Natal

Natal
Vinde, Senhor Jesus! Estamos ansiosos pela vossa chegada para proclamarmos de novo o nascimento do Filho de Deus Pai

sexta-feira, 3 de março de 2017

Reflexões Quaresmais

Seleção de imagem 'Spe Deus'
Quaresma – 2ª Reflexão

Inclino-me perante Ti, e pergunto-Te com o coração nas mãos:
E hoje, Senhor, que queres hoje indicar-me como caminho de reflexão neste segundo dia da Quaresma.

E Tu respondes-me com o Teu olhar manso e amoroso:
Quando falas de Mim, quando me anuncias, quando te afadigas a falar e a escrever sobre Mim, tens a certeza que o fazes apenas por Mim?

Oh, Senhor, como me conheces tão bem!
Fazes-me ver com tanta clareza que muitas vezes a minha ânsia de protagonismo, quase se sobrepõe à importância do anúncio do Teu amor, ao anúncio da Tua presença no meio de nós e em nós.
Como se fosse eu importante, e Tu apenas um caminho para a minha “importância”!
Reconheço, Senhor, com uma dor no coração e sobretudo com a vergonha no meu ser, que muitas vezes assim será.
Apenas mitiga esta minha vergonha o saber que, por Tua infinita bondade, apesar deste meu pecado, as palavras e actos que colocas em mim, chegam aos outros isentas dessa minha fraqueza, que apenas recai em mim e só em mim.

Por isso o meu segundo pedido nesta Quaresma:
Perdoa-me, Senhor, e ajuda-me a reconhecer-me nada perante Ti.
Ajuda-me a reconhecer-me servo dos outros e a nada querer para mim, a não ser aquilo que já me dás com tanta abundância: o Teu amor e a Tua abundância de vida.
Apenas e sempre para Tua glória, Senhor, para Tua glória!

Monte Real, 12 de Fevereiro de 2016

Joaquim Mexia Alves na sua página no Facebook

Se vês claramente o teu caminho, segue-o

Porque não te entregas a Deus de uma vez..., de verdade..., agora?! (Caminho, 902)

Se vês claramente o teu caminho, segue-o. – Por que não repeles a cobardia que te detém? (Caminho, 903)

"Ide, pregai o Evangelho... Eu estarei convosco...". – Isto disse Jesus... e disse-to a ti. (Caminho, 904)

"Et regni ejus non erit finis". – O seu Reino não terá fim! 
Não te dá alegria trabalhar por um reinado assim? (Caminho, 906)

"Nesciebatis quia his quae Patris mei sunt oportet me esse?". – Não sabíeis que Eu devo ocupar-Me das coisas que dizem respeito ao serviço de meu Pai.

Resposta de Jesus adolescente. E resposta a uma mãe com a sua Mãe, que há três dias anda à sua procura julgando-O perdido. – Resposta que tem por complemento aquelas palavras de Cristo que São Mateus transcreve: "Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim". (Caminho, 907)

São Josemaría Escrivá

QUARESMA 2017

Prossigo a viagem pelo deserto da Quaresma.

Sempre ao encontro de Cristo em mim, para que o Espírito Santo me vá mostrando caminho no amor do Pai.

Mais uma pedra no caminho e sento-me.
Esta tem escrito: Ressentimento!

O “outro”, que embora eu não queira me segue na viagem, diz-me logo pressuroso: Levanta-te, sai dessa pedra! Tu que falas tanto no perdão, não tens obviamente nenhum ressentimento em ti!
Não ligo ao que ele diz e fico a pensar.

É verdade que falo muito do perdão, é verdade que o perdão é algo que muito desejo conseguir ter e dar, mas será que já não há mesmo nenhum ressentimento em mim?

Obrigo-me a percorrer a minha vida, nas coisas que mais me ofenderam, que mais me magoaram, e percebo que aqui e ali, o meu coração ainda estremece ao pensar em certos momentos, sobretudo em certas pessoas.
Percebo que ainda talvez não seja capaz de ter paz no coração quando penso nessas pessoas.
Julgo que já lhes perdoei, mas ainda guardo esse “amargo” que no fundo é um ressentimento.

Com todo o amor ouço a voz do Espírito Santo no meu coração a dizer-me: Não te apoquentes. A vontade inscrita no teu coração é perdoar e é nessa vontade que vais caminhando. Reza ainda mais por aqueles que te ofenderam e por aqueles que tu ofendeste.

Ah, Senhor, obrigado por me teres feito sentar nesta pedra do ressentimento, da qual me queres levantar para prosseguir caminho.

Ajuda-me a perceber e a viver que só o amor aos outros, sempre, é a Tua única vontade.

Monte Real, 3 de Março de 2017

Joaquim Mexia Alves

São Josemaría Escrivá nesta data em 1938

“Ando a correr Ceca e Meca: quando encontro filhas do Pe. Pedro [teresianas], “pespego-lhes” com uma pregação... Foi assim três vezes em Bilbau, em Valhadolid, em Ávila, em León e Astorga, em São Sebastião, em Saragoça...”, escreve a Josefa Segovia Morón, da Instituição Teresiana. São Josemaria era muito amigo do seu fundador, São Pedro Poveda.

A LUZ E AS TREVAS

Este tempo da Quaresma, é um tempo particularmente indicado para meditarmos na nossa caminhada com Deus e para Deus.

Assim e mais uma vez me coloquei perante esta incrível constatação, que consiste em que quanto mais caminho, mais me falta caminhar, quanto mais tento resistir ao pecado, mais me parece que o pecado me tenta e ainda, que ao vencer, pela graça de Deus, algumas fraquezas do meu dia-a-dia, logo surgem outras que anteriormente não me parecia importante combater.

E, claro, lembro-me de algumas pessoas que me questionavam por isso mesmo, ou seja, que na caminhada que vão fazendo com Deus e para Deus, aquilo que dantes não lhes aparecia como fraqueza, se torna agora pecado a vencer.

Veio então ao meu pensamento esta imagem de me saber num quarto escuro, sem luz, escolhendo uma peça de roupa para vestir, mas que pretendo “perfeita”, não só na conjugação da cor, mas também numa perfeita qualidade de confecção.

A verdade é que, no meio das trevas, nada consigo distinguir e, portanto, ao toque, a minha sensação é de que aquela peça de roupa será a mais indicada pois parece-me não ter defeitos, e até posso acreditar que a cor é a mais perfeita para o que desejo.

Trago então a peça de roupa para um local com um pouco mais de luz, uma penumbra, e se ainda não consigo distinguir bem a cor, nem qualquer imperfeição, percebo sem dúvida uma mancha, que me parece uma nódoa, pois destoa na uniformidade do tom da peça que consigo ver. Mas não tem problema, julgo eu, pois com uma simples lavagem a nódoa sairá.

Passo então para um lusco-fusco e já me é dado perceber que a nódoa é efectivamente grande, mas mais do que isso detecto um pequeno buraco na peça de roupa que me parece um buraco feito por uma traça.
Ainda não me preocupo em demasia, porque um pequeno ponto de costura dado no sítio certo, fará com que tal buraco desapareça.

Aproximo-a então da luz de um candeeiro, o que já me permite perceber que a cor é de um tom indeterminado, e que talvez existam algumas imperfeições de confecção da peça de roupa.
Ainda não desanimo, porque provavelmente são coisas que não se notarão muito.

Saio então para a luz do dia e aí consigo já ver que o tom da cor não tem grande definição, ou seja, não é uma cor definida que eu possa conjugar com facilidade com o resto da minha roupa.
Confirmo também que se a nódoa é grande, sairá no entanto com facilidade numa lavagem simples e que o buraco da traça não se notará, depois de cosido.
Mas, àquela luz natural, a peça de roupa não me agrada muito, pois parece-me carregada de pequenas imperfeições que eu ainda não tinha conseguido identificar.
Se fosse para usar em ambientes fechados, com luz artificial, até poderia passar, mas para usar assim, à luz do dia, julgo que não me agrada, nem agradará a outros.

Sou então levado pela curiosidade de perceber até que ponto aquela peça de roupa tem defeitos e aproximo-a da luz do sol, para que incida totalmente sobre ela e eu possa descortinar os mais ligeiros defeitos.

