N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

É tempo de esperança, e eu vivo desse tesouro

"É tempo de esperança, e eu vivo desse tesouro. Não é uma frase, Padre; é uma realidade", dizes-me. Então... o mundo inteiro, todos os valores humanos que te atraem com uma força enorme (amizade, arte, ciência, filosofia, teologia, desporto, natureza, cultura, almas...), tudo isso, deposita-o na esperança – na esperança de Cristo. (Sulco, 293)

Onde quer que nos encontremos, esta é a exortação do Senhor: vigiai! Em face deste apelo de Deus, alimentemos nas nossas consciências os desejos esperançosos de santidade, com obras. Dá-me, meu filho, o teu coração, sugere-nos o senhor ao ouvido. Deixa-te de construir castelos com a fantasia, decide-te a abrir a tua alma a Deus, pois exclusivamente no Senhor acharás o fundamento real para a tua esperança e para fazer o bem aos outros. Quando não lutamos connosco mesmos, quando não rechaçamos terminantemente os inimigos que estão dentro da cidadela interior – o orgulho, a inveja, a concupiscência da carne e dos olhos, a auto-suficiência, a tresloucada avidez da libertinagem – quando não existe essa peleja interior, os mais nobres ideais definham como a flor do feno; ao romper o sol ardente, a erva seca, a flor cai e acaba a sua vistosa formosura. Depois, pela menor fenda brotarão o desalento e a tristeza, como plantas daninhas e invasoras.

Jesus não se conforma com um assentimento titubeante. Pretende, tem direito a que caminhemos com inteireza, sem concessões às dificuldades. Exige passos firmes concretos; pois, de ordinário, os propósitos gerais servem para pouco. Os propósitos pouco delineados parecem-me entusiasmos falazes que intentam calar as chamadas divinas percebidas pelo coração; fogos-fátuos, que não queimam nem dão calor e que desaparecem com a mesma fugacidade com que surgiram.

Por isso, convencer-me-ei de que as tuas intenções de alcançar a meta são sinceras, se te vir caminhar com determinação. Faz o bem, revendo as tuas atitudes habituais quanto à ocupação de cada instante; pratica a justiça, precisamente nos ambientes que frequentas, ainda que a fadiga te vença; fomenta a felicidade dos que te rodeiam, servindo os outros com alegria no lugar do teu trabalho, com esforço para o acabar com a maior perfeição possível, com a tua compreensão, com o teu sorriso, com a tua atitude cristã. E tudo por Deus, com o pensamento na sua glória, com o olhar no alto, anelando a Pátria definitiva, pois só esse fim vale a pena. (Amigos de Deus, 211)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1975

No aeroporto da Guatemala.
Momentos antes de tomar o avião, dá a bênção a centenas de pessoas que tinham ido despedir-se dele. Muitos não o tinham podido ver, porque estivera doente durante esses dias. “Custou-me muito não ter podido estar convosco. Paciência! Primeiro estava triste; mas agora estou alegre: Ofereci tudo ao Senhor pelo trabalho na América Central”.

Correcção fraterna é caridade

«Face aos erros e faltas do próximo, em vez de dedicar-se a murmurar, ao falatório — como sucede com frequência —,não há maior prova de verdadeira caridade do que exercitar a correção fraterna com espírito de humildade e muita delicadeza.»

(D. Javier Echevarría, na homilia do dia 18.02.2012 na ordenação diaconal de fiéis da Prelatura)

Nós perante os outros

«Tratemos pois, irmãos, não só de viver bem, mas de portar-nos bem diante dos outros. Procuremos que não tenha que repreender-nos nada a nossa consciência, e, além disso, tendo em conta a nossa fragilidade, pondo todo o cuidado que possamos, evitemos que possa pensar mal irmão menos formado»

(Santo Agostinho - Sermo 47, 14)

São Policarpo, bispo, mártir, †155

"Quem não está por mim está contra mim, e quem não se junta a mim, dispersa" (Lc 11,23).

Hoje a Liturgia lembra São Policarpo. Ele pertence ao grupo dos chamados "Padres Apostólicos", quer dizer, discípulos dos primeiros Apóstolos, e foi Bispo e Mártir. São Policarpo - nome que significa: "muito fruto" - deve ter sido discípulo de São João, o autor do 4° Evangelho.

Por sua vez, teve ele um aluno, que até o superou, tornando-se até mais célebre. É Santo Irineu, apóstolo da França. Esse mesmo Irineu lembra que Policarpo enviava cartas às comunidades vizinhas e a alguns irmãos, em particular, para os ensinar e os admoestar. Conserva-se até hoje sua belíssima Carta aos Filipenses.

Também nos foi transmitida a narração do seu martírio, com as suas últimas palavras, proferidas com muita suavidade perante o juiz que o condenava. Dizia ele: "Finges ignorar quem eu sou? Escuta-o com toda clareza: eu sou cristão". Foi então queimado vivo. Corria o ano de 155.

Ser cristão é uma graça, mas também, uma honra. Igualmente, um compromisso com o Evangelho.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 23 de fevereiro de 2017

«Quem vos der um copo de água, porque sois de Cristo, em verdade vos digo que não perderá a sua recompensa. «Quem escandalizar um destes pequeninos que crêem em Mim, melhor fora que lhe atassem ao pescoço a mó que um asno faz girar, e que o lançassem ao mar. Se a tua mão é para ti ocasião de pecado, corta-a; melhor te é entrar na vida eterna mutilado, do que, tendo as duas mãos, ir para a Geena, para o fogo inextinguível. Se o teu pé é para ti ocasião de pecado, corta-o; melhor te é entrar na vida eterna coxo, do que, tendo os dois pés, ser lançado na Geena.  Se o teu olho é para ti ocasião de pecado, lança-o fora; melhor te é entrar no reino de Deus sem um olho do que, tendo dois, ser lançado na Geena, “onde o seu verme não morre e o seu fogo não se apaga”. Todo o homem será salgado no fogo. O sal é uma coisa boa; porém, se se tornar insípido, com que haveis de lhe dar o sabor? Tende sal em vós, e tende paz uns com os outros».

Mc 9, 41-50