N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

quinta-feira, 9 de março de 2017

Reflexões Quaresmais

Quaresma – 8ª Reflexão

Senhor, hoje de manhã, ao acordar, pensava se Te sigo verdadeiramente?

Tomas-me pela mão e dizes-me.
Verdadeiramente na maior parte do tempo tu “queres” que Eu te siga e não és tu que Me segues, por vezes até, nem sequer segues a Meu lado, mas vais à minha frente!
Repara quantas vezes Me perguntas se os teus gestos, as tuas acções, os teus testemunhos, são aqueles que Eu quero que faças?
Eu sei que julgas que os teus planos são bons e que portanto deverão partir de Mim. Mas perguntas-te se será mesmo assim?
Pede antes ao Espírito Santo em ti que te ajude a discernir o que é Minha vontade, e o que é tua vontade, para verdadeiramente Me seguires.

Sabes, Senhor, é a ânsia de falar, de fazer, de testemunhar!

Por isso peço-Te:
Leva-me, Senhor, a nada dizer, fazer ou testemunhar, sem antes invocar o discernimento do Espírito Santo, sobre a Vossa vontade.
Faz-me barro mole nas Tuas mãos, para que me deixe moldar segundo a Tua vontade.
Que eu seja nada, para que Tu sejas tudo em mim.
Para Tua glória, Senhor, sempre para Tua glória!

Monte Real, 18 de Fevereiro de 2016

Joaquim Mexia Alves na sua página no Facebook

Tens de conviver, tens de compreender

Tens de conviver, tens de compreender, tens de ser irmão dos homens teus irmãos, tens de pôr amor – como diz o místico castelhano – onde não há amor, para colher amor. (Forja, 457) 

Jesus Cristo, que veio salvar todos os povos e deseja associar os cristãos à sua obra redentora, quis ensinar aos seus discípulos – a ti e a mim – uma caridade grande, sincera, mais nobre e valiosa: devemos amar-nos mutuamente como Cristo nos ama a cada um de nós. Só desta maneira, isto é, imitando o exemplo divino – dentro da nossa rudeza pessoal – conseguiremos abrir o nosso coração a todos os homens, amar de um modo mais elevado, inteiramente novo.

Que bem puseram os primeiros cristãos em prática esta caridade ardente, caridade que sobressaía e transbordava dos limites da simples solidariedade humana ou da benignidade de carácter. Amavam-se uns aos outros de modo afectuoso e forte, através do Coração de Cristo. Um escritor do século II, Tertuliano, transmitiu-nos o comentário dos pagãos, comovidos ao presenciarem o comportamento dos fiéis de então, tão cheio de atractivo sobrenatural e humano: Vede como se amam, repetiam.

Se notas que não mereces esse louvor agora ou em tantas ocasiões do dia-a-dia; que o teu coração não reage como devia às exigências divinas, pensa também que chegou o momento de rectificares.

O principal apostolado que nós, os cristãos, temos de realizar no mundo, o melhor testemunho de fé é contribuir para que dentro da Igreja se respire o clima de autêntica caridade. Quando não nos amamos verdadeiramente, quando há ataques, calúnias e inimizades, quem se sentirá atraído pelos que afirmam que pregam a Boa Nova do Evangelho? (Amigos de Deus, 225–226)

São Josemaría Escrivá

QUARESMA 2017

Sigo caminho pelo deserto da Quaresma.

Sempre ao encontro de Cristo em mim, para que o Espírito Santo me vá mostrando caminho no amor do Pai.

Na pedra em que sento está escrito: Preguiça!

Diz-me o “outro” que esta pedra é que não tem mesmo nada a ver comigo, querendo convencer-me de que eu sou muito activo, faço muitas coisas na Igreja, etc.
Não o ouço, porque já sei que me quer enganar.

E penso na preguiça.
Sim é verdade que faço muitas coisas na Igreja, mas reconheço que às vezes me deixo levar por essa preguiça, que me afasta de “coisas” bem mais importantes do que toda essa minha actividade.
Vivendo eu a 20 metros da igreja, quantas vezes deixo que a preguiça me agarre ao sofá e me leve a não participar da/na Eucaristia diária?
E não é na Eucaristia que eu devo encontrar forças, sobretudo luz divina, para todas as outras coisas que faço?
E a oração? Quantas vezes é rápida e rotineira, apenas pela preguiça de a fazer mais consciente, mais íntima, mais conversa com Deus e menos “despachar obrigação”?
Tanta coisa a mudar!

Ah, Senhor, obrigado por me teres feito sentar nesta pedra da preguiça, da qual me queres levantar para prosseguir caminho.

Ajuda-me a perceber e a viver sempre com tudo centrado em Ti, lutando contra a inércia e procurando-Te em tudo, pois essa é a Tua única vontade.

Monte Real, 9 de Março de 2017

Joaquim Mexia Alves

São Josemaría Escrivá nesta data em 1933

Escreve treze anotações nos seus Apontamentos que mais tarde se publicarão como pontos de Caminho. Numa delas diz: “Os filhos... como procuram comportar-se dignamente quando estão diante de seus pais! E os filhos dos Reis, diante de seu pai El-Rei, como procuram guardar a dignidade da realeza! E tu... não sabes que estás sempre diante do Grande Rei, teu Pai-Deus?”

SANTOS SEM CORPO E POLÍTICOS SEM CABEÇA

Ao contrário do que é comum dizer-se, Luís XVI, ao ser guilhotinado, não perdeu a cabeça. Aliás, a única coisa que não perdeu foi, precisamente, a cabeça. Com efeito, em virtude da sua degolação, perdeu certamente o trono, a coroa e o corpo, mas não a cabeça, porque é de supor que um homem é, sobretudo, a sua cabeça.

