N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Todos somos irmãos!

Escreveu também o Apóstolo que "não há distinção de gentio e judeu, de circunciso e incircunciso, de bárbaro e cita, de escravo e livre, mas Cristo que é tudo em todos". Estas palavras valem hoje como ontem: para o Senhor não existem diferenças de nação, de raça, de classe, de estado... Cada um de nós renasceu em Cristo para ser uma nova criatura, um filho de Deus; todos somos irmãos, e temos de conviver fraternalmente! (Sulco, 317) 

Perante a fome de paz, teremos de repetir com S. Paulo: Cristo é a nossa paz, pax nostra. Os desejos de verdade hão-de levar-nos a recordar que Jesus é o caminho, a verdade e a vida. Aos que procuram a unidade, temos de colocá-los perante Cristo, que pede que estejamos consummati in unum, consumados na unidade. A fome de justiça deve conduzir-nos à fonte originária da concórdia entre os homens: ser e saber-se filhos do Pai, irmãos.

Paz, verdade, unidade, justiça. Que difícil parece por vezes o trabalho de superar as barreiras, que impedem o convívio entre os homens! E contudo nós, os cristãos somos chamados a realizar esse grande milagre da fraternidade: conseguir, com a graça de Deus, que os homens se tratem cristãmente, levando uns as cargas dos outros,vivendo o mandamento do Amor, que é o vínculo da perfeição e o resumo da lei. (Cristo que passa, 157)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1975

Encontra-se em Espanha, a caminho de Roma, depois da sua última viagem à América. Virá a falecer em Junho. “Durante os últimos tempos de vida repetia com mais intensidade uma jaculatória que esteve sempre nos seus lábios: Vultum tuum requiram, Domine!, Senhor, só quero ver o teu rosto! Dizia também muitas vezes: omnia in bonum!, tudo é para bem, tudo o que acontece deve levar-nos a Deus. Foi com estas disposições que a morte o surpreendeu”, comenta Mons. Javier Echevarría, em “Lembrando o então ainda Beato Josemaría”.

Maria, a "Casa Viva" de Jesus

Fátima - Maio 2010
"Sigamos e imitemos Maria" e "toda a nossa vida tornar-se-á um Magnificat". É o amor por Nossa Senhora uma das características que distingue a dimensão espiritual do Pontificado de Bento XVI. Um Papa mariano, como assim foi o seu amado predecessor, João Paulo II. Um amor filial que vem de longe. Se, de facto, na vida e no Pontificado de Karol Wojtyla teve uma grande importância o Santuário mariano de Czestochowa, o mesmo se poderia dizer de Joseph Ratzinger em relação ao Santuário de Altötting, coração mariano da Baviera.

"Deixemo-nos guiar por Maria no encontro com Jesus." Em cada audiência, discurso e homilia, Bento XVI confia sempre os fiéis à Virgem Maria. "É Ela, com a sua humildade – repete em milhares de ocasiões o Santo Padre – a indicar-nos o caminho para chegar ao coração do seu Filho. É Maria e o seu Filho, com a sua 'autoridade indefesa' que vencem 'os barulhos dos poderes do mundo'".

"A glória de Deus não se manifesta no triunfo e no poder de um rei, não resplandece em uma cidade famosa, em um sumptuoso palácio, mas 'vai morar' no ventre de uma Virgem, se revela na pobreza de uma criança. A Omnipotência de Deus, também na nossa vida, age com a força, muitas vezes silenciosa, da verdade e do amor". (Audiência Geral, 19 de dezembro de 2012)