Então, sob essa luz, já não ligo sequer à nódoa e ao buraco da traça, que facilmente serão eliminados, mas percebo perfeitamente pequenos defeitos na confecção da peça de roupa, que assim vistos e percebidos, retiram toda a graça, toda a beleza daquela peça de roupa que eu tinha escolhido para vestir.
Aquela peça de roupa que me parecia perfeita nas trevas, foi ganhando defeitos à medida que a luz incidia nela, de tal modo, que agora percebo que a não posso usar todos os dias, porque não só não me agrada, mas também porque com certeza não agradará àqueles que comigo se cruzam.

Connosco, na nossa caminhada com Deus e para Deus, sucede o “mesmo”.

À medida que nos afastamos das trevas para a Luz de Deus, vamos percebendo primeiro os grandes defeitos, os grandes pecados, que por Sua graça, combatemos com êxito.

Mas depois, à medida que nos vamos “examinando” à Luz de Deus, vamos descobrindo os nossos “defeitos”, as nossas fraquezas, que dantes não nos incomodavam, mas que agora, numa caminhada de verdade, percebemos que é necessário combater, para nos “fazermos” mais conformes à imitação de Cristo.

Por isso na nossa caminhada com Deus e para Deus, iremos sempre descobrindo na nossa vida terrena, “montes” para aplanar, “curvas” para endireitar, “espinhos” para aceitar, mas vivendo ao mesmo tempo a certeza inabalável que Ele está sempre connosco, e nos dá forças e “ferramentas” para a caminhada.

Por isso mesmo, ao contrário da peça de roupa que já não quero vestir, porque não a posso emendar de todos os defeitos, nós podemos sempre, pela graça de Deus, ir nascendo de novo pelo seu perdão, e purificando-nos do mal pelo seu amor.

E este é o caminho de conversão que nunca está acabado, enquanto não formos por Ele chamados, e pela sua graça, vivermos no seu gozo, eternamente.

Monte Real, 29 de Fevereiro de 2012

Joaquim Mexia Alves em http://queeaverdade.blogspot.com/2012/02/luz-e-as-trevas.html

Ler, mastigar e viver o Evangelho seguindo Cristo

… esforcemo-nos por aproveitar muito bem a leitura do Evangelho. Para isso, meditemos bem nos episódios da vida de Nosso Senhor. S. Josemaria pediu-nos sempre que não lêssemos estas passagens como se fossem alheias a nós, mas entrando nas cenas como um personagem mais, com as nossas fraquezas e os nossos desejos de melhoria, enchendo-nos de assombro perante a Humanidade Santíssima de Jesus Cristo e apoiando-nos na Sua fortaleza divina.

Seguir Cristo: é este o segredo. Acompanhá-lo tão de perto que vivamos com Ele, como os primeiros doze, tão de perto que com Ele nos identifiquemos. Se não levantarmos obstáculos à graça, não tardaremos a afirmar que nos revestimos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Na nossa atuação, o Senhor reflete-se como num espelho. Se o espelho for como deve ser, captará o rosto amabilíssimo do nosso Salvador sem o desfigurar, sem caricaturas: e os outros terão a possibilidade de O admirar, de O seguir [17].

[17]. S. Josemaria, Amigos de Deus, n. 299.

(D. Javier Echevarría, Prelado do Opus Dei na carta do mês de fevereiro de 2013)

Ser terra para a palavra de Deus

«Indubitavelmente, como o Evangelho o diz, orar quer dizer muito mais que palrar, que mascar palavras. Ser terra para a Palavra quer dizer que essa terra se deixa assumir pela semente, que se deixa assimilar pela semente, que se entrega a própria a fim de que essa semente se torne vida. A maternidade de Maria quer dizer que ela faculta a substância de si própria, corpo e alma, a fim de que uma nova vida possa crescer».

(Joseph Ratzinger in ‘Maria primeira Igreja’ – Joseph Ratzinger e Hans Urs von Balthasar)

O Evangelho do dia 3 de março de 2017

Então foram ter com Ele os discípulos de João e disseram-Lhe: «Qual é a razão por que nós e os fariseus jejuamos e os Teus discípulos não jejuam?». Jesus respondeu-lhes: «Porventura podem estar tristes os companheiros do esposo, enquanto o esposo está com eles? Mas virão dias em que lhes será tirado o esposo e então eles jejuarão.

Mt 9, 14-15