Reza a história que, já depois de separada a régia cabeça do seu tronco, ainda se ouviu um real ai, mas talvez não deva ser levada a sério essa suposição. Como também não pode ser verdadeira a piedosa lenda daquele mártir que, já degolado, tomou a cabeça nas mãos e beijou-a, acontecimento que, de não ser metafisicamente impossível, ganharia a palma a todos os milagres havidos e por haver.

Que o homem é, ou deve ser, principalmente, a sua cabeça, tem sido motivo de não poucos equívocos, quase sempre provocados por essa infeliz mania de se cortarem as cabeças aos homens que, como os mártires, fazem questão de delas se servirem mais do que consentem as modas e os tiranos.

Que o diga São João Baptista, a quem a fúria de Herodes, atiçada pela filha da amante, decapitou, nos excessos de uma orgia em que a abundância de vinho toldou o que ainda lhe restava de razão e consciência.

Que o diga ainda São Thomas More, a quem o também adúltero Henrique VIII impediu de pensar pela sua cabeça, teimosamente obstinada em não aprovar os desatinos reais. Por isso, a mesma lhe foi, por especial privilégio, arrancada. Com efeito, a lei exigia que o ex-chanceler fosse esquartejado, mas o rei concedeu-lhe a graça de ser apenas decapitado. Thomas More muito agradeceu tal favor, sugerindo contudo a sua graciosa majestade que privasse dessa mercê os seus restantes amigos, para que não viesse a ficar sem nenhum.

Tirar cabeças era tão comum ao dito rei que várias das suas desquitadas mulheres sofreram essa desagradável experiência. Por esta razão, uma princesa alemã, por ele pretendida, se escusou dizendo que, tendo uma só cabeça, não podia arriscar tão perigosas núpcias. Tivera duas cabeças – acrescentou – e uma seria, sem dúvida, do augusto pretendente à sua mão e, quiçá, à sua cabeça.

Quando a cabeça é separada do respectivo tronco, nem sempre é fácil saber onde subsiste o sujeito em questão. Por exemplo, quando João Paulo II nomeou São Thomas More padroeiro dos políticos, quis conceder-lhes como protector a cabeça que, num acto de heróica fidelidade à fé e aos próprios princípios morais, antes preferiu renunciar à sua vida, do que comprometer a consciência. Só que a grande maioria dos políticos aceitou por modelo, não a cabeça sem corpo, como era de supor, mas o corpo sem cabeça.

Quando um político estorva, é quase sempre por causa da sua consciência, ou seja, por razão da sua cabeça. Um Luís XVI guilhotinado, um São João Baptista degolado ou um São Thomas More decapitado não incomodam ninguém. Por isso, alguns políticos, para evitarem dores de cabeça, não quiseram a do mártir, preferindo para seu padroeiro o corpo, sem cabeça, do ex-chanceler.

Muitos aliás, diga-se de passagem, têm sido extraordinariamente devotos do decapitado corpo do seu santo intercessor.

Em Fátima, Bento XVI recordou a necessidade de governantes que sejam «verdadeiras testemunhas de Jesus Cristo», deplorando os que, embora aparentemente católicos, «dão as mãos ao secularismo, construtor de barreiras à inspiração cristã».

Abundam os políticos, mas quase todos são incrédulos assumidos ou «crentes envergonhados». Falta quem seja um autêntico seguidor de Cristo e defenda, «com coragem, um pensamento católico vigoroso e fiel».

Sobram corpos decapitados pelo pragmatismo das conveniências, mas faltam políticos com alma. E com cabeça, claro!

Gonçalo Portocarrero de Almada

O homem e a verdade…

«(…) um raciocínio do próprio Newman sobre a relação fundamental do homem com a verdade. Os homens estão demasiadas vezes inclinados, assim raciocina o grande filósofo da religião, a ficar tranquilamente em suas casas à espera de que lhes cheguem demonstrações da revelação, como se estivessem na posição árbitros e não de necessitados. “Eles decidiram examinar o Omnipotente de maneira desapaixonada e objectiva, com total imparcialidade, de cabeça fria.” Mas o homem que deste modo se torna senhor da verdade engana-se. Ele subtrai-se a semelhante senhor e abre-se apenas àquele que se aproxima dela com respeito, com humildade veneradora.»

(Joseph Ratzinger - Olhar para Cristo)

O vício da murmuração

Infelizmente, as pessoas falam mal dos outros nas suas costas com frequência, sem se atrever a manifestar cara a cara, com sentido sobrenatural, as faltas ou defeitos que deveriam corrigir. E assim, o vício da murmuração vai causando estragos no convívio familiar e na sociedade.

Empenhemo-nos em redescobrir – por parte de todos – a importância da lealdade, virtude humana fundamental no relacionamento de uns com os outros, na vida social, profissional, etc. Neste sentido, a prática da correção fraterna, com as necessárias medidas de prudência e caridade, torna-se particularmente necessária.

(D. Javier Echevarría, na carta do mês de Março 2011 escrevendo sobre a ‘correção fraterna’ como tema proposto por Bento XVI para essa Quaresma)

O Evangelho do dia 9 de março de 2017

Os fariseus, tendo sabido que Jesus reduzira ao silêncio os saduceus, reuniram-se. E um deles, doutor da Lei, querendo pô-l'O à prova, perguntou-Lhe: «Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?». Jesus disse-lhe: «”Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento”. Este é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a este: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Destes dois mandamentos depende toda a Lei e os Profetas».

Mt 22, 34-40