Bento XVI torna-se um peregrino dos principais Santuários marianos do mundo. De Altötting aos Santuários de Lourdes, Fátima, Czestochowa e ainda Mariazell na Áustria e Aparecida no Brasil. Reza a Virgem em Pompeia e em Loreto. O Papa destaca que estes Santuários não são 'catedrais no deserto', mas 'oásis do Espírito' inseridos nos seus territórios como exemplo de 'uma civilização do amor'. "Maria - nos recorda o Papa - é a primeira que acolheu Jesus e vive também uma relação especial com o Espírito Santo e a Igreja", como disse na conclusão do mês mariano, em 31 de maio de 2009: "Em Pentecostes, a Virgem Mãe aparece novamente como Esposa do Espírito, para uma maternidade universal, para com todos que são gerados por Deus para a fé em Cristo. É por isto que Maria é para todas as gerações imagem e modelo da Igreja, que junto ao Espírito caminha através dos tempos invocando o retorno glorioso de Cristo: 'Vem Senhor Jesus'".

Bento XVI convida todos os fiéis, especialmente os jovens, a rezar a Maria, em particular com o Rosário, que como destaca, "nos faz recordar os eventos da vida do Senhor em companhia da Beata Virgem, conservando-os, como Ela, no nosso coração". O Papa recorda, então, que "o 'sim' de Maria venceu o mal. Esta é a razão porque também nas provações da vida que nos fazem vacilar, possamos encontrar nela um local seguro".

"Caros amigos, que imensa alegria em ter por mãe Maria Imaculada! Cada vez que experimentamos a nossa fragilidade e a sugestão do mal, podemos nos dirigir a Ela, e o nosso coração recebe luz e conforto". (Angelus, 8 de dezembro de 2009)

Bento XVI confia à Virgem Maria o Ano da Fé, no 50º aniversário do início do Concílio Vaticano II. Significativo, depois, que a sua última viagem pastoral na Itália tenha sido a um Santuário mariano, o de Loreto. 'A tradição quer que o coração deste lugar seja a casa em que viveu Maria', mas o Papa Bento XVI fala de outra casa, que vai bem mais além das pedras de um edifício. É Maria a 'casa viva' que acolhe Jesus: "Onde habita Deus, devemos reconhecer que somos 'a casa': onde habita Cristo, os seus irmãos e as suas irmãs não são mais estrangeiros. Maria, que é mãe de Cristo é também nossa mãe, nos abre a porta de sua Casa, nos conduz a entrar na vontade do Filho". (Visita a Loreto, 4 de outubro de 2012).

Por fim, lembremos que o emblemático anúncio da renúncia de Bento XVI foi feito em 11 de fevereiro, dia de Nossa Senhora de Lourdes. Certamente a escolha não foi por acaso e representou, mais do que nunca, a confiança que Bento XVI deposita na Mãe de Jesus, confiando a ela, mais uma vez, o futuro da Igreja, que é tão amada por Maria, mas também pelo Papa.

Rádio Vaticano

“Relativismo” inibidor da verdadeira liberdade

«Mas a liberdade é um valor delicado. Pode ser mal-entendida ou usada mal, acabando por não conduzir à felicidade que todos dela esperamos, conduzindo pelo contrário a um cenário sombrio de manipulação, em que a nossa compreensão de nós próprios e do mundo se torna confusa ou é até mesmo distorcida por aqueles que têm segundas intenções.

O maior risco é o de separar a liberdade da verdade: hoje em dia há quem, em nome do respeito pela liberdade do indivíduo, considere errado procurar a verdade, mesmo a verdade sobre o que é bem. É o que se chama “relativismo”, que pretende libertar a consciência dando a tudo o mesmo valor. Tal confusão moral leva a perder o respeito por si mesmo, podendo levar ao desespero, e mesmo ao suicídio».

(Bento XVI - Encontro com jovens e seminaristas no Seminário de S. José / Nova Iorque em 19/IV/2008)

Podemos ser felizes fora da realidade?

Depois de algum tempo de ansiosa espera, a criança nasceu. Foi uma grande alegria. O pai estava radiante. Pegou no telemóvel e comunicou a notícia aos familiares. Deram-lhe os parabéns e perguntaram-lhe se era um rapaz ou uma rapariga. É a pergunta mais natural numa situação destas. O pai da criança, ainda com a voz emocionada, respondeu do corredor do hospital: «Nasceu rapaz. Já temos um nome para ele. Vai-se chamar Fernando. No entanto, tanto eu como a Cristina respeitamos desde já a sua liberdade. Se mais tarde ele decidir mudar de género, passará a ser ela, e chamar-se-á Fernanda».

