todos, da sua santidade! (Forja, 955)

Longe fisicamente e, contudo, muito perto de todos: muito perto de todos!... – repetias feliz.

Estavas contente, graças a essa comunhão de caridade, de que te falei, que tens de avivar sem cansaço. (Forja, 956)

Perguntas-me o que é que poderias fazer por aquele teu amigo, para que não se encontre sozinho.

Dir-te-ei o que sempre digo, porque temos à nossa disposição uma arma maravilhosa, que resolve tudo: rezar. Primeiro, rezar. E, depois, fazer por ele o que gostarias que fizessem por ti, em circunstâncias semelhantes.

Sem o humilhar, é preciso ajudá-lo de tal maneira que se lhe torne fácil o que lhe é difícil.  (Forja, 957)

Põe-te sempre nas circunstâncias do próximo: assim verás os problemas ou as questões serenamente, não terás desgostos, compreenderás, desculparás, corrigirás quando e como for necessário, e encherás o mundo de caridade. (Forja, 958)

São Josemaría Escrivá

QUARESMA 2017

A caminhada continua pelo deserto da Quaresma.

Sempre ao encontro de Cristo em mim, para que o Espírito Santo me vá mostrando caminho no amor do Pai.

Na pedra em que sento está escrito: Justiça!

O “outro” vem de mansinho tentando convencer-me de que eu sou muito justo!
Não vale a pena! Eu conheço-me!

Penso na justiça, na justiça com que “julgo” os outros no meu dia-a-dia, e percebo como sou duro com os outros e tão brando comigo.
Mas sobretudo medito no que deve ser a justiça de alguém que segue Cristo, ao “julgar” os outros.
É que essa justiça tem de ir muito mais longe.
Essa justiça tem que ter em si, não só o eu dar testemunho do que faço e sou verdadeiramente, mas também já deve ter a bondade, o amor, o perdão, para que não seja estéril, mas dê fruto de arrependimento e conversão, para os outros e para mim.

Ah, Senhor, obrigado por me teres feito sentar nesta pedra da justiça, da qual me queres levantar para prosseguir caminho.

Ajuda-me a perceber e a viver que quem julga és Tu, e que os meus “juízos” têm que ser sempre enformados da verdade, do amor, do perdão, “medindo-me” primeiro a mim, pois essa é a Tua única vontade.

Monte Real, 10 de Março de 2017

Joaquim Mexia Alves

São Josemaría Escrivá - Aconteceu nesta data em 1996

João Paulo II dedica a igreja de São Josemaría em Roma. Depois da cerimónia, reza durante uns minutos na capela do Santíssimo Sacramento. Depois, assina a acta de dedicação da igreja em que diz, entre outras coisas: “É para mim motivo de grande alegria e gratidão à Trindade Santa, que na minha Diocese de Roma surja uma nova ‘Casa de Deus’, para a celebração dos santos mistérios e a edificação do povo cristão na fé e no amor. Ao dedicar esta igreja, agradeci também ao Senhor que, no dia 2 de Outubro de 1928, tivesse feito ver o Opus Dei ao Beato Josemaría, para recordar a todos os homens a universalidade do chamamento à plenitude da união com Cristo”.

A história divina

Não é, primariamente, o encontro de uma verdade, mas ação do próprio Deus que dá forma à história. O seu sentido não é tornar visível ao homem a realidade divina, mas é fazer daquele que recebe a revelação o portador da história divina. Porque aqui, contrariamente à mística, Deus é o que age e é Ele que faz a salvação do homem.

(Joseph Ratzinger - Fé-Verdade-Tolerância: O Cristianismo e as Grandes Religiões)

Lealdade! Fidelidade! Honradez!

Lealdade! Fidelidade! Honradez! No grande e no pequeno, no pouco e no muito. Querer lutar, mesmo que às vezes pareça que não conseguimos querer. Se chega o momento da debilidade, abri a alma de par em par, e deixai-vos conduzir suavemente: hoje subo dois degraus, amanhã quatro… no dia seguinte, talvez nenhum, porque ficámos sem forças. Mas queremos querer. Temos pelo menos o desejo de querer. Filhos, isso já é combater [14].

É preciso governar, temperar o coração e os sentimentos, através da razão iluminada pela fé. «Eles podem ajudar-nos a ser generosos com Deus, escreveu D. Álvaro, mas não devem ser o único nem o principal motor da nossa fidelidade, porque isso seria sentimentalismo, uma deformação do amor realmente perigosa. Muita gente dá excessiva importância aos estados de ânimo. Contam muito com o coração e menos com a cabeça. Se gostam, se lhes apetece, acham-se capazes de tudo, fiados no seu entusiasmo. Se não, desanimam. Mas temos de estar prevenidos contra esta armadilha (…). Só assim teremos consciência, nos momentos de prova, que a infidelidade nunca se baseia num motivo razoável» [15].

Antes de mais nada, D. Álvaro seguiu muito de perto o chamamento do Senhor. Deus tinha-o dotado de notórias qualidades humanas e sobrenaturais, e tudo isso ele pôs ao serviço da missão recebida. É conhecida a resposta que deu ao Bispo de Madrid, pouco antes de receber a ordenação sacerdotal. D. Leopoldo comentou que, com os seus títulos civis e académicos tão relevantes, D. Álvaro era muito apreciado e respeitado no ambiente eclesiástico, onde teve que gerir muitos assuntos, por encargo do nosso Padre. Mas – previa o Bispo – depois da ordenação sacerdotal, perderia essa consideração da parte de muitos. D. Álvaro respondeu-lhe que não se importava: já tinha entregado a Deus tudo o que era seu – prestígio humano, projetos, oportunidades profissionais –, desde que respondera ao convite de Deus para se santificar no Opus Dei. Não se importava com o juízo dos homens mas sim com o desejo de amar a Deus e de cumprir a Sua Vontade. Quis ocultar-se e desaparecer, como S. Josemaria, para ser instrumento idóneo no serviço à Igreja.

O seu desejo de se identificar com o espírito do Opus Dei manifestou-se de forma gráfica quando foi designado primeiro sucessor de S. Josemaria. Disse então que não tinham eleito Álvaro del Portillo mas sim, de novo, o nosso Fundador que, do Céu, continuava a dirigir a Obra. E não via neste modo de falar e de proceder nada de especial ou fora do normal, pois estava profundamente convicto de que Deus o tinha procurado para ser a sombra do nosso Padre na Terra e, em consequência, ser o canal condutor para comunicar grande parte das Suas graças aos fiéis do Opus Dei e a tantos outros homens e mulheres de todo o mundo.

[14]. S. Josemaria, Notas de uma meditação, fevereiro de 1972 (“Em diálogo com Deus”, p. 154).
[15]. D. Álvaro, Carta, 19-III-1992, n. 31 (“Cartas de família”, vol. III, n. 321).

(D. Javier Echevarría carta do mês de março de 2014)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

O Evangelho do dia 10 de março de 2017

Porque Eu vos digo que, se a vossa justiça não superar a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos Céus. «Ouvistes que foi dito aos antigos: “Não matarás”, e quem matar será submetido ao juízo do tribunal. Porém, Eu digo-vos que todo aquele que se irar contra o seu irmão, será submetido ao juízo do tribunal. E quem chamar cretino a seu irmão será condenado pelo sinédrio. E quem lhe chamar louco será condenado ao fogo da Geena. Portanto, se estás para fazer a tua oferta diante do altar, e te lembrares ali que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem fazer a tua oferta. Concilia-te sem demora com o teu adversário, enquanto estás com ele no caminho, para que não suceda que esse adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao guarda, e sejas metido na prisão. Em verdade te digo: Não sairás de lá antes de ter pago o último centavo.

Mt 5, 20-26