Se observarmos com calma, veremos que é cada vez mais habitual utilizar a palavra "género" para substituir a palavra "sexo". Fala-se com frequência da igualdade de género, da violência de género, do direito a escolher o próprio género. Pretende-se instaurar uma sociedade na qual todas as pessoas sejam radicalmente iguais e radicalmente livres. Na qual cada um possa escolher a sua identidade de género e a sua orientação sexual com total independência da biologia.

A natureza com a qual nascemos é vista, por alguns, como um limite à nossa liberdade. Porque é que uma pessoa tem de aceitar nascer rapaz ou rapariga? Porque é que não pode livremente escolher? Quem é que escolheu por mim? Tenho ou não o direito de ser aquilo que quero ser? Quem me pode impedir?

Em nome desta "liberdade", promovem-se leis para o "matrimónio" entre pessoas do mesmo sexo ou para a "mudança" de sexo no Registo Civil. Todos aqueles que não concordam com isto são vistos como homófobos e intolerantes. São vistos como pessoas arcaicas que querem impor os seus valores aos outros e não respeitam o valor supremo da liberdade sem limites.

O problema é que quando nos esquecemos da verdade, a liberdade perde o seu norte e o seu sentido. E a verdade é que o sexo com o qual nascemos não depende da nossa liberdade de escolha. Para a grande maioria das pessoas isto é evidente. No entanto, em nome de um falso conceito de tolerância, existe um medo no ambiente de fazer tais afirmações. São consideradas intolerantes, homófobas e politicamente incorrectas.

Mas a realidade continua a ser a mesma. Nós só podemos escolher de verdade, com verdadeira liberdade, a partir daquilo que somos. Nenhum de nós escolheu existir, ser pessoa, ser livre, ser homem ou ser mulher. Nenhum de nós escolheu o dia do seu nascimento nem os seus pais. Estas condições iniciais da nossa biografia não foram escolhidas por nós. São a "natureza" com a qual nascemos. Podemos revoltar-nos contra a realidade das coisas. Podemos procurar viver como se ela não fosse assim. O que não podemos é evitar que essa revolta passe a sua "factura". Uma factura que nos impede de sermos genuinamente felizes. Porque a própria vida nos demonstra que não há verdadeira felicidade fora da realidade.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

O Evangelho do dia 27 de fevereiro de 2017

Tendo saído para Se pôr a caminho, veio um homem a correr e, ajoelhando-se diante d'Ele, perguntou-Lhe: «Bom Mestre, que devo fazer para alcançar a vida eterna?». Jesus disse-lhe: «Porque Me chamas bom? Ninguém é bom senão Deus. Tu conheces os mandamentos: “Não mates, não cometas adultério, não roubes, não digas falso testemunho, não cometas fraudes, honra teu pai e tua mãe”». Ele respondeu: «Mestre, todas estas coisas tenho observado desde a minha mocidade». Jesus olhou para ele com afeto, e disse-lhe: «Uma coisa te falta: vende tudo quanto tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-Me». Mas ele, entristecido por estas palavras, retirou-se desgostoso, porque tinha muitos bens. Jesus, olhando em volta, disse aos discípulos: «Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!». Os discípulos ficaram atónitos com estas palavras. Mas, Jesus de novo lhes disse: «Meus filhos, como é difícil entrarem no reino de Deus os que confiam nas riquezas! Mais fácil é passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus». Eles, cada vez mais admirados, diziam uns para os outros: «Então quem pode salvar-se?». Jesus, olhando para eles, disse: «Para os homens isto é impossível, mas não para Deus, porque a Deus tudo é possível». 

Mc 10, 